segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bin Laden usou uma de suas esposas como escudo humano

Washington - Uma das esposas de Osama Bin Laden morreu durante a ação que acabou com a morte do líder da Al-Qaeda na noite deste domingo. Segundo informações do governo americano, ela foi usada como escudo humano por um dos combatentes para proteger Osama.

>>FOTOGALERIA: Osama volta às manchetes dos jornais do mundo

A operação tinha sido cuidadosamente planejada, mas os soldados do grupo de operações especiais da Marinha americana (Seals) que entraram no complexo não sabiam como seria o interior da residência, nem a quem encontrariam exatamente. Bin Lade estava armado e foi morto durante uma troca de tiros.
Foto: Reprodução
Após o anúncio oficial da morte do terrorista, restavam dúvidas sobre a veracidade da informação | Foto: Reprodução
Durante a operação também morreram um dos filhos adultos do dirigente da Al Qaeda, seu mensageiro de confiança e o irmão deste.

Em entrevista coletiva, John Brennan, conselheiro do presidente americano, declarou que os serviços de inteligência americanos buscam agora determinar exatamente que tipo de apoio Bin Laden teria recebido e examinarão o conteúdo da residência onde o terrorista foi encontrado, mas ressaltou que o importante é "a qualidade, não a quantidade" dos indícios.

>>FOTOGALERIA: Imagens da mansão onde Osama foi morto são divulgadas

Ele indicou que, embora a CIA tivesse cada vez mais certeza de que era Bin Laden que vivia no complexo, os indícios eram apenas circunstanciais, mas Obama concluiu que havia confiança suficiente para ir adiante.
Obama anuncia a morte de Bin Laden
Inimigo público nº 1 dos EUA, o terrorista Osama Bin Laden foi morto por forças americanas, neste domingo, no Paquistão. Segundo informações do governo americano, o terrorista, chefe da Al Qaeda, foi morto dentro de uma mansão. O anúncio oficial da morte de Bin Laden foi feito no início da madrugada desta segunda-feira pelo presidente Barack Obama, que fez pronunciamento à nação. Os americanos festejaram a morte do terrorista em frente à Casa Branca.

O líder da rede terrorista Al Qaeda foi morto com um tiro de um dos cerca de 20 militares da Marinha dos Estados Unidos que invadiram, de helicóptero, sua mansão de alta segurança em Abbottabad, a cerca de 50 km da capital paquistanesa Islamabad. A operação durou 40 minutos  e deixou ainda um dos filhos de Bin Laden, uma mulher e dois homens mortos. O corpo foi enterrado no mar, em lugar desconhecido. Nenhum militar americano ficou ferido.
Foto: Reprodução
Cama onde o líder da Al-Qaeda teria sido morto por tropas americanas | Foto: Reprodução
Osama Bin Laden é o responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001, que derrubaram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque e destruíram o prédio do Pentágono, em Washington, matando mais de 2 mil pessoas. A facção criminosa de Bin Laden também assumiu a autoria de outros ataques, na Europa.

Após a confirmação da morte de Bin Laden, todas as bases militares e representaçõs diplomáticas americanas ao redor do mundo foram postas em alerta, temendo represálias terroristas.

Em seu pronunciamento, Obama disse que a operação que culminou na morte de Osama foi planejada cuidadosamente durante muito tempo. “A todas as famílias que sofreram com os ataques da Al Qaeda, podemos dizer que a justiça foi feita. Deus abençoe a América”, disse Obama.

Paquistão não participou de ação que matou Bin Laden, diz presidente

Segundo Zardari, Paquistão não conhecia a localização do terrorista.
Obama disse que ação ocorreu em parceria com o governo paquistanês.

O presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, disse nesta segunda-feira (2), em um texto publicado no site do jornal Washington Post, que a operação que resultou na morte do líder da da rede al-Qaeda, Osama Bin Laden, não teve participação das forças paquistanesas.
No entanto, em discurso logo após a ação, o presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que a morte do chefe da al-Qaeda foi consequência de uma ação de inteligência do Exército norte-americano em parceria com o governo do Paquistão, que localizou o terrorista na semana passada.

Segundo Zardari, as autoridades do Paquistão não tinham conhecimento da localização do terrorista. “Ele não estava em qualquer lugar que havíamos previsto que estaria, mas agora ele se foi”, declarou. “Embora a ação deste domingo não tenha sido uma operação conjunta, uma década de cooperação e parceria entre os Estados Unidos e Paquistão levaram à eliminação de Osama Bin Laden, que era uma contínua ameça ao mundo civilizado”, falou Zardari no texto.
A ação que resultou na morte de Bin Laden foi efetuada por forças americanas no Paquistão, na madrugada desta segunda-feira (2). Segundo um assessor da Casa Branca, ele estava armado e foi morto durante uma troca de tiros com as forças americanas.
A Casa Branca informou que ainda não decidiu se vai liberar ou não algum registro fotográfico que comprove a morte de Bin Laden.
O assessor da Presidência disse ainda que é possível afirmar "com 99.9% de certeza" que o homem morto numa mansão fortificada no Paquistão é Bin Laden e que documentos encontrados no local estão sendo examinados.
Flor é pendurada do lado de memorial que lista nomes de 44 residentes do condado de Nassau que foram vítimas dos atentados de 11 de Setembro  de 2001, em Nova York (Foto: Shannon Stapleton/Reuters) 
Flor é pendurada do lado de memorial que lista nomes de 44 residentes do condado de Nassau que foram vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001, em Nova York (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)
'Mundo melhor'
Mais cedo, o presidente Obama disse que o mundo está mais seguro após a morte do líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, em um ataque de forças norte-americanas no Paquistão.
"Podemos todos concordar que é um dia bom para os Estados Unidos. Nosso país manteve o compromisso de buscar a justiça, que foi feita. O mundo é um lugar melhor e mais seguro por causa da morte de Osama Bin Laden", disse o presidente durante cerimônia de entrega de medalhas de honra a veteranos da Guerra da Coreia.

