quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Zito voltou - Duque de Caxias esta feliz - São obras por toda cidade

Oficial: Liga define que ninguém vai cair do Grupo Especial no Carnaval 2011

Conforme o SRZD-Carnavalesco antecipou, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) bateu o martelo sobre o regulamento do Carnaval 2011. A Mocidade trocou de ordem com a Portela. A escola da Zona Oeste irá desfilar na segunda-feira de carnaval e a Portela no domingo. As três escolas que tiveram seus barracões atingidos pelo incêndio (Grande Rio, Portela e União da Ilha) não serão julgadas e consequentemente não haverá rebaixamento para o Grupo A. - Tenho plena convição que o carnaval é mais forte que essa tragédia. A Liesa me apresentou proposta e tudo foi aceito. Nenhuma escola vai cair. A escola do Acesso vai subir e em 2012 duas escolas vão descer. As três escolas (Ilha, Portela e Grande Rio) vão ser hour-concurs, ou seja, não vão pontuar. Além disso, a Portela vai passar para domingo e a Mocidade na segunda-feira. Dessa maneira, nós conseguimos organizar o carnaval.
O prefeito vai dar recursos para subsidiar o carnaval da União da Ilha, Grande Rio e Portela, mas o valor ainda não está definido. - É óbvio que elas não vão fazer o carnaval que pretendiam. A Grande Rio tinha um carnaval para ganhar. Eu já estou sabendo que eles estão trabalhando para fazer um belo desfile - explicou Paes.
* Veja fotos do incêndio
Perguntado como ficará a questão de quem comprou ingresso para ver a escola no domingo e ela vai desfilar na segunda, o prefeito pediu compreensão do público.

- Liguei para o procurador-geral de justiça que vai conversar com membros do Ministério Público. A própria Liesa disse que é possível devolver o dinheiro de quem se sentir lesado, mas esperamos a compreensão das pessoas.
Como foi o dia de caos para o mundo do carnaval
A menos de um mês do carnaval, um incêndio de grandes proporções atingiu quatro barracões da Cidade do Samba, na Gamboa, na manhã desta segunda-feira. Os barracões da Portela, União da Ilha e Grande Rio foram atingidos, além do barracão da Liesa, onde funciona um restaurante.
O fogo teria começado por volta das 6h30, no quarto andar do barracão da União da Ilha. Cerca de 90 homens do Corpo de Bombeiros foram para o local e controlaram o fogo por volta das 11h.

A União da Ilha conseguiu ser rápida e salvou suas alegorias totalmente prontas. Apenas a aranha que seria o destaque foi destruída. Os carros foram levados para o barracão 7 da Cidade do Samba.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Receita libera consulta a lote residual do IR com restituições de R$ 143 milhões

RIO - A Receita Federal liberou nesta terça-feira, a consulta ao segundo lote residual do Imposto de Renda da Pessoa Física dos exercícios de 2010 (ano calendário 2009), 2009 (ano calendário 2008) e 2008 (ano calendário 2007). As restituições serão depositadas no próximo dia 15. Serão contemplados, no total, 74.349 contribuintes, com restituições que somam R$ 143.442.926,01.
O contribuinte pode consultar sua situação no site da Receita ( www.receita.fazenda.gov.br ) ou ligar para o Receitafone, no número 146.
Se o contribuinte estiver incluído no lote e o valor não for devidamente creditado, deve ir a uma agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento para agendar o depósito em qualquer banco. Os telefones da central são: 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos).
As restituições referentes ao exercício de 2010 somam R$ 96.539.539,22, valor já acrescidos da taxa Selic de 8,55% (maio de 2010 a fevereiro de 2011). Esse grupo inclui 49.342 contribuintes que declararam imposto a receber, sendo 5.729 incluídos no Estatuto do Idoso.
Para o exercício de 2009, haverá restituições totais de R$ 28.507.987,20, já atualizados pela Selic de 17,01 % (maio de 2009 a fevereiro de 2011), pagas a 15.286 contribuintes. O valor das restituições para 9.721 contribuintes relativas ao exercício de 2008 é de R$ 18.395.399,59, montante já corrigido pela Selic de 29,08% (maio de 2008 a fevereiro de 2011).

