sábado, 12 de março de 2011

Conferência discute papel do Brasil nos temas globais


Foresight Brazil Conference ocorrerá em São Paulo, no dia 17 de março, e resultará em livro a ser publicado pelo Ipea
O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto, Jorge Abrahão, e o coordenador-geral da Diretoria de Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais, Marcos Cintra, participam, no dia 16 de março, da abertura da conferência Traçando Novos Rumos: o Brasil em um Mundo Multipolar. O evento será realizado no Tivoli São Paulo Mofarrej, na Alameda Santos, 1.437, Cerqueira César, em São Paulo (SP). No dia 17 (confira a programação abaixo), a conferência será aberta ao público. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail eventos@ipea.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
A Foresight Brazil Conference é parte do Programa Foresight, que promove o debate de temas sociais, econômicos e de política externa. Ela reunirá uma ampla rede de lideranças políticas, executivos e acadêmicos internacionais, assim como jornalistas e correspondentes da mídia global. Conferências semelhantes já foram organizadas na China, Índia e outros países emergentes.
O seminário é promovido pelo Policy Network, centro de estudos internacional sediado em Londres, e pelo Alfred Herrhausen Society, fórum internacional do Deutsche Bank, com o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Grupo de Análises Internacionais (GACINT) do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP).
Além da participação e auxílio na organização do seminário, o Ipea será responsável pela publicação, em português, de um livro com os artigos selecionados.
                               Confira a programação (17 de março de 2011)
10h - Credenciamento
11h às 11h15
- Comentários de aberturaJosef Ackermann, Presidente do Deutsche Bank


11h às 13h


- Alcançando crescimento e desenvolvimento: o que mais há em uma era global?Peter Mandelson, Presidente do Instituto Policy Network
Alexandre Tombini, Presidente do Banco Central do Brasil (a confirmar)
Luciano Coutinho, Presidente do BNDES
José Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento de Portugal
Andrés Velasco, Professor de Finanças na Universidade Harvard e ex-Ministro da Fazenda do Chile
Moderadora Ana Paula Padrão, TV Record (a confirmar)
13h às 14h - Almoço
14h às 16h - O papel do Brasil em um mundo multipolarCelso Amorim, Ex-Ministro das Relações Exteriores do Brasil
Wu Jianmin, Presidente, Universidade de Relações Internacionais da China
Sunil Khilnani, Professor de Estudos do Sudeste Asiático, Johns Hopkins University
Frans Timmermans, Membro do Parlamento da Holanda e ex-Ministro de Relações Exteriores
Moderador Gideon Rachman, Editor-chefe de Assuntos Internacionais do Financial Times
16h às 16h15 - Comentários finaisRoger Liddle, Diretor do Conselho do Policy Network
João Grandino Rodas, Reitor da Universidade de São Paulo

O trabalho intelectual no Brasil de hoje

Nomeado, mas ainda não empossado para dirigir a Fundação da Casa de Rui Barbosa, eu não queria seguir alimentando mais entrevistas, declarações, palavras, enfim, depois de ter sugerido as ideias inicias com que pretendemos nortear o trabalho na direção da Casa.

No entanto, uma vez instaurado um debate saudável – um primeiro objetivo, o de suscitar o debate sobre a função de um espaço cultural público no momento que vive o país -, com as inevitáveis e bem vindas reações e as negativas manipulações ou edições unilaterais de matérias, vale a pena voltar ao assunto, com um breve texto de responsabilidade totalmente minha.

Antes de tudo, para reafirmar o respeito por todo o extraordinário trabalho que a FCRB vem desenvolvendo, seja na conservação do acervo, na pesquisa, na promoção de eventos e em tantas outras atividades, que o consagrou como um espaço de referência nessas atividades, em que abriga alguns dos melhores pesquisadores das distintas especialidades a que a Casa se dedica. Isto nunca esteve em questão. Trabalharemos, em estreita colaboração com o MINC e a Ministra Ana de Hollanda, assim como com outras instâncias do governo que já manifestaram interesse concreto em articular suas atividades considerando a Casa como um espaço de reflexão de todas as Secretarias do MINC, assim de outros Ministérios do governo – como o MCT, o Ministério da Saúde, de Comunicação, da Educação, do Meio Ambiente, dos Esportes, as Secretarias de Políticas para as Mulheres, dos Direitos Humanos, de Igualdade Racial, dos Esportes. A Casa buscará ser, além de todas as tarefas que já cumprem de forma efetiva, um espaço mais integrado ao MINC e ao governo federal, instâncias às quais pertence institucionalmente.

Essas demandas, junto à necessidade de incentivar debates que ajudem a compreensão do Brasil contemporâneo – além daqueles que a Casa já desenvolve – nos levam a programar atividades específicas, dirigidas a decifrar as imensas transformações que o Brasil sofreu nas duas últimas décadas. É uma lacuna que já apontava a conversa que tivemos com a atual Presidenta Dilma, quando Marco Aurélio Garcia e eu fazíamos uma entrevista para o livro "O Brasil, entre o passado e o futuro" (Editoras Perseu Abramo, organizado por Marco e eu), quando constatávamos como faz falta hoje ao Brasil um novo impulso teórico e cultural, que sempre acompanhou os momentos de grandes transformações politicas do país.

Recordávamos como isso ocorreu nos anos 30, concomitantemente ao primeiro governo do Getúlio, que dava origem ao Estado nacional contemporâneo, com obras como as de Caio Prado Jr., Sergio Buarque de Holanda, Gilberto Freire, Anísio Teixeira, entre tantos outros. Realizada um pouco antes, mas estendendo sua influência por todas as décadas posteriores, a Semana de Arte Moderna condensou todas as grandes correntes artísticas renovadoras que povoam até hoje a arte brasileira.

Na virada dos anos 50 para os 60 do século XX, juntos aos acelerados processos de urbanização e de industrialização, com o fortalecimento de classes e forças sociais fundamentais no processo de profunda democratização por que passava o país, o desenvolvimento de obras como de Darcy Ribeiro, Celso Furtado, Florestan Fernandes, Fernando Henrique Cardoso, Werneck Sodré, todo o grupo do ISEB – sem querer mencionar a todos -, enquanto a bossa nova, o cinema novo, o boom e a renovação criativa no teatro brasileiro, assim como nas artes plásticas, agora a presença exponencial de Oscar Niemeyer, Burle Marx, para referir-nos apenas a alguns dos arquitetos e paisagistas. A lista e as atividades são extensas, na maior concentração de arte criativa e original que o Brasil conseguiu produzir em um espaço relativamente curto de tempo. (Certamente se podem acrescentar muito mais nomes e atividades, estas aparecem aqui apenas a titulo de exemplos.)

Não há dúvidas hoje de que o Brasil vive, ao longo da primeira década deste século, que tudo indica que se projetará pelo menos por esta década, um outro período de grandes transformações, que pode ser comparado com os mencionados anteriores, com suas particularidades, tanto na forma dessas transformações, como nos processos políticos que as levam adiante. A consolidação de um modelo econômico intrinsecamente associado à distribuição de renda faz com que o Brasil tenha começado a atacar o principal problema que o país arrasta ao longo dos seus séculos de história: a desigualdade social, que fez com que fôssemos o país mais desigual da América Latina, que por sua vez é o continente mais desigual do mundo.

Pela primeira vez na nossa história estamos conseguindo diminuir de forma significativa a desigualdade no Brasil, e em proporções que nos permitem dizer que a própria estrutura social a que estávamos acostumados – uma pirâmide bem larga na base, que ia se afinando conforme se subia na estrutura social, como um filtro que permitia que poucos pudessem estar no meio e muito menos ainda no topo da pirâmide – mudou radicalmente de figura.

