segunda-feira, 19 de março de 2012

AULA DO DIA 16 DE MARÇO TURMA 2005

O ILUMINISMO
INTRODUÇÃO
O século XV caracterizou-se por inúmeras transformações em todos os níveis da realidade social, transformações estas que demonstram um rompimento total com o passado, com a tradição, principalmente no campo das idéias. O Iluminismo foi o movimento intelectual do século XVIII, que encontrou sua expressão maior na França, propagou idéias que, rapidamente, influenciaram a burguesia, munindo-a ideologicamente e preparando-a para a tomada do poder nas últimas décadas do século. As origens desse movimento podem ser encontradas nos progressos realizados pela Ciência e Filosofia no século XVII, principalmente as idéias desenvolvidas por Descartes (racionalismo) e John Locke (liberalismo político). Os iluministas utilizam o método de Descartes, onde a razão e o espírito crítico predominam. Intensificam seus ataques em duas direções: a primeira contra a monarquia absoluta, e para isso baseiam-se em John Locke e a segunda contra a religião, o ataque se volta contra a Igreja católica, que já vinha sendo contestada desde a Reforma. Em síntese, os filósofos iluministas preparam o clima para a destruição das bases que sustentavam o “Antigo Regime”.

O ILUMINISMO NA FRANÇA
É na França que o “iluminismo” alcança maior expressão, essencialmente pelos problemas em que vivia
a sociedade francesa da época. Os maiores destaques no campo das idéias foram Voltaire, Rousseau e
os “Enciclopedistas” Diderot e D´Alembert, que contribuíram de forma significativa para a destruição das
bases ideológicas do absolutismo, abrindo a trilha para a revolução burguesa. Além dos pensadores iluministas, tivemos também elementos que contestaram a política econômica do estado absolutista, o
mercantilismo. Foram os fisiocratas que propuseram novas soluções para a economia, como veremos de forma mais detalhada, mais adiante. Um dos maiores pensadores da época, sem dúvida, foi Voltaire, panfletário e romancista de talento, preso e exilado várias vezes por seus ataques à nobreza e à administração real. Na Inglaterra, onde esteve exilado, tomou contato com as idéias de Locke e as instituições políticas inglesas. Longe de ser um teórico, foi ardente propagandista das novas idéias, defendendo o direito do indivíduo à liberdade política e de expressão, criticava violentamente a Igreja, por ser instituição vinculada ao Antigo Regime, embora fosse deísta, preconizando uma religião natural, onde Deus estava presente na natureza. Condenava o Absolutismo, porém defendia a necessidade de uma Monarquia centralizada, assessorada por filósofos: era o Despotismo Esclarecido, política reformista levada por diversos soberanos europeus. Já Montesquieu, pertencente à nobreza togada, revolucionou
a Teoria do Estado. De todas as suas obras, com “As cartas Persas”, “O Espírito das Leis” é a que apresenta maior significação por enfeixar um resumo de suas idéias. Para Montesquieu, não existe absolutamente uma forma de governo ideal que servisse para qualquer povo em qualquer época. No “Espírito das Leis” afirmava que cada país tinha um tipo de instituição política de acordo com seu progresso econômico-social. Os fatores geográficos e climáticos influenciavam decisivamente na forma de governo: para os grandes países, o despotismo, para os médios, a monarquia constitucional, para os pequenos, a república. Sua contribuição mais conhecida foi a “doutrina dos três poderes”, baseada em Locke, em que advogava a divisão da autoridade governamental em três setores fundamentais: o executivo, o legislativo e o judiciário, ressaltando a importância do equilíbrio dos três poderes. Jean-Jacques Rousseau foi o mais radical e popular dos filósofos. Suas principais obras foram o “Discurso sobre a Origem e Fundamentos da Desigualdade entre os Homens” e “O Contrato Social”. Na sua primeira obra, ataca violentamente a propriedade privada, atribuindo a mesma responsabilidade da infelicidade dos homens. Mas é no “Contrato social”, a sua mais importante obra, que Rousseau desenvolve o seu conceito de soberania do povo, onde o que importa é o desejo da maioria, expresso pelo sufrágio universal. O Estado deve realizar a vontade da maioria. Afinal, todos têm direitos iguais.

Marquês de Pombal.
01 (UFF) No século XVIII, com o desenvolvimento dos valores iluministas, vários estados europeus realizaram mudanças nas suas relações políticas e culturais. Essas alterações acabaram por se associarem ao fenômeno do “Despotismo Esclarecido”. Um dos seus exemplos foi o governo do Marquês de Pombal em Portugal. A chamada época pombalina, no Brasil, possuiu algumas características marcantes. Dentre elas, uma está contida como opção de resposta. Assinale-a:

a) A época pombalina representou um retrocesso nas questões relativas ao ensino, com o fechamento do Seminário de Olinda.
b) A política de Pombal privilegiou a opção agrícola para a colônia brasileira e por isso, incentivou o uso da mão-deobra imigrante.
c) As medidas pombalinas, no tocante às suas relações com a Igreja Católica, demonstraram a preocupação em manter o domínio da Igreja sobre o Estado.
d) As Reformas Pombalinas propuseram a descentralização na área administrativa.
e) A atuação de Pombal estimulou o fomento agrícola e a criação de Companhias de Comércio.

02 (UNIFICADO) O movimento conhecido com ilustração ou Iluminismo marcou uma revolução intelectual, ocorrida na sociedade européia ao longo do século XVIII. O Iluminismo, em seu âmbito intelectual expressou a:
a) negação do humanismo renascentista baseado no experimentalismo, na Física e na Matemática.
b) aceitação do dogmatismo católico e da escolástica medieval.
c) consolidação do racionalismo como fundamento no conhecimento humano.
d) defesa dos pressupostos políticos e das práticas econômicas do Estado do Antigo Regime.
e) supremacia da idéia de providência divina para a explicação dos fenômenos naturais.