Valores atrasados de aposentadorias e ações trabalhistas pagarão menos Imposto de Renda

RIO – Os contribuintes que receberem pagamentos atrasados de aposentadoria ou ações trabalhistas vão pagar menos Imposto de Renda, a partir deste ano. A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira a Instrução Normativa 1127, que trata da cobrança do Imposto de Renda sobre os rendimentos recebidos acumuladamente. Pela nova regra, os valores recebidos em 2010, mas que deveriam ter sido pagos antes e de forma parcelada, serão tributados de acordo com a alíquota que deveria ter sido aplicada se o pagamento fosse em parcelas.
O parcelamento será de no máximo 12 meses, dependendo do mês em que foi realizado o pagamento. Assim, se uma pessoa recebeu R$ 20 mil em outubro do ano passado, referente a parte da aposentadoria que deixou de ser pago, o valor será dividido pelos dez 10 meses e cada parcela de R$ 2 mil será tributada separadamente, com alíquota de 7,5%. Até então, o imposto era cobrado sobre o montante total, o que fazia com que a alíquota fosse de 27,5%.
Confira num exemplo:
Pela regra antiga: Rendimento acumulado = R$ 20 mil
Alíquota de IR = 27,5%
Parcela a deduzir = R$ 692,78
Imposto = R$ 4.807,22;
Pela nova regra: Rendimento acumulado = R$ 20 mil
Valor da Parcela = R$ 2 mil
Alíquota aplicável = 7,5%
Parcela a deduzir = R$ 112,43
Imposto devido sobre cada parcela = R$ 37,57
Imposto recolhido sobre os R$ 20 mil = R$ 375,70.
- É uma medida muito boa que vai beneficiar principalmente, o pessoal que pede revisão previdenciária relativa a quatro ou cinco anos atrás. Não importa o ano que devia ter recebido, valerá a alíquota do IR em vigor no mês do pagamento, o que também é vantajoso, já que nos últimos anos, a tabela foi corrigida reduzindo o imposto a ser pago - diz Edino Garcia, consultor da DeclareCerto, empresa do grupo IOB consultoria tributária.
A retenção do imposto sobre o valor acumulado será feita na fonte, pela empresa ou instituição responsável pelo pagamento. Na declaração do Imposto de Renda deste ano ou do ano seguinte ao pagamento, o valor deverá ser informado na ficha “rendimentos recebidos acumuladamente", que são de tributação exclusiva. Significa dizer o imposto recolhido sobre esse dinheiro não pode ser somado ao restante retido para efeito de restituição, mas o rendimento também não conta na hora de somar o IR devido.
- Na verdade, o contribuinte terá a opção de declarar esse dinheiro como rendimento tributável ou como tributação exclusiva na fonte. Ele pode fazer a simulação para ver o que melhor, mas na grande maioria dos casos, é mais vantajoso declarar separado, porque ao somar com outros rendimentos, o valor aumenta e ele pode pagar alíquota maior - explica o tributarista.
As novas regras para cobrança do IR sobre rendimento acumulado foram instituídas pela Medida Provisória 497, de 28 de julho de 2010, convertida na Lei 12.350, de 20 de dezembro de 2010. E se aplicam a rendimentos de aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios e rendimentos do trabalho.

Sistema S no ensino médio com objetivo de ampliar número de vagas

BRASÍLIA - O pacote para ampliar a oferta de ensino médio associado ao ensino técnico, em estudo no MEC, prevê a concessão de uma linha de crédito de até R$ 40 bilhões do BNDES para construir, reformar e equipar escolas técnicas do Sistema S, que reúne entidades como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
A ideia, que precisa do aval da área econômica, é oferecer o dinheiro na forma de antecipação de receita. Assim, o Sistema S quitaria o financiamento com parte da receita do salário-educação, contribuição que é paga pelas empresas, arrecadada pelo governo federal e repassada ao setor. O teto de R$ 40 bilhões foi sugerido pela presidente Dilma Rousseff, que considera a expansão do ensino médio, associado ao técnico, uma prioridade.
O MEC estuda cobrar dívida do Sistema S, estimada em R$ 3 bilhões, decorrente de falhas na redistribuição de recursos do salário-educação, entre 1999 e 2004. Nesta terça-feira, o ministro Fernando Haddad se reuniu com donos de instituições privadas de ensino superior. O objetivo é ampliar o Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Haddad quer que as instituições corram atrás dos alunos que tentaram, sem sucesso, bolsa em cursos de licenciatura no Prouni. A ideia é convencê-los a ingressar no Fies.