Além de múltiplos outros fenômenos, que projetaram muito mais e de forma distinta o Brasil no mundo, aliado preferencialmente aos países vizinhos da América Latina e aos do Sul do Mundo, que representamos mais de 85% da população do mundo, mas contamos com percentual brutalmente inferior da riqueza mundial. Por isso o lugar do Brasil como potência emergente, que representa uma nova forma de encarar os problemas econômicos, sociais, políticos, energéticos, ambientais, educacionais, culturais, dos direitos das minorias politicas, entre outros, mudou, tendo sido dirigido na primeira fase desse processo por um líder politico de origem no movimento sindical de luta contra a ditadura, seguido pela primeira mulher Presidenta do Brasil, que esteve diretamente vinculada à resistência àquela mesma ditadura – passou a viver o período de sua maior projeção regional e mundial.

Muitos outros aspectos dessas profundas e extensas transformações – a principal das quais, ao diminuir substancialmente as desigualdades, passou a governar para todos no maior mecanismo de inclusão social que havíamos conhecido – podem ser mencionados, para ressaltar a transcendência do momento histórico que passamos a viver na entrada do novo século.

No entanto, sem subestimar a vigorosa e extensa produção intelectual que a vida acadêmica brasileira e outras instâncias inovadoras passaram a produzir nas últimas décadas, é necessário constatar que as transformações que o país vem vivendo, tem se dado em ritmo mais avançado do que o ritmo do avanço da capacidade de produção teórica de dar conta das profundas, diversificadas e novas transformações que o Brasil passou a viver, especialmente nas duas últimas décadas.

O próprio debate eleitoral refletiu isso. Por um lado, a grande maioria dos meios de comunicação, com uma visão sistematicamente crítica do desempenho do governo Lula – que acreditava que já em 2005 o governo estava morto ou ferido de morte, para dar apenas um exemplo da incapacidade de se situar diante das transformações já em curso naquele momento – e que, ao final desse governo, teve que conviver com um Presidente com 87% de apoio e apenas 4% de rejeição. O que dava conta, sinteticamente, como o ponto de vista amplamente majoritário na mídia – em uma mídia que havia reduzido seu pluralismo a espaços residuais – se chocava com o Brasil realmente existente, que havia entrado em um período da maior unificação nacional, de forma consensual, em torno de um projeto protagonizado por esse governo atacado por escrito, nas rádios e nas TVs, sistematicamente.

Por outro lado, é preciso dizer também – como referido em "O Brasil entre passado e o futuro" – que os grandes avanços do governo Lula foram feitos muito mais de forma empírica, pragmática, baseados na extraordinária intuição política do Lula, com ensaios e erros, com exploração de espaços novos e mais fáceis de avançar – como a prioridade das políticas sociais ao invés do ajuste fiscal, da integração regional, ao invés dos Tratados de Livre Comércio com os EUA -, mas sem uma teorização dos passos que se estavam dando, de reflexões estratégicas sobre as direções em que se caminhava, com seu potencial, seus limites, suas contradições.

O certo é que temos que nos orgulhar de todas essas transformações, que estão fazendo do Brasil um país menos injusto, mas como intelectuais, como artistas, temos que constatar que não estamos até aqui correspondendo, com a formulação de grandes debates sobre os caminhos que o Brasil está cruzando, seus potenciais, suas contradições, seus limites, suas novas necessidades. Um debate obrigatoriamente crítico, contraditório, que tem que dar lugar para todas as vozes, uma discussão pluralista, necessariamente multidisciplinar, para abordar todas as esferas e dimensões afetadas pelas transformações em um país tão amplo e contraditório como o nosso.

O mandato que pretendemos levar a cabo na Casa de Rui Barbosa não se choca em nada nem com as atividades que vêm sendo desenvolvidas com grande empenho e rigor na Casa, assim como com os objetivos tradicionais que a trajetória de um personagem ímpar na nossa história, como estadista, homem de visão ampla, de ideológica pluralista, como Rui Barbosa, projetou sobre a nossa história e nos deixou exemplos de formas de abordagens, para sua época de temas contemporâneos candentes, tanto de politica interna, como de defesa dos interesses do Brasil no mundo.

Buscaremos fomentar grandes conferências – mensais ou mesmo quinzenais – com participação dos grandes pensadores contemporâneos que têm, de uma ou de forma, buscado decifrar os enigmas representados pelas novas circunstâncias históricas que vivemos ou pelas tradicionais, revestidas de novas roupagens. Não há limite, nem no número, nem nas correntes dos que serão convidados pela Casa – indo de Marilena Chauí a José Murilo de Carvalho, de José Miguel Wisnik a Caetano Veloso, de Tania Bacelar a Bresser Pereira, de Carlos Nelson Coutinho a Maria Rita Kehl, de José Luis Fiori a Chico de Oliveira (e a lista é necessariamente grande e, ainda assim redutiva). Chamaremos para reuniões periódicas todos os intelectuais e artistas que se disponham a participar, para ouvi-los, escutar suas propostas, promover intercâmbios de ideias sobre os rumos das atividades da Casa. Ao mesmo tempo abriremos um espaço de consulta na página da Casa, para que sugestões de nomes, temas e modalidades de atividade, sejam encaminhados.

Essas conferências, assim como todas as outras que viermos a realizar – seminários sobre Cultura e Politicas Culturais, sobre Propriedade Intelectual, entre outros – serão transmitidas ao vivo pela internet, com possibilidade de participação e formulação de perguntas à distância, com os vídeos sendo arquivados na página da FCRB para serem vistos posteriormente e gravados, se assim se desejar.

Está claro que pretendemos seguir cumprindo todas as atividades atuais da Casa, reforçando-as. Ao buscar dispor de melhores condições de trabalho e de espaço para os acervos, necessariamente temos que ter, como um esforço conjunto da FCRB, junto com o MINC e outras instâncias do Governo Federal que já têm se mostrado sensíveis, o aumento de pessoal, seja mediante novos concursos, seja mais bolsas e outras modalidades de expandir nossa capacidade de trabalho.

Vários outros projetos já foram propostos à Casa – como, em coordenação com a Biblioteca Nacional, desenvolver um amplo trabalho coordenado para a participação do Brasil como país convidado da Feria de Frankfurt de 2013, e realizar um seminário no curto prazo, junto com a Secretaria dos Direitos Humanos, sobre experiências similares à Comissão da Verdade, em países vizinhos, entre outros. Buscaremos as formas e meios para executar esses projetos, o que impossível sem o aumento e a melhoria da capacidade de ação da Casa.

A FCRB e nenhum órgão publico produzem cultura. Eles devem fomentá-la, incentivá-la, gerar as melhores condições de sua produção e difusão. Como disse a Presidenta Dilma na referida entrevista, nós não acendemos foguinhos, mas vamos assoprar a favor todos os que existam ou apareçam. Modestamente a Casa pretende se inserir nessa dinâmica, plural e criativa, de apoiar o surgimento e o fortalecimento das distintas formas de expressão intelectual e artística que nos tornem mais contemporâneos deste momento extraordinário que o Brasil vive.

Em momentos anteriores, o pensamento crítico e os movimentos artísticos de vanguarda apontavam os caminhos de futuro para o Brasil. Hoje devemos dizer que a História avança mais rápido que nossa capacidade de compreensão e de criação culturais correlatas a seu ritmo e a seus novos itinerários. O Brasil tem como um dos seus melhores patrimônios seus artistas e seus intelectuais. Trabalhemos para que a compreensão teórica do Brasil e a criação artística do século XXI, se fortaleçam ainda mais. Nós sopraremos, com todas as forças, todas as milhares de brasinhas que existam e apareçam.