01
“Nenhum homem recebeu da natureza o direito de comandar os outros. A liberdade é um presente do céu, e cada indíviduo da mesma espécie tem o direito de gozar dela logo que goze da razão...
Toda autoridade vem de uma origem, que não é da natureza. O poder que vem do consentimento dos povos supõe necessariamente condições que tornem o seu uso legítimo, útil à sociedade, vantajoso
para a república, e que a fixam e restringem entre limites” Denis Diderot, (1713-1784) “Autoridade Política”, na Enciclopédia

A “Enciclopédia”, cujo primeiro volume foi publicado na França em 1751, é uma obra fundamental, pois organiza as idéias que orientam a rebeldia intelectual do século XVIII, movimento que chega à plenitude com a Revolução Francesa. a) Explique, a partir do texto, uma razão para as críticas políticas formuladas por Diderot.
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b) Apresente uma concepção de caráter político representativa no pensamento iluminista divulgado pela Enciclopédia.
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c) Cite dois movimentos políticos no Brasil que possam ser identificados com as idéias difundidas pelos enciclopedistas.
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g� ; a i Pk @ e ext-autospace:none'>05 As manifestações culturais expressas no Renascimento, ocorrido na Europa entre os séculos XIV e XVI, apresentam as características abaixo, com EXCEÇÃO de uma. Assinale-a:

a) Repúdio aos ideais medievais.
b) Crítica ao pensamento escolástico.
c) Valorização das obras clássicas da cultura greco-romana.
d) Fortalecimento do humanismo e do individualismo.
e) Negação das concepções antropocêntricas e naturalistas.
01 O Renascimento marcou o início da Idade Moderna. Indique e comente duas características fundamentais do Renascimento.
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02 “Renascimento é o nome dado a um movimento cultural italiano e às suas repercussões em outros países. Caracteriza-se pela buscada harmonia e do equilíbrio nas artes e na arquitetura, acrescentando,
aos temas cristãos medievais, outros temas inspirados na mitologia e na vida cotidiana.” DICIONÁRIO DO RENASCIMENTO ITALIANO, Zahar Editores, 1988.

Em que momento da história européia se situa esse movimento e qual a principal fonte de inspiração para os intelectuais e artistas renascentistas?
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03 A revolução cultural renascentista expressa um conjunto de mutações históricas. Esclareça a importância das cidades e dos mecenas para o Renascimento na Itália.
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AULA DO DIA 23 DE MARÇO TURMAS 1007 E 1008

A REFORMA /
LUTERANISMO/CALVINISMO)
1. INTRODUÇÃO
A sociedade européia dos séculos XV e XVI é palco de transformações radicais que vêm superar a crise do feudalismo, originando mudanças nos níveis político, econômico, social e cultural. Nesse sentido, a principal instituição do mundo feudal, a Igreja, não poderia passar imune. A Igreja era a maior proprietária de terras cultiváveis na Europa centro-ocidental, o clero agia como qualquer senhor feudal em relação aos camponeses e ligava-se, socialmente, à nobreza rural e à grande burguesia mercantil das cidades: o Papado dirigia uma administração secular, cunhava moedas, administrava justiça e mantinha um exército e uma armada, era um verdadeiro monarca. No plano econômico, o Papado agia como um Estado, com a vantagem de justificar suas práticas com a autoridade espiritual. Desde o século XIV, a Igreja se especializa em arrecadar dinheiro, utilizando-se de todas as fontes geradoras de recursos, entre elas as irregulares, como no caso das indulgências. Os papas do século XVI não só as vendiam, como também as arrendavam a algum banqueiro. Por exemplo: os Fugger, que recebiam 1/3 do dinheiro recolhido.

2. LUTERANISMO
2.1 A situação da Alemanha na época da reforma protestante
No início do século XVI, a Alemanha era um conjunto de Estados independentes, que formavam o Sacro Império Germânico, onde o cargo de imperador era simplesmente um título, sem poder efetivo. Este era eleito por 7 príncipes. Em 1519, o rei Carlos I da Espanha consegue eleger se e assume o título imperial com o nome de Carlos V. O século XV fora uma época de crise econômica, nesse ambiente é que vive Lutero (1483-1546). Impressionado com a venda de indulgências, esse monge agostiniano se revolta e, em 1517, lança as suas “Noventa e Cinco Teses” contra essa prática implementada pela Igreja. Em duas
semanas, praticamente, toda a Alemanha tomara conhecimento das Teses do monge Lutero. A sua atitude atingia a autoridade do Papa e também as entradas financeiras oriundas da indulgência: o Papa exigiu que Lutero se retratasse, o que ele negou-se a fazer, entrando em polêmicas públicas com os enviados papais. Carlos V intimou-o a comparecer diante da Dieta Imperial reunida em Worms, onde ele não cedeu, sendo posto fora da lei. Em 1520, Lutero queimou uma Bula Papal que condenava suas doutrinas e por isso foi excomungado. De tudo que sucedia, ele dava conta ao povo através de livros e folhetos em que relatava as disputas e afirmava suas posições. A doutrina luterana repelia a salvação do cristão pelas obras de caridade e penitência, defendendo a “justificação pela fé” na graça de Deus, que opera salvação do homem, o que significava uma evidente mensagem de libertação do homem face à Igreja e às autoridades eclesiásticas, defensoras dos privilégios feudais, abolindo a necessidade de intermediários (clero) entre Deus e o homem, tornando cada homem capaz de dirigir-se a Deus diretamente. O que significava, na prática, a negação das hierarquias eclesiásticas e feudais.