 

Começa amanhã Seminário internacional sobre políticas de educação e desenvolvimento

Com a presença de especialistas da Índia, da Coréia do Sul, dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, será aberto nesta terça-feira (03/05), às 9h, em Brasília, o Seminário Internacional Educação e Desenvolvimento – Integrando Políticas. O Seminário vai discutir questões cruciais tais como: qual é o papel das políticas educacionais nas estratégias de desenvolvimento e promoção da cidadania, tendo em vista a globalização e as constantes transformações sociais, culturais, políticas e econômicas mundiais? Como posicionar a educação como elemento central na promoção do desenvolvimento e no combate às desigualdades sociais? A abertura do Seminário contará com a participação do Coordenador-Residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil e Representante-Residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, o Representante da UNESCO no Brasil, Vincent Defourny, o Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, a Presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, e Elba Barretto, da Fundação Carlos Chagas.
As inscrições para o evento podem ser feitas pelo e-mail eventos@ipea.gov.br.
Os três dias do evento poderão ser acompanhados via web, clicando aqui.
Conheça aqui para acessar a programação.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Censo aponta que 14 milhões de brasileiros acima dos 15 anos são analfabetos

Maioria da população que não sabe ler ou escrever encontra-se no Nordeste

Rio - Dados do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta sexta-feira revelam um retrato nada agradável para a educação brasileira. Segundo o IBGE, 14 milhões de pessoas com 15 anos ou mais são analfabetos. Se comparado com o resultado do último Censo, realizado em 2000, houve queda de quatro pontos percentuais (13,6% de analfabetos em 2000 contra 9,6% em 2010). Mas a taxa ainda é longe de ser considerada ideal.
>>LEIA MAIS: Programa de combate à pobreza extrema atacará analfabetismo

A maioria da população que não sabe ler ou escrever encontra-se no Nordeste, que detém 53,3% (7,43 milhões) dos analfabetos do país. Em 2000, a região concentrava 51,4%. Já a região Centro-Oeste concentra a taxa mais baixa de analfabetismo, com 5,5%. Entre 2000 e 2010 houve aumento de 0,1% no índice.

Todos os estados do país,com exceção de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, apresentam taxa de analfabetismo que supera 10%. A pior entre elas é Alagoas, que aparece em primeiro na lista, com 38,6% da população rural com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever, enquanto 19,58% da população das áreas urbanas também é analfabeta.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

1º DE MAIO DIA DO TRABALHADOR - PREFEITO ZITO VAI PROMOVER O MELHOR DIA DO TRABALHADOR DA BAIXADA FLUMINENSE

Programação da Festa do Trabalhador

9h00 – Início da Festa
Serão duas atividades simultâneas:
  1. Saída do Passeio Ciclístico – Carrefour  (Vila São Luiz)
Presença do Prefeito
  1. Praça do Pacificador – Abertura com  a presença do Vice – Prefeito
Presença da Equipe da Comunicação e Fundec

Atividades 9 às 15h:
a)       Fundec:
·         Cidade das Crianças;
·         Beleza e Bem Estar (SENAC).
·         Animação de palco, locução

b)      SME:
·         Pintura de Rosto;
·         Bola Mania;
·         Leia Caxias.

c)       SMTRCT:
·         Emissão de Carteira de Identidade;
·         Orientação Jurídica Trabalhista;
·         Mapeamento Socioeconômico com cadastro de mão de obra;
·         Inscrições de cursos para telemarketing e construção civil.
·         Sindicatos

d)      SMAS:
·         Emissão de Documentos;
12h00 – SMEL:
·         Chegada do Passeio Ciclístico na Praça do Pacificador - Sorteio de bicicletas e brindes.
15h00 – Encerramento dos serviços oferecidos  pelas secretarias/Animação de Palco Fundec
15h40 – Apresentação: Grupo de Axé – SMCT
16h20 – Apresentação: Street Dance – SMCT
16h50 – Apresentação: Grupo de Teatro do Raul Cortez – SMCT
17h30 – Animação de Palco - Fundec
18h10 – Equipe de promoção com animação do Cabeção FM O DIA
19h00 – Apresentação: Imaginasamba
19h40 -  Pronunciamento do Prefeito
20h00 – Apresentação: Arlindo Cruz
20h40 – Apresentação: Swing & Simpatia
21h20 – Apresentação: Bom Gosto
22h50 – Apresentação: Márcio G
23h10 – Termino do Evento


Atenciosamente,    

Assessoria de Comunicação e Eventos
FUNDEC - Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais
Tel.: (21) 2672-5650 (Ramal: 224)

ZITO CONTINUA TRABALHANDO MUITO E OUVINDO SEU POVO - PARTICIPE!!!

Bom dia a Todos!
Segue abaixo o convite para uma reunião com o Prefeito ZITO.
Encaminhe para familiares e amigos e divulgue aos interessados!


Atenciosamente,    
Assessoria de Comunicação e Eventos
FUNDEC - Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais
Tel.: (21) 2672-5650 (Ramal: 224)

Comunidade acadêmica elege Carlos Levi como novo reitor da UFRJ

Rio - A Universidade Federal do Rio de Janeiro já tem seu novo reitor. Com um total de 7617 votos, a Chapa 10, formada pelos professores Carlos Levi e Antônio Ledo, foi a escolhida de docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes da UFRJ.

A Chapa 10, “UFRJ em Movimento”, recebeu 1441 votos de docentes, 2659 de funcionários técnico-administrativos e 3517 de estudantes. Os professores Godofredo Oliveira Neto e Léa Mirian, que compunham a Chapa 20, “A UFRJ que buscamos”, receberam 969, 2117, 3139 votos, respectivamente à cada categoria, perfazendo um total de 6225 votos. Votos brancos e nulos somaram 1,7%. A vitória não foi tão expressiva porque somente 12% dos 50 mil estudantes e 70% do corpo docente participou do processo eleitoral.

Apesar dos números, o professor  Antônio Infantosi, presidente do Comitê Eleitoral, anunciou a vitória da Chapa 10, às 18h, e parabenizou ambas as chapas e também os candidatos derrotados no 1º turno, os professores Alcino Câmara e Ângelo Pinto. 

