sexta-feira, 20 de abril de 2012


20/04/2012



Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras
A presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, foi eleita uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista americana Time. O ranking anual é dividido em categorias que englobam artistas, pesquisadores, empresários, ativistas políticos e chefes de Estado. Graça Foster é engenheira química e a primeira mulher a comandar a Petrobras. Assumiu a presidência em fevereiro de 2012 após 32 anos de carreira na Companhia. Acesse perfil e fotos da presidente no site 


Petrobras é a 4ª maior empresa de petróleo 
Segundo o índice Forbes Global 2000, elaborado pela revista americana Forbes, que avalia as maiores empresas do planeta, a Petrobras é a 10º maior empresa do mundo e a 4ª maior no setor petrolífero. Mais de 30 empresas brasileiras foram citadas e a Companhia foi a única da América Latina entre as dez primeiras do ranking.

Produção de 388 mil barris até 2020 no exterior
O gerente geral de Desenvolvimento de Negócio da Área Internacional, Pedro Augusto Bastos, falou sobre a atuação da Petrobras no exterior nos próximos anos, durante palestra na 18ª edição do Latin Oil Week, no Rio de Janeiro. Fotos do evento disponíveis no site




Foto: Gerente geral de Desenvolvimento de Negócio da Área Internacional da Companhia, Pedro Augusto Bastos, durante o 18ª Latin Oil Week.
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Foto: A presidente da Petrobras, Graça Foster, durante palestra, sobre os desafios da nova administração da Companhia, promovida pelo IBP, no Rio de Janeiro.
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Ilustração: Tratamento e reúso de água no Comperj
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Fotos: Os presidentes da Petrobras, Graça Foster, e da Vale, Murilo Ferreira, assinaram Protocolo de Intenções que trata de projetos conjuntos nas áreas de fertilizantes, biodiesel, entre outras 
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Notícias Regionais

RJ: Petrobras divulga o projeto de ordenamento costeiro do entorno do Arquipélago de Santana
PE: Garagem Petrobras terá estúdio de gravação, exposição e música gratuita para comemorar os 20 anos do Abril Pro Rock

EU TAMBÉM NÃO TINHA PENSADO NISSO...

Prezados Srs,
Outro dia, entrei num supermercado para comprar orégano e adquiri uma embalagem (saquinho) do produto, contendo 3 g, ao preço de R$ 1,99. Normalmente esse tipo de produto é vendido nos supermercados em embalagens que variam de 3 g a 10 g. Cheguei em casa e resolvi fazer os cálculos e constatei que estava pagando R$ 663,33 pelo kg do produto. Será que uma especiaria vale tudo isso ? Agora, com mais este exemplo abaixo de produtos vendidos em pequenas porções, fico com a sensação que as indústrias se utilizam "espertamente" desse procedimento para desorientar o consumidor, que perde totalmente a percepção real do valor que está pagando pelos produtos. Acho que todos os fabricantes e comerciantes, deveriam ser obrigados por lei (mais uma?) a estamparem em locais visíveis, os valores em kg, em metro, em litro e etc. de todas e quaisquer mercadorias com embalagens inferiores aos seus padrões de referências. Entendo que todo consumidor tem o sagrado direito de ter a percepção correta e transparente do valor cobrado pelos fabricantes e comerciantes em seus produtos.  VEJAM O ABSURDO: Você sabe o que custa quase R$ 13.575,00 o litro ? Resposta: TINTA DE IMPRESSORA! VOCÊ JÁ TINHA FEITO ESTE CÁLCULO?
Veja o que estão fazendo conosco. Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais. Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos.
VEJA ESTE EXEMPLO:
Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$170,00. A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00. Daí, você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica. Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço).Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Só para comparação, a Espumante Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29. Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$75,00.Fazendo as contas: R$ 75,00 / 5.5ml = R$ 13,63 o ml. > R$ 13,63 x 1000ml = R$ 13.636,00
Veja só: R$ 13.636,00 , por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:
-  300 gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42';
- 1 UNO Mille 2003;
- 45 impressoras que utilizam este cartucho;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB. Ou seja, um assalto !

