segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Absolutismo na França

Formação do estado nacional francês

Vitor Amorim de Angelo
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
O absolutismo vigorou na França entre os séculos 16 e 18, período conhecido como Antigo Regime - ou Ancien Regime, para os franceses. Trata-se de uma longa fase da história monárquica francesa, dominada em sua maior parte pela dinastia dos Bourbon.

O ápice do absolutismo francês ocorreu sob o reinado de Luís 14, o Rei Sol. Seu extenso governo foi o modelo acabado do Antigo Regime francês, tendo influenciado outras monarquias europeias, suas contemporâneas.

Fortalecimento do poder real

A Guerra dos Cem Anos, conflito que opôs França e Inglaterra entre 1337 e 1453, contribuiu para a consolidação do poder do monarca francês, na medida em que garantiu um dos elementos centrais da formação do Estado-Nação moderno: a constituição de um exército permanente.

No final do século 14, a França já havia se constituído também num amplo território nacional, deixando para trás o passado feudal e as divisões que a caracterizaram ao longo do período medieval. Ao mesmo tempo, as finanças tinham sido centralizadas, os impostos estendidos à nação e a burocracia estatal, formada. Diante desse cenário, novos conflitos militares - dessa vez contra a Espanha e a Áustria - contribuíram para fortalecer ainda mais o poder do monarca.

Na transição do período medieval para o moderno, a dinastia que reinava na França era a dos Valois. Foi sob o reinado dos Valois que a França viveu um dos momentos mais importantes desse período: as chamadas guerras de religião, ocorridas ao longo do século 16, entre católicos e protestantes franceses - estes conhecidos como huguenotes.

Embora, num primeiro momento, essas guerras tenham enfraquecido o processo de centralização política, em razão das consequências que uma guerra civil poderia ter para a unidade do reino francês, os conflitos religiosos acabaram servindo para fortalecer o poder central, processo visto como necessário para encerrar as divisões religiosas.

Teóricos do absolutismo francês

A Guerra dos Cem Anos e as guerras de religião foram eventos importantes na transição francesa do período medieval para o moderno - e em sua constituição como estado nacional.

Mas, paralelamente a isso, houve também um processo de justificação teórica da centralização do poder nas mãos do governante, paralelamente à formação do próprio estado-nação francês. Foram dois os principais teóricos do absolutismo na França: Jean Bodin e Jacques Bossuet.

Em meados do século 16, Bodin, tido como o primeiro teórico do absolutismo, publicou um livro que ficaria famoso pela discussão do tema da soberania, chamado Six Livres de la République.

Para Bodin, a soberania era um poder indivisível. Na qualidade de soberano, o rei não poderia partilhar seu poder com ninguém nem estar submetido a outra instituição. Mas havia uma ressalva: embora não se encontrasse submetido nem mesmo às próprias leis que formulava, o soberano estava abaixo da lei divina, numa concepção que mesclava religião e política. Note-se que Bodin viveu na mesma época em que ocorriam as guerras de religião na França.

Bossuet conservou a teoria de Bodin acerca da soberania, acrescentando-lhe elementos novos, também como consequência da mistura entre religião e política. Sua obra mais importante a respeito foi A política tirada da Santa Escritura, publicada postumamente, em 1709.

Segundo Bossuet, o regime monárquico era sagrado, justo e paternal. O rei, como representante de Deus, governava com justiça, mantendo uma relação paternal para com os súditos - considerados seus filhos, conforme a teoria de Bossuet. Trata-se de uma explicação que reforçou o papel do rei na sociedade e a legitimidade do poder de que este dispunha.

Luís 14, o Rei Sol

Se a França serviu de inspiração a outros regimes absolutistas, o reinado de Luís 14 foi seu tipo mais acabado. Também conhecido como Rei Sol, Luís 14 governou a França entre 1643 a 1715, período em que promoveu mudanças na economia, na política, no exército e nos costumes franceses.

Nos primeiros anos de seu reinado, Luís 14 permaneceu sob a regência de sua mãe, a rainha Ana de Áustria - viúva de Luís 13, morto em maio de 1643.

Luís 14 assumiu o trono em 1651, aos 13 anos. De 1661 até o final de seu reinado, governou sozinho a França, sem nomear um primeiro-ministro, como era o costume. Exerceu de maneira centralizada suas prerrogativas reais, associando sua figura a imagens míticas, como a do Sol.

Luís 14 foi um dos maiores exemplos de rei absolutista, não apenas pelo grande poder que exerceu, mas por toda a organização político-social que construiu em torno de si mesmo. Talvez por isso se explique a famosa frase atribuída a ele, e que tão bem representa o espírito do absolutismo: L'État c'est moi - o Estado sou eu.
* Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.
 

Absolutismo na Inglaterra

Modelo mesclou centralização política e controle do parlamento

Vitor Amorim de Angelo*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução
No reinado de Elizabeth 1ª, filha de Henrique 8º, houve o desenvolvimento da frota naval inglesa
Atualizado a 04/08/2010, às 13h57.

O absolutismo vigorou na Inglaterra entre os séculos 16 e 17, sendo os reinados de Henrique 8° e Elizabeth 1ª os mais importantes desse período.

Em contraste com o absolutismo francês, na Inglaterra os conflitos religiosos levaram ao enfraquecimento do monarca. Além disso, desde o século 13 já existia uma constituição na Inglaterra - portanto, mais de 500 anos antes de a primeira carta magna francesa ser aprovada. A constituição inglesa previa quais eram as prerrogativas do rei e qual o papel do parlamento.

Embora o soberano tivesse seu poder limitado pela atuação do parlamento, esse fato não impediu a emergência do absolutismo na Inglaterra. Mas, de forma muito particular, em virtude da existência de um parlamento que legislava, por exemplo, sobre questões fiscais e religiosas - o que não ocorria na França na mesma época -, o modelo que existiu ali mesclou a centralização política na figura do rei com a descentralização do poder.

A derrota na Guerra dos Cem Anos

A Inglaterra perdeu a Guerra dos Cem Anos (1337-1453) para a França, o que lhe custou o enfraquecimento da monarquia, de seu exército e uma grave crise econômica, decorrente dos gastos de um conflito militar tão longo.

À Guerra dos Cem Anos seguiu-se uma disputa em torno do trono inglês, chamada de Guerra das Duas Rosas (1455-1485). Em meados do século 16, a Inglaterra era governada por Henrique 6°, da dinastia Lancaster.

Em 1461, o rei foi deposto por Eduardo 4°, da casa de York. Este governou a Inglaterra por cerca de 9 anos, quando Henrique 6° tornou a assumir o trono inglês, embora brevemente. Já em 1471, com sua morte, Eduardo 4° voltou ao poder, governando até 1483. Foi substituído por Eduardo 5°, que reinou por alguns meses apenas, e por Ricardo 3°, até seu falecimento em 1485. Com o apoio da dinastia de Lancaster, que havia sido tirada do poder pelos York, Henrique 7°, da casa de Tudor, foi coroado rei. Este se casou com Elizabeth de York, filha mais velha de Eduardo 4°, unificando os grupos rivais e, assim, encerrando a Guerra das Duas Rosas.

Henrique 8° e Elizabeth 1ª

O casamento de Henrique 7° pôs fim a um conflito interno que durou mais de três décadas e enfraqueceu a nobreza da Inglaterra. O herdeiro do trono, Henrique 8°, coroado em 1509, é considerado o primeiro e um dos mais importantes reis do período absolutista inglês.

O fortalecimento da monarquia sob o governo de Henrique 8º é sempre associado à reforma religiosa ocorrida na Inglaterra por volta de 1530 - que deu origem à Igreja Anglicana. Até então, a Igreja Católica sempre teve grande influência política e poder econômico no país, sendo, inclusive, proprietária de inúmeras porções de terra.

Durante o reinado de Henrique 8° esse cenário modificou-se radicalmente. Foram vários os fatores que levaram à reforma: o rei buscava esvaziar o poder papal na Inglaterra; a nobreza tinha interesse nas grandes extensões de terra pertencentes à Igreja; o monarca desejava usar essas propriedades como moeda de troca pelo apoio político da nobreza no parlamento. Por fim, questões pessoais, ligadas à negativa do papa em autorizar Henrique 8° a se separar de sua esposa, como era do interesse do rei, foram o estopim para a reforma. O rei se tornou o chefe da Igreja na Inglaterra, ao invés do papa.