"A UFRJ mostrou, à comunidade acadêmica e também à comunidade externa, sua competência na execução do processo democrático", afirmou Infantosi.

O Conselho Universitário (Consuni) se reunirá em sessão extraordinária, na próxima segunda-feira, 2 de maio, às 09h30, com o objetivo exclusivo de analisar e deliberar sobre eventuais recursos relativos ao processo sucessório.

No mesmo dia, às 10h30, o Colégio Eleitoral da UFRJ, formado pelo Consuni, pelo Conselho de Ensino de Graduação (CEG), pelo Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) e pelo Conselho de Curadores, se reunirá para elaborar as listas tríplices para nomeação do reitor e do vice-reitor da UFRJ, que serão encaminhadas ao Ministério da Educação. A posse deve acontecer no dia 1º de julho.

Secretaria de Educação lança cartilha de combate às drogas

Rio - A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro lançou nesta quarta-feira uma cartilha com o objetivo de promover a cultura de prevenção às drogas entre os jovens. A iniciativa, fruto de uma parceria com as secretarias de Saúde e Assistência Social, é destinada a alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos das escolas da prefeitura.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, a campanha de prevenção quer chegar aos adolescentes e fazer com que eles discutam a cartilha tanto em sala de aula com os professores quanto em casa com os pais.

- A cartilha dá informações e ao mesmo tempo trabalha a questão emocional dos jovens que, muitas vezes, buscam na droga um complemento para sua baixa auto-estima e sua insegurança. Então [é preciso] trabalhar a questão de como um jovem pode ser autônomo, se sentir bem e não precisar de qualquer recurso como drogas”, disse Cláudia.

A secretária ressaltou também que a cartilha será trabalhada nas instituições de ensino por meio de encontros com os coordenadores pedagógicos que orientarão os professores a respeito da melhor maneira de utilizá-la.

- O trabalho será feito ao longo do ano. Todas as escolas vão trabalhar em sala de aula, em diferentes matérias. É um tema transversal - complementou.

Ao todo, serão distribuídos aproximadamente 300 mil exemplares nas 478 unidades escolares que têm turmas de 6º ao 9º ano. As cartilhas já estão nas dez coordenadorias regionais de educação da cidade e até o início da semana que vem devem chegar às escolas.

STF rejeita ação e mantém piso e jornada de professores

Rio - O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta quarta-feira a Ação  Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, que ia contra a lei 11.738/2008, que define piso e jornada de trabalho nacional para professores da rede pública.

Em 6 de abril, o plenário do Supremo já havia considerado a constitucionalidade do piso, mas não havia na ocasião quórum para julgar a questão da jornada de trabalho. O presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, que se encontrava em viagem oficial à Itália na época, votou hoje contra a jornada.

Com o voto de Peluso, o placar ficou cinco votos a favor e cinco contra a constitucionalidade da jornada (que determina que dois terços do tempo de trabalho do professor devem ser dedicados ao trabalho direto com os alunos). O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de julgar a causa - ele chegou a atuar na ADI quando era advogado-geral da União.

Com o resultado, os ministros decidiram julgar a ação improcedente, mas sem atribuir efeito vinculante à decisão sobre a jornada de trabalho - ou seja, juízes e desembargadores não precisam seguir a decisão do STF em processos que discutam questão idêntica.

Senado aprova aumento na frequência mínima nas escolas

Brasília - O Senado aprovou, na manhã desta terça-feira, o projeto de lei de autoria do ex-senador Wilson Matos, que eleva a frequência mínima para aprovação dos alunos do ensino básico dos atuais 75% para 80%. O projeto foi aprovado pela Comissão de Educação do Senado Federal, em Brasília (DF).

Segundo o texto aprovado, "o controle de frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas do respectivo sistema de ensino, exigida a frequência mínima de oitenta por cento do total de horas letivas para aprovação".

O projeto original estabelecia o aumento de 75% para 85% do total de horas letivas, percentual que, segundo o relator Inácio Arruda (PCdoB-CE), poderia impor ao estudante trabalhador um "entrave intransponível à sua formação pessoal".

O projeto será examinado ainda em turno suplementar - como anunciado durante a reunião pelo presidente da comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR) - por ter sido aprovado na forma de um substitutivo (houve mudança no projeto original).
Com informações da Agência Senado

sábado, 23 de abril de 2011

Ministério do Interior anuncia construção do primeiro centro comunitário

Luanda – Um centro comunitário, com o propósito de promover um relacionamento mais próximo entre as estruturas do Ministério do Interior (Minint) e os munícipes, será construído no decorrer do presente ano, no Sambizanga, disse hoje à Angop o assessor de imprensa daquele organismo, Carlos Gomes. De acordo com Carlos Gomes, o centro será o primeiro de um projecto de âmbito nacional do Ministério do Interior que visa, entre outros objectivos, diminuir a delinquência juvenil, ocupar os tempos livres dos jovens e proporcionar-lhes oportunidades de formação profissional. “Este é o primeiro centro a nível nacional e pretende-se cobrir todas as zonas consideradas críticas em termos de criminalidade em Luanda e nas restantes províncias”, disse. O centro será construído na comuna do Sambizanga, para onde se deslocou hoje uma equipa do Minint em companhia do administrador municipal, para o reconhecimento do espaço a ser aproveitado para a construção do centro. “Com a criação do centro espera-se reduzir alguns problemas sociais dos jovens, assim como a criminalidade latente em alguns bairros do município”, rematou Para si, muitos jovens enveredam pelo mundo da criminalidade devido à falta de oportunidades “e o centro pretende trazer um relacionamento salutar a nível emocional, profissional, interagindo por via desportiva, cultural e de acesso às novas tecnologias, detecção de novos talentos e promoção de novas profissões”. Segundo Carlos Gomes, o projecto terá uma base estruturada e complementada com a vontade dos próprios munícipes, sobretudo o que estes entenderem ser fundamental para o enriquecimento do projecto. A instituição terá área multiusos polivalente, centro cultural, área de música, teatro e dança, ciber e área de partilha de ideias entre a polícia, mais velhos e jovens