Está indignado? Então, repasse este e-mail adiante, pois os fabricantes alegam que o povo não reclama de nada.

NUNCA TINHA PENSADO NISSO.


Quem assina:
CONSUMIDOR
Conta a lenda que, quando Deus libe­rou o conhe­ci­mento sobre como ensi­nar os homens, deter­mi­nou que aquele “saber” fica­ria res­trito a um grupo muito sele­ci­o­nado de sábios. Mas, neste pequeno grupo, onde todos se acha­vam “semi-deuses”, alguém traiu as deter­mi­na­ções divinas…
Aí acon­te­ceu o pior!
Deus, bravo com a trai­ção, resol­veu fazer valer alguns mandamentos:

1º — Não terás vida pes­soal, fami­liar ou sen­ti­men­tal.

2º — Não verás teu filho cres­cer.

3º — Não terás feri­ado, fins de semana ou qual­quer outro tipo de folga.

4º — Terás gas­trite, se tive­res sorte. Se for como os demais terás úlcera.

5º — A pressa será teu único amigo e as suas refei­ções prin­ci­pais serão os lan­ches, as piz­zas e o china in box.

6º — Teus cabe­los fica­rão bran­cos antes do tempo, isso se te sobra­rem cabe­los.

7º — Tua sani­dade men­tal será posta em che­que antes que com­ple­tes 5 anos de tra­ba­lho;

8º — Dor­mir será con­si­de­rado período de folga, logo, não dor­mi­rás.

9º — Tra­ba­lho será teu assunto pre­fe­rido, tal­vez o único.

10º — As pes­soas serão divi­di­das em 2 tipos: as que ensi­nam e as que não enten­dem. E verás graça nisso.

11º — A máquina de café será a tua melhor colega de tra­ba­lho, porém, a cafeína não te farás mais efeito.

12º — Happy Hours serão exce­len­tes opor­tu­ni­da­des de ter algum tipo de con­tato com outras pes­soas lou­cas como você.

13º — Terás sonhos, com cro­no­grama, pla­ne­ja­mento, pro­vas, fichas de alu­nos, pro­vas subs­ti­tu­ti­vas e não raro, resol­ve­rás pro­ble­mas de tra­ba­lho neste período de sono.

14º — Exi­bi­rás olhei­ras como tro­féu de guerra.

15º — E, o pior.….… inex­pli­ca­vel­mente gos­ta­rás de tudo isso…

16º Serás cha­mado de PROFESSOR!

E fina­li­zando, eis a nossa ora­ção (docente):
ORAÇÃO DO PROFESSOR
Pla­ne­ja­mento que estais no computador
Car­re­gado seja o Vosso Programa
Venha a nós o vosso ensinamento
Seja gerada a ficha de lançamento
Assim no Diá­rio como no email
A con­tra­par­tida nossa de cada dia nos dai hoje,
Per­doai os nos­sos deslizes
Assim como nós per­do­a­mos quando há deslizes
Não nos dei­xeis cair em Auditoria
E livrai-nos da Fis­ca­li­za­ção da direção
Amém.