Blog do Emir Sader

Quem tem medo da democracia no Brasil?

O Brasil saiu da ditadura política, mas as transformações estruturais que poderiam democratizar o país nos planos econômico, social e cultural, não foram realizadas. O governo Sarney representou essa frustração, essa redução da democratização aos marcos liberais da recomposição do Estado de direito e dos processos eleitorais.

Em seguida o país foi varrido pelas ondas neoliberais – com os governos de Collor, Itamar e FHC – sofrendo graves retrocessos no plano econômico – com a retração do Estado, com a abertura da economia, com as privatizações -, no plano social – com o retrocesso nas politicas sociais, com a expropriação de direitos da maioria, a começar pela carteira de trabalho –, no plano politico – com o poder do dinheiro corrompendo os processos eleitorais – e no plano cultural – com a consolidação dos grandes monopólios privados da mídia, que concentraram nas suas mãos a formação da opinião púbica.

Foi nesta década que esse processo começou a ser revertido e o Brasil pôde retomar seu processo de democratização. No plano econômico, com o Estado retomando seu papel de indutor do crescimento promovendo o acesso ao crédito a pequenas e médias empresas, com a expansão do mercado interno de consumo popular. No plano social, com a incorporação, pela primeira vez, das grandes maiorias de menor renda ao mercado de consumo e à possibilidade de ter formas de atividades econômicas rentáveis e sustentáveis. No plano político, quebrando o controle das elites mais atrasadas sobre as massas de regiões periféricas do país, com a participação nas politicas governamentais e nos processos eleitorais dos movimentos populares e dos setores até então marginalizados e subordinados politicamente. E no plano cultural, com alguns avanços, como a descentralização das publicidades governamentais, com o surgimento e fortalecimento de mídias alternativas – especialmente da internet -, assim como com um discurso que levanta a autoestima do país, quebra preconceitos em relação ao papel da mídia privada e de comportamentos egoístas da elite brasileira.

Mas as resistências não se fizeram esperar. As pressões para que o Brasil mantenha a taxa de juros mais alta do mundo, que atrai capital especulativo – que não cria nem riquezas, nem empregos, que ajudar a desequilibrar a balança comercial, entre tantos problemas – continuam fortes. Esse mecanismo impede a democratização econômica do país, porque concentra nas mãos do sistema financeiro a maior quantidade de recursos, com taxas de juros altas dificulta o acesso ao crédito, monopoliza recursos do Estado para o pagamento da dívida pública. O PAC é o grande instrumento de reconversão da hegemonia do capital especulativo para o capital produtivo, mas ele corre contra a atração da alta taxa de juros. A democratização econômica requer terminar com essa atração do capital, pela alta taxa de juros, para o setor financeiro.

A democratização social encontra obstáculos nos que se opõem à integração plena dos setores até aqui completamente marginalizados. A democratização social seus principais obstáculos nos que lutam para bloquear a expansão dos recursos para as politicas sociais que promovem os direitos de todos e nos preconceitos que continuam a ser difundidos contra os mais pobres e os habitantes das regiões até aqui marginalizadas do país.

A democratização política se choca com os que se opõem a uma reforma política que faça com que as campanhas se apoiem exclusivamente em financiamento publico e em votos por lista, que favorecem o fortalecimento ideológico e politico dos partidos. Mas encontra obstáculos também nos partidos e movimentos populares que não se dedicam a apoiar a organização dos setores que chegam agora a seus direitos econômicos e sociais básicos, seja os que estão integrados ao bolsa família, seja a cooperativas e pequenas empresas, seja a programas como os Pontos de Cultura e outros similares.

A democratização cultural significa que as distintas identidades do povo brasileiro possam construir seus próprios valores para orientar suas vidas, suas próprias formas de expressão cultural, possam ter acesso às múltiplas formas de cultura. Que possa se libertar dos modelos de consumismo importados e difundidos pela mídia comercial, pela publicidade massiva, pelos valores divulgados pelos representantes dos grandes monopólios.
Significa o direito de ter acesso livre e universal à internet, possa ter acesso à cultura como bem comum, que possa ter acesso a livros, a músicas, a pinturas, a peças de teatro, a filmes, a todas as formas de cultura e que tenha possibilidades de produzir suas próprias formas de expressão.

A democratização cultural enfrenta obstáculos na gigantesca máquina de interesses econômicos privados dos monopólios que dominam a mídia, o setor editorial, o audiovisual. Enfrenta ainda os setores mercantis que tentam dominar e controlar a livre produção e consumo culturais, as corporações que se apropriam dos recursos fundamentais das obras artísticas, incentivando ainda mais o poder econômico sobre a esfera cultural. Só mesmo um imenso processo de democratização da cultura poderá fazer do Brasil um país realmente independente, soberano, justo, plural.

Quem tem medo da democracia no Brasil? As elites, que fizeram do nosso país o mais desigual do mundo, e agora se ressentem da inclusão social dos que sempre foram postergados, discriminados, humilhados, ofendidos, marginalizados. São os que sempre tiveram todos os privilégios e acreditavam que o país era deles, que o Brasil era das elites brancas e ricas.

Quem tem medo da democratização tem medo dos trabalhadores, que produzem as riquezas do Brasil. Tem medo dos trabalhadores sem terra, que querem apenas acesso à terra no país com maior área cultivável no mundo, importa alimentos, mas mantem milhões de gente no campo sem acesso à terra. Tem medo dos jovens, que não leem jornais, mas leem e escrevem na internet, irreverentes, que lutam pela liberdade de expressão e de formas de viver, em todas as suas formas. Tem medo dos intelectuais críticos e independentes, que não tem medo do poder dos monopólios e da imprensa mercantil e suas chantagens. Tem medo dos artistas e da sua criatividade sem cânones dogmáticos e sem pensar no dinheirinho dos direitos de autor, mas na liberdade de expressão e na cultura como um bem comum. Tem medo dos nordestinos pobres, que como Lula, não se rendeu à pobreza e à discriminação e se tornou o presidente mais popular do Brasil. Tem medo de que todos eles queiram ser como o Lula.

Quem tem medo da democracia no Brasil tem saudade da ditadura, quando detinha o monopólio da palavra, conversavam e elogiavam os militares no poder, sem que ninguém pudesse contestá-los publicamente. Os que têm saudades do Brasil para poucos, da elite que cooptava intelectuais para governar em nome dela.

Quem não tem medo da democracia no Brasil não tem medo de nada, porque não tem medo do povo brasileiro.
Postado por Emir Sader às 02:01

quarta-feira, 9 de março de 2011

BAIXADA FLUMINENSE LEVA MAIS UM TROFÉL DO SAMBA PARA CASA

Beija-Flor é a campeã do carnaval RJ

Escola de Nilópolis ficou a apenas dois décimos da pontuação máxima.
Homenagem ao cantor Roberto Carlos rendeu 12º título à agremiação.