Pouco mais de uma década separou o governo de Henrique 8° do de Elizabeth 1ª. Nesse intervalo, a Inglaterra teve dois reis coroados: Eduardo 6° e sua irmã paterna, Maria 1ª - esta, filha de Henrique 8° com Catarina de Aragão, de quem o rei quis se separar, como de fato o fez após a reforma.

Eduardo deu continuidade à política religiosa de seu pai, que foi interrompida por Maria 1ª. Filha de espanhola - e casada, à época, com Felipe 2º, rei da Espanha, país de maioria católica -, a rainha perseguiu os protestantes ingleses, naquilo que representou um breve revés à reforma anglicana.

Com sua morte, em 1558, Elizabeth 1ª, filha do segundo casamento de Henrique (o rei teve seis esposas), foi coroada rainha. Seu governo representou a consolidação da reforma e o fortalecimento do poder real. Ao mesmo tempo, implementou uma política econômica fundamentada no mercantilismo, estimulou o desenvolvimento da marinha inglesa (tal como fizera seu pai) e iniciou a colonização da América do Norte.

Foi no governo de Elizabeth também que ocorreu o chamado "cercamento". As terras passaram a ser utilizadas como pasto para ovelhas, de onde se obtinha a lã, matéria-prima para a manufatura de tecidos. Os camponeses expulsos das terras migraram para as cidades, num movimento que está na origem da Revolução Industrial.

Revolução Gloriosa

Sem herdeiros diretos, a morte da rainha, em 1603, abriu uma longa crise política, que se estendeu por mais de oito décadas. Nesse período, a Inglaterra teve inclusive uma curta experiência republicana. Além da mudança de dinastia (de Tudor para Stuart), outro aspecto marcante desse período foi o fortalecimento da burguesia nacional e o aumento das tensões sociais provocadas pelo crescimento das cidades, consequência dos cercamentos.

Golpes, ditadura, restauração política - tudo isso fez daquele período uma fase extremamente agitada, que só foi encerrada no final do século 17, com a Revolução Gloriosa. Era o fim do absolutismo e o começo da monarquia constitucional na Inglaterra.
*Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.

UM POUCO DE HISTÓRIA GERAL

Absolutismo

Características e principais teóricos

Vitor Amorim de Angelo*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Historicamente, o absolutismo remete a um determinado tipo de regime político que, em geral, predominou na Europa entre os séculos 16 e 18. Sua consolidação coincidiu com o fim do período medieval e o início da modernidade, sendo, assim, expressão política de um novo modelo de Estado que surgia naquele momento de transição: o Estado Absolutista. A esse novo tipo de estado correspondeu também uma forma inovadora de monarquia: a Monarquia Absolutista.

Boa parte das nações acabou passando por revoluções burguesas que puseram fim ao Antigo Regime, nome pelo qual ficou conhecido esse período. Em várias delas, o regime escolhido para substituir o Antigo regime foi a República, como na França, com sua revolução de 1789. Em outras, uma monarquia constitucional, como na Inglaterra, com sua Revolução Gloriosa.

É importante lembrar que antes de serem derrubados pelas revoluções, muitos regimes absolutistas ainda tentaram, diante das críticas ao poder ilimitado do rei, reformar-se. Foi o chamado despotismo esclarecido.

Note-se, então, que vários processos concomitantes se cruzaram no tempo: transição do feudalismo para o capitalismo, emergência de uma nova classe social (a burguesia), formação do Estado-Nação moderno, concepção inovadora de poder político, entre outros. Mas, no que concerne ao absolutismo, quais foram suas principais características? O que permitiu sua emergência a partir do século 16?

Poder absoluto do rei

Afirmar que um dado regime era absolutista é o mesmo que dizer que se tratava de uma monarquia em que o rei detinha poderes ilimitados, absolutos. Contudo, não se deve confundir absolutismo com despotismo. Embora o conteúdo político de ambos seja o mesmo (isso é, o governante tem poderes ilimitados), apenas o absolutismo possui justificativas teóricas, formuladas à época de sua emergência, que o legitimam política e historicamente.

Desde a Roma Antiga já existiam governantes com poderes absolutos. São conhecidas as duas assertivas quanto à relação entre a lei e o príncipe: o príncipe está isento da lei e o que apraz ao príncipe vigora como lei. Embora, na prática, tivessem poderes realmente ilimitados, ainda existia no Império Romano um arcabouço jurídico que, de certa forma, impunha restrições ao exercício absoluto do poder político. Pelo menos em tese, o governante era o primeiro cidadão, mas a res publica estava acima dele.

Essa tradição chegou ao período medieval, quando sofreu uma inflexão que permitiu a emergência do absolutismo. Aos poucos, foi se consolidando uma versão que advogava pela superioridade (inclusive temporal) do governante, associando-o ao poder divino e, assim, eliminando quaisquer outros contra-poderes que limitassem seus desejos. Eis, então, o absolutismo, que se difere do simples despotismo pela sua historicidade, pelas ligações que mantém com um período específico da história ocidental - e da história européia, em particular.

Teóricos do absolutismo

Curiosamente, o termo absolutismo não era usado naquela época para designar o tipo de regime político em vigor, tendo se popularizado como expressão com algum sentido histórico apenas no final do século 18.

Durante os séculos em que vigorou, foram vários os teóricos que deram sustentação ao poder absoluto dos reis, assim como os que criticaram o absolutismo. Em parte, alguns fatores novos, como as guerras religiosas, por exemplo, desempenharam um papel social importante para consolidar o arcabouço teórico sobre o qual se baseou aquele regime. De outro lado, elementos herdados ainda do período medieval, como a grande presença da religião no debate político, também atuaram no mesmo sentido.

Jean Bodin, considerado o primeiro teórico do absolutismo, publicou, em meados do século 16, o seu Six Livres de la République, onde discutiu a questão da soberania. Segundo ele, a soberania era um poder indivisível. O rei, portanto, na qualidade de soberano, não poderia partilhar seu poder com ninguém, nem tampouco estar submetido a outra autoridade. Para Bodin, embora não se encontrasse submetido nem mesmo às próprias leis que formulava, o soberano estava abaixo da lei divina, numa concepção que misturava religião e política.

Com seu Leviatã, publicado quase um século depois do livro de Bodin, Thomas Hobbes também deixou sua contribuição como teórico do absolutismo. Na visão de Hobbes, em seu estado de natureza e entregues à propria sorte, os homens devorariam uns aos outros. É por isso, então, que, por necessidade, fizeram entre si um contrato social que designou um soberano sobre todos os demais, tidos como súditos. A esse soberano - o rei absolutista, no caso - competiria garantir a paz interna e a defesa da nação.

Outra obra marcante no pensamento político moderno é O Príncipe, de Nicolau Maquiavel, escrito no início do século 16. O Príncipe é um tratado político a respeito das estruturas do estado moderno. Nessa obra, Maquiavel discorre sobre vários temas, sempre abordando a maneira como o soberano - chamado de Príncipe - deve agir para manter seu reino.

A esses pensadores se somaram outros, como Hugo Grócio, Jacques Bossuet e Robert Filmer, sustentando teoricamente um modelo de regime político que marcou a história européia após o período medieval.
*Vitor Amorim de Angelo é historiador, mestre e doutorando em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos. Atualmente é pesquisador do Institut d'Études Politiques de Paris.

"Há uma luz no fim do túnel"

Apaixonada por números, pelo ensino e pelo Brasil, Suely Druck acredita numa educação melhor para a juventude

“Meu avô era imigrante russo. Ele mal sabia pronunciar o meu nome, mas amava o Brasil como poucos”. É assim que Suely Druck, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) e criador da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), descreve seu avô. Assim como ele, Suely diz adorar o Brasil. Já aos sete anos, acabou usando o ensino como ponte entre sua vontade de ajudar o país e sua paixão pelos números: “Comecei a ensinar matemática para minha empregada, que era analfabeta. Em pouco tempo, quis montar uma escola para as empregadas do prédio na minha cozinha. Minha mãe não deixou”, contou Suely, em evento do Transformadores Brasileiros, dessa vez no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), nessa terça-feira (30/08).