Academia do Concurso concede bolsas de estudo em cursos de níveis médio e superior

O Globo
Tamanho do texto A A A
RIO - A Academia do Concurso oferece duas mil bolsas integrais de estudos para cursos de níveis médio e superior, o Bolsão 100%, como parte da política de responsabilidade social adotada pela empresa. As inscrições já estão abertas. O interessado deve se inscrever pelo site da Academia do Concurso e preencher o formulário. No dia da prova, deve levar um brinquedo, em boas condições, que será doado à Ação da Cidadania. A prova acontecerá no dia 1º de maio, às 9h, na unidade da Av. Rio Branco, 277-2º andar- Centro , e terá 4 horas de duração.
— A intenção dessa iniciativa é aliar a oportunidade de colaborar em duas frentes: uma dando oportunidade de ensino de qualidade para quem não pode pagar e a outra, oferecendo brinquedos para crianças de instituições carentes — afirma Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso.
Outra ação acontecerá entre os próximos dias 25 e 30. Quem for ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Centro doar sangue receberá um desconto de 20% para qualquer curso da Academia. Para isso, será necessário apenas apresentar o comprovante de doação no ato da inscrição. De acordo com o Inca, para ser doador é necessário comparecer ao Serviço de Hemoterapia, na Praça Cruz Vermelha, 23/ 2º andar, de segunda a sexta-feira, das 7h30m às 14h30m, e aos sábados, das 8h às 12h. Não é necessário agendamento.
De acordo com o Inca, o doador deve apresentar documento oficial de identidade com foto (RG, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação); estar bem de saúde; ter entre 18 e 65 anos; pesar mais de 50 quilos; e não estar em jejum, evitando apenas alimentos gordurosos nas quatro horas antes da doação.

Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação é criada na Câmara

Dispositivo nasce com o desafio de pautar no Congresso Nacional a reformulação no marco regulatório do setor, avançando na democratização da comunicação
Escrito por: Pedro Caribé e Ana Rita - Observatório do Direito à Comunicação
A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom) lançada nesta terça-feira (19) tem o desafio de pautar no Congresso Nacional a reformulação no marco regulatório do setor. Participaram da solenidade de lançamento cerca de 200 pessoas e 20 deputados/as.
Quase 50 anos depois que o Código Brasileiro de Telecomunicações (CBT) protagonizou embates políticos nacionais, em 1962, 190 deputados federais de dez partidos - até o momento - têm o apoio de mais de 70  entidades da sociedade civil para enfrentar a falta de cumprimento e regulamentação da Constituição de 1988 nos capítulos destinados à comunicação.
A pressão sob o Congresso se intensifica pelo fato de a legislação vigente estar defasada em um ambiente de convergência tecnológica. A deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), que foi escolhida para ser coordenadora-geral da Frente, explicou o processo de construção deste novo dispositivo de luta pela democratização da comunicação no país: "A ideia vem da necessidade de um novo marco regulatório, que acompanhe os avanços tecnológicos e as necessidades da sociedade". Para a deputada, escolhida coordenadora da Frente, esta é uma continuação do processo que se iniciou com a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em 2009.
A reativação do Conselho de Comunicação Social pelo Congresso foi pauta ratificada pelas entidades da sociedade civil presentes no auditório da Câmara dos Deputados. Rosane Bertotti, secretária de Comunicação da CUT e representante da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), reafirmou a necessidade da repercussão das atividades da Frente nos estados. "A luta pela democratização da comunicação começa no Congresso, mas deve iniciar a criação de frentes e conselhos regionais de comunicação", disse Rosane.
Já o deputado Emiliano José (PT-BA) ressaltou que os empresários foram convidados para participar da Frentecom, mas liderados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), várias entidades do segmento não formalizaram seu ingresso na Frente. Do campo empresarial, somente a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores de Comunicação (Altercom) e Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo (Andijor-SP) integram a Frentecom.
O deputado Emiliano avaliou que a concentração abusiva da propriedade é marca do panorama do setor no país. "Existe expropriação do direito da sociedade se comunicar corretamente. Não podemos continuar com um grupo de famílias interpretando o Brasil sob sua lógica e ideologia", completou o parlamentar baiano.  
Outro assunto citado no lançamento foi o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) defendeu que o Fundo não deve ser usado nem por empresas privadas, nem para o superávit primário. Além disso, entidades da sociedade civil lembraram que a banda larga deve ser transformada em um serviço público com metas de universalização e não de massificação.
As atividades da Frentecom já começam no dia 27 de abril, quando a coordenação da frente se reunirá pela primeira vez. No dia 28 de abril, haverá uma audiência pública com o ministro das Comunicações Paulo Bernardo.

Fidel Castro: minha ausência no Comitê Central

Por Fidel Castro , foi um revolucionário cubano, primeiro presidente do Conselho de Estado da República de Cuba

Fidel Castro: minha ausência no Comitê Central
Penso que já recebi demasiadas honras. Nunca pensei viver tantos anos; o inimigo fez todo o possível para impedi-lo, tentou me eliminar um número incalculável de vezes e eu, muitas vezes, colaborei para que quase fossem bem sucedidos. Entre os muitos pontos abordados no projeto de Informe ao Sexto Congresso do partido, um dos que mais me interessou foi o que se relaciona com o poder. Textualmente expressa: “...chegamos à conclusão de que é recomendável limitar, a um máximo de dois períodos consecutivos de cinco anos, a duração dos cargos políticos e estatais fundamentais". A idéia me agradou. Era um tema sobre o qual havia meditado muito. O artigo é de Fidel Castro.
Fidel Castro


Conhecia o informe do companheiro Raúl ao Sexto Congresso do Partido.
Ele havia me mostrado vários dias antes por sua própria iniciativa, como fez com muitos outros assuntos sem que eu o solicitasse, porque tinha delegado, como já expliquei, todos os meus cargos no Partido e no Estado na proclamação de 31 de julho de 2006. Fazê-lo era um dever que não vacilei um instante em cumprir.