2.2 As conseqüências da Reforma Luterana

As conseqüências da Reforma Luterana foram várias; dentre elas, destacamos os movimentos sociais, que jamais Lutero imaginara provocar, como a revolta dos nobres contra o poderio papal, dos camponeses e populações urbanas pobres, desejosos de uma nova ordem social e política.

2.3 A expansão do Luteranismo

A grande área de expansão do Luteranismo foi a Escandinávia (Dinamarca, Noruega e Suécia), além disso, teve influência entre poloneses, boêmios, húngaros, exercendo menos influência na Suíça, Espanha, Itália e Países Baixos.

3. CALVINISMO

A corrente mais dinâmica da reforma protestante foi formulada por João Calvino (1509-1564), em Genebra, apesar de ser originário da França, além de ter sua origem e formação ligadas à burguesia ilustrada. A doutrina elaborada por Calvino rompe, de forma mais profunda, com o catolicismo, elaborando a doutrina de predestinação absoluta, na qual alguns nomes já estão destinados à salvação absoluta e outros à perdição eterna. Além disso, notamos que os princípios do calvinismo correspondiam, às práticas econômicas da burguesia, à medida que criavam uma teoria justificadora do lucro, consideravam todo trabalho respeitável e o lucro obtido pelo esforço, uma bênção de Deus. O calvinismo exerceu muita influência em Genebra, onde se fixou. A propagação do calvinismo se estendeu aos Países Baixos, onde se relaciona à independência destes, face à Espanha. Na Escócia, o reformador mais influente foi John Knox, discípulo de Calvino, que entrou em choque com Mary Stuart, rainha plenamente identificada com o catolicismo. Ainda aqui, as circunstâncias sociais e políticas são decisivas
na aceleração da Reforma: esta se identifica com o nacionalismo emergente. Com a deposição de Mary Stuart, o reinado de James VI realizará a implantação do calvinismo.

01 João Calvino defendia que alguns homens já nascem salvos pela vontade de Deus e que o indício dessa salvação seria o acúmulo de riquezas, através das virtudes e do trabalho. Tal princípio, ia de encontro aos interesses da burguesia. O texto acima refere-se:

a) à livre interpretação da Bíblia. d) à simonia.
b) à predestinação. e) ao Ato de Supremacia.
c) às indulgências.

02 A principal crítica de Martinho Lutero à Igreja foi:
a) a divisão do clero em secular e regular.
b) a venda de relíquias santas aos fiéis, oferecendo em troca a salvação.
c) a cobrança de indulgências.
d) a atuação da Inquisição.
e) a construção da Basílica de São Pedro.

03 O Calvinismo foi:
a) a doutrina que sintetizou as idéias dos reformadores que a antecederam, formulando o campo protestante em torno dos princípios do cesaropapismo e culto dos santos.
b) apenas um prolongamento das idéias preconizadas por Lutero, que admitia que o Príncipe, além de exercer poder civil absoluto, devia vigiar e governar, por direito divino, a Igreja cristã.
c) um movimento originário na Suíça, como resultado de convulsões sociais locais, que revelavam uma manifestação de rebeldia contra as taxas cobradas pela Igreja e sobre a liberação da prática do divórcio.
d) o resultado das preocupações pessoais de Ulriko Zwinglio e dos problemas relacionados com o celibato clerical.
e) a mais extremada seita protestante em relação ao Catolicismo e a mais próxima das questões levantadas, em termos éticos, pelo rápido desenvolvimento do capital comercial e financeiro.

01 Discorra sobre os principais fatores responsáveis pela eclosão da grande crise religiosa do século XVI, conhecida como Reforma, a qual deu origem ao protestantismo moderno.
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02 Segundo Calvino, o homem já nasce predestinado à salvação ou condenação eternas, e um dos sinais da salvação é a riqueza acumulada através do trabalho. Estabeleça a relação entre a expansão da doutrina calvinista e o fortalecimento do capitalismo no século XVI.
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03 No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, professor de teologia da Universidade de Wittemberg, afixou na porta de uma igreja daquela cidade um documento em que eram expostas noventa e cinto teses. Baseado em Elton, G.R., “História de Europa, México, Siglo Veintiuno”, 1974, p. 2.

a) Que processo histórico o gesto de Lutero inaugurou?
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b) Cite duas práticas adotadas pela Igreja católica condenadas por Lutero.
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c) Por que se considera que esse processo histórico acabou facilitando o desenvolvimento do capitalismo?
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A REFORMA (ANGLICANISMO
1.     O ANGLICANISMO

A reforma na Inglaterra está ligada, intimamente, à questão de centralização do poder. Por isso, o esforço reformador partiu da própria coroa. A reforma na Inglaterra surgiu quando Henrique VIII entrou em choque
com o Papado. O rei desejava separar-se de Catarina de Aragão (só lhe dera filhas) para casar-se com Ana Bolena, mas o Papa recusou-se a anular seu casamento, pressionado por Carlos V, sobrinho de Catarina e que invadira a Itália, em 1527, para assegurar seu domínio na península. A partir de então, começou o ataque ao catolicismo; denunciou-se a corrupção do clero, limitou-se seu direito de propriedade, declarou-se a soberania do monarca no reino (repúdio à influência estrangeira). Em 1534, o parlamento vota o Ato de Supremacia, instituindo o rei como o chefe da Igreja Anglicana.


2.     OS ANABATISTAS

Eram diferentes grupos, com diferentes ênfases, concordando, em geral, num estilo muito simples de vida, na necessidade de um novo batismo, na separação absoluta da Igreja e Estado, na abolição de imagens, pinturas e da própria missa, na rejeição da violência e do serviço militar (pregando até a desobediência ao Estado, que cobrava impostos para fins guerreiros). Alguns chegaram a formular a comunidade formada a partir da propriedade comum dos bens (Tomas Müder).