Considerada o bicho papão entre as diversas disciplinas, a matemática tem em Suely uma apreciadora: “O que me atrai na matemática é a estética, acho bonito quando resolvem um problema de uma forma diferente”,  conta Suely, que diz ter criado a OBMEP justamente para ensinar a disciplina aos mais jovens: “Queria ensinar matemática para desmistificá-la, mostrar que ela pode ser divertida. Não queria que [a OBMEP] fosse uma avaliação. É um projeto que diz a milhões de jovens que há uma luz no fim do túnel”, explica Suely.

Com praticamente 19 milhões de inscritos na última edição, a OBMEP tem tido impacto importante na educação pública. As estatísticas comprovam que muitos dos alunos melhoram, inclusive, em outras matérias. Mesmo assim, ainda falta muito para que a situação do ensino público evolua de maneira satisfatória. “Educação boa em país do tamanho do Brasil é uma missão difícil, mas necessária. A luta pela boa educação deve ser um ideal político dos jovens de hoje. A nova geração tem que participar de maneira pacífica, acalorada e inteligente”, opina Suely.“Meu avô era imigrante russo. Ele mal sabia pronunciar o meu nome, mas amava o Brasil como poucos”. É assim que Suely Druck, professora da UFF (Universidade Federal Fluminense) e criador da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), descreve seu avô. Assim como ele, Suely diz adorar o Brasil. Já aos sete anos, acabou usando o ensino como ponte entre sua vontade de ajudar o país e sua paixão pelos números: “Comecei a ensinar matemática para minha empregada, que era analfabeta. Em pouco tempo, quis montar uma escola para as empregadas do prédio na minha cozinha. Minha mãe não deixou”, contou Suely, em evento do Transformadores Brasileiros, dessa vez no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), nessa terça-feira (30/08).

Considerada o bicho papão entre as diversas disciplinas, a matemática tem em Suely uma apreciadora: “O que me atrai na matemática é a estética, acho bonito quando resolvem um problema de uma forma diferente”,  conta Suely, que diz ter criado a OBMEP justamente para ensinar a disciplina aos mais jovens: “Queria ensinar matemática para desmistificá-la, mostrar que ela pode ser divertida. Não queria que [a OBMEP] fosse uma avaliação. É um projeto que diz a milhões de jovens que há uma luz no fim do túnel”, explica Suely.

Com praticamente 19 milhões de inscritos na última edição, a OBMEP tem tido impacto importante na educação pública. As estatísticas comprovam que muitos dos alunos melhoram, inclusive, em outras matérias. Mesmo assim, ainda falta muito para que a situação do ensino público evolua de maneira satisfatória. “Educação boa em país do tamanho do Brasil é uma missão difícil, mas necessária. A luta pela boa educação deve ser um ideal político dos jovens de hoje. A nova geração tem que participar de maneira pacífica, acalorada e inteligente”, opina Suely.

Aprender a aprender

Peter Salovey, diretor acadêmico de Yale, fala sobre o conceito de Liberal Arts na 3ª edição do Grandes Universidades

por Ivan Oliveira
Peter Salovey
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Quando a Estudar toma a iniciativa de apresentar as melhores universidades do mundo à sua comunidade, acaba trazendo junto grandes idéias, modelos de educação, novas maneiras de ver o mundo. O provost Peter Salovey fez a primeira palestra do evento, representando Yale, universidade protagonista dessa nove edição do Grandes Universidades. Sua missão era nobre: apresentar ao público o conceito de Liberal Arts, filosofia que visa fornecer ao estudante, nos primeiros anos do ensino superior, uma ampla base de inteligência, diversificada e multidisciplinar, sem obrigá-lo a escolher de antemão qual profissão quer seguir ou qual especificidade estudará durante sua graduação.

“Entendemos a Graduação como uma fase de exploração. Nesse momento, a faculdade deve ser um lugar para o exercício da curiosidade e da descoberta de novos interesses e habilidades, e não do desenvolvimento de interesses determinados com antecedência”, argumenta Salovey. Ao contrário do Ensino Superior no Brasil, altamente profissionalizante e voltado a setores específicos do mercado de trabalho, Yale é reconhecida por valorizar o acúmulo de conhecimentos diversos, acreditanto que é esse mosaico de habilidades que vai formar alguém comunicativo, com pensamento crítico e capaz de melhor entender e desenvolver o mundo. “O  ‘como pensar’ é mais imporante do que o ‘o que pensar’”, explica o provost.

Estudar em uma universidade com essa filosofia faz com que os estudantes mudem sua maneira de perceber a realidade e entender que professores e alunos não devem apenas comunicar conhecimento, mas também se envolver na geração de novas ideias.   Para isso, o  caminho é o envolvimento. “Valorizamos a vida social e a importante necessidade de saber trabalhar com os outros. É assim que vamos formar líderes”. A frase de Salovey não é propaganda barata; em mais de 300 anos de história, Yale formou vários Prêmios Nobel e muitos presidentes dos Estados Unidos, como Bill Clinton e George W. Bush.  “Começamos formando líderes regionalmente, mas hoje não vemos fronteiras na educação de pessoas que podem mudar o mundo”, diz Salovey, em favor de uma universidade global e de um ensino internacionalizado. Para tudo e para todos.

CONCURSOS ABERTOS EM TODO O BRASIL

Destaques:

BNDES abre seleção pública com 270 vagas e salários de até 8,4 mil

o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) receberá inscrições para a seleção pública com 270 vagas para a formação de cadastro reserva de profissionais com níveis Médio e Superior. Para concorrer, os interessados deverão preencher a ficha de inscrição até o dia 16 de outubro, no site www.cesgranrio.org.br, e pagar a taxa de R$ 35,00 para cargo de nível Médio e de R$ 64,00 para Superior.
As vagas para Profissional Básico são para candidatos com formação em curso superior nas áreas de Administração, Análise de Sistemas (Desenvolvimento), Contabilidade, Comunicação Social e Economia. A remuneração é de R$ 8.423,86 por jornada de 35 horas semanais.
Já para o cargo de Técnico de Arquivo é necessário ter o Ensino Médio completo. O salário corresponde a R$ 2.683,83 por 35 horas horas.
Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas, prova discursiva para Profissional Básico e prova de Redação para Técnico de Arquivo.
As avaliações estão previstas para serem realizadas em Belém/PA, Brasília/DF, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP.
Essa seleção pública terá a validade de cinco meses, mas poderá ser prorrogada por igual período.
Imprensa italiana coloca zagueiro Dedé na mira da Juventus
Redação SRZD | Vasco | 10/10/2011 14h54
A Juventus pretende contratar um novo zagueiro para a segunda parte da temporada europeia. E esse reforço pode sair do Brasil, mais precisamente do Vasco da Gama. O defensor Dedé, que também defende a Seleção Brasileira, está na mira do time italiano.
A informação vem do jornal "Corriere Dello Sport", que nesta segunda-feira afirmou que o jogador do Cruzmaltino é a principal opção para reforçar o setor defensivo do Juve a partir de janeiro, quando a janela de transferências abrirá.
Segundo o periódico, outros grandes clubes da Europa também brigam pela contratação do atleta, entre eles Roma, Fiorentina, Paris Saint-Germain e Valencia.

O LAMENTAVEL FIM DE RAFINHA BASTOS - JUNTO COM O CASSETA BOTOU LITERALMENTE O RABO ENTRE AS PERNAS, PEDIU PARA IR NO BANHEIRO E NÃO VOLTOU MAIS....