Do G1, no Rio e em São Paulo
Diretoria da Beija-Flor ergue a taça de campeã do carnaval carioca (Foto: Alexandre Durão/G1)Diretoria da Beija-Flor ergue a taça de campeã do carnaval carioca de 2011 (Foto: André Durão/G1)
O rei da música romântica e da Jovem Guarda garantiu aos sambistas da Beija-Flor o título de campeões do carnaval carioca em 2011 pela 12ª vez. Com um desfile que contou a trajetória do cantor Roberto Carlos, a escola de samba de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi líder isolada na apuração realizada na tarde desta quarta-feira (9) no Sambódromo do Rio e ficou apenas dois décimos abaixo da nota máxima.
Quase um ponto e meio atrás da atual dodecacampeã, a primeira colocada do ano passado, Unidos de Tijuca, ficou com o segundo lugar, seguida pela Mangueira. Confira as notas das escolas.
O Rei conversou com a reportagem da TV Globo logo após o anúncio da vitória da escola. “Sem dúvida que essa, é senão a maior, uma das maiores consagrações que já recebi na minha vida“, disse o cantor, que acompanhou o resultado da apuração em casa. Mais tarde, já na quadra da escola de samba para comemorar a vitória, completou: "Já tive muitas emoções, mas essa foi coisa séria, realmente muito séria."
Última a se apresentar na segunda noite do carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis entrou na avenida com uma plateia de fãs do cantor já empolgados, com bandeirinhas e as rosas que Roberto sempre distribui durante os shows. O desfile, de uma hora e 17 minutos de duração, começou às 5h16 e encerrou às 6h32 de terça-feira .
O enredo "Roberto Carlos: A simplicidade de um rei" levou calhambeques, lambretas e imagens religiosas para a passarela do samba, num total de oito carros alegóricos e 4 mil componentes, divididos em 47 alas. O samba-enredo foi interpretado por Neguinho da Beija-Flor.
A infância do Rei, vivida no município de Cachoeiro de Itapemirim (ES), era tema da comissão de frente, representada por um Roberto menino que perseguia componentes que simbolizavam notas musicais.  Eles entravam na escultura de um imenso rádio antigo, onde sumiam e reapareciam com a atriz Claudia Raia, que representava todas as musas inspiradoras do Rei.
O carro da Jovem Guarda trouxe como destaque os companheiros de Roberto no movimento musical, como o parceiro Erasmos Carlos e Wanderléa.
"Já vivi mil emoções com Roberto, mas essa foi a mais incrível", contou Wanderléa em entrevista ao G1 por telefone logo após a vitória. "Foi lindo ver a emoção dele recebendo aquela homenagem, aquele povo todo cantando o samba em coro", lembrou.
Ídolo dos caminhoneiros e taxistas, estes personagens também não poderiam ficar de fora da homenagem da Beija-Flor.
O coreógrafo Carlinhos de Jesus vibra com o dodecacampeonato da Beija-Flor (Foto: Alexandre Durão/G1)O coreógrafo Carlinhos de Jesus vibra com o
dodecacampeonato da Beija-Flor
(Foto: André Durão/G1)
Os ritmistas comandados pelos mestres Plínio e Rodney  vieram vestidos como comandantes do cruzeiro “Emoções em Alto-Mar”, onde o Rei se apresenta há sete anos. Já a ala das baianas representou o amor das músicas de Roberto Carlos, vestidas com rosas vermelhas.
O romantismo esteve presente em quase todo o desfile. Cantoras que participaram do projeto “Elas cantam Roberto”, como Hebe Camargo, Alcione, Fafá de Belém, Rosemary e Fernanda Abreu, desfilaram no quarto carro da Beija-Flor. “Desfilar em homenagem ao Roberto foi mais do que um prazer, foi uma grande honra", disse Hebe após a apresentação.
Público comemora vitória da Beija-Flor no carnaval 2011 (Foto: Alexandre Durão/G1)Público comemora vitória da Beija-Flor no
carnaval 2011 (Foto: Lucíola Villela/G1)
Para fechar o desfile, a Beija-Flor exaltou a religiosidade do cantor, com imagens sacras e mensagens de fé e paz.
Fundada em 1948, a escola representada pelas cores azul e branca foi campeã do carnaval carioca nos anos de 1976, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004, 2005,2007, 2008 e 2011. No ano passado, a Beija-Flor ficou em terceiro lugar, atrás de Acadêmicos de Grande Rio e da campeã Unidos da Tijuca.

DICAS PARA COMEÇAR O ANO BEM!! SIM O ANO COMEÇA AMANHÃ.

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.  
2. Quando estiver em dúvida, dê somente, o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.  
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.  
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.  
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.  
8. É bom ficar bravo com Deus. Ele pode suportar isso.  
9. Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quanto a chocolate, é inútil resistir.  

11. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.  
12. É bom deixar suas crianças verem que você chora.  
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.  
14. Se um relacionamento tiver que ser um segredo, você não deveria entrar nele.
15. Tudo pode mudar num piscar de olhos. Mas não se preocupe, Deus nunca pisca.  
16. Respire fundo. Isso acalma a mente.  
17. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.  
18. Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.  
19. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a "segunda vez" é por sua conta e de ninguém mais.  
20. Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.  
21. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.  
22. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo. 
23. Seja excêntrica agora. Não espere pela velhice para vestir roxo.       
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.  
25. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.  
26. Enquadre todos os assim chamados "desastres" com estas palavras: 'Em cinco anos, isto importará?'  
27. Sempre escolha a vida.  
28. Perdoe tudo de todo mundo. 
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.   
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.  
31. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará. 
32. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.  
33. Acredite em milagres.  
34. Deus ama você porque ele é Deus, não por causa de qualquer coisa que você fez ou não fez.  
35. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.  
36. Envelhecer ganha da alternativa "morrer jovem".  
37. Suas crianças têm apenas uma infância.  
38. Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.  
39. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.  
40. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta. 
41. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.  
42. O melhor ainda está por vir.  
43. Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.  
44. Produza!
45. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

terça-feira, 8 de março de 2011

Câmara estendeu plano de saúde para os sem-mandato

O BRASIL PRECISA ACABAR COM ISSO!!

Deputados aposentados têm cobertura médica que inclui mulher e filhos de até 21 anos por apenas R$ 280 ao mês.

São Paulo - As benesses dos ex-deputados federais e ex-senadores não se restringem às boas aposentadorias, conforme revelou o jornal O Estado de S.Paulo na semana passada. Ex-parlamentares contam com um sistema privilegiado de saúde. Na Câmara, os deputados aposentados têm direito a um plano de saúde familiar ao preço de R$ 280 por mês. No Senado, a mordomia é maior: ex-senadores usufruem pelo resto de suas vidas de um sistema de saúde bancado pelos cofres públicos. Os senadores no exercício do mandato não têm limite de gastos com saúde.

Ato da Mesa Diretora da Câmara de 27 de janeiro último permitiu que deputados não reeleitos e ainda não aposentados, mas que já estavam filiados ao plano de saúde, continuem com o benefício. Até agora, 18 ex-deputados optaram por permanecer no Pró-Saúde. A contribuição deles, no entanto, será em torno dos R$ 900 mensais. Isso ocorre porque o deputado não reeleito tem de arcar com a parte patronal da Câmara para o plano de saúde.
O ex-deputado que está aposentado paga o valor de R$ 280 pelo plano de saúde. Essa é a mesma quantia paga pelos deputados com mandato e os servidores ativos e inativos da Câmara. O plano nesse valor beneficia toda a família do ex-deputado: a mulher e os filhos menores de 21 anos.

O Pró-Saúde usa a mesma rede credenciada do plano dos funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF). Atualmente, a Câmara tem 580 ex-deputados aposentados e 526 pensionistas de ex-parlamentares que se beneficiam do plano de saúde do Congresso.
Sem limite
O sistema de saúde para os 81 senadores e os cerca de 300 ex-senadores e seus pensionistas é bem mais generoso que o da Câmara. Os ex-senadores têm despesas hospitalares e psicológicas limitadas a R$ 32,9 mil por ano.
Com dentista, eles podem gastar até R$ 25,9 mil anuais. Já os senadores com mandato não tem limite de gastos com saúde.
Para se tornar um ex-senador e ter direito a usar pelo resto da vida o sistema de saúde bancado pelos cofres públicos é preciso ocupar o cargo por apenas seis meses. Antes de 1995, as regras eram ainda mais favoráveis: bastava ter ficado na suplência por apenas um dia.
O pagamento das despesas médicas de senadores e ex-senadores e seus dependentes é regulamentado pelo ato número 9, de 8 de junho de 1995.