01 Em relação à Reforma Religiosa do Século XVI, é correto afirmar que:

a) o movimento de Thomas Münzer, comandando os camponeses,  contribuiu para a vitória do luteranismo na Suíça.
b) a doutrina Calvinista impunha um rigor material aos seus adeptos, proibindo-os de praticarem qualquer atividade lucrativa.
c) o Concílio de Trento - 1545/1563 - negou os antigos dogmas católicos.
d) a Igreja Anglicana surgiu do interesse de Henrique VIII em ampliar as riquezas do Estado e eliminar a possível ingerência espanhola nos assuntos internos de seu país.
e) o líder Martinho Lutero tornou-se vitorioso, quando recebeu adesão da burguesia do Sacro Império Germânico às suas propostas.

02 Todas as alternativas apresentam fatores que permitiram o avanço do Anglicanismo, EXCETO:

a) A fusão de dogmas protestantes ao formalismo dos ritos católicos.
b) O avanço das doutrinas protestantes entre as camadas populares.
c) O fortalecimento do internacionalismo do Papa a partir do Vaticano.
d) O interesse pelas propriedades da Igreja, especialmente pelas suas terras.
e) O objetivo do rei de fortalecer seu poder absolutista monáquico.

03“III - Tem sido hábito, até agora, de certos homens, segurar-nos como propriedade sua, visto que o Cristo nos libertou (...). Por isso, julgamos estar garantido que seremos libertados da servidão.” Manifesto dos Camponeses Alemães Revoltados - 1525. “Deus prefere que existam governos, por piores que sejam, do que permitir à ralé que se amotine, por mais razão que tenha.” Martinho Lutero - Primeira metade do século XVI. Por mais que Lutero e os camponeses alemães tivessem críticas comuns à Igreja Católica da época, existiam sérios pontos de conflito entre eles. A raiz deste choque está:

a) na idéia de que somente aqueles que possuíssem instrução ou títulos podiam manifestar-se contra a Igreja Católica e suas prática.
b) no apoio mútuo existente entre Lutero e os setores da nobreza alemã que mantinham os camponeses sob servidão.
c) no fato de os camponeses alemães defenderem o respeito absoluto ao dogma da infalibilidade papal, com o que Lutero não concordava.
d) na excomunhão de Lutero pelo papa Leão X, já que os camponeses temiam aproximação com alguém acusado de heresia.
e) no fato de a doutrina luterana defender a salvação do corpo e da alma, enquanto os camponeses só estavam preocupados com a salvação terrena.
Destaque a importância do Ato de Supremacia, no contexto da Reforma Anglicana.
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CONTRA-REFORMA
1.     INTRODUÇÃO

Muitas tentativas de mudança na Igreja, durante o século XV, fracassaram. O impacto da reforma protestante, no entanto, acabou por produzir um amplo movimento de reação e reformulação interna na Igreja Católica, cujos principais instrumentos foram: o Tribunal do Santo Ofício e a Companhia de Jesus.

2.     A REFORMA CATÓLICA

O Santo Ofício, antigo tribunal medieval, foi restabelecido como tribunal religioso, ativamente apoiado pela Coroa. Seus julgamentos eram secretos e abrangiam os casos de heresia e outros crimes graves contra a fé católica. Embora nominalmente um tribunal religioso, sua ação teve uma inequívoca dimensão política, visto que o Estado e a Igreja se sustentavam mutuamente; a luta pela unidade da fé católica era essencial à unidade do Império Espanhol e, portanto, vital para o prestígio dos Habsburgos. O desafio protestante e a premente necessidade de renovar deram origem a novas ordens religiosas, das quais
as mais importantes foram: os Barnabitas, os Capuchinhos, as Ursulinas e os Jesuítas. Mas a ordem mais importante foi, sem dúvida, a dos Jesuítas. A ela deve o Papa sua vitória completa no Concílio de Trento. Fundada pelo ex-soldado espanhol, Inácio de Loiola, em 1534, em Paris, foi aprovada e ratificada pelo Papa Paulo III, em 1540. Juntamente com a Inquisição, passou a representar a base de todo o trabalho de Reforma da Igreja Católica e da recuperação do “terreno” ideológico perdido. Cedo começaram a exercer grande influência em muitas atividades sociais e áreas geográficas. Dirigiram-se como missionários à América Espanhola, Brasil, Canadá, China, Japão e Índia, onde promoviam o ensino, a catequese e a pregação. O Concílio de Trento, que se reuniu de 1545 a 1563, reafirmou os dogmas negados pela Reforma, a saber: necessidade das obras e da fé para a salvação, a antiga doutrina dos sacramentos, a sucessão apostólica do clero, a existência do purgatório, a crença nos santos, o celibato clerical, a supremacia papal sobre o clero e a infalibilidade das decisões papais em matéria de moral e dogma. Dessa maneira, o amplo movimento conciliar dos séculos XIV e XV que pretendia submeter o Papado às assembléias do clero, foi completamente derrotado. O Concílio de Trento legislou também quanto à disciplina: proibiu a venda de indulgências, proibiu o enriquecimento de padres e bispos pela ocupação de dois benefícios ao mesmo tempo; determinou a criação de escolas teológicas em cada diocese para superar a ignorância do clero. E estabeleceu o Index “(Index Librorum Proibitorum)”, relação de livros proibidos à leitura, pelo perigo que representavam de difundir as idéias protestantes. A Contra-Reforma, atitude de defesa, propiciou uma renovação interna na Igreja Católica, uma extensão de sua influência política e a criação de uma atitude combativa dos reis católicos, de modo que os problemas políticos do século XVI e XVII assumirão contornos religiosos (caso das guerras religiosas).