Sabia que meu estado de saúde era grave mas estava tranquilo, a Revolução seguiria adiante. Não era seu momento mais difícil depois que a URSS e o campo socialista tinham desaparecido. Bush estava no trono desde 2001 e tinha designado um governo para Cuba, mas, uma vez mais, mercenários e burgueses ficaram com as maletas e baús em seu dourado exílio.

Os ianques, além de Cuba, tinham agora outra revolução, na Venezuela. A estreita cooperação entre ambos países passará também à história da América como exemplo do enorme potencial revolucionário dos povos com uma mesma origem e uma mesma história.

Entre os muitos pontos abordados no projeto de Informe ao Sexto Congresso do partido, um dos que mais me interessou foi o que se relaciona com o poder. Textualmente expressa: “...chegamos à conclusão de que é recomendável limitar, a um máximo de dois períodos consecutivos de cinco anos, a duração dos cargos políticos e estatais fundamentais. Isso é possível e necessário nas atuais circunstâncias, bem distintas daquelas das primeiras décadas da Revolução, ainda não consolidada e submetida a constantes ameaças e agressões”.

A ideia me agradou. Era um tema sobre o qual eu havia meditado muito. Acostumado desde os primeiros anos da revolução a ler todos os dias os despachos das agências de notícias, conhecia o desenrolar dos acontecimentos em nosso mundo, acertos e erros, dos partidos e dos homens. Os exemplos abundam nos últimos 50 anos.

Não irei citá-los, para não me estender nem ferir suscetibilidades. Albergo a convicção de que o destino do mundo poderia ser muito distinto neste momento sem os erros cometidos por líderes revolucionários que brilharam por seu talento e seus méritos. Tampouco me iludo de que, no futuro, a tarefa será mais fácil, mas sim o contrário.

Digo simplesmente o que, a meu juízo, considero um dever elementar dos revolucionários cubanos. Quanto menor for um país e mais difíceis as circunstâncias, mais obrigado está a evitar erros.

Devo confessar que não me preocupei realmente nunca com o tempo que estaria exercendo o papel de presidente do Conselho de Estados e de Ministros e Primeiro Secretário do partido. Eu era, desde que desembarcamos, comandante em chefe da pequena tropa que tanto cresceu mais tarde. Desde Sierra Maestra tinha renunciado a exercer a presidência provisória do país depois da vitória que desde cedo vislumbrei para nossas forças, ainda bastante modestas em 1957. Acabei aceitando porque as ambições com relação a esse cargo estavam obstruindo a luta.

Quase fui obrigado a ocupar o cargo de Primeiro Ministro nos meses iniciais de 1959.

Raúl sabia que eu não aceitaria hoje cargo algum no partido. Ele tinha sido sempre quem me qualificava como Primeiro Secretário e Comandante em Chefe, funções que, como se sabe, deleguei quando fiquei gravemente doente. Nunca tentei nem tinha capacidade física para exercê-las, mesmo quando recuperei consideravelmente a capacidade de analisar e escrever.

No entanto, ele nunca deixou de me transmitir as ideias que projetava.
Surge outro problema: a Comissão Organizadora estava discutindo o número total de membros do Comitê central que devia propor ao Congresso. Com muito bom critério, a comissão apoiava a ideia sustentada por Raúl de que se incrementasse, no Comitê Central, a presença das mulheres e dos descendentes de escravos procedentes da África. Ambos eram os mais pobres e explorados pelo capitalismo em nosso país.

Por outro lado, havia alguns companheiros que, pela sua idade ou sua saúde, não poderiam prestar muitos serviços ao partido, mas Raúl pensava que seria muito para eles excluí-los da lista de candidatos. Não vacilei em sugerir-lhe que não excluísse a esses companheiros e acrescentei que o mais importante era que eu não aparecesse nesta lista.

Penso que já recebi demasiadas honras. Nunca pensei viver tantos anos; o inimigo fez todo o possível para impedi-lo, tentou me eliminar um número incalculável de vezes e eu, muitas vezes, colaborei para que quase fossem bem sucedidos.

Neste ritmou avançou o Congresso que não teve tempo de transmitir uma palavra sobre o assunto antes que recebessem as cédulas de votação.

Por volta do meio dia Raúl enviou-me uma cédula e eu pude exercer assim meu direito ao voto como delegado do Congresso, honra que os militantes do Partido em Santiago de Cuba, me outorgaram sem eu soubesse uma palavra. Não votei mecanicamente. Li as biografias dos novos membros propostos. São pessoas excelentes, várias das quais conheci no lançamento de um livro sobre nossa guerra revolucionária na Aula Magna da Universidade de Havana, nos contatos com os Comitês de Defesa da Revolução, nas reuniões com os cientistas, os intelectuais e em outras atividades. Votei e até pedi fotos do momento em que exercia esse direito.

Recordei também que me falta bastante ainda para concluir a história sobre a batalha de Girón. Trabalho nela e estou comprometido a entregá-la rapidamente. Tenho em mente, além disso, escrever sobre outro importante acontecimento que veio depois.

Tudo isso antes que o mundo se acabe!

O que lhes parece?

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

Fotos: Alex Castro/Granma

Cuba e a repórter da Folha: quem afunda?