 

Pesquisa mostra que 50% dos homens têm HPV

São Paulo - Levantamento feito no Brasil, no México e nos Estados Unidos mostra que 50% dos homens pesquisados têm o vírus do papiloma humano (HPV). O estudo, publicado na revista científica Lancet, foi feito com 1.159 homens e durou aproximadamente dois anos e meio.

O vírus, que é sexualmente transmissível, pode causar câncer tanto em homens quanto em mulheres. No entanto, doenças mais graves, derivadas do HPV, são mais recorrentes no sexo feminino: o vírus é uma das principais causas do câncer de colo de útero.

“O número surpreendeu. A gente sempre achou e acreditou que a prevalência era maior em mulheres e que o vírus era mais adaptado à mucosa genital feminina”, diz o médico José Eduardo Levi, pesquisador do laboratório de virologia do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP).

Nas mulheres, além de ser responsável por 80% dos casos de câncer do colo do útero, o vírus pode provocar verrugas na vagina, e sintomas desagradáveis, como prurido, coceira e corrimento. Nos homens, a incidência de câncer, devido ao HPV, é muito baixa, mas há ocorrências de câncer de pênis e anal, além da formação de verrugas genitais.

“O HPV é transmitido por contato sexual. Quando se usa o preservativo, evita-se o contato pele-mucosa, e diminui muito o risco. Mas o preservativo não é 100% eficiente porque as pessoas só colocam o preservativo no momento da penetração, e apenas o contato das áreas genitais pode transmitir o vírus”, explica o médico.

Segundo o Ministério da Saúde, um estudo feito em seis capitais brasileiras, em 2005, publicado em 2008, mostrou a prevalência de HPV – em mulheres e homens que procuraram atendimento em clínicas de doenças sexualmente transmissíveis – de 41% de um total de 3.210 pessoas. De acordo com uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), o HPV atinge 685.400 pessoas no país.

No Brasil, a vacinação é permitida apenas para mulheres de 9 a 26 anos – e não é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Em alguns outros países, já se estendeu essa idade. Agora, estamos na fase de publicação de estudos para os homens”, disse Levi . No Brasil, a vacina não está aprovada para homens. Em novembro de 2009, a prefeitura de Itu, no interior paulista, iniciou uma campanha inédita de vacinação contra quatro tipos do vírus do papiloma humano.

As informações são da Agência Brasil

Novo exame de sangue para detectar a síndrome de Down

Teste pode substituir prática usada hoje, que oferece risco de aborto

Nova Iorque (EUA) - Cientistas dos EUA conseguiram desenvolver um exame de sangue para gestantes que avalia a probabilidade de um bebê ter síndrome de Down. A pesquisa foi publicada no periódico “Nature Medicine” e divulgada ontem.

Durante o estudo, 40 gestantes voluntárias submeteram-se ao exame, no qual o sangue da mãe foi analisado para detectar diferenças de DNA entre ela e o feto. Segundo os pesquisadores do Instituto Chipre de Neurologia e Genética, o teste previu com precisão os fetos que tinham risco de apresentar a síndrome.

Atualmente, os médicos usam um exame chamado amniocentese para verificar a probabilidade de um bebê nascer com a síndrome. O exame exige a retirada de líquido amniótico da mãe, com a inserção de uma agulha oca no útero. O procedimento tem risco de 1% a 2% de aborto espontâneo.

O médico Philippos Patsalis, que comandou o estudo, disse que os resultados são “muito instigantes”. Ele ressaltou que o experimento será testado em um estudo maior, com cerca de mil gestantes, e que as conclusões podem levar a mudanças práticas em dois anos.

“Acreditamos que poderemos modificar a maneira como é feito este exame, tornando-o muito mais fácil e simples, e então teremos algo para ser introduzido na prática clínica”, disse Patsalis.

A síndrome de Down é genética e ocorre em um de cada 700 bebês no mundo.

Asma e bronquite: saber a diferença é fundamental

Pesquisa indica que maioria da população confunde os sintomas das duas doenças

Rio - Boa parte da população não sabe diferenciar asma de bronquite. Foi o que revelou pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). A falta de informação sobre as doenças crônicas prejudica o tratamento, alertam especialistas.

“Muitas mães chegam ao consultório dizendo que o filho está com bronquite, quando a criança tem asma”, afirma Roberto Stirbulov, presidente da SBPT. Segundo ele, a asma provoca, por ano, 350 mil internações e 3 mil mortes no País. A doença atinge pessoas de todas as idades, mas ataca principalmente crianças — de cada 5, uma sofre de asma. A doença é hereditária.

A bronquite é considerada uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), assim como o enfisema. Cerca de 80% dos casos são relacionados ao tabagismo, sendo os demais causados por exposição a outras fumaças tóxicas, como a do fogão a lenha. A doença acomete principalmente adultos.

“Quem sofre de asma costuma se referir à doença como bronquite alérgica ou bronquite asmática. Existe a ideia de que asma é uma doença grave, enquanto bronquite é mais leve e passageira”, acredita Tânia Lucia Nen, presidente da Associação Brasileira de Asmáticos.
“Os portadores de asma devem ir com frequência ao médico e tomar os remédios não apenas quando têm uma crise”, aconselha.

Os medicamentos para controle da asma estão disponíveis na rede pública. Outras medidas podem ajudar a manter a asma sob controle, como evitar cigarro e os fatores ambientais que desencadeiam as crises. Praticar esportes é recomendado, bem como a fisioterapia respiratória.
ATENÇÃO
ASMA
Doença crônica de causa genética. Provoca inflamação nas vias respiratórias. A exposição a fatores alergênicos, como poluição e poeira, faz os brônquios se fecharem, causando falta de ar, chiado no peito e tosse. Fatores climáticos também desencadeiam crises.
BRONQUITE CRÔNICA
A exposição a substâncias irritantes, como a fumaça de cigarro, causa a inflamação dos brônquios. Além de falta de ar, outro sintoma é a tosse com secreção e pigarro.
BRONQUITE AGUDA
Inflamação dos brônquios causada por vírus ou bactéria. Dura alguns dias e desaparece após o tratamento correto. Muitos confundem esse tipo de bronquite com asma.

Criada empresa de logística para transporte de etanol

Nesta terça-feira, 1/3, no Rio de Janeiro, foi firmado o acordo de acionistas que cria a Logum Logística S.A., empresa que será responsável pela implantação de um abrangente sistema logístico multimodal para transporte e armazenagem de etanol. A empresa começa a operar no final de 2012 e será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação do sistema (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.

De acordo com o diretor presidente da Logum, Alberto Guimarães, além reduzir custos em 20%, em média, e dar flexibilidade aos clientes, que poderão ter mais de um ponto de venda, a estrutura logística contribuirá para a preservação ambiental e da malha rodoviária. "Ao atingirmos a plenitude de utilização será possível reduzir em até 20% o custo rodoviário para os clientes e em 7mil toneladas/ano as emissões de CO2" estimou.

A sociedade anônima fechada de capital autorizado é composta por ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal divididas da seguinte forma: Petrobras, 20%; Copersucar S.A., 20%; Cosan S.A. Indústria e Comércio, 20%; Odebrecht Transport Participações S.A., 20%; Camargo Correa Óleo e Gás S.A., 10%; Uniduto Logística S.A., 10%.