01 O Concílio de Trento, uma das medidas da Reforma Católica, cujo objetivo era enfrentar o avanço das idéias protestantes, apresentou uma série de decisões para assegurar a unidade da fé católica. Entre essas decisões, a de:

a) favorecer a interpretação individual da Bíblia, de acordo com seus princípios fundamentais.
b) adotar uma atitude mais liberal com relação aos livros religiosos, o que fez com que diminuísse a censura medieval.
c) criar uma comissão com o intuito de melhorar o relacionamento com os povos não cristãos.
d) estabelecer uma corporação para o Sacro Colégio, pois, dessa forma, todas as nações cristãs estariam aí representadas.
e) estimular a ação das ordens religiosas em vários setores, principalmente no educacional.

02 Como instrumentos da Contra-Reforma por parte da Igreja Católica, destacam-se, EXCETO:

a) a prática da simonia, ou seja, a venda de cargos eclesiásticos.
b) o Index Proibitorium Librorum.
c) a Companhia de Jesus.
d) os Tribunais do Santo Ofício.
e) o Concílio de Trento.

03 Todas as alternativas contêm objetivos da política da Igreja Católica, esboçada durante o Concílio de Trento, EXCETO:
a) A expansão da fé cristã. d) A perseguição às heresias.
b) A moralização do clero. e) O relaxamento do celibato.
c) A reafirmação dos dogmas.

01 A Companhia de Jesus foi instrumento fundamental para a evangelização das colônias americanas.
a) CITE duas estratégias usadas pela Companhia de Jesus para a difusão da fé católica.
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b) IDENTIFIQUE os objetivos da Companhia de Jesus no
Novo Mundo.
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02 Em um dicionário histórico, encontramos a seguinte definição: “Contra-Reforma - O termo abrange tanto a ofensiva ideológica contra o protestantismo quanto os movimentos de Reforma e reorganização da Igreja Católica, a partir de meados do século XVI.DICIONÁRIO DO RENASCIMENTO ITALIANO, Zahar Editores, 1988. Dê as principais características da Contra-Reforma e analise duas delas.
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AULA DO DIA 16 DE MARÇO TURMAS 1007 E 1008

 HUMANISMO E RENASCIMENTO

1. INTRODUÇÃO
Do ponto de vista intelectual e artístico, verificou-se, já no final da Idade Média, o movimento renascentista, em estreita conexão, aliás, com o Humanismo. Renascimento e Humanismo marcam, desse modo, tanto no terreno filosófico, quanto no artístico e literário, a primeira ruptura com os valores medievais. Mesmo não sendo total a ruptura, o fato é que novas perspectivas se abriram a partir daí, muito embora seus frutos só viessem a ser plenamente colhidos em fins dos séculos XVI e início do século XVII.

2. ORIGENS E CARACTERÍSTICAS
As transformações econômicas, políticas e sociais que caracterizam, a partir dos dois últimos séculos da “Idade Média”, o início da crise geral da sociedade feudal e que constituem aquilo que é habitualmente conhecido como “os prenúncios dos Tempos Modernos”, são assinaladas em termos culturais por dois processos distintos, embora inter-relacionados: Humanismo e Renascimento de um lado, Reforma Religiosa do outro.
É importante salientar que isto não significou um simples retorno, mas uma redescoberta desses valores.
O Humanismo e o Renascimento foram favorecidos por várias transformações sociais, econômicas e políticas, como:
1. a crise do sistema feudal e, conseqüentemente, a perda do poder dos senhores no campo;
2. a crescente força da burguesia e do comércio;
3. o desenvolvimento do mecenato, homens ricos que financiavam os humanistas;
4. a afirmação do poder central do rei e a mentalidade nacionalista;
5. as descobertas marítimas e suas transformações econômicas, e mesmo ideológicas, sobre o horizonte
do homem no mundo;
6. aperfeiçoamento da imprensa, possibilitando a democratização da cultura;
7. a tomada de Constantinopla pelos turcos e a “fuga dos sábios bizantinos” para a Itália, fornecendo dezenas de novos textos e fazendo reviver o interesse pela língua grega. Humanismo e Renascimento surgem em função do desenvolvimento da burguesia e da monarquia absoluta. Aparecem, assim, em plena Idade Média, nas cidades cuja estrutura sócio-econômica já denota o predomínio de capital comercial. As letras, artes e ciências começaram seu surto em torno dos mercadores e banqueiros, dos soberanos de tendências absolutistas, capazes de manter uma corte em torno, enfim, dos grandes funcionários civis e eclesiásticos. Foi da Itália que partiram os movimentos, desenvolvendo-se nas grandes cidades comerciantes: em Florença (século XIV), na época dos Médicis e muitas outras famílias de banqueiros e negociantes, que fundaram academias e reuniões literárias; em Veneza, cidade pioneira no renascimento do comércio. Depois, passou à corte papal: Leão X (1513-1521) foi grande mecenas.

01 As principais características do Renascimento foram:

a) teocentrismo, realismo e intensa espiritualidade.
b) romantismo, espírito crítico em relação à política, temas de inspiração exclusivamente naturalista.
c) ausência de perspectiva e adoção de temas do cotidiano religioso, tendo como foco apenas os valores espirituais.
d) uso de temas ecológicos, evidenciando a preocupação com o meio ambiente, execução de variados retratos de personalidades da época.
e) antropocentrismo, humanismo e inspiração greco-romana.