'Chupa meu cacete', diz Rafinha Bastos à repórter

Redação SRZD | Paparazzi | 10/10/2011 20h53
Foto: DivulgaçãoRafinha Bastos respondeu com palavrões a uma repórter da coluna de Mônica Bergamo, da "Folha", ao ser questionado sobre as piadas que fez em um show de stand up, realizado neste domingo em São Caetano do Sul, em São Paulo.
Por e-mail o humorista respondeu: "chupa o meu grosso e vascularizado cacete". A pergunta foi enviada nesta manhã ao ex-apresentador do "CQC", afastado depois das piadas com a cantora Wanessa, mas ele só respondeu após o fechamento da coluna.
A repórter pediu a Rafinha que explicasse a declaração que fez em São Caetano do Sul. Durante o show, ele fez piadas com o ator Fábio Assunção e com a empresa de telefonia móvel Nextel, que o contratou para anúncios publicitários.
"É celular usado por traficante, e o pior é que eles sabem disso. Não é à toa que têm Fábio Assunção como garoto-propaganda", disse Rafinha.
O ator que já usou drogas, foi afastado do trabalho e chegou a ser internado para tratamento médico, não quis se manifestar sobre os comentários do humorista.
E a Nextel, disse que acredita "em personalidades como Fábio, que superam limites e que constroem uma nova história de vida. E, principalmente, em todo ser humano que acredita na transformação e na evolução".

domingo, 9 de outubro de 2011

GREVE É DIREITO CONSTITUCIONAL Sindicato derrota interditos do Itaú Unibanco e do Santander na Justiça

 “A estratégia dos bancos de tentar ludibriar a Justiça para impedir a greve vem sendo derrotada” - Cleyde Magno

Mais duas importantes decisões judiciais confirmaram a legitimidade da greve dos bancários, rejeitando a alegação dos bancos de que a paralisação é uma ameaça à posse das agências. Na última sexta-feira, a desembargadora Mônica Torres Brandão, da 6ª Vara do Trabalho, derrubou interditos proibitórios concedidos liminarmente ao Santander e ao Itaú Unibanco, respectivamente, por juízes também de primeira instância. As liminares foram encaminhadas para a 6ª Vara do Trabalho, a pedido do Sindicato, já que foi a primeira a se posicionar sobre o tema, ao acolher ação civil pública movida pela entidade, garantindo o direito de greve aos bancários.
Antes de tomar sua decisão, a desembargadora determinou que oficiais de justiça conferissem se eram verdadeiras as alegações dos bancos de que o Sindicato estava impedindo bancários que não aderiram à paralisação de entrar para trabalhar. Não encontraram nos locais citados “nenhuma obstrução à entrada de clientes e/ou funcionários”. A desembargadora não aceitou, também, a alegação do Itaú Unibanco de que a posse das agências estava ameaçada pelo fato de muitas delas estarem fechadas, frisando que isto se devia à adesão da categoria à paralisação. Lembrou que a greve “é direito assegurado pelo legislador, visando legitimar a defesa dos interesses dos empregados”, e que os bancários estavam exercendo este direito.

Intransigência dos bancos

Para o presidente do Sindicato, Almir Aguiar, a derrubada dos interditos comprova a má-fé dos bancos que tentam enganar a Justiça com falsas informações e com a utilização de artifícios jurídicos como o interdito. Segundo o sindicalista, a força da greve comprova a insatisfação da categoria com a intransigência dos banqueiros, que, em vez de usar destas artimanhas, deveriam voltar à mesa de negociação com uma proposta digna.
A diretora da Secretaria de Assuntos Jurídicos do Sindicato Cleyde Magno frisou que a estratégia dos bancos de tentar ludibriar a Justiça para impedir a greve vem sendo derrotada. Lembrou decisões anteriores que comprovam isto. Entre elas, a do juiz Marcelo Moura, da 19ª Vara do Trabalho, que derrubou o interdito concedido ao Banco do Brasil por um juiz de plantão e, no dia seguinte, a do juiz Eduardo Almeida Jerônimo, da 22ª Vara do Trabalho, que rejeitou pedido de interdito feito pelo Bradesco.

Greve cresce ainda mais

A insistência dos bancos em não voltar a negociar continua fazendo com que a greve dos bancários se amplie em todo o país. Até sexta-feira estavam fechadas 8.951 unidades (agências e prédios administrativos). O movimento já é o maior dos últimos 21 anos. No Rio de Janeiro, capital, a adesão chegou, na sexta-feira (7/9), a 20.075 bancários, ou 62,5% dos 32 mil bancários que trabalham na cidade.

Inscrição em escolas estaduais e municipais começam neste mês

POR MARIA LUISA BARROS
Rio - A temporada de pré-matrícula para 2012 nas escolas da rede pública do Rio já tem data para começar. Nas unidades de ensino do estado, será dia 20. Quatro dias depois, será a vez das escolas municipais. Nas duas redes, a inscrição será pela Internet.
No estado, o período de pré-matrículas vai até 30 de novembro pelo site www.matriculafacil.rj.gov.br. Os interessados devem informar dados pessoais e escolares e cadastrar, ao menos, 2 opções de escolas, desde que escolha mais de um turno em uma delas. O resultado será divulgado a partir de 20 de novembro.
Foto: Divulgação
Quadra do Ginásio Olímpico em Santa Teresa, onde alunos atletas terão três horas por dia de prática esportiva | Foto: Divulgação
No município, a novidade no próximo ano letivo é que mais 10 unidades vão funcionar como ginásios experimentais cariocas, totalizando 20 escolas em horário integral. Serão abertas pela primeira vez 350 vagas do 6º ao 8º anos para o Ginásio Experimental Olímpico Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa. A seleção para a primeira escola voltada exclusivamente para atletas terá testes de aptidão física.
Os aprovados terão mais tempos de aulas de Português, Matemática, Ciências e Inglês, farão uso da Educopédia (plataforma para lições digitais) e terão aulas de Inglês todo dia. “Os alunos serão mais exigidos tanto nas disciplinas básicas quanto nas atividades esportivas. A média terá que ser superior a 6 para continuar na escola”, explica a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin.
Na parte esportiva, serão trabalhadas as modalidades olímpicas. Os alunos participarão de diversas competições e terão três horas diárias de prática desportiva.
Como se inscrever
NA REDE ESTADUAL
A partir de 20 de outubro, matrículas pelo site www.matriculafacil.rj.gov.br. Os alunos terão que escolher ao menos duas opções de escola. A ordem de escolha não será considerada. Em 20 de dezembro, o site vai disponibilizar a lista dos alunos alocados.

RESERVA E MATRÍCULA
De 3 a 13 de janeiro: confirmação da reserva de vagas para o 6º ano do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio e matrícula para as demais séries.

ENSINO MÉDIO INTEGRADO
Inscrições para seleção do 1º ano do Ensino Médio em unidades com ensino técnico integrado terminam nesta sexta. São 880 vagas.
NA REDE MUNICIPAL
A partir do dia 24, pré-matrícula para novos alunos da pré-escola, do Ensino Fundamental e Programa de Educação de Jovens e Adultos. Inscrições só pelo site www.matriculadigital.rioeduca.rio.gov.br.
OPÇÕES DE ESCOLAS
Ao preencher o formulário de inscrição, é preciso informar ano e turno pretendidos e escolher de três a cinco opções de escolas em ordem de preferência.
EDUCAÇÃO INFANTIL
A inscrição para as classes de Educação Infantil modalidade Creche (6 meses a 3 anos e 11 meses) nas creches públicas, unidades escolares e EDI, será aberta só em janeiro.

UM POUCO DE HUMOR

O inglês comentou:
- Quando fazemos sexo, a minha mulher grita tão alto que
a minha sogra, que mora no andar de baixo, escuta.
 
E o alemão:
- Isso não é nada, a minha mulher grita tão alto, mas
tão alto, que a minha sogra, que mora na casa ao lado, escuta.
 
O português, sem deixar por menos, dá uma gargalhada e diz:
- Ora pois, a minha mulher grita tão alto, tão alto, que
eu escuto lá da padaria.
 
 
O Aposentado e o Brotinho no banco.
Aos amigos com mais de 60 e para aqueles que vão chegar lá. Vejam como é
lindo o "amor próprio" da terceira idade.

A semana passada estava entrando num banco para ver se tinha restado algum
trocado, até o dia da "viúva" (INSS) fazer o depósito, foi quando uma linda
garota de uns 35 anos, minissaia, entrou na fila dos caixas,
imediatamente sai da fila dos idosos e também entrei na mesma fila.

Em pouco tempo ela olhou para trás e sorrindo e disse:
- Porque o senhor não utilisa a fila dos idosos?

- Você sabe para que lugar eu tive vontade de mandá-la, não é? Porém,
mantive a calma e usei toda minha experiência. Puxei papo e resolvi
inventar, para impressionar. Falei das minhas "experiências como comandante
de navio de cruzeiro" - semana passada havia lido um livro sobre um
comandante de navio de turismo. Sabia tudo a respeito.

- Uau! o senhor foi comandante de transatlântico?

- Só por vinte e dois anos. - respondi expressando uma certa indiferença
pelos anos de trabalho, mas sentindo que tinha capturado a presa, era só
abater e comer.

- Nossa! e com essa sua pinta o senhor deveria, certamente, agradar muito o
público feminino, nas noites de jantar com o comandante.

- Boquiaberto só pude responder: Hã? - distraído, eu estava de olho fixo no
decote da jovem que exibia, exuberantemente, seus lindos seios. Ela me pegou
no flagra. Eu sem graça e ela não fez por menos!