O capital social da nova companhia será, inicialmente, de R$100 milhões. A Logum Logística S.A. será a responsável pela construção, desenvolvimento e operação do sistema (logística, carga, descarga, movimentação e estocagem, operação de portos e terminais aquaviários) que envolverá poliduto, hidrovias, rodovias e cabotagem.

Com investimentos de R$ 6 bilhões, o Sistema Multimodal de Logística de Etanol terá aproximadamente 1.300km de extensão e atravessará 45 municípios, ligando as principais regiões produtoras de etanol nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso à Replan, em Paulínia (SP).

Parte deste sistema integrado será composto por um duto de longa distância, entre as regiões de Jataí (GO) e Paulínia; o primeiro trecho entre Ribeirão Preto e Paulínia, até então sob responsabilidade da PMCC SA, teve inicio em Novembro passado com as primeiras contratações de serviços, projetos e instalações.

O empreendimento será integrado ao sistema de transporte hidroviário existente na bacia Tietê-Paraná. Os comboios de transporte, compostos pelas barcaças de cargas e os barcos empurradores, serão construídos e operados pela Transpetro. A Transpetro deverá também operar os dutos do sistema a serviço da Logum Logística S.A.

A combinação dos modais dutoviário e hidroviário tem como finalidade a racionalização do processo de transporte do etanol, com os menores custos. O sistema integrado se estenderá por uma ampla malha de dutos até Barueri e Guarulhos, na grande São Paulo, e Duque de Caxias (RJ). A partir destes terminais, o etanol será levado diretamente aos postos de combustíveis por meio de transporte rodoviário de curta distância.

Para garantir que o etanol chegue a outros mercados no território nacional, por meio da cabotagem, o sistema de escoamento alcançará terminais marítimos nos litorais de São Paulo e Rio de Janeiro. O sistema levará agilidade ao processo de exportação do etanol. Hoje, a maior parte do produto é transportada até os portos através de caminhões.

O projeto, quando concluído, terá uma capacidade instalada de transporte de até 21 milhões de metros cúbicos de etanol por ano. Mais de 10 mil empregos diretos e indiretos serão gerados. Parte dessa mão de obra será recrutada nas regiões do entorno.

A maior parte do sistema será construída utilizando as áreas de passagem de dutos já existentes. Essa medida vai beneficiar com um menor impacto as populações locais e a vegetação nativa. Além disso, o projeto irá reduzir o tráfego nas grandes rodovias e nas áreas de grande circulação de veículos dos centros urbanos. Essa característica do novo sistema proporcionará a redução do número de caminhões em rodovias e o menor desgaste das estradas, maior segurança e agilidade e menor emissão de poluentes.

As empresas sócias foram representadas por Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras, Marcos Lutz, presidente do Conselho de Administração da Logum, Luis Pogetti (Copersúcar), Francisco Nuno (OTP) e Eduardo Leite (Camargo Correa).


Acesse aqui apresentação sobre a logística atual e futura para transporte de etanol

Mais uma descoberta no pré-sal da Bacia de Santos

A Petrobras comunica a descoberta de nova acumulação de petróleo de boa qualidade (26º API) nos reservatórios do pré-sal da Bacia de Santos, com a perfuração do poço  4-BRSA-818 (4-RJS-668).

Informalmente denominado Macunaíma, o poço está localizado em águas onde a profundidade é de 2134 metros, na área de avaliação do poço pioneiro 1-RJS -617D (Parati) e a 244 km da costa do Estado do Rio de Janeiro.

A descoberta foi comprovada por meio de amostragem de petróleo em teste nos reservatórios localizados em profundidade de cerca de 5.680 metros.

A Petrobras é a operadora do consórcio para exploração do bloco BM-S-10 (65%), formado ainda pelas empresas BG Group (25%) e Partex Brasil (10%).

O consórcio dará continuidade às atividades e investimentos necessários para a avaliação das jazidas descobertas nessa área, conforme Plano de Avaliação aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), cuja conclusão está prevista para abril de 2012.

PAPO RETO

Ivo Meireles (presidente da Mangueira), reclamou no principio da apresentação da escola sobre a falta de patrocinio este ano, acho que ele esta certo, pois o carnaval movimenta milhões, porém, a sua Mangueira sempre foi a mais agraciada entre todas as outras agremiações, alguma coisa esta errado por lá...
Adriane Galisteu, derrapou na pista molhada, seu freio não funcionou a tempo.... se o Ronaldinho Gaucho estivesse por perto poderíomos até dizer que era o "Bonde do tô sem freio"....
Verdade seja dita, este foi o carnaval da roupa, pouco se viu além dos biquines, calcinhas e pinturas, foi o carnaval mais conservador dos últimos anos.
Alguns carnavalescos devem estar muito estressados este ano, enquanto um falava sobre os cabelos e um monte de cobras na cabeça, outro simplesmente deixou o público e o corpo da sua comissão de frente sem cabeça... muito bom.
Parece que a política fez bem ao deputdo Romário, o mesmo não foi visto nas badalações da avenida, deve esta concentrado nas suas obrigações em Brasilia, "novos tempos".
Outro mito "quebrado" neste carnaval, além dos carros e fantasias fixas e sem vida, foi a invasão de madrinhas, rainhas e outras inhas das escolas bem cheinhas, muito legal e abre espaço para que novas condidatas não bombadas ou com problemas de anorexia nos próximos anos, afinal a nossa população (maioria) e meio cheia mesmo.
Nota zero para a organização do desfile que deixa os foliões na rua, sem assitência de segurança nenhuma e tendo que deixar as suas fantasias no chão, as vezes disputando um pedaço com a urina e com a
água da chuva. Pelo que se arrecada, uma cobertura para proteção dos foliões e sua roupa de gala, distribuição de àgua e banheiros suficientes e lugar para manusiar as fantasias até a entrada na avenida são condições prementes para um espetáculo sem igual: o carnaval.