A extinção de professores

    O ano é 2.020 D.C. - ou seja, daqui a oito anos - e uma conversa
entre avô e neto tem início a partir da seguinte interpelação:
    – Vovô, por que o mundo está acabando?
    A calma da pergunta revela a inocência da alma infante. E no mesmo
tom vem a resposta:
    - Porque não existem mais professores, meu anjo.
   - Professores? Mas o que é isso? O que fazia um professor?
    O velho responde, então, que professores eram homens e mulheres
elegantes e dedicados, que se expressavam sempre de maneira muito
culta e que, muitos anos atrás, transmitiam conhecimentos e ensinavam
as pessoas a ler, falar, escrever, se comportar, localizar-se no mundo
e na história, entre muitas outras coisas. Principalmente, ensinavam
as pessoas a pensar.
    – Eles ensinavam tudo isso? Mas eles eram sábios?
    – Sim, ensinavam, mas não eram todos sábios. Apenas alguns, os
grandes professores, que ensinavam outros professores, e eram amados
pelos alunos.
    – E como foi que eles desapareceram, vovô?
    – Ah, foi tudo parte de um plano secreto e genial, que foi
executado aos poucos por alguns vilões da sociedade. O vovô não se
lembra direito do que veio primeiro, mas sem dúvida, os políticos
ajudaram muito. Eles acabaram com todas as formas de avaliação dos
alunos, apenas para mostrar estatísticas de aprovação. Assim, sabendo
ou não sabendo alguma coisa, os alunos eram aprovados. Isso liquidou o
estímulo para o estudo e apenas os alunos mais interessados conseguiam
aprender alguma coisa.
    Depois, muitas famílias estimularam a falta de respeito pelos
professores, que passaram a ser vistos como empregados de seus filhos.
Estes foram ensinados a dizer “eu estou pagando e você tem que me
ensinar”, ou “para que estudar se meu pai não estudou e ganha muito
mais do que você” ou ainda “meu pai me dá mais de mesada do que você
ganha”. Isso quando não iam os próprios pais gritar com os professores
nas escolas. Para isso muito ajudou a multiplicação de escolas
particulares, as quais, mais interessadas nas mensalidades que na
qualidade do ensino, quando recebiam reclamações dos pais,
pressionavam os professores, dizendo que eles não estavam conseguindo
“gerenciar a relação com o aluno”. O professores eram vítimas da
violência – física, verbal e moral – que lhes era destinada por pobres
e ricos. Viraram saco de pancadas de todo mundo.
    Além disso, qualquer proposta de ensino sério e inovador sempre
esbarrava na obsessão dos pais com a aprovação do filho no vestibular,
para qualquer faculdade que fosse. “Ah, eu quero saber se isso que
vocês estão ensinando vai fazer meu filho passar no vestibular”,
diziam os pais nas reuniões com as escolas. E assim, praticamente todo
o ensino foi orientado para os alunos passarem no vestibular. Lá se
foi toda a aprendizagem de conceitos, as discussões de ideias, tudo,
enfim, virou decoração de fórmulas. Com a Internet, os trabalhos
escolares e as fórmulas ficaram acessíveis a todos, e nunca mais
ninguém precisou ir à escola para estudar a sério.
    Em seguida, os professores foram desmoralizados. Seus salários
foram gradativamente sendo esquecidos e ninguém mais queria se dedicar
à profissão. Quando alguém criticava a qualidade do ensino, sempre
vinha algum tonto dizer que a culpa era do professor. As pessoas
também se tornaram descrentes da educação, pois viam que as pessoas
“bem sucedidas” eram políticos e empresários que os financiavam,
modelos, jogadores de futebol, artistas de novelas da televisão –
enfim, pessoas sem nenhuma formação ou contribuição real para a
sociedade.

O texto acima circula na internet desde 2009, mas como ele se mantém
atualíssimo, vale repassá-lo para os amigos. Trata-se apenas de uma
opinião de um autor desconhecido.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Mural do Historiador