Receita libera da malha fina lote do IR 2010

Também foram liberados dois lotes das declarações de 2009 e 2008
Brasília - A Receita Federal libera da malha fina o segundo lote de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2010 (ano calendário 2009). Foram liberados também dois lotes das declarações de 2009 e 2008. As restituições estarão no banco no próximo dia 15.
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No Fórum Social, Lula diz que países ricos não são sensíveis à pobreza e à fome

Jorge Seadi

O ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva criticou os países ricos nesta segunda-feira (7) em discurso no Fórum Social Mundial. "Eu participei de reuniões do G20 e vi que eles não têm sensibilidade para o problema da fome, para a pobreza no mundo". Lula disse ainda que os países emergentes só foram chamados a participar de reuniões porque os países ricos estão em crise "e precisavam da nossa ajuda".

Ao falar no 11º Fórum Social Mundial, em Dacar, o ex-presidente do Brasil foi destaque ao abordar o tema "As Crises do Sistema e das Civilizações". Essas reuniões, disse Lula, "são nossos encontros com as ideologias que diziam estar perdidas. No Fórum nos reunimos para para dizer que um outro mundo é possível e necessário. Esse é um sonho que não vamos abandonar nunca".

Lula condenou a especulação dos preços e matéria prima e acusou os Estados Unidos de não permitir que a Rodada de Doha tivesse um fim, em 2008. Lembrou que esta não é uma briga apenas de presidentes, mas também de ativistas que participam de encontros como o Fórum Social.

O ex-presidente brasileiro fez questão de lembrar os avanços de seu governo "com o maior salário mínimo dos últimos 40 anos e a criação de 15 milhões de empregos formais, com carteira assinada". A fala de Lula foi totalmente direcionada para África, local de realização do Fórum, Um de seus objetivos pessoais, de agora em diante, é de ajudar na implantação de programas sociais que fizeram sucesso em seus oito anos como presidente do Brasil. Lula lembrou que o mundo precisa de mais países emergentes para sair da crise e uma das medidas que devem ser tomadas é "incorporar os cidadãos da África neste processo".

Depois de falar sobre os protestos que atingem os países árabes, Lula pediu a criação de um estado palestino independente e foi muito aplaudido. O ex-presidente do Brasil enfatizou que tem que ser um estado viável economicamente e que viva em paz com Israel.

Esta é a primeira viagem internacional de Lula depois que deixou a Presidência da República, em 1ºde janeiro. Mesmo não fazendo parte da delegação oficial do Brasil, Lula teve status privilegiado no evento. Em 2010, em Porto Alegre, o ex-presidente do Brasil anunciou que estaria em Dacar. Cumpriu a promessa. (Com informações do Estado de S.Paulo)

Itaú Unibanco pagará PLR após divulgar balanço

A segunda parcela da PLR do Itaú Unibanco será paga após a divulgação do balanço da empresa, prevista para o próximo dia 22. A informação é do próprio banco.
Os sindicatos e a Contraf-CUT negociam a antecipação da segunda parcela do PCR, para que seja creditado junto com a PLR. O pagamento do PCR estava previsto inicialmente para maio.