MULHER, MULHER, MULHER, MULHER

 Por: Marcelo Ribeiro

Parece que o dia 8 de Março de 2011 guarda um satisfação pelo género feminino: estamos no Carnaval é feriado, e estamos no meio de uma festa que predomina a exalta as qualidades femininas. Mas, ser mulher em 2011 é como achar uma agulha no palheiro, a imprensa oficial e burguesa deseja uma sociedade Gay, ou flex, e aponta para os heteros, a sua metralhadora étnica, amparado por leis que eles mesmo ainda não se deram ou não querem fazer a interpretação literal. O direito dos outros témina onde começo o meu e assim sucessivamente. Achar que só os casais não convencionais podem ser felizes e criticar a união dos heterosexuais, e a mesma coisa em termos de preconceito. Então, digo claramente "não a homofobia", cada um vive como deve viver e é problema seu a vontade de seguir este ou aquele grupo, o que não é normal, e não se pode aceitar, é uma campanha direta por uma sociedade gay, sem freio que fere também, os direitos da maioria da sociedade que não é. Novelas, filmes, peças teatrais, desenhos, cartazes,  histórias com duplos sentido, quase todas convergindo para orientação e alienação dos jovens que desejam ter uma vida heterosexual. Estamos chegando ao ponto de ficar com medo de falar que somos heteros, sob pena de estar sendo preconceituoso. Parece que virar gay não é uma coisa natural é condição de uma nova organização social de genero. Em tempos remotos, era considerado uma heresia, quem não se declarasse cristão e por esta razão entre outras, muitas pessoas morreram no tribunal da Santa Inquisição. A partir da década de 50 até final da década de 90, muitos eram vistos com desdém se não fossem vinculados a uma seita africana. Até a eleição de Lula, vários companheiros tratavam, comunista, socialistas e ativistas sindicais urbanos e rurais na base da bala e truculência e do preconceito. Até a distribuição de quotas para negros, indígenas e etc, os agraciados até este momento faziam verdadeiros discursos de inclusão, ensaios académicos com citações e frases de efeitos que buscavam o resgate de uma herança a serem pagas aos "sofredores de tempos passados" declarando um sofismo altamente apropriado para manutenção dos seu "status de nobreza", ou seja a palavra de ordem era: "precisamos resolver este problema", "pagar esta herança" "incluir" e coisas do tipo. Porém, quando passou a ser a "vera" sob forma de lei, as mascaras desta sociedade podre caiu, e muitos ataques com palavras e com leis são observados até hoje. Querem barrar a quotas sob pretexto de que a concorrência e que deve estabeler as vagas para os "melhores" - uma lei de mercado capitalista, muito difundida pelos Ingleses depois de Adam Smith, e dos americanos depois da quebra da bolsa de Nova York. As ideologias são construídas e ganham mais ou menos força com o declínio de outras propostas, seja ela inclusiva ou não. O que importa é achar o momento para encaixa-la e montar uma tropa para defendê-la por um tempo até que vire verdade ou consenso na sociedade. O debate de genero no Brasil, avançou muito nos últimos anos, mas, percebo que da mesma forma que as mulheres ainda estão lutando para conseguir  encontrar o seu lugar nesta construção coletiva, as mesmas também se deparam com as transformações de grande parte do genero masculino que estão tentado ser feminino, o os nascidos femininos tentando trocar a sua condição e se masculinizando. Não vou fazer um defesa dos dogmas religioso cristão, que defende a união de homem e mulher de maneira irrestrita. Mas, um apelo para que as pessoas que estão ficando incomodadas com "gaylização" das pessoas, possam refletir se também não estamos sendo forçados a não mais respeitar apenas, mas, pela sua plena concordâncioa guela abaixo. Na condição de professor e cidadão não faço nenhuma distinção sobre as novas maneiras de organização e vínculos sexuais entre casais de sexos opostos. Porém, acho que meu filho e os filhos de todos os brasileiros deveriam fazer a sua opção sexual de acordo com a sua vontade e a o seu desejo e não pela imposição mediática que vêmos muito forte e de proporções invasivas, seja pelos veículos de comunicação escrito ou falado. Minha bandeira é o "Estado" laico e sou a favor do livre arbítrio, mas me preocupo com esses formadores de opinião e suas ferramentas e as leis que os amparam no debate, mas, que trata de maneira tão sórdida o contraditório. Espero que todos, tenham o direito de se expressar respeitosamente sobre a sua condição e o seu desejo. Por isso, ressalto neste dia as mulheres que assim como os homens heteros, tem se mantido forte na sua condição de companheira, mulher e mãe e de companheiros, e pais. Não se trata de ataque ou preconceito, mas, apenas uma maneira de mostrar para estas mulheres, que o mundo depende delas para que se estabeleça o debate, e as comparações devidas entre a maneira de viver e se organizar socialmente e sexualmente na sociedade e na vida. Parabéns... mulheres, você que desempenha o papel mais importante depois do nosso criador: é única que pode gerar outra vida e isso não é pouco. Parabéns, guerreiras de todas as profissões, de credos e crenças diferentes. Parabéns, donas de casa, mães de família, você que sabem endurecer, mas, sem perder a ternura jamais. Se o mundo esta mudando quero ter o direito de ficar onde acho e defendo que seja o melhor para mim e os meus entes. Parabéns.... mulher..... por todos os dias.... se não fosse pela mulher o mundo não existiria..... parabéns mulheres.....     VIVA TODOS OS DIAS DAS MULHERES!!!!!

CARNAVAL 2011: ESQUECER OU LEMBRAR PARA SEMPRE?

Por: Marcelo Ribeiro

O Carnaval 2011 é sem dúvida nenhuma, um daqueles que jamais sairá da cabeça dos seus foliões e de todos aqueles que acompanham e gostam do carnaval ou não. A situação começou a ficar difícil com o incêndio na Cidade do Samba que deixou três escolas prejudicadas: Portela, Ilha e principalmente a Grande Rio, a pior entre elas, pois, perdeu tudo. Começar ou recomeçar a poucos dias da maior festa do mundo, foi um desáfio a ser perseguido. Porque a "festa não pode parar". A Cidade do Rio de Janeiro, recebe gente de todo mundo que planeja vir para ver o maior celebração de arte do mundo. Pena que os foliões, e os trabalhadores, responsáveis por este grande evento em suas agremiações, continue a fazer estes trabalhos de maneira totalmente romântica, ou seja,  por amor ao espetâculo e sua "Escola". Digo isso com pesar, pois o carnaval deveria ser uma das grandes oportunidades de trabalho para milhares de jovens que vive dentro das comunidades e que preparam com tanto carinho e empenho esta festa bonita. O carnaval das escolas e das ruas, perde um pouco da sua emoção quando não tem a participação das comunidades que herdaram por sua própria história um tesouro de alegria para viver e reviver estes dias mágicos e de glória a cada ano. Carnaval festa da carne, porém o que vi neste carnaval sobretudo no Rio de Janeiro é que estamos vivendo uma outra era em termos de "fantasdias". Os carnavalescos certamente estão passando pou um momento de transição e de mudança, o desfile que o Paulo Barros tem nos proporcinando a alguns anos, impõe na sua concepção um novo modelo de espetáculo, não apenas baseado no detalhe das fantasias,  no samba no pé, na doação de seus personagens, mas, sobretudo baseado no "movimento". Fica até um pouco estranho, assistirmos a Unidos da Tijuca, o Salgueiro e a Grande Rio, desfilar com seus carros enfeitados e com seus componentes, dando um show de mobilidade: contando, cantando e encantando didáticamente o enredo. E olhar depois uma escola que não menos bonita e importante, se limitar apenas as cores e os carros estáticos,  sem vida e sem movimento, apenas com destaques que mau se mexem, dando a impressão que não existe sequer uma pessoa por trás daquelas pesadas fantasias. Acho que a Liga e os jurados devem estar em um dilema: devem pensar o espetáculo antes e depois de Paulo Barros. A Grande Rio ja ensaia alguns anos a, participação dos seus componenetes em situações de movimento e também o uso da tecnologia para ajudar a contar a uma história na avenida. Mas, creio que ninguém ainda conseguiu juntar a paixão do samba, a apresentação do enredo, a construção das fantasias com os detalhes e a funcionalidade tão bem feito como Paulo Barros. Inclusive, arrisco um previsão de que provavelmente nos próximos anos, será possível que tenhamos uma divisão nos disfiles: as escolas estáticas e o seu modelo de carnaval tradicional e as escolas com as inovações técnicas e seus carros em movimento, literalmente falando. É a evolução de um espetáculo e de um novo olhar sobre este, certamente colocara o Rio de Janeiro, mais uma vez, no front mundial das maiores e mais bonitas festas do mundo. Mas, nem tudo são flores, ainda precisamos resolver alguns problemas pontuais como: os locais de concentração devem ser mais higienizados e seguros, em condições de guardar as fantasias e de preservar integridade dos seus foliões (os protagonista da festa) que são jogados a própria sorte que fica esperando por horas até entrar na avenida. É lastimavél observar que os mais pobres ficam sempre com as arquibancadas mais distantes do esplendor do desfile. Os banheiros quimicos no entorno da sapucai aionda são insuficientes com pouca ou nenhuma conservação e higiene, frente a um exército de pessoas, brasileiros ou não que arriscam uma visita aos bastidores da festa. O ingresso deveria ser vendido com antecipação, e em parcelas para dar oportunidade a outras pessoas de conhecer o desfile. Enfim, apesar de tudo, esta festa única no mundo pelos motivos mostrado, se sustenta e contínuara para sempre, pois as comunidades sabem que até bem pouco tempo só seriam lembrados da sua existência de duas maneiras: pela violência em seus dominios territóriais e suas caracteristicas, e pela organização e protagonismo na construção do carnaval. Térmirno, falando sobre o Salgueiro, que esteve quase perfeito até que no fim pagou não só um mico, mas, um King Kong literalmente, que entre outros foi o motivo de atraso de 10 minutos o segundo registrado no carnaval do Rio, só perdendo neste quesito para a Viradouro que atrasou 13 minutos anos atrás. Mas, ainda assim, ha grandes motivos para comemorar, a festa que registra baixos indices de violência, se comparado a grande quantidade de pessoas envolvidas e consumindo alcool e drogas. É sem dúvida uma mágia, um calderão como diz o Samba da Grande Rio.