- O senhor ficou vermelho! Ficou até mais bonito. Aliás, o senhor deveria
fazer um teste na televisão.

Eu estava perplexo e apavorado, depois dos sessenta, isto acontece uma só
vez antes da morte. Aquele avião pronto para decolar e eu sem condições nem
mesmo de efetuar o chek in. Sim, não sabia ao certo quanto teria na conta
corrente... Quanto estaria custando um Viagra? ...Onde poderia arrumar
duzentão, até o dia do depósito da "viuva"?... Quanto estariam cobrando um
apê no motel? Será que se chamar um táxi pega bem? Comecei a suar frio.

- Eu, artista de televisão?

- Sim! o senhor lembra aquele famoso galã dos anos cinquenta, que minha avó
me mostrou na revista "Rainha do Rádio". Ela tem verdadeira paixão por essas
revistas. Adorava Marlene, Emilinha Borba... Deus nos livre de alguém mexer
nas suas revistas. Ela guarda a sete chaves, com o maior carinho. O senhor é
saudosista também?*

- Sim! Mas, você ta me gozando. Galã dos anos cinquenta?

- Verdade... não me lembro bem o nome, só sei que ele fazia filmes para o
cinema, era muito famoso. Ma..Mário, não era. Era alguma coisa como... ah
sim, tinha dois zes no nome.

- Mário Gomezz (Apelei)?

- Não, não era este o nome.  Ahhh lembrei... Mazzaropi? Isto Mazzaropi!
Mazzaropi era um galã, não era?

- Betão, nesta hora minha autoestima fez um buraco no chão e foi parar na
terra do sol nascente. Pô, quando ela disse que eu parecia galã dos anos
cinquenta, pensei num Paulo Gracindo, Paulo Autran, ou algum Antonio
Fagundes da vida. Mas, Mazzaropi? ...PQP!  Mas, até aí tudo bem, para pegar
aquele avião eu ia de Mazzaropi mesmo...
O meu fabuloso programa da tarde só veio a acabar, quando ela incautamente,
derrubou um livro que tinha na mão. Eu, como um verdadeiro cavalheiro,
inventei de abaixar para apanhá-lo. Só que esqueci as recomendações do meu
ortopedista sobre minhas artroses e artrites, que quando eu me abaixasse, o
fizesse de uma forma bem vagarosa. Enquanto o livro descia, eu mais que
depressa, inventei de pegá-lo na altura dos joelhos desnudos da jovem.

- Só escutei a frase dela: "uau! que reflexo - você parece um garotão!".

- Ouvi esta frase, e mais dois sons. Um som abafado da região da minha
coluna que travou no ato, e o som estridente de um prolongado peido que alem
de sinalizar a frouxidão do rabo lembrou-me da intensa dor na coluna. E quem
disse que eu conseguia endireitar o corpo, nem chamando o Carvalhão.

Arcado, tentava me endireitar e peidava. Tentava, e novamente peidava. Pô,
o pior, que há pouco tinha almoçado num restaurante alemão. Imagina o odor?

A jovem vendo que a situação não reverteria, tirou os dois dedos que
apertavam suas narinas, apanhou o celular e discou para o SAMU. Fim de um
provável romance... *

Você ta rindo por que não foi com você.*


Não sei se é verdade,  nem se tem base científica. Mas, pode dar certo.

QUEIMADURA
Uma vez eu estava cozinhando milho verde e quando enfiei o garfo na água fervendo
para ver se o milho estava pronto, eu sem querer enfiei a mão toda dentro da água fervendo....

Um amigo meu que era veterano de guerra no Vietnam, chegou lá em casa justamente quando
eu estava gritando de dor, e ele me perguntou se eu tinha e onde estava a farinha de trigo...
Eu mostrei a ele,  ele tirou o pacote e enfiou minha mão inteira dentro.
Ele disse pra eu conservar a mão na farinha por 10 minutos, o que eu fiz.
Diz ele que no Vietnam, um camarada estava incendiado, e no pânico, os camaradas jogaram
um saco de farinha nele todo, o que apagou o fogo.. bem, isto não só apagou o fogo, mas ele
não teve nem sequer um bolha!!!!

SOOOO, encurtando a estória, eu pus minha mão no saco de farinha por dez minutos, e quando
a retirei não tinha nem uma mancha vermelha nem bolha e NÃO DOR ALGUMA!!!
Agora, eu mantenho um pacote de farinha de trigo na geladeira e toda vez
que me queimo eu uso a farinha e NUNCA tive uma bolha nem cicatriz nem nada.
A farinha gelada é melhor ainda do que a com temperatura ambiente.

Milagre, se você me perguntar. Mantenha um saco de farinha de trigo na sua
geladeira, você ficará feliz de assim ter feito, eu que o diga.
Uma vez eu queimei minha língua e coloquei a bendita farinha na hora, e após
dez minutos a dor tinha passado e não deixou bolha...

Experimente e verá que é verdade.
Lembre de por a parte queimada diretamente na farinha, não enxágüe
em água fria primeiro. DIRETO NA FARINHA POR DEZ MINUTOS E
VOCÊ  EXPERIMENTARÁ   ESTE MILAGRE.

A nacionalidade de Jesus

A) Três provas de que Jesus era judeu:

1 - Assumiu os negócios do pai;
2 - Viveu em casa até os 33 anos;
3 - Tinha certeza de que a mãe era virgem, e a mãe tinha certeza de que ele era Deus.


B) Três provas de que Jesus era irlandês:

1 - Nunca foi casado;
2 - Nunca teve emprego fixo;
3 - O último pedido dele foi uma bebida.

C) Três provas de que Jesus era italiano:

1 - Falava com as mãos;
2 - Tomava vinho em todas as refeições;
3 - A mulher mais importante da sua vida era a mamma.


D) Três provas de que Jesus era americano: (californiano mais precisamente)
1 - Nunca cortou o cabelo (hippie)
2 - Andava descalço (hippie)
3 - Inventou uma nova religião (hippie)

E) Três provas de que Jesus era francês:

1 - Nunca trocava de roupa;
2 - Não lavava os pés;
3 - Não falava inglês.


F) Três provas de que Jesus era brasileiro:

1 - Nunca tinha dinheiro;
2 - Vivia fazendo milagres;
3 - Se ferrou na mão do governo...

CONCLUSÃO:
Não foi possível chegar a um consenso sobre a nacionalidade de Jesus.

Quanto a Judas !... Todos concordam que era Argentino.

Um prédio de 4 andares foi totalmente destruído pelo incêndio.
>
>
>
> Todas as pessoas das 10 famílias de Sem-teto, que haviam invadido o 1º
> andar, faleceram no incêndio.
>
>
>
> No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam
> dos proventos da "Bolsa Família", também não escaparam.
>
>
>
> O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos
> beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um ParTido
> político influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais,
> que também faleceram.
>
>
>
> No 4º andar viviam engenheiros, médicos, advogados, professores,
> empresários, bancários, vendedores, comerciantes,  e trabalhadores com suas
> famílias. Todos escaparam.
>
>
>
> Imediatamente o "Presidente da Nação" e toda a sua assessoria mandou
> instalar um inquérito para que o "Chefe do Corpo de Bombeiros" explicasse a
> morte dos "cumpanheiros" e por que somente os moradores, do 4º andar haviam
> escapado.
>
>
>
> O Chefe dos Bombeiros respondeu:
>
> - "Eles não estavam em casa. Estavam trabalhando".
 
O bombeiro Japonês chega em casa e diz à mulher:
- No quartel temos um sistema excelente.
Ao tocar da primeira sirene juntamo-nos em equipes, com a segunda sirene descemos pela coluna e com a terceira subimos ao caminhão-tanque e saímos.
A partir de hoje, quando eu disser "primeira sirene" tiras as
roupas, "segunda sirene" vais para a cama e "terceira sirene"fazemos amor.
No dia seguinte o bombeiro chega em casa e grita:
"primeira sirene", a mulher tira a roupa, em seguida grita, "segunda sirene" a mulher deita-se na cama e por fim grita, "terceira sirene" e começam a fazer amor.
Depois de uns minutos a mulher grita "quarta sirene" e o bombeiro exclama:
- Que raio é essa "quarta sirene"?
E a mulher diz:

- Desenrola mais mangueira porque está longe do fogo!!!