História Digital em Uberlândia
Acontece entre os dias 7 e 11 de maio de 2012, o "I Simpósio de Graduação e Pós-Graduação em História", da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O evento será realizada no campus Santa Mônica da universidade. A temática central do evento, Diálogos de Pesquisa e Experiências Docentes, procura, sobretudo, trazer à cena discussões relacionadas aos caminhos da pesquisa e docência na área da história; suas dificuldades, perspectivas e limites. O evento contará com palestras, oficinas e apresentação de trabalhos. Uma das oficinas, "História Digital: a divulgação da história na internet", será ministrada pelo historiador e jornalista, Bruno Leal, doutorando em História Social pela UFRJ e criador da rede social Café História. Para saber mais sobre esta e outras atrações do simpósio, acesse o site do evento aqui
Trocando a bandeira
Os pesquisadores Aluizio Alves Filho e Fernando da Silva Rodrigues são os convidados da segunda edição do Biblioteca Fazendo História, que a Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN) realiza no próximo dia 17 de abril, às 16h. A partir do tema “Trocando a bandeira: brasileiros que lutaram em guerras estrangeiras” e da reportagem de capa da atual edição da revista, os estudiosos vão discutir os motivos que levam brasileiros a lutar em exércitos de outros países e lembram histórias como as de Abreu de Lima (1794-1869) e Apolônio de Carvalho (1912-2005). A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia. A presença no evento dá direito a certificado de participação, que pode ser utilizado por alunos e professores como horas de atividades complementares. O debate também pode ser acompanhado em tempo real pelo site www.institutoembratel.org.br e pelo twitter da revista(@rhbn).

Evento: Memória, Trauma e Reparação


A Associação Nacional de História volta a se posicionar sobre a regulamentação da profissão de historiador

Entidade envia comunicado aos seus associados informando sobre a situação do projeto no Senado e faz apelo
Nos últimos quatro anos, o Café História vem acompanhando a situação do projeto de regulamentação da profissão de historiador (Projeto de Lei do Senado n. 368 de 2009). Embora dividindo opiniões, o tema tem despertado grande interesse entre os historiadores brasileiros. Na última semana, a Associação Nacional de História (ANPUH), entidade que apoia a regulamentação da profissão, divulgou um novo comunicado público sobre o andamento do projeto no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais do Senado, onde este encontra-se em trâmite.
Comunicado
Em seu comunicado, a ANPUH sublinhou que manteve “assíduos contatos telefônicos” com a assessoria do Senador Cristóvão Buarque, que está com a relatoria do projeto. Por meio destes contatos, lhe foi informado que existe uma “certa resistência” do Presidente do Senado, José Sarney, e da Presidenta da República, Dilma Rousseff, em sancionar novos projetos de regulamentação profissional no país. A Associação, no entanto, reforçou que “nosso projeto não tem um caráter excludente (ou seja, diferentes profissionais vão poder continuar escrevendo e falando sobre o passado), mas sim o intuito de assegurar a presença de profissionais com formação específica em instituições voltadas ao ensino e à pesquisa de História.” Segundo ainda o comunicado da ANPUH, a assessoria do Senador Cristóvão Buarque recebeu esta ponderação de forma positiva e firmou uma promessa de comprometimento no tocante a tramitação do projeto.
Entidade de grande influência entre professores, estudantes e pesquisadores de história no Brasil, a Associação Nacional de História tem assumido recentemente um papel mais político à frente de questões públicas que dizem respeito a atuação de historiadores no país. Em 2011, por exemplo, a entidade criticou o Supremo Tribunal Federal por sua concepção de história no caso de incineração de documentos e defendeu publicamente a presença de historiadores na Comissão da Verdade, que promete investigar crimes contra os direitos humanos cometidos durante a Ditadura Militar.
No caso da regulamentação da profissão de historiador, a ANPUH tem sido uma das principais entusiastas e defensoras da regulamentação. Isso está claro principalmente no tom de convocação presente em seus últimos comunicados. Na mesma comunicação em que informa a seus associados sobre o trâmite do processo de regulamentação, em Brasília, a ANPUH solicita às regionais e aos associados que “pressionem seus representantes no Senado pela aprovação do projeto e escrevam aos senadores Cristovam Buarque e José Sarney com a mesma solicitação”.
Profissionalização: as várias perspectivas
Muitos historiadores profissionais, isto é, aqueles que atuam na pesquisa e na docência, enxergam com bons olhos a regulamentação da profissão. Segundo defensores do projeto, uma vez reconhecida a atividade, abriria-se caminho para uma valorização ampla do campo historiográfico no país: organização sindical, criação de órgãos reguladores, criação de benefícios profissionais e novas oportunidades de emprego formal.
Mas nem todos concordam. Um outro grupo de historiadores alega que a profissão já é reconhecida no Brasil, não havendo necessidade de que esta seja regulamentada. Neste sentido, o projeto não seria necessário e teria pequeno ou nenhum impacto prático na forma como a atividade vem sendo desenvolvida. Há até mesmo um grupo significativo de historiadores que acreditam que efeito da regulamentação pode ser até mesmo danoso. O projeto poderia tornar o campo extremamente coorporativo, controlado e, em decorrência, limitador ou mesmo excludente. Um dos maiores temores deste grupo é a criação de um órgão regulamentador que se proclame representante dos historiadores e que defina de forma impositiva “o que é e como se deve fazer história no Brasil”.
E você, leitor do Café História, o que pensa sobre a regulamentação da profissão de historiador? É entusiasta, contra ou possui reservas? Não deixe de participar desta importante e necessária discussão de nossa área. Clique aqui para acessar o fórum sobre o tema e dê a sua opinião.