CARNAVAL DE SALVADOR – MITO E VERDADE


Geraldo Galindo (*)

“Vai compreender que o baiano é, um povo a mais de mil, ele tem deus no seu coração e o diabo no quadril” (Nizan Guanaes)

Antes, durante e depois da maior festa popular do mundo, surgem os debates sobre o que é o evento e como deveria ser. Uma quantidade enorme de artigos é publicada em jornais e na internet trazendo polêmicas opiniões, que no geral, passam uma imagem/idéia deturpada do que realmente ocorre nos seis dias de folia. Costumo dizer que se uma pessoa que mora fora da Bahia ler os textos dos sociólogos, antropólogos e jornalistas que circulam em profusão vai chegar à conclusão de que o que aqui acontece seria uma situação absolutamente deprimente, um festival em que o povo só participa  para ser humilhado e espezinhado, enquanto uma pequena parcela de endinheirados se diverte com e em tal cenário. Nada mais falso.

Registro antes de prosseguir que, no geral, os acadêmicos que defendem essas teses são pessoas bem intencionadas, generosas. A Revista Muito do dia 27/02 trouxe a seguinte declaração de Milton Moura: "Eu continuo indo, mas a verdade é que não existe mais a espontaneidade, as pessoas não pulam mais. Nem dentro, nem fora do bloco". Arriscaria eu a convidar o ilustre historiador para uma rápida vistoria no circuito para que ela perceba quão improcedente é a tal afirmação. O jornalista e deputado Emiliano José, homem íntegro, que comprova que na política tem gente séria e honesta, produziu um belo artigo sobre o carnaval no A Tarde doa 28/02. Concordo com quase tudo que ele disse, especialmente com o que ele chama de "vários apartheids originados na organização do carnaval".

É por aí que polemizo todos os anos com os críticos da festa momesca. Digo, caricaturando, que eles pensam em resolver os problemas do capitalismo no carnaval e isso não é possível. Todas as contradições que existem nesse tipo de sociedade, de exploração do homem pelo homem,  aparecem neste momento com bastante nitidez. E é isso que Emiliano critica duramente. Os ricaços nos camarotes, a classe média nos blocos e os pobres segurando cordas e servindo as bebidas e quitutes. A sociedade onde vivemos é exatamente assim: os ricaços nos condomínios de luxo, e os pobres, moradores da periferia,  na segurança e no humilhante serviço doméstico. No futebol, outra paixão nacional ocorre situação semelhante. A imensa maioria do povo não pode pagar os caríssimos ingressos e dentro dos estádios fica tudo separadinho, cada faixa social ocupando espaços distintos.

O diagnóstico de Emiliano é preciso, mas essa constatação não deve levar necessariamente a conclusão de que temos um modelo de festa em que o povo não seja protagonista. E ele próprio afirma em tom de tristeza: "E lá embaixo (dos camarotes)  os pobres pulam, e se divertem, e se envolvem numa alegria extraordinária, apesar de tudo". Eis aí uma opinião com a qual compartilho e onde reside minha principal divergência com outras análises.  O povo, o povo pobre, sofrido, trabalhador, ocupa os espaços aos milhões, e se  diverte,  se diverte muito. O carnaval de Salvador não se resume ao rega-bofe dos afortunados nos camarotes e nem a meia dúzia de blocos das grandes bandas onde saem os turistas em sua maior parte. Numa festa onde se calcula a presença de dois milhões de seres vivos o percentual desse grupo citado chega a ser irrisório.

No carnaval de 2008 fui criticado por um professor da UFBa com a seguinte argumentação:  se dependesse de pessoas como eu as baleias estariam extintas e  a escravidão ainda existira, numa linha de que eu estaria conformado com o modelo da festa. Longe de mim isso. Mas é curioso o fato de muitos dos que se preocupam com os negros e pobres durante a festa adorar os ambientes refinados dos frenéticos burguesinhos. Digo que é curioso, mas nada  contra.

Um dos argumentos mais fortes utilizados, inclusive por Emiliano, para fazer restrições à organização da festa é o caso dos cordeiros, pobres e negros, que seguram as cordas para a proteger os brancos ricos (lembro que existem blocos de menos abastados e negros  com cordeiros também negros). Nós,  progressistas,  devemos lutar incansavelmente contra toda e qualquer forma de exploração do homem pelo homem, e isso não será resolvido no capitalismo e  muito menos no carnaval. Então, se os cordeiros existem enquanto profissão temporária, a luta é para que eles tenham as melhores condições de trabalho e salariais. Ano passado fiz uma experiência de sair como cordeiro na Timbalada e  constatei o  que já percebia.  Aqueles trabalhadores  em sua maioria curtem e se esbaldam ao som do trio ( ver artigo “ Um dia de cordeiro na Timbalada http://galinhapulando.blogspot.com/2009/03/um-dia-de-cordeiro-na-timbalada.html)

Os críticos do carnaval soteropolitano concentram suas atenções na situação dramática dos cordeiros, mas é bom lembrar que durante a festa existem outros trabalhadores sendo explorados, em grau igual ou menor. Pensemos nos músicos de percussão que carregam aqueles instrumentos por cinco, seis horas; nos motoristas de trios e carros de apoio, nos garçons, cozinheiras, policiais etc.  Por fim leitor, encerro com uma frase de uma bela música da Banda Mel, que virou hino do carnaval “Eu queria, que essa fantasia fosse eterna, quem sabe um dia a paz vença a guerra e viver será só festejar”.  

(*) Geraldo Galindo é chicleteiro e timbaleiro

segunda-feira, 7 de março de 2011

MANDE SUGESTÕES SOBRE QUAIS TEMAS VOCÊ DESEJA LER MAIS POR AQUI.

NOSSO BLOG, QUER SABER QUAIS MATERIAIS VOCÊ SE ENTERESSA MAIS, PARA ISSO, COMENTE ESTE TEXTO, DIALOGANDO ATRAVÉS DE IDEIAS E SUGESTÕES DE MATERIAIS DAS QUAIS MAIS GOSTARIA DE LER. É UM PRAZER TRAZER INFORMAÕES E FORMAÇÃO PARA UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E SAUDAVLE´. VAMOS CONSTRUIR JUNTOS, CONTO COM VOCÊS..... FORTE ABRAÇO

Pausa para revigorar as energias.

Prezados leitores dei uma pausa forçada para repor as energias e repensar as materias do blog. Em dois dias, voltarei a colocar as materias novas e relevantes. Desejo um bom descanso a todos e um carnavalde paz.