 




NÃO DEIXE DE LER. É IMPORTANTE E INTERESSANTE

Das 21h às 23h: É o horário em que o corpo realiza atividades de eliminação, químicos desnecessários e tóxicos (desintoxicação) mediante o sistema linfático do nosso corpo. Neste horário do dia devemos estar num estado de relaxamento, escutando música, por exemplo.
Das 23h à 1h: O corpo realiza o processo de desintoxicação da vesícula biliar, e idealmente deve ser processado num estado de sono profundo.
Durante as primeiras horas da manhã: 1h às 3h: Processo de desintoxicação do fígado, idealmente deve suceder também num estado de sono profundo.
De madrugada: 3h às 5h: Desintoxicação dos pulmões. É por isso que, por vezes, neste horário se produzem fortes acessos de tosse. Quando o processo de desintoxicação atinge o trato respiratório é melhor não tomar medicamentos para a tosse já que interferem no processo de eliminação de toxinas.
Manhã: 5h às 7h: Desintoxicação do cólon. É o horário de ir ao banheiro para esvaziar o intestino.
Durante a Manhã: das 7h às 9h: Absorção de nutrientes no intestino delgado. É o horário perfeito para tomar o Café da Manhã. Se estiver doente o Café da Manhã deve ser tomado mais cedo: antes das 6:30h.
O Café da Manhã antes das 7:30h é benéfico para aqueles que querem manter-se em forma.
Se não têm por hábito tomar o Café da Manhã deve tentar mudar o hábito, sendo menos prejudicial realizá-lo entre às 9h e às 10h em vez de ficar a manhã completa sem comer.
Dormir tarde e despertar tarde interromperá o processo de desintoxicação de químicos desnecessários ao teu organismo. Além disso, deve-se ter em conta que, das 0h às 4h é o horário em que a medula óssea está produzindo sangue.
Então, procure dormir bem e não deite tarde.

CUIDA DA TUA SAÚDE Viva a vida com limites!
Os alimentos "Top-five" causadores de câncer:
1. Cachorros quentes
Porque têm alto teor em nitratos.
2. Carnes processadas e toucinho
Também contêm altos níveis de nitrato de sódio como as salsichas, assim como também no toucinho e outras carnes processadas aumentam o risco de doenças do coração.
3. Donutts
Os donutts são duplamente causadores de câncer. Primeiro porque são elaborados com flúor, açúcar refinado e óleo hidrogenado, depois são FRITOS a altas temperaturas.
4. Batatas fritas
Assim como os donutts, as batatas fritas são elaboradas com óleos hidrogenados e cozinhadas depois a altas temperaturas.
5. Biscoitos e bolachas
São geralmente elaboradas com flúor e açúcar. Até as que em suas etiquetas são apresentadas como livres de gorduras transgênicas geralmente contêm ainda, só que em quantidades menores.
HÁBITOS QUE PREJUDICAM O CÉREBRO (matam neurônios)
1. Não tomar o café da manhã
A pessoa que não toma o café da manhã tem baixo nível de açúcar no sangue. Isto gera uma quantidade insuficiente de nutrientes ao cérebro causando a sua degeneração paulatinamente.
2. Comer demais
Isto causa o endurecimento das artérias do cérebro, causando também baixa capacidade mental.
3. Fumar
Causa a diminuição do tamanho cerebral e promove também a doença de Alzheimer.
4. Consumir altas quantidades de açúcar
O alto consumo de açúcar interrompe a absorção de proteínas e outros nutrientes causando má nutrição e pode interferir no desenvolvimento do cérebro.

5. Contaminação do ar
O cérebro é o maior consumidor de oxigênio do corpo. Inalar ar contaminado diminui a sua oxigenação provocando uma diminuição da eficiência cerebral.

6. Dormir pouco
O dormir permite ao cérebro descansar. A falta de sono por períodos prolongados acelera a perda de células do cérebro.
7. Dormir com a cabeça coberta
Dormir com a cabeça coberta aumenta a concentração de dióxido de carbono e diminui o oxigênio causando efeitos adversos ao nosso cérebro.
8. Fazer o cérebro trabalhar quando estamos doentes
Trabalhar e estudar quando estás doente, além da dificuldade do cérebro para responder nesse estado, prejudica-o.
9. Falta de estimulação
Pensar é a melhor maneira de estimular o nosso cérebro e não fazê-lo provoca que o cérebro diminua o seu tamanho e portanto a sua capacidade.

Principais causas que prejudicam o fígado: 1. Dormir tarde e despertar tarde
2. Não urinar pela manhã
3. Comer demasiado
4. Pular o café da manhã
5. Consumir muitos medicamentos
6. Consumir conservantes, colorantes, adoçantes artificiais
7. Consumir óleos de cozinha não saudáveis. Reduza o máximo possível o consumo de alimentos fritos mesmo quando utilizar azeites benéficos.
8. Consumir alimentos muito cozidos sobrecarrega o fígado. Os vegetais devem ser comidos crus ou pouco cozidos. Consumir vegetais fritos de uma só vez, ou seja, não deve guardá-los para consumo posterior.

LEVE MAIS A SÉRIO A SUA SAÚDE ....
 
 

Empresas de ônibus têm três mil vagas abertas

Interessados sem experiência devem fazer curso gratuito oferecido pelo Sesc/Senat

Rio - Há pelo menos três mil vagas para motoristas profissionais em transportes coletivos no Estado do Rio. A informação é da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor).

Segundo a entidade, apenas na capital existem mil postos de trabalhos que precisam ser preenchidos. Atualmente, o setor de transporte emprega 100 mil pessoas.

Por determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o motorista que deseja ocupar uma dessas vagas precisa fazer o curso de Capacitação para Motoristas de Transporte Coletivo, especialização que é oferecida pelo Serviço Social de Transportes/Serviço Nacional de Aprendizagem em Transporte (Sest/Senat).

A grade é formada por disciplinas usadas na prática diária: noções de direção defensiva e identificação de defeitos mecânicos e legislação de trânsito, entre outras.

“Em média, 70% dos nossos alunos são contratados logo após concluírem o curso. A formação que oferecemos é uma mescla entre as determinações do Contran e as exigências feitas pelo mercado”, explicou o diretor da unidade São Gonçalo do Sest/Senat, Henrique Amaral.

No estado, o curso é oferecido gratuitamente em duas unidades do Sest/Senat: São Gonçalo e Deodoro. As aulas são concluídas num período de um mês e meio. Os motoristas podem ir pessoalmente aos locais ou conseguir mais informações sobre os cursos pelos telefones 2702-6801, do posto de São Gonçalo, e 3503-0500, da unidade de Deodoro.

Há 800 postos só em Caxias

O profissional interessado em concorrer às vagas também deve cadastrar seu currículo no site da Fetranspor (www.fetranspor.com.br). Basta clicar no link trabalhe, no lado superior direito da página.

“Só em Duque de Caxias, há pelo menos 800 postos de trabalho disponíveis para motoristas. São quase 34% do total de vagas naquela região”, informou a diretora da Universidade Corporativa do Transporte, Ana Rosa Bonilauri.

Cristo Redentor completa 80 anos de história

Do funcionário que cuida do monumento à senhora de 96 anos que colou as peças de pedras-sabão que revestem à estátua, a emoção de quem faz parte da história e do cotidiano do monumento

POR CRISTINE GERK
Rio - Por trás de cada pedra-sabão que reveste o Cristo Redentor existe um nome. Eles foram escritos ali por uma mocinha sonhadora, que participou da construção da estátua. Mas depois dela, em 80 anos de vida, muitos outros nomes ocultos zelaram pelo símbolo mais conhecido do País. Anônimos que dedicam a vida a cuidar desta Maravilha do Mundo Moderno.
Arte: O Dia Online
Foto: Ayrton360
Paulo de Oliveira, 37 anos, é o encarregado da manutenção de uma parte do monumento que poucos conhecem. Ele é zelador do interior do Cristo, e gasta tempo especial em cuidar do coração da estátua, que pode ser vista por dentro. "Toda vez que subo aqui sinto uma emoção diferente", relata Paulo.