Escrito por: Gilson Caroni Filho
A enorme propaganda contra o regime cubano acabou por criar, como subproduto planejado, uma imagem distorcida sobre os habitantes da Ilha, apresentados ora como guerrilheiros ferozes, desconhecedores de fronteiras, ora como prisioneiros tristes e infelizes de uma ditadura.
Alaine Gonzáles e Reinel Herrera são trabalhadores autônomos cubanos. Ambos foram escolhidos pela jornalista Flávia Marreiro, enviada especial da Folha de São Paulo a Havana, como personagens errantes de uma economia em frangalhos. Seguindo um padrão de cobertura vigente há 50 anos, a repórter da elabora um texto com pouca informação e direcionamento enviesado, não somente sobre o país, no sentido político e econômico, mas principalmente sobre o povo, sua história, sua cultura e seus hábitos.
A enorme propaganda orquestrada contra o regime cubano acabou por criar, como subproduto previsto e planejado, uma imagem distorcida sobre os habitantes da Ilha, apresentados ora como guerrilheiros ferozes, desconhecedores de fronteiras, ora como prisioneiros, tristes e infelizes, de uma ditadura. É compreensível o sucesso desse tipo de campanha, quando se avalia o poder da rede de comunicação capitalista.
É natural que o jornalismo nativo não possa perceber a dinâmica que se apresenta aos seus olhos. Se Flávia Marreiro conseguisse se desvencilhar da viseira ideológica, talvez conseguisse enxergar os personagens com outras roupagens e expectativas. Alaine e Reinel, como o restante do povo cubano, têm consciência das suas dificuldades. Por outro lado, crêem na revolução porque sabem que são participantes ativos de um processo tão rico quanto denso. Não se sentem impotentes diante dos problemas: reclamam e atuam dentro de uma estrutura política que lhes permite, independentemente do poder econômico ou dos conchavos políticos, resolver problemas que os afligem.
Como cidadão esclarecido, bem informado e politizado, o cubano é o verdadeiro crítico do regime. Critica e aponta saídas. Trabalha e, quando a nação necessita da sua presença, lá está ele, pronto para defender sua revolução com o seu próprio sangue. Aqueles que não quiseram trabalhar pela coletividade ou que sequer queriam trabalhar se foram pelo Porto Mariel, iludidos pela falsa propaganda que vinha dos Estados Unidos, onde pensavam encontrar dinheiro fácil. Flávia chegou tarde, com uma pauta envelhecida.
Nem Alaine, nem Reinel Herrera viveram os problemas da etapa anterior a 1959, quando o desemprego era superior a 16,4% e o subemprego estava em torno de 34,8%. Eles já vieram ao mundo num país de - praticamente- pleno emprego. Também não conviveram com as taxas de analfabetismo de 23,6%, nem com o sistema escolar que, de 100 crianças matriculadas nas escolas públicas, deixava 64 no meio do caminho, sem terminarem o 6º ano. Hoje, apesar de todos os problemas, a taxa de analfabetismo não chega a 3% e não existem crianças em idade escolar sem colégio.
Com uma assistência médica nacionalizada, nenhum dos dois conheceu o pais que concentrava 65% da população nas áreas urbanas, que tinha 70% da indústria farmacêutica controlados por empresas estrangeiras, em que a expectativa de vida era de 62 anos e a mortalidade infantil de 40 por mil nascidos vivos. Já a mortalidade materna era de 118,2 por 10 mil nascidos. Esses dados, por certo, não estão no departamento de pesquisa dos jornais dos Frias, Marinhos e Mesquitas. Flávia, a nossa brava repórter, talvez não disponha de outras informações que lhe seriam de extrema utilidade na cobertura da reunião do Partido Comunista Cubano.
Antes da revolução, menos de 2.500 proprietários possuíam 45% das terras do país e 8% das fazendas concentravam 71% da área disponível. Até 1959, somente 11,2% dos trabalhadores agrícolas tomavam leite, 4% comiam carne,1% consumia peixe. Na Cuba de Alaine e Herrera, o consumo de leite e carne é superior a todos os outros países do continente. Se nos anos 1980, quando os dois entrevistados nasceram, a implementação do processo revolucionário continuava, foi a década de 1960 que abriu caminho ao desenvolvimento econômico e, sobretudo aquela em que se resistiu às agressões armadas, bombardeios e à tentativa de invasão norte-americana que definiu o caráter socialista da revolução.
Todo o conjunto de medidas políticas e econômicas custou a Cuba o bloqueio econômico e diplomático imposto pelos Estados Unidos. A situação voltaria a se agravar após o fim da URSS e do bloco socialista, mas o colapso tão esperado pelo Império e seus sócios não veio.
O sistema econômico procurou proporcionar o desenvolvimento e o crescimento do país de uma forma igualitária. Ernesto Che Guevara, quando ministro da Indústria, ilustrou bem qual a diferença entre sistema econômico e desenvolvimento. Para ele, um anão enorme com tórax enchido é subdesenvolvido, porque seus curtos braços e débeis pernas não se articulam com o resto de sua anatomia. É produto de um desenvolvimento teratológico que distorceu suas formações sociais. A descrição sobre o restante da América Latina não podia ser mais precisa.
Se, de fato, o Partido decidir demitir 500 mil funcionários, enxugar o Estado e aumentar a produtividade, como relata a grande imprensa, a anatomia cubana não permite vislumbrar um mergulho na lógica fria dos ditames do mercado. A perspectiva que só a história dá, para avaliar em toda a sua dimensão, os erros e acertos, o processo que implantou, pela primeira vez, o socialismo na região, mostra um organismo social saudável, preparado para mudanças necessárias.
O célebre "mudamos ou afundamos" atribuído a Raul Castro não é, como supõe a matéria da Folha, a expressão dramática de uma situação. As crises permanentes que a revolução atravessou, impostas para fazê-la fracassar, fizeram com que a retificação de rumos e a concepção de novas idéias se tornassem elementos constitutivos da nação caribenha. Fátima Marreiro pode ter uma certeza: Cuba não afundará.

Desigualdade racial se agrava no Brasil, diz relatório da UFRJ

O Estado de São Paulo
Wilson Tosta

O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2009-2010, lançado ontem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta a persistência e o agravamento da desigualdade entre pretos e pardos, de um lado, e brancos.

O trabalho, produzido pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser) da UFRJ, mostra, por exemplo, que em 2008 quase metade das crianças afrodescendentes de 6 a 10 anos estava fora da série adequada, contra 40,4% das brancas. Na faixa de 11 a 14 anos, o porcentual de pretos e pardos atrasados subia para 62,3%.

Os resultados contrastam com avanços nos últimos 20 anos. A média de anos de estudo de afrodescendentes foi de 3,6 anos para 6,5 entre 1988 e 2008, e a taxa de crianças pretas e pardas na escola chegou a 97,7%.

Mesmo assim, o avanço entre pretos e pardos foi menor. Na saúde, subiu a proporção de afrodescendentes mortas por causa da gravidez ou consequências. 'Não quer dizer que as coisas estejam às mil maravilhas para os brancos, mas os pretos e pardos são os mais atingidos', diz um dos coordenadores, o economista Marcelo Paixão.