Declina a influência do Ocidente

Por Noam Chomsky , é um linguista, filósofo e ativista político.
No mundo árabe, os Estados Unidos e seus aliados apoiaram com regularidade radicais islâmicos, às vezes para prevenir a ameaça de um nacionalismo secular. Um exemplo conhecido é a Arábia Saudita, centro ideológico do Islã radical (e do terrorismo islâmico). Outro em uma longa lista é Zia ul-Haq, favorito do ex-presidente Ronald Reagan e o mais brutal dos ditadores paquistaneses, que implementou um programa de islamização radical (com financiamento saudita). O artigo é de Noam Chomsky.
O mundo árabe está em chamas, informou a Al Jazeera no dia 27 de janeiro, enquanto os aliados de Washington perdem rapidamente influência em toda a região. A onda de choque foi posta em movimento pelo dramático levante na Tunísia que derrubou um ditador apoiado pelo Ocidente, com reverberações, sobretudo no Egito, onde os manifestantes enfrentaram a polícia de um ditador brutal. Alguns observadores compararam os acontecimentos com a queda dos domínios russos em 1989, mas há importantes diferenças.

Uma diferença crucial é que não existe um Mikhail Gorbachov entre as grandes potências que apoiam os ditadores árabes. Ao invés disso, Washington e seus aliados mantem o princípio bem estabelecido de que a democracia é aceitável só na medida em que se conforme a objetivos estratégicos e econômicos: ela é magnífica em território inimigo (até certo ponto), mas em nosso quintal, a menos que possa ser domesticada de forma apropriada.

Uma comparação com 1989 tem certa validade: Romênia, onde Washington manteve seu apoio a Nicolae Ceausescu, o mais cruel dos ditadores europeus, até que a aliança se tornou insustentável. Depois, Washington aplaudiu sua derrubada, quando se apagou o passado. É uma pauta típica: Ferdinando Marcos, Jean-Claude Duvalier, Chun Doo Hwan, Suharto e muitos outros gangsteres úteis. Pode estar em marcha no caso de Hosni Mubarak, junto com esforços de rotina para assegurar-se de que o regime sucessor não se desviará muito da senda apropriada.

A esperança atual parece residir no general Omar Suleiman, leal a Mubarak e recém nomeado vice-presidente do Egito. Suleiman, que durante muito tempo encabeçou os serviços de inteligência, é desprezado pelo povo rebelde quase tanto como o próprio ditador. Um refrão comum entre os especialistas é que o temor de um Islã radical requer uma oposição à democracia em bases pragmáticas. Mesmo que possa ter algum mérito, a formulação induz ao erro. A ameaça geral sempre foi a independência. No mundo árabe, os Estados Unidos e seus aliados apoiaram com regularidade radicais islâmicos, às vezes para prevenir a ameaça de um nacionalismo secular. Um exemplo conhecido é a Arábia Saudita, centro ideológico do Islã radical (e do terrorismo islâmico). Outro em uma longa lista é Zia ul-Haq, favorito do ex-presidente Ronald Reagan e o mais brutal dos ditadores paquistaneses, que implementou um programa de islamização radical (com financiamento saudita).

O argumento tradicional que se esgrime dentro e fora do mundo árabe é que não está ocorrendo nada, tudo está sob controle, como assinala Marwan Muasher, ex-funcionário jordaniano e atual diretor de investigação sobre Oriente Médio da Fundação Carnegie. Com essa linha de pensamento, as forças consolidadas sustentam que os opositores e estrangeiros que demandam reformas exageram as condições no terreno.

Portanto, o povo sai sobrando. A doutrina remonta a muito atrás e se generaliza no mundo inteiro, incluindo o território nacional estadunidense. Em caso de perturbação podem ser necessárias mudanças de tática, mas
sempre com vista a recuperar o controle.

O vibrante movimento democrático da Tunísia foi dirigido contra um Estado policial com pouca liberdade de expressão ou associação e graves problemas de direitos humanos, encabeçado por um ditador cuja família era odiada por sua venalidade. Essa foi a avaliação do embaixador estadunidense Robert Godec em um telegrama de julho de 2009, filtrado por Wikileaks.

Portanto, para alguns observadores os “documentos (de Wikileaks) devem criar um cômodo sentimento entre o público estadunidense de que os funcionários não estão dormindo no posto”, ou seja, os telegramas escoram de tal maneira as políticas estadunidenses que é quase como se o próprio Obama os tivesse filtrando (como escreve Jacob Heilbrunn, em The National Interest).