Trenzinho já conduziu Lady Di e o Papa João Paulo II

A mesma dedicação tem José Joaquim Pinto de Araújo, 58 anos, gerente de trilhos do trenzinho há 33. Antes de os turistas chegarem, diariamente, ele sobe a estrada de ferro do Corcovado limpando o caminho de galhos de árvores ou lixo deixado ali por visitantes. Ele também faz vistoria nos trens para ver se estão prontos para a maratona: "Cheguei aqui três meses depois da inauguração deste trenzinho e por mim só me aposento daqui a mais 50 anos. Quando estou estressado, é só subir e fica tudo bem". Ele já conduziu Lady Di e o Papa João Paulo II.

Muito antes dele, dona Lygia Bastos d'Ávila, 96, já se devotava a cuidar do Cristo quando era adolescente. Ela era levada pela mãe para se reunir com senhoras numa casinha em Laranjeiras para colar as pedras-sabão do Cristo num manto, de onde seriam repassadas para a estátua: "Escrevia nomes das pessoas que gostava atrás das pedrinhas, em letra bem miúda. Era minha forma de pedir proteção para elas. Não tinha nem ideia da dimensão do que estava fazendo ali. Quando vi o Cristo pronto, me emocionei".

A construção dessa obra monumental não encantou só dona Lygia. Maria Izabel Noronha, bisneta do responsável pela empreitada, o engenheiro Heitor da Silva Costa, há nove anos dedica-se a compor o maior acervo brasileiro da estátua. "Fico indignada de existir ainda tanto brasileiro que não acredita que o Cristo é nosso, dizendo que é presente de franceses. Tenho documentos provando tudo", argumenta, lembrando que a família de Paul Landowski, escultor da obra, briga na Justiça pelos direitos autorais da imagem, que pertencem à Arquidiocese.

De anônimos a estrelas

À frente da capela do Cristo, lá no alto do Corcovado, o padre Omar passou de anônimo a estrela, depois que o monumento foi eleito uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno. Ele está agora habituado a ser assediado por jornalistas de todo planeta. "No show de comemoração, quarta-feira, no Aterro, até vou cantar e tocar piano em homenagem aos 80 anos", antecipa o padre.



Além dele, outras duas figuras reveladas pelo Redentor terão destaque no evento no Aterro do Flamengo. O músico Rodrigo Shá, 34 anos, e seu amigo DJ Mam, 37 anos, apresentarão ao público a música-tema do monumento, eleita este ano em concurso com 1.870 concorrentes.

O judeu Rodrigo ficou tocado pelo Cristo durante o processo de criação da canção. "Eu e o Mam, que é candoblecista, fi camos muito emocionados com a energia desse lugar. O Cristo passa algo muito positivo, que agora entrou para fi carnas nossas vidas", revelou.

A emoção do DJ remete à história do monumento. O arquiteto Heitor Levy, coordenador da construção da estátua, se converteu ao cristianismo durante a construção dela, em 1926. Ele também era judeu.

Estátua inspira todos os cariocas

De braços abertos sobre a Guanabara, escreveu Tom Jobim. Mas poderia ser sobre o Brasil, pois não há símbolo mais famoso no País que o Cristo Redentor. Nestes 80 anos de abraço, celebrados quarta-feira, O DIA presenteia os leitores com série de reportagens e pôster exclusivo. Nesta edição, você encontra megainfográfico com detalhes curiosos do monumento e de sua história. 

Aqui, gigafoto permitirá mergulho por ângulos da paisagem nunca antes explorados, em 360 graus. A equipe fotografou durante quatro dias e gerou 4.528 imagens. Os internautas terão a perspectiva do Rio a partir da cabeça do Redentor, visão que poderá ser explorada através de zoom. O tour virtual permite observar e aproximar pontos do Rio que nem a olho nu é possível ver de lá.

Em missa celebrada por ocasião da data festiva neste sábado por Dom Orani na Paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus, em Realengo, além de ato em memória ao massacre na Escola Tasso da Silveira, foi lançado programa social chamado ‘Ação de Amor’. Haverá serviços gratuitos de emissão de documentos, atendimento jurídico, atividades de saúde preventiva, serviço odontológico e testes vocacionais para pelo menos 2 mil pessoas. O projeto vai até o fim do ano em todo Rio.

Calendário dos festejos acaba com show grátis na quarta:

A Arquidiocese do Rio de Janeiro organizou uma maratona de eventos desde domingo até quarta-feira para comemorar os 80 anos. Programe-se:

HOJE
Evento ligado à TV Canção Nova vai comover quem for à Praça da Apoteose das 9h às 18h. Haverá shows de artistas como Eliane Ribeiro e Dunga, orações, cultos. Às 16h30, o arcebispo Dom Orani Tempesta reza missa

TERÇA-FEIRA
Vigília no Cristo Redentor das 22h às 6h do dia seguinte

QUARTA-FEIRA
No dia do aniversário, festa no Cristo começa às 8h, com bênção do padre Omar. Às 9h30, haverá rasantes da esquadrilha da fumaça, seguidos de  missa com D. Orani, às 10h. Os festejos. Às 12h30, será partido bolo de 8 metros de comprimento. No Aterro do Flamengo, a partir das 18h, haverá o 'Show da Paz',  no monumento aos Pracinhas, com participação de Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Elba Ramalho, entre outros artistas.

Unidos contra a covardia que tira R$ 6,7 bi do Rio


Saúde e segurança sofrerão se estado perder recursos dos royalties

Rio - Deputados federais e senadores do Rio, além do governador Sérgio Cabral, preparam nova ofensiva para evitar que o estado sofra com menos investimentos em saúde e segurança e aposentados e pensionistas percam recursos que capitalizam o RioPrevidência. O cenário do caos virá caso o veto à Emenda Ibsen, que tira royalties do estado, seja derrubado pelo Congresso no dia 26. Unidos sem distinção partidária, 49 parlamentares (46 deputados e três senadores) defendem o equilíbrio federativo, sem prejudicar o Rio, que pode perder R$ 6,7 bilhões ao ano se prevalecer a covardia. Eles tentam convencer estados e municípios não produtores de que quem deve abrir mão de verba é a União.
Arte: O Dia
Arte: O Dia
“Buscamos alternativas e saídas sem confronto com estados não produtores ”, explica a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).


Hugo Leal (PSC-RJ), um dos coordenadores da bancada fluminense, reforça o discurso. “Procuramos ganhar eles (não produtores) para o nosso lado. Mas a bancada fluminense não abre mão de uma coisa: não negocia o que já está licitado. Isso é definitivo. Os recursos podem sair da União. A Petrobras, por exemplo, tem R$ 223 bilhões para investir. Daria perfeitamente para tirar R$ 4 bilhões que seriam destinados aos municípios não produtores”, contabiliza.


Além de negociar uma saída, o governador Sérgio Cabral pede sensatez no momento aos que querem prejudicar o estado. “Em respeito ao povo do Rio, eu faço um apelo a esses políticos que querem aproveitar a situação, para que tenham bom senso. Além de ser uma violência legal, a retirada desses recursos é um desrespeito ao povo do Rio”, afirma o governador.

Sérgio Cabral: 'O Rio não aguenta mais injustiças'



1. Todos dizem que o Rio não negocia. É verdade?


— O Rio sentou à mesa da negociação e, para o pré-sal ser licitado, aceitou que municípios e estados não produtores aumentassem alíquotas. Aceitou perder participação especial e aumentou a base de royalties.Não vamos ganhar nada pelo fato de termos aqui quase 70% do pré-sal a ser licitado. Pagamos ano passado, quase R$ 3 bilhões de dívida. A União pode mudar o indexador da dívida (dos estados) e com o que sobrar distribuir melhor a receita.


2. Qual impacto para o estado perder esses recursos dos royalties?


— É gravíssimo, é uma violência, caso de calamidade econômica e financeira do estado, que viverá uma situação de caos. É importante dizer isso ao Brasil. Nós não podemos abrir mão de uma receita que vai quebrar o estado. Isso é muito grave, muito sério.


3. O que o senhor está defendendo?


— O estado defende o pacto federativo, regras do jogo, respeito às características de cada estado e à legislação. O Rio tem indenizações legais, constitucionais dos royalties, da participação especial. Dentro do que já foi licitado não há como invadir receitas já garantidas. Isso é violência institucional, precedente muito perigoso para democracia.


4. O estado já perdeu entras situações...


— O Rio perdeu a condição de capital federal, perdeu em 1988 o ICMS na origem do petróleo... Não vamos perder mais nada. Não queremos tirar de ninguém, mas não queremos perder.