Petrobras lança revista sobre Ciência e Tecnologia no 14º Salão do Livro

A 14ª edição do Salão do Livro para Crianças e Jovens, organizado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), homenageia este ano o escritor mineiro de literatura infantil, falecido em janeiro, Bartolomeu Campos Queirós. Com patrocínio da Petrobras e apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Salão, que acontece de 18 a 29 de abril no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro, reunirá obras de 78 editoras em 85 estandes. A expectativa da Fundação é alcançar um público de 45 a 50 mil pessoas.

A Petrobras lança no evento, neste sábado, 21/4, às 17h, a primeira edição da Petrobras Conhecer, nova publicação bimestral da companhia sobre Ciência e Tecnologia, voltada para estudantes do 2º ciclo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. O tema da primeira edição é Energia e o lançamento terá a presença de um dos ilustradores da revista, Daniel das Neves. Os leitores que visitarem o Espaço Petrobras serão convidados a fazer um desenho que represente o tema energia nas paredes de lona branca que revestem o estande.  A Companhia patrocina o Salão do Livro para crianças e jovens desde 2001.

Programação - Durante os 12 dias do evento, o público terá a chance de participar de bate-papos com os principais escritores e ilustradores do país, de acompanhar a leitura de histórias e assistir a seminários. Como já faz parte da tradição, haverá a Biblioteca para bebês, além da visita gratuita para professores, que pode ser agendada pelo e-mail: visitacaoescolar@fnlij.org.br

O Salão abrirá sua programação, no dia 18/4, com o 3º Encontro Nacional do Varejo do Livro Infantil e Juvenil, voltado para livreiros e editores de livros de ficção para crianças e jovens, e terá como tema O jovem leitor cliente das livrarias. A inscrição no encontro pode ser feita no e-mail seminario@fnlij.org.br

Na Biblioteca FNLIJ Petrobras para crianças haverá, entre outros, o lançamento dos livros Tati é especial, de Jean-Claude R. Alphen, O rei das pequenas coisas, de Celso Sisto, Histórias de meninas e meninos, de Valéria Belém, e Aventura ecológica em Fernando de Noronha, de Eric Gerhard.