Os EUA devem dar uma medalha a Assange, assinala um analista do Financial Times. O chefe de analistas de política externa, Gideon Rachman, escreve que a política externa estadunidense se desenha de forma ética, inteligente e pragmática e que a postura adotada publicamente pelos EUA sobre um tema dado é, em geral, a mesma postura mantida privadamente. Segundo este ponto de vista, Wikileaks enfraquece a posição dos teóricos da conspiração que questionam os nobres motivos que Washington proclama com regularidade.

O telegrama de Godec apoia estes juízos, ao menos se não olhamos mais longe. Se fazemos isso, como reporta o analista político Stephen Zunes em Foreign Policy in Focus, descobrimos que, com a informação de Godec em mãos, Washington proporcionou 12 milhões de dólares em ajuda militar a Tunísia. Na verdade, a Tunísia foi um dos cinco únicos beneficiários estrangeiros: Israel (de rotina), Egito, Jordânia – ditaduras do Oriente Médio – e Colômbia, que há muito tempo tem a pior história de direitos humanos e recebe a maior ajuda militar estadunidense no hemisfério.

A prova A de Heilbrunn é o apoio árabe às políticas estadunidenses dirigidas contra o Irã, conforme mostram os telegramas divulgados. Rachman também se serve deste exemplo, como fizeram os meios de comunicação em geral, para elogiar estas alentadoras revelações. As reações ilustram o quão profundo é o desprezo pela democracia entre certas mentes cultivadas.

O que não se menciona é o que pensa a população...o que se descobre com facilidade. Segundo pesquisas divulgadas em agosto de 2010 pela instituição Brookings, alguns árabes estão de acordo com Washington e com os comentaristas ocidentais no sentido de que o Irã é uma ameaça: 10 por cento. Em contraste, consideram que Estados Unidos e Israel são as maiores ameaças (77 e 88%, respectivamente).

A opinião árabe é tão hostil às políticas de Washington que uma maioria (57%) pensa que a segurança regional melhoraria se o Irã tivesse armas nucleares. Ainda assim, não ocorre nada, tudo está sob controle (como Marwan Muasher descreve a fantasia dominante). Os ditadores nos apoiam: podemos esquecer-nos de seus súditos...a menos que rompam suas cadeias, o que exigiria ajustar a política.

Outras revelações também parecem apoiar os juízos entusiastas sobre a nobreza de Washington. Em julho de 2009, Hugo Llores, embaixador dos EUA em Honduras, informou Washington sobre uma investigação da embaixada relativa a “aspectos legais e constitucionais em torno da remoção forçada do presidente Manuel Mel Zelaya, em 28 de junho”. A embaixada concluiu que não há dúvida de que os militares, a Suprema Corte e o Congresso Nacional conspiraram em 28 de junho, no que representou um golpe ilegal e anticonstitucional contra o poder Executivo.

Muito admirável, exceto pelo fato de que o presidente Obama rompeu com quase toda América Latina e Europa ao apoiar o regime golpista e desculpar as atrocidades posteriores.

Talvez as revelações mais surpreendentes de Wikileaks tenham a ver com o Paquistão, investigadas pelo analista em política externa Fred Branfman, em Truthdig. Os telegramas revelam que a embaixada estadunidense está bem consciente de que a guerra de Washington no Afeganistão e no Paquistão não só intensifica o sentimento anti-EUA, mas também cria o risco de desestabilizar o Estado paquistanês e inclusive coloca a ameaça do pesadelo final: as armas nucleares poderiam cair em mãos de terroristas islâmicos.

Uma vez mais, as revelações devem criar um sentimento tranquilizador de que os funcionários não estão dormindo no posto (nas palavras de Heilbrun), enquanto Washington marcha inexoravelmente para o desastre.