02 O “Juízo Final”, pintado no teto da Capela Sistina, e a  “Divina Comédia” são obras, respectivamente, de autoria de:

a) Rafael e Boccacio.
b) Bernini e Shakeaspeare.
c) Michelangelo e Dante Alighieri.
d) Tiziano e Petrarca.
e) Leonardo da Vinci e São Tomás de Aquino.

03  Marcílio Ficino, intelectual florentino, celebrava o século XV como a idade de ouro do saber, pois fizera ressurgir as artes liberais, a gramática, a poesia, a oratória, a pintura, a escultura, a música e o antigo som da líria órfica; levara a astronomia à perfeição e descobrira os instrumentos para imprimir livros. Essa conjuntura relaciona-se ao movimento histórico denominado:

a) Iluminismo. c) Cientificismo.
b) Liberalismo. d) Renascimento.

04 “Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio, tão vário na capacidade; em forma, o movimento, tão preciso e admirável; na ação é como um anjo; no entendimento é como um
Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais.” SHAKESPEARE, William. HAMLET.

O valor renascentista expresso nesse texto é:

a) o antropomorfismo. d) o individualismo.
b) o hedonismo. e) o racionalismo.
c) o humanismo.

05 As manifestações culturais expressas no Renascimento, ocorrido na Europa entre os séculos XIV e XVI, apresentam as características abaixo, com EXCEÇÃO de uma. Assinale-a:

a) Repúdio aos ideais medievais.
b) Crítica ao pensamento escolástico.
c) Valorização das obras clássicas da cultura greco-romana.
d) Fortalecimento do humanismo e do individualismo.
e) Negação das concepções antropocêntricas e naturalistas.
01 O Renascimento marcou o início da Idade Moderna. Indique e comente duas características fundamentais do Renascimento.
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02 “Renascimento é o nome dado a um movimento cultural italiano e às suas repercussões em outros países. Caracteriza-se pela buscada harmonia e do equilíbrio nas artes e na arquitetura, acrescentando,
aos temas cristãos medievais, outros temas inspirados na mitologia e na vida cotidiana.” DICIONÁRIO DO RENASCIMENTO ITALIANO, Zahar Editores, 1988.

Em que momento da história européia se situa esse movimento e qual a principal fonte de inspiração para os intelectuais e artistas renascentistas?
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03 A revolução cultural renascentista expressa um conjunto de mutações históricas. Esclareça a importância das cidades e dos mecenas para o Renascimento na Itália.
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MATÉRIA CAFÉ HISTÓRIA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CONTRA O NAZISMO
Como e por que uma pequena comunidade cristã na Alemanha se viu obrigada a lutar contra a perseguição imposta pelo Nacional Socialismo.
VÍDEOS EM DESTAQUE: DOC: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E O HOLOCAUSTO
Documentário inglês conta a história de famílias que sofreram perseguição do nazismo pelo simples fato de serem Testemunhas de Jeová.
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DOCUMENTO HISTÓRICO: EVENTO DO PTB DE JANGO
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ENQUETE HISTÓRIA: DISCIPLINAS DE ENSINO DE HISTÓRIA NA FACULDADE
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sábado, 17 de março de 2012

AULA DO DIA 22 DE MARÇO - TURMA 905

DA A REPÚBLICA DAS OLIGARQUIAS (1894 - 1922)
1. A POLÍTICA DOS GOVERNADORES
Nesse processo de luta, a vitória coube finalmente aos fazendeiros, que conseguiram absoluto domínio político a partir de  1894, com a eleição de Prudente de Moraes, governo marcado por problemas internos (Revolução Federalista à Guerra de Canudos) e externos (ocupação da Ilha de Trindade pelos ingleses). O funcionamento da República Oligárquica se alicerçava em função de dois pilares: a “política dos governadores” e a política de valorização do café.

A Política dos Governadores.
O Presidente Campos Salles criou, em 1900, a chamada Política dos Governadores, que constituía num pacto oligárquico, firmado no sentido de assegurar o domínio político das oligarquias estaduais e garantir,
ao Poder Central, o governo do país acima dos interesses populares. No topo dessa pirâmide, estabeleceu-se a “política do café com leite”, ou seja, a hegemonia dos cafeicultores de São Paulo e dos fazendeiros de gado de Minas Gerais que se revezavam, ocupando a presidência até 1930.

Comissão Verificadora e Coronelismo.  
Os instrumentos necessários ao funcionamento da “política dos Governadores” são, basicamente, dois: a instituição da Comissão Verificadora e o “coronelismo”. O mecanismo para que a “política dos governadores” funcionasse, seria a garantia de que, nos Estados, efetivamente, as “situações” ganhassem, fazendo sempre “maiorais” (daí o poder do Coronel, que detinha os “votos de cabresto”). Para isso, criouse a “Comissão de Verificação de Poderes” que deveria resolver as dúvidas sobre quem efetivamente se elegeria (impedindo “legalmente” qualquer acesso da oposição)

2. A POLÍTICA DE VALORIZAÇÃO DO CAFÉ

Em 1906, na cidade paulista de Taubaté, reúnem-se os principais estados produtores de café, com o objetivo de solucionar a contínua queda do preço do nosso principal produto de exportação (acompanhada pelo contínuo crescimento da produção interna brasileira). A resposta para o problema foi o seguinte: o governo compraria os excedentes” de produção, estocando em seus armazéns, e só vendendo-os quando o preço compensasse. Para tal manobra, seria necessário recorrer aos bancos
estrangeiros. Essa valorização artificial do café, teria custos pagos por todo o país, em benefícios dos cafeicultores. Este acordo é conhecido como Convênio de Taubaté. Entre 1898 a 1919, sem dúvida, a República é a expressão quase exclusiva do governo dos grandes fazendeiros do café, demonstrando a imbatível “política do café com leite”, onde os Partidos Republicanos paulista e mineiro (PRP e PRM) se revezavam no poder sem problemas, exceto, na eleição de 1910, quando Minas ligou-se ao Rio Grande do Sul, apoiando o Marechal Hermes da Fonseca e São Paulo ligou-se à Bahia, apoiando Rui Barbosa na chamada Campanha Civilista (moralização das eleições e voto secreto), que sai derrotado.