Com 292 páginas, o trabalho é focado nas consequências da Constituição de 1988 e seus desdobramentos para os afrodescendentes.

Para produzir o texto, os pesquisadores do Laeser recorreram a bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Ministérios da Saúde e da Educação e do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros. Foram abordados temas como Previdência, acesso ao sistema de saúde, assistência social e ensino.

O estudo constata que o estabelecimento do SUS beneficiou mais pretos e pardos (66,9% da sua população atendida em 2008) do que brancos (47,7%), mas a taxa de não cobertura (proporção dos que não conseguem atendimento) dos afrodescendentes foi de 27%, para 14% dos brancos.

'A Constituição de 1988 não foi negativa para os afrodescendentes, mas, do ponto de vista de seu ideário, ainda é algo a ser realizado', diz Paixão, reconhecendo que há brancos prejudicados, em menor proporção.

Em 2008 40,9% das mulheres pretas e pardas nunca haviam feito mamografia, contra 22,9% das brancas.

18,1% das mulheres pretas e pardas nunca haviam feito papanicolau (13,2% entre as brancas).



Fonte: O Estado de São Paulo

Para Frei Betto, sociedade deve resgatar utopia, imaginário e desejo

O escritor e pensador Frei Betto defendeu em palestra na terça-feira (19), em São Paulo, que a sociedade precisa resgatar os mais básicos valores humanos para livrar-se das amarras do atual sistema.

Em uma conferência organizada pela editora Boitempo a respeito de revoluções, Frei Betto pediu que se resgatem o imaginário, o desejo e a utopia, atributos condensados, na visão dele, pelo guerrilheiro argentino Ernesto "Che" Guevara, um dos ícones da Revolução Cubana. Ele entende que o sistema capitalista levou ao sufocamento desses anseios.

O imaginário, pondera o frade dominicano, é uma peça fundamental da existência humana na medida em que leva à fantasia e à criatividade. "A sociedade neoliberal sabe que o imaginário tem grande capacidade de subversão. Já que não pode impedir nossa fantasia, escolhem o que a gente vai sonhar."

Ele pensa que a televisão exerce um papel fundamental na sociedade do entretenimento, sequestrando desde a infância a capacidade de sonhar, impedindo inclusive a contestação das regras atuais, que levam à exclusão de dois terços da população mundial em relação a direitos básicos, como alimentação, saúde e educação.

O autor de "A mosca azul" entende que nas escolas e na recuperação do papel educativo dos pais está outro passo importante, revertendo a formação de consumistas por parte da TV, que acaba também por sufocar a existência de culturas diferentes em prol da supressão da consciência crítica.

Para Frei Betto, vive-se o começo de uma nova era na qual está em definição se o paradigma será o mercado ou a solidariedade. "No momento que estamos vivendo, a força do mercado é assombrosa. É o produto que porto que me agrega valor", afirma o pensador, para quem o fim da repressão ao desejo pode ser fundamental para reverter o caminho, passando a rumar em direção a uma sociedade marcada pela solidariedade.

Ele acrescenta que está em contestação a ideia da era da modernidade de que a razão é capaz de dar resposta a tudo, uma vez que essa razão não foi capaz de resolver os problemas mais básicos. "O sistema capitalista não admite a possibilidade de vivermos igualmente."

A respeito da utopia, Frei Betto acredita que se trata do ponto fundamental a ser resgatado entre os jovens. Ele pondera que a questão das drogas, tão debatida atualmente, não encontrará saída enquanto não se recuperar possibilidade de mudanças. "Só se droga quem está desesperadamente em busca de um sonho", analisa. "Como o sistema sabe que a utopia é altamente subversiva, decide propagar que a história acabou."

Copom cede à chantagem do mercado e compromete crescimento e empregos

 
Apesar de contrariar parcialmente o mercado financeiro, que nas últimas semanas vinha exercendo forte pressão para uma elevação maior da taxa básica de juros, na opinião da Contraf-CUT a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de aumentar a Selic em 0,25% é um grave equívoco que comprometerá ainda mais o crescimento econômico deste ano, com implicações negativas na geração de emprego e na renda dos trabalhadores.

"O Banco Central mais uma vez cedeu à chantagem do mercado financeiro, que faz terrorismo com o risco inflacionário e com suposto descontrole das contas públicas, mesmo com a redução do ritmo de geração de empregos em março, o que indica desaceleração de importantes setores da economia, e do superávit fiscal de R$ 40 bilhões nos primeiros três meses do ano", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

A taxa Selic chega agora a 12% ao ano, a mais alta do mundo e três vezes superior à do segundo colocado, a Turquia. Projeções indicam que o Brasil deverá gastar R$ 230 bilhões com juros da dívida pública em 2011, o equivalente a 5,6% do Produto Interno Bruto (PIB), quase seis vezes os R$ 40,1 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e 15 vezes os R$ 15,5 bilhões orçados para o Bolsa Família.

Somente o 1,25% de elevação da taxa Selic decretada este ano pelo Copom representa aproximadamente R$ 18,5 bilhões de aumento da dívida pública.

"Esse é o mais nefasto programa de transferência de renda da sociedade brasileira para os rentistas detentores de títulos da dívida pública. Por isso, o Brasil é a sétima economia mundial e um dos dez países com a pior distribuição de renda", afirma Carlos Cordeiro. "É uma negação absoluta dos compromissos assumidos pela presidenta Dilma Roussef de que pretende em seu governo acabar com a miséria e levar o Brasil a taxas de juros civilizadas, próximas dos países do Primeiro Mundo."

Segundo dados do Tesouro Nacional, do total da dívida pública brasileira, 30,2% estão diretamente nas mãos dos bancos e 37,7% em posse dos fundos de investimento, a maioria dos quais controlados pelas instituições financeiras. Outros 14,4% estão em poder dos fundos de pensão e 11,6% de não-residentes no país.