Serviço: 14º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens
Local: Centro de Convenções Sul América
Data: de 18 a 29/4
Horário: segunda a sexta, das 8h30 às 18h; sábados e domingos, das 10h às 20h.
Ingresso: R$5,00 (gratuidade para maiores de 65 anos, pessoas com deficiência e professores da rede municipal)
Endereço: Av. Paulo de Frontin, 1 - Cidade Nova - Centro - RJ
Programação completa: http://www.salaofnlij.com.br/salaofnlij/diaadia.asp

domingo, 15 de abril de 2012

Alguns Poemas de Patativa do Assaré

patativa-do-assare-roca

Sendo hoje o Dia da Poesia, recolhi alguns trechos dos vários poemas do Poeta da Roça em comemoração do seu ano de centenário. Espero que gostem.Contrariando o que muitos dizem, Patativa do Assaré não foi um homem analfabeto e iletrado. Teve pouco estudo, sim, mas teve também, o raro dom de lidar com as palavras. Possuidor de uma memória incomum, era capaz de dizer todos os mais de mil poemas que escreveu sem errar, ao menos, uma palavra. Quando escrevia, seus versos e rimas irrompiam de sua mente e não precisavam de retoques ou ajustes. Nasciam perfeitos, não careciam de lapidação. Veja sua inspiração nesse soneto abaixo:

O Peixe

Tendo por berço

o lago cristalino,

folga o peixe

a nadar todo inocente.

Medo ou receio

do porvir não sente,

pois vive incauto

do fatal destino.

Se na ponta de

um fio longo e fino

a isca avista,

ferra-a inconsciente,

ficando o pobre

peixe de repente,

preso ao anzol

do pescador ladino.

O camponês também

do nosso Estado,

ante a campanha eleitoral:

Coitado.

Daquele peixe tem

a mesma sorte.

Antes do pleito:

festa, riso e gosto.

Depois do pleito:

imposto e mais imposto…

Pobre matuto do

Sertão do Norte.

Freqüentou a escola por apenas quatro meses, em 1921, mas desde então vem “lidando com as letras”, como ele mesmo afirmou. Atuava como versejador em festas, e quando comprou uma viola, deu-se início à atividade de compositor, cantor e improvisador.

“Não tenho sabença,

pois nunca estudei,

apenas eu sei

o meu nome assiná.

Meu pai, coitadinho,

vivia sem cobre

e o fio do pobre

não pode estudá”

Segundo filho de um agricultor da região do Cariri ficou órfão de pai aos oito anos, passando a trabalhar no campo para ajudar sua mãe e sua família. Escolarizado durante seis meses, quando tinha 12 anos, percebe que seu mestre, embora extremamente generoso e dedicado, era precariamente letrado e não sabia ensinar pontuação. É dessa forma que aprende a ler, sem ponto e sem vírgula.

“Sou filho das matas

cantor da mão grossa

trabalho na roça

deveras o destino.


A minha choupana

é tapada de barro,

só fumo cigarro

de palha de milho.


Meu verso rasteiro

singelo, sem graça

não entra na praça

no rico saloon


Meu verso só entra

no campo e na roça,

na pobre palhoça

da terra ao sertão.”

O poeta Patativa do Assaré canta a fome e a miséria do povo da caatinga e do agreste, permitindo-lhes sonhar e se encantar.

“De noite tu vives na tua palhoça,

de dia na roça de enxada na mão.

Julgando que Deus é um Pai vingativo,

não vês o motivo da tua pressão.


Tu és nesta vida um fiel penitente,

um pobre inocente no banco do réu.

Caboclo não guarde contigo essa crença,

a tua sentença não parte do Céu”

Patativa transitava entre ambos os campos com uma facilidade camaleônica e capacidade criadora e intelectual ainda não totalmente compreendidas pelo meio acadêmico.

“Pobre agregado, força de gigante

escuta amigo o que te digo agora.

Para saíres da fatal fadiga

do horrível jumo que cruel

te obriga a padecer em situação precária.


Lutai altivo, corajoso, esperto

pois só verás o teu País liberto

se conseguires a reforma agrária”

A complexidade da obra de Patativa é evidente também pela sua capacidade de criar versos tanto nos moldes camonianos (inclusive sonetos na forma clássica), como poesia de rima e métrica populares (por exemplo, a décima e a sextilha nordestina). Ele próprio diferenciava seus versos feitos em linguagem culta daqueles em linguagem do dia-a-dia (denominada por ele de poesia “matuta”).