3. A INDUSTRIALIZAÇÃO E A URBANIZAÇÃO

A Primeira Guerra coincidiu com o governo do Presidente Venceslau Brás (1914-18), na qual o Brasil tem modesta participação ao lado de Estados Unidos, França e Inglaterra. A guerra provocou a diminuição das importações brasileiras. As importações diminuem em virtude do envolvimento na guerra dos países de quem comprávamos bens industrializados. Sem dúvida, a 1ª Guerra Mundial dava um grande impulso à indústria brasileira, como podemos demonstrar a partir dos dados do censo de 1920. Neste ano, o Brasil tinha em torno de 13.336 estabelecimentos industriais, sendo que 5.936, tinham sido fundados no período entre 1915/19. Cabe destacar a participação da borracha na pauta de nossas exportações, nos primeiros anos do nosso século, extraída na região norte; perde o mercado para a produção asiática, após 1910.
A política de valorização do café gera uma contradição básica, em virtude da garantia que o governo dá, ao comprar o excedente. Com isso, estimula-se mais produção, gerando uma situação artificial, que não pode ser mantida indeterminadamente, pois a capacidade de estocagem está intimamente ligada ao apoio financeiro que se obtém no exterior. Em 1929, a crise geral do capitalismo precipita os acontecimentos. O desenvolvimento da indústria proporciona um maior crescimento da urbanização do Sul do país e o fortalecimento das camadas sociais diretamente ligadas a esse processo, como a burguesia industrial, a classe média e o operariado. Essas classes, marginalizadas pela política econômica do governo, passam a reivindicar e iniciam o choque contra as oligarquias dominantes. A burguesia industrial, prejudicada com a política de apoio exclusivo ao café, reivindicava uma política de proteção à industria brasileira. A classe média lutava contra a Política dos Governadores e contra o coronelismo, que lhe tiravam as possibilidades de vitória nas eleições. Reivindicava reformas
eleitorais, moralização nas eleições. O operariado, formado na maioria por estrangeiros (italianos, espanhóis, portugueses etc.), lutavam por melhores condições de vida (salários decentes,
melhores condições de trabalho etc.). As lutas operárias têm o seu auge no ano de 1917, com uma grande greve que iniciou em São Paulo e se propaga por outros Estados. Esta greve não foi a última. De 1917 a 1921, ocorreram 196 greves no Estado de São Paulo e 84 vezes no Rio de Janeiro. O movimento operário, nessa época, é influenciado pelo anarco-sidicalismo e estava habituado à luta do proletariado
na Europa, até porque o nosso proletariado urbano é constituído sobretudo por imigrantes europeus.
O movimento operário entra em declínio na década de 20, em virtude da intensa repressão que se abate ao movimento e aos anarquistas em particular.

TEXTOS COMPLEMENTARES A MÁQUINA ELEITORAL NA REPÚBLICA VELHA

Leôncio Basbaum
“A classe dos fazendeiros de café que, aliada às demais classes rurais nos diversos Estados, governava o país em seu proveito, não se mantinha no poder pela força militar, como sucedia em outros países sul-americanos. Ela se conservava e eternizava no governo graças a uma máquina eleitoral que se estendia por todo o país, mergulhando suas raízes na terra. Era como uma pirâmide em cujo ápice se encontrava o Presidente da República, vindo logo abaixo o Partido Republicano Paulista e os Partidos Republicanos Estaduais e, na base do arcabouço, o coronel e sua família, amigos, parentes e dependentes, constituindo as famosas oligarquias estaduais, pequenos Estados dentro do Estado, que centralizavam em suas mãos, nos sertões, os três poderes fundamentais da República: legislavam, julgavam e executavam. Os chefes desses clãs políticos, espécies de caudilhos locais, eram conhecidos e respeitados. Sua força estava no domínio da terra e da vida dos que nela habitavam mercê da sua graça.(...) Para servir aos coronéis, os sertanejos de qualquer categoria social, trabalhador, parceiro ou pequeno proprietário, e a fim de dar uma aparência legal ao predomínio dos mesmos, tinham de “votar com ele”. Os analfabetos aprendiam, às vezes, a assinar o nome para poder lançar na urna um voto cujo nome não podiam ler. E, se o pudessem, seria a mesma coisa. Em vésperas de eleição, eram conduzidos em lotes, de qualquer modo, os locais próximos dos postos eleitorais onde eram guardados às vezes com sentinelas, nos chamados quartéis ou currais, nos quais se fazia a concentração de eleitores. O chefe político lhes dava, além da condução, roupa, cachaça e uma papeleta de voto. (...) O interior do país, sujeito a esse regime, concentrava 70% da população e, por mais livres que fossem os eleitores das cidades, a votação do interior, produto das máquinas eleitorais, os sobrepujava.” BASBAUM, Leôncio. História Sincera da República. De 1889 a 1930. 4 ed., São Paulo, Alfa-Omega, 1981, pp190-1.