Os seis maiores bancos que operam no país (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa e HSBC) apresentaram em 2010 lucro líquido superior a R$ 43 bilhões, uma média da rentabilidade sobre patrimônio líquido de cerca de 25%. Além dos juros, têm sido beneficiados pelos mais altos spreads (a diferença entre a taxa de captação e de empréstimo) do mundo.

"Em vez de ceder às chantagens, o Bacen precisa ter coragem de enfrentar o sistema financeiro e interromper esse fluxo de transferência de renda para os mais ricos", propõe o presidente da Contraf-CUT. "Uma medida necessária é a ampliação do Conselho Monetário Nacional, de forma a contemplar a participação da sociedade civil organizada, para que o Banco Central, além das metas de inflação, possa também fixar metas sociais, como o aumento do emprego e da renda dos trabalhadores e a redução das desigualdades sociais do país."

Vascão vence Olaria no sofrimento e está na final da Taça Rio

Rio - O Vasco confirmou o favoritismo na noite deste sábado e obteve a primeira vaga na decisão da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca. Depois de uma péssima participação na primeira parte da competição, quando sequer avançou à etapa decisiva, o time da Colina cresceu no Estadual e avançou à final ao derrotar o Olaria por 1 a 0, no Estádio do Engenhão. Éder Luís anotou o único gol do confronto.
Para conseguir a vaga na decisão da Taça Rio, o Vasco atuou de uma forma consistente e consciente. Bem armado por Ricardo Gomes, o time de São Januário dominou completamente o confronto e permitiu poucas oportunidades para o Olaria aprontar uma zebra na noite deste sábado no Engenhão.
Éder Luís marcou o gol da vitória do Vasco | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Bem postado no setor de meio-campo, o clube da Colina evitou uma aproximação do adversário, que assustou somente na primeira etapa, com um arremate de fora da área que carimbou o travessão de Fernando Prass. Em contrapartida, o Vasco aproveitou a melhor qualidade técnica para definir a vitória na parte inicial do jogo, com o veloz Éder Luís.
Classificado à decisão e em busca de conseguir um lugar na briga pelo título do Estadual, o Vasco enfrentará na final da Taça Rio o vencedor do duelo entre Flamengo, campeão do primeiro turno no Rio de Janeiro, e o embalado Fluminense, que entram em campo neste domingo, a partir das 16h (de Brasília), no Estádio do Engenhão.
O jogo
Totalmente recuperado do vexame da Taça Guanabara, quando foi eliminado antes das semifinais, e armado de uma forma ofensiva pelo técnico Ricardo Gomes, que escalou Felipe, Diego Souza, Éder Luís e Alecsandro, o Vasco começou a partida buscando controlar o duelo por conta da melhor qualidade técnica dos seus atletas. Na base do toque de bola e da marcação avançada, o time da Colina conseguiu, nos instantes iniciais, cumprir a missão.
Aos poucos, o Vasco passou a rondar a área do Olaria e conseguiu balançar as redes aos 18min; mas não pôde comemorar. O lateral esquerdo Ramón, uma das principais opções ofensivas do clube no encontro deste sábado, bateu cruzado de fora da área e viu a bola desviar na defesa adversária. Na sobra, Diego Souza tocou para as redes. Bem colocado, o auxiliar alegou impedimento do meia-atacante vascaíno e anulou o tento.
O domínio vascaíno, no entanto, diminuiu depois da parada técnica da primeira etapa. Com mais espaço para contra-atacar, o Olaria aos poucos passou a assustar o Vasco e criou uma ótima oportunidade aos 36min. O atacante Felipe dominou na intermediária e carimbou o travessão de Fernando Prass ao soltar uma bomba, transformando o clima de festa do Engenhão em tensão.
Entretanto, o susto não atrapalhou o time de Ricardo Gomes dentro do campo. Pelo contrário. A partir do lance de perigo do Olaria, o Vasco voltou a crescer na partida e conseguiu abrir o placar aos 37min. Após lançamento para a zaga do time alvinegro, Fellipe Bastos descolou um lindo lançamento para Éder Luís aproveitar a desorganização da defesa do Olaria. Com tranquilidade, o atacante driblou o goleiro Henrique e fez 1 a 0.
Apesar do bom resultado e de atuar melhor do que o adversário, o primeiro tempo vascaíno não foi apenas de festa no Engenhão. Destoante em relação ao nível da equipe nos 45min iniciais, o lateral direito Allan sofreu com vaias e deixou o campo visivelmente cabisbaixo.
O Vasco retornou do intervalo disposto a definir a classificação à final logo nos primeiros minutos da etapa complementar. Logo nos instantes iniciais, Éder Luís criou ótima jogada pela direita e cruzou na direção de Alecsandro. Antes do centroavante vascaíno, o zagueiro Thiago tentou afastar e jogou contra a própria meta. No reflexo, o goleiro Henrique evitou o tento.
Controlando bem a partida no setor de meio-campo, o Vasco dominou a segunda etapa até a parada técnica dos 20min. Acuado e esperando o adversário, o Olaria, por sua vez, buscava apenas o contra-ataque , mas era parado pela consistente marcação armada por Ricardo Gomes.
A queda de ritmo vascaína incomodou o público presente no Engenhão. Mais ponderado, o time presente no gramado ouviu a torcida clamar pela ousadia e talento do meia Bernardo. Os gritos oriundos das arquibancadas foram atendidos por Ricardo Gomes, que aumentou a criatividade da equipe ao colocar o jovem meio-campista na vaga de Éder Luís.
E, em um dos seus primeiros lances, Bernardo já criou a primeira oportunidade para o Vasco sacramentar a vaga na decisão. Aos 29min, após tabela, o meio-campista invadiu a área e acabou derrubado pelo goleiro Henrique. Confiante, o jogador pediu para bater a infração, mas pegou muito embaixo da bola e carimbou o travessão da equipe adversária.
Mesmo com a penalidade perdida, o Vasco não se abateu e controlou o resultado até o final. No desespero, o Olaria avançou a equipe dentro do campo adversário; contudo, o bom trabalho defensivo e a melhor qualidade técnica vascaína impediu qualquer possibilidade de surpresa na noite deste sábado no Engenhão.