Propostas alternativas à de Ibsen


Paralelamente à votação do veto do ex-presidente Lula à Emenda Ibsen, seguem na pauta de discussões do Senado duas outras propostas que pretendem apaziguar a briga pela partilha do petróleo. São os projetos de lei dos senadores Wellington Dias (PI) e de Francisco Dornelles (RJ).


Na análise do coordenador de Economia Mineral e Petróleo, Márcio Soares, a proposta do senador Dornelles seria a menos prejudicial para o Rio, já que valeria apenas para o regime de partilha das futuras áreas a serem licitadas, sem alterar o sistema de concessão:“Os estados produtores continuam perdendo, mas o prejuízo não seria gigantesco. As alíquotas desses estados são reduzidas (5,5%), fazendo com que uma receita mais igualitária seja repassada para os não produtores por meio do fundo especial”.


Mudanças comprometeriam vários projetos


Além de prejuízos para o estado, municípios fluminenses, como Macaé e Campos, poderiam perder altas quantias, comprometendo programas sociais e obras de infraestrutura locais. Só em 2010, entre royalties e participações especiais, Macaé recebeu R$209,9 milhões da exploração do petróleo.


A saída para amenizar a situação seria negociar os contratos de áreas do pré-sal que ainda não foram licitadas, proposta defendida pelos parlamentares do Rio. Cada um tem se incumbido de procurar representantes de outros estados para mostrar que o estado não pode ser prejudicado.“Os não produtores não queriam nem conversar. Passaram a nos ouvir e estão dialogando. Quem sabe não aceitem nossa posição”, afirma o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ).


O senador Lindberg Farias (PT-RJ) também defende que é necessário a União abrir mão de mais recursos.


Para o petista Alessandro Molon, se ocorrerem mudanças que prejudiquem o Rio, outros estados que possuem arrecadações diferenciadas, como o Paraná, devido à energia elétrica, Minas Gerais, em relação aos minérios, e o Amazonas com a Zona França de Manaus, também ficam expostos a alterações da regra do jogo, podendo também ter prejuízos. “O feitiço pode se virar contra o feiticeiro”, adverte.


Amanhã, a bancada define a data do ato político que ocorrerá no Centro do Rio.


Reportagem de Aline Salgado e Max Leone

Button vence, mas Vettel é bicampeão mundial no Japão

São Paulo - Com quatro corridas de antecedência, Sebastian Vettel se tornou bicampeão mundial de Fórmula 1. Neste domingo (9), Jenson Button venceu o Grande Prêmio do Japão, mas não conseguiu estragar a festa do piloto da Red Bull, terceiro colocado na prova – ele precisava de apenas um ponto para garantir a taça. Fernando Alonso, em segundo, completou o pódio.
A conquista veio para coroar uma temporada dominante do alemão, que largou 12 vezes na pole, venceu nove vezes e obteve 14 pódios neste ano. Com o título, Vettel, com 24 anos e três meses, se tornou o bicampeão mais jovem da história da F1, superando Alonso.
Graças à conquista de Vettel, a Alemanha superou o Brasil na lista dos países com mais títulos de F1. Os dois do piloto da Red Bull, somados ao heptacampeonato de Schumacher, colocam os alemães no topo do ranking, ao lado da Inglaterra. as duas nações com nove taças.
Foto: EFE
Foto: EFE
Dentre os brasileiros, o melhor foi Felipe Massa, que acabou a prova na sétima colocação. Bruno Senna foi 16º e Rubens Barrichello, 17º.
Vettel mantém a liderança na largada
Nos primeiros metros da prova, Button tentou o ataque sobre Vettel, que conseguiu se defender. O piloto da McLaren chegou a reclamar da manobra do rival, mas os fiscais de prova não acharam que o alemão merecia ser punido. O britânico acabou sem espaço e perdeu posição para seu companheiro de equipe, Lewis Hamilton, que assumiu a vice-liderança.
Massa, Alonso e Mark Webber mantiveram suas posições na largada. Senna e Barrichello largaram mal, caindo para 13º e 16º, respectivamente, na primeira volta.
Líder, Vettel passou a imprimir um ritmo forte, baixando o tempo da melhor volta giro após giro. Enquanto isso, Alonso partiu para o ataque sobre Massa, seu companheiro de Ferrari. O espanhol conseguiu superar o brasileiro na sexta volta. No pelotão intermediário, Barrichello passou Senna e Maldonado e retornou ao 13º lugar, posição em que largou.
Na oitava volta, Hamilton passou a perder desempenho e foi superado por Button. O campeão mundial de 2008 teve de ir aos boxes e voltou em 11º. Vettel parou no giro seguinte, retornando à pista na sexta colocação.
Button, Alonso e Webber pararam juntos, no 12º giro e deixaram a garagem na mesma ordem em que entraram. Quem se deu mal após a primeira rodada de pit stops foi Hamilton, que caiu de segundo para quarto.
Desgaste dos pneus é elevado
Os carros da Red Bull tiveram de fazer a segunda parada já na 20ª volta. Os mecânicos da escuderia foram bem na parada, e o carro de Vettel foi liberado rapidamente, não comprometendo o pit stop de Webber.
No giro seguinte, Button fez sua parada. O britânico da McLaren conseguiu voltar na frente de Vettel. Enquanto isso, Massa tentou o ataque sobre Hamilton e os dois chegaram a se tocar na tentativa de ultrapassagem do brasileiro. O britânico se deu mal após a segunda rodada de pit stops, caindo para a sétima colocação. Webber, por outro lado, ganhou duas posições e passou para quarto.
Na volta 24, o Safety Car foi chamado para a pista por conta do pedaço do carro de Massa que se soltou após o contato com Hamilton. O carro de segurança deixou a pista somente no giro 27, o que aproximou os primeiros colocados.
Vettel inaugura a terceira rodada dos pit stops
No 34º giro, Vettel, que estava com desempenho inferior ao de Button, trocou seus pneus pela terceira vez na prova. Como o alemão não tinha mais compostos macios, os médios passaram ser usados. Na volta seguinte, Webber, seu companheiro de Red Bull, tomou a mesma iniciativa.
Na terceira parada, Vettel perdeu posição para Alonso, que passou para a vice-liderança. Massa também não se deu bem, já que foi ultrapassado por Hamilton no retorno à pista.
Com os pneus médios, os carros da Ferrari perderam desempenho e Vettel partiu para o ataque sobre Alonso. O ferrarista, no entanto, conseguiu manter a vice-liderança e ainda ensaiou um ataque sobre Button nas voltas finais, mas não obteve sucesso.
Veja a classificação completa do Grande Prêmio do Japão:
1 – Jenson Button (GBR) – McLaren – 53 voltas
2 – Fernando Alonso (ESP) – Ferrari – a 1s1
3 – Sebastian Vettel (ALE) – Red Bull – a 2s0
4 – Mark Webber (AUS) – Red Bull – a 8s0
5 – Lewis Hamilton (GBR) – McLaren – a 24s2
6 – Michael Schumacher (ALE) – Mercedes – a 27s1
7 – Felipe Massa (BRA) – Ferrari – a 28s2
8 – Sergio Pérez (MEX) – Sauber – a 39s3
9 – Vitaly Petrov (RUS) – Lotus Renault – a 42s6
10 – Nico Rosberg (ALE) – Mercedes – a 44s3
11 – Adrian Sutil (ALE) – Force India – a 54s4
12 – Paul di Resta (GBR) – Force India – a 1min02s3
13 – Kamui Kobayashi (JAP) – Sauber – a 1min03s7
14 – Pastor Maldonado (VEN) – Williams – a 1min04s1
15 – Jaime Alguersuari (ESP) – Toro Rosso – a 1min06s6
16 – Bruno Senna (BRA) – Lotus Renault – a 1min12s6
17 – Rubens Barrichello (BRA) – Williams – a 1min14s1
18 – Heikki Kovalainen (FIN) – Team Lotus – a 1min27s8
19 – Jarno Trulli (ITA) – Team Lotus – a 1min36s1
20 – Timo Glock (ALE) – Virgin – a 2 voltas
21 – Jérôme D’Ambrosio (BEL) – Virgin – a 2 voltas
22 – Daniel Ricciardo (AUS) – Hispania – a 2 voltas
23 – Vitantonio Liuzzi (ITA) – Hispania – a 3 voltas
24 – Sébastien Buemi (SUI) – Toro Rosso – abandonou

As informações são do IG