A I GUERRA MUNDIAL E A INDUSTRIALIZAÇÃO

Caio Prado Júnior
“A Grande Guerra de 1914-1918 dará grande impulso à indústria brasileira. Não somente a importação dos países beligerantes,que eram nossos habituais fornecedores de manufaturas, declina e mesmo se interrompe em muitos casos, mas a forte queda do câmbio reduz também, consideravelmente, a concorrência estrangeira. Noprimeiro grande senso posterior à guerra, realizado em 1920, os estabelecimentos industriais arrolados somarão 13.336, com 1.815.156 contos de capital e 275.512 operários. Destes estabelecimentos, 5.936tinham sido fundados no quinqüênio 1915-19, o que revela claramentea influência da guerra. Quanto ao caráter desta indústria recenseada em 1920, ela se conserva mais ou menos idêntica à de 1907, tanto no que diz respeito à sua dispersão como à distribuição percentual da produção . A modificação mais sensível será a transferência para o primeiro lugar das indústrias de alimentação, que passam de 26,7% da produção em 1907, para 40,2% em 1920. Isto de
deve ao aparecimento de uma nova indústria que tomará durante a guerra grande vulto: a congelação de carnes.” PRADO JR., Caio. História Econômica do Brasil. 10 ed., São Paulo, Brasiliense, 1967, p. 260.

O MOVIMENTO OPERÁRIO

Leôncio Basbaum
“A falta de uma ideologia política mais homogênea, não impediu, entretanto, que o proletariado se atirasse à luta, com disposição e coragem por melhores salários e pelas oito horas de trabalho, e, por vezes, mesmo na defesa de idéias políticas, como, por exemplo, na luta contra a guerra, entre 1912 e 1915, ano em que se realiza no Rio um Congresso da Paz. Em 1895, comemora-se pela primeira vez no Brasil o 1o de maio, já considerado como a data internacional dos trabalhadores. Movimentos grevistas jamais faltaram no Brasil, apesar da pouca consistência ideológica do proletariado. E pode-se afirmar que não houve, neste século, um só ano que não se registrasse uma greve em qualquer ponto do país. Foi, entretanto, nos anos de 1917/1918 que os movimentos grevistas recrudesceram, notadamente em São Paulo e Rio, onde havia maior concentração operária. A luta tomou formas violentas de assaltos a casas de gêneros alimentícios e tiroteio com a polícia. Em São Paulo, registra-se, pela primeira vez no país, uma greve geral de que participam praticamente todas as categorias profissionais. O comércio cerrou as portas, os transportes pararam, tendo o governo fracassado em todas as suas tentativas de dominar o movimento pela força e chegando a abandonar a cidade. Durante cerca de 30 dias, esteve a cidade à mercê dos comitês de greve. E esta, somente, cessou quando, por intermédio de alguns jornalistas e deputados, chegou-se a um acordo com o governo, que prometera por escrito não somente atender às reivindicações, mas também renunciar a qualquer represália contra os grevistas. Está claro que a promessa não foi cumprida. Cessado o movimento, a maioria dos chefes foi presa, espancada e os estrangeiros expulsos do país”. BASBAUM, Leôncio. História Sincera da República. De 1889ª 1930. 4 ed., São Paulo, Editora Alfa-Omega, 1981, pp.209-10.


01 Explique, com suas palavras, a “política do Café com Leite”.
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02 Primeiro Presidente Civil da República:
a) Prudente de Morais d) Epitácio Pessoa
b) Afonso Pena e) Rodrigues Alves
c) Venceslau Brás

03 “Voto de cabresto”, “curral eleitoral”, “eleição a bico de pena”,
“juiz nosso”, “delegado nosso”, “capangas” e “apadrinhamento”
são expressões que lembram, em nosso país, o:
a) liberalismo. d) coronelismo.
b) totalitarismo. e) comunismo.
c) messianismo.

04 No Brasil, no período denominado República Velha, o modelo
político-eleitoral – Política dos Governadores, coronelismo
e voto de cabresto – dava sustentação à hegemonia do:
a) PCB e do PTB. d) MDB e da UDN.
b) PSD e do PDS. e) PRP e do PRM.
c) PFL e da UDN.

05 No Brasil, na denominada República Velha, as oligarquias
se eternizavam no poder graças ao controle:
a) das filiações partidárias através do voto secreto.
b) das eleições indiretas para os cargos majoritários.
c) da política dos governadores e da máquina do coronelismo.
d) do poder moderador que privilegiava o poder regional.
e) do voto universal que permitia a participação popular.

01 Clientelismo e política de favores são características da vida política brasileira na República Velha, e ligam-se ao fenômeno:

a) coronelismo.
b) caudilhismo.
c) federalismo.
d) populismo.
e) messianismo.

02 O controle dos votos nas eleições pelos coronéis na República das Oligarquias, era chamado de:

a) Eleições do cacete.
b) Curral eleitoral.
c) voto de cabresto.
d) voto censitário.
e) voto distrital.

03 Dos doze Presidentes da Primeira República, sete procediam de São Paulo e de Minas Gerais. Excetuando-se os dois primeiros, que eram militares, apenas três políticos de outros estados chegaram à presidência. Tal predominância no poder ficou conhecida por:

a) Política de Valorização do Café.
b) Política de Salvações.
c) Política do Café com Leite.
d) Política Jacobinista.
e) Política Populista.

04 Eleição da despesa: registro de nascimento, que a criançada vai nascendo e só se registra quando chega a hora de votar, meia dúzia de retratos, lanche, passagem. Fora a distribuição de máquinas de costura, empréstimos de vaca com cria pra quem tá carecendo de leite, ainda tem matuto querendo ver direito o nome dos candidatos. Pode não, oxente!(...) Ribeiro, Marcus Venício et alii. Brasil Vivo. Petrópolis, Ed. Vozes, 1992.

O mecanismo político existente na “República oligárquica” no Brasil e caricaturado no trecho acima é:

a) lei das Terras.
b) voto de cabresto.
c) política dos governadores.
d) comissão de verifica.