“Só canto o buliço

da vida apertada,

da lida pesada

das roças ou dos eito.

E as vez recordando

a feliz mocidade,

canto uma sodade

que mora em meu peito”

Patativa nunca deixou de ser agricultor e de morar na mesma região onde se criou (Cariri) no interior do Ceará. Seu trabalho se distingue pela marcante característica da oralidade. Seus poemas eram feitos e guardados na memória, para depois serem recitados. Daí o impressionante poder de memória de Patativa, capaz de recitar qualquer um de seus poemas, mesmo após os noventa anos de idade.
Certa vez ( já com 91 anos de idade), foi perguntado se sentia medo da morte?
Ele respondeu galantemente com um verso novo, recém criado, demonstrando ser ainda um ótimo improvisador:

“Cachingando, cego e surdo

Sem ver e sem está ouvindo

pra mim não é absurdo.

Vou meu caminho seguindo.


Nunca pensei em morrer

Quem morre cumpre um dever.

Quando chegar o meu fim

Eu sei que a terra me come,

mas fica vivo o meu nome

para os que gostam de mim”

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Informe Petrobras

Com relação à exsudação no Campo de Roncador, a Petrobras informa que as análises das amostras confirmaram não se tratar de petróleo proveniente de qualquer reservatório produtor desse campo ou de qualquer outro petróleo produzido na Bacia de Campos.

As gotículas coletadas têm características semelhantes a um tipo de fluido usado na operação de perfuração de poços, que tem como constituinte básico a n-parafina.

Não há perfurações recentes nas proximidades dessa área do Campo de Roncador e não há registro de manchas de fluido na superfície do mar.

A qualidade da cimentação dos poços do Campo de Roncador, nas proximidades da ocorrência, foi verificada, indicando que existe integridade e isolamento efetivo entre os poços e as formações no seu entorno.

A origem desse fluido está sendo analisada pela equipe técnica da Companhia.

Estaduais têm públicos de campeonatos obscuros da Europa

Considerado o mais forte do país, Paulistão atrai menos gente que a 3ª divisão da Inglaterra
Arquibancadas vazias são "paisagem" comum nos campeonatos estaduais por todo o Brasil
Se alguém te dissesse que o Campeonato Paulista leva menos pessoas aos estádios do que a 3ª divisão da Inglaterra, você acreditaria? E se completasse dizendo que o torneio nacional do Cazaquistão atrai mais público do que o tradicional Campeonato Carioca? Pois esta é a dura realidade. O iG levantou os públicos dos principais Estaduais do Brasil* e constatou que as médias lembram as de certames inexpressivos do futebol europeu**, como o da Albânia, o de Belarus e o da Finlândia, só para citar alguns.

A média do Paulistão é de cerca de 5,6 mil torcedores por duelo, insuficiente para bater a 2ª e a 3ª divisões da Inglaterra (17.386 e 7.519 torcedores/jogo, respectivamente), e as 2ª divisões de Alemanha (16.656), França (6.841), e Espanha (8.550). Até o Campeonato Sueco (6.547) e o Norueguês (8.117) levam mais torcedores aos estádios do que o Estadual protagonizado por Corinthians, São Paulo,Palmeiras e Santos. Ao menos, o Paulista venceu - ainda que por pouco - a 2ª divisão da Itália, com seus 5.241 aficcionados por partida.
O Carioca vai bem pior. Os cerca de 3,2 mil torcedores que encaram as emocionantes partidas do torneio não conseguem nem bater as médias de campeonatos obscuros da Europa. Com 4.137 expectadores por jogo, até o campeonato nacional do Cazaquistão tem maior participação de público, assim como o de Israel (4.522) e o do Chipre (3.215). As 2ª divisões da Rússia (4.423) e Holanda (3.796), e até mesmo a 4ª divisão da Inglaterra (4.175) também superam o Estadual do Rio de Janeiro em média de público.
Outros certames tradicionais também mostram números decepcionantes ao se fazer uma comparação com torneios inexpressivos da Europa. O Mineiro, por exemplo, leva aproximadamente 2,5 mil torcedores aos estádios a cada jogo, enquanto o Gaúcho é acompanhado por cerca de 2,4 mil por partida - número semelhante aos apresentados nos torneios nacionais de Albânia (2.349), Azerbaijão (2.299), Belarus (2.301), Hungria (2.568), Eslováquia (2.251) e Finlândia (2.225). NoBaianão, os cerca de 2,3 mil torcedores que agitam as arquibancadas se assemelham aos 2.404 da 3ª divisão italiana e aos 2.516 e 2.572 das 2ª divisões de Escócia e Suécia, respectivamente.
Os únicos Estaduais que mostram números melhores são o Pernambucano, com seus aproximados 8 mil torcedores por jogo (número próximo aos 8.550 da 2ª divisão da Espanha), e oGoiano, com cerca de 9,8 mil expectadores por duelo. Esses campeonatos, no entanto, têm suas médias expandidas devido à participação maciça de apenas quatro equipes. Em Pernambuco, os bons números de Santa Cruz, Náutico e Sport contrastam com os pequenos públicos no interior. Já em Goiás, o Itumbiara, que tem seus ingressos subsidiados pela prefeitura, leva quase 22 mil torcedores ao estádio a cada partida, enquanto a equipe que vem em 2° no ranking de público local (Anapolina), não chega nem a 6 mil. Veja um compartivo dos principais Estaduais com campeonatos menores da Europa:
TORNEIO
PÚBLICO POR JOGO
1) Campeonato Inglês - 2ª divisão
17.386
2) Campeonato Alemão - 2ª divisão
16.656
3) Campeonato Goiano
 cerca de 9,8 mil
4) Campeonato Espanhol - 2ª divisão
8.550
5) Campeonato Norueguês
8.117
6) Campeonato Pernambucano
cerca de 8 mil
7) Campeonato Inglês - 3ª divisão
7.519 
8) Campeonato Francês - 2ª divisão
6.841 
9) Campeonato Sueco
6.547 
10) Campeonato Paulista
cerca de 5,6 mil
11) Campeonato Italiano - 2ª divisão
5.241
12) Campeonato Israelense
4.522 
13) Campeonato Alemão - 3ª divisão
4.461
14) Campeonato Russo - 2ª divisão
4.423
15) Campeonato Inglês - 3ª divisão
 4.175 
16) Campeonato Cazaque
  4.137  
17) Campeonato Holandês - 2ª divisão
3.796
18) Campeonato Catarinense
cerca de 3,3 mil
19) Campeonato Cipriota
3.215
20) Campeonato Carioca
cerca de 3,2 mil
21) Campeonato Cearense
cerca de 3 mil
22) Campeonato Sueco - 2ª divisão
2.572 
23) Campeonato Húngaro
2.568 
24) Campeonato Escocês - 2ª divisão
2.516
25) Campeonato Mineiro
cerca de 2,5 mil
26) Campeonato Italiano - 3ª divisão
2.404 
27) Campeonato Gaúcho
cerca de 2,4 mil
28) Campeonato Albanês
2.349
29) Campeonato Belaruso
2.301
30) Campeonato Baiano
cerca de 2,3 mil
31) Campeonato Azerbaijanês
2.299 
32) Campeonato Eslovaco
2.251
33) Campeonato Finlandês
2.225 
34) Campeonato Paranaense
cerca de 2,2 mil
35) Campeonato Francês - 3ª divisão
2.187

*N. da R.: Os números são aproximados, já que algumas Federações não fazem distinção entre público pagante e presente
**N. da R. 2: Dados da temporada 2010/11. A Uefa só divulgará os números 2011/12 ao final da temporada.