Tradução: Katarina Peixoto

O vento leste do feminismo

Por Gilson Caroni Filho , colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil
A participação das mulheres no primeiro escalão do governo da presidenta Dilma pode ser creditada à luta de ativistas como Heloneida Studard. Sua lucidez a levava a compreender o feminismo como parte de uma transformação geral no mundo, em que a libertação das mulheres diz respeito à libertação dos homens em geral.
Um sopro de vento percorreu o saguão da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, onde, na tarde de 3 de dezembro de 2007, foi velado o corpo da parlamentar, jornalista, escritora e ativista Heloneida Studard. Três anos antes da eleição da primeira mulher para a Presidência da República, o Brasil perdeu uma militante que sempre agiu a descoberto, cabeça erguida no espaço das intempéries, desdenhando, com um humor desconcertante, os que a ela se opunham nas diversas frentes em que combateu.

O feminismo de Heloneida, como ação política concreta, englobava teoria, prática e ética, tomando a mulher como sujeito histórico de transformação da sua própria condição social. Sabia que a luta pela emancipação feminina, e pela afirmação de todos os seus direitos à igualdade com o homem, é uma das grandes causas da nossa época. Ao abraçá-la, rejeitou falácias e equívocos que tendem, na prática, a produzir desvirtuamentos e atrasos. Não atribuiu graus de prioridade às diferentes lutas por uma sociedade mais justa. Se por um lado a dominação do homem sobre a mulher não é uma criação do capitalismo, nem resulta da divisão da sociedade em classes, o ideal socialista só pode ser qualificado de genuíno e real na medida em que proponha a libertação do conjunto social.

A divisão igualitária das posições de poder e prestígio, da cultura e da produção, assim como a distribuição equitativa das tarefas, tanto na vida social como no âmbito doméstico, entre homens e mulheres, é um objetivo que requer tenacidade e desassombro, duas características que nunca faltaram a essa cearense, mãe de seis filhos, e cozinheira de mão cheia.

Helô, como gostava de ser chamada pelos amigos, sabia apreender dialeticamente a luta das mulheres nos países periféricos. Seria um equívoco completo afirmar que todas as militantes que, na América Latina e na África, lutam por seus direitos tenham como meta final a construção do socialismo. Mas é possível afirmar que a maioria delas se constitui como sujeitos históricos relevantes, a partir de movimentos sociais e políticos, que levantam plataformas de luta e programas de trabalho questionadores do status quo, postulando a criação de uma sociedade baseada na igualdade e na justiça social.

Embora Heloneida soubesse que a discriminação da mulher não termina num passe de mágica com a construção do socialismo, a superação da sociedade de classes é necessária para eliminar a exploração e discriminação próprias do capitalismo.

Foi nesse fio tênue que construiu sua trajetória. A partir daí se impõe que a luta pelos direitos específicos de gênero demandem ações políticas simultâneas e em todos os planos permitidos pela realidade concreta, para assegurar o respeito aos direitos. É longo, e penoso, o caminho para o cumprimento da promessa de Lênin, segundo a qual “é preciso fazer de cada cozinheira uma estadista". A revolução, sem dúvida, é feminina.

Com seu fino senso de humor, a militante incansável registrava, em ensaio publicado no "Livro da Cabeceira da Mulher” (Civilização Brasileira, 1975): ”não há movimento sério que não tenha suas alas radicais. São militantes que não só desconhecem a realidade, como encampam idéias que apenas servem para expressar as suas neuroses (...) o que elas querem é que as mulheres mudem seus hormônios, abram mão das suas leis biológicas ditadas por suas glândulas. Ou seja: que lancem fora a lei física que lhes deu útero, vagina, seios e a par disso o impulso profundo em direção ao macho. Querem não uma mudança política, mas uma mudança de metabolismo". Definitivamente, Heloneida nunca calou divergências para evitar confrontos.

Sua lucidez a levava a compreender o feminismo como parte de uma transformação geral no mundo inteiro, em que a libertação das mulheres diz respeito à libertação dos homens em geral. É um processo molecular, atravessado por avanços e recuos, mas que se configura com força cada vez maior.

A participação das mulheres no primeiro escalão do governo da presidente Dilma pode ser creditada à luta de ativistas como Heloneida. Ambas, embora com perspectivas distintas, partilham a mesma poética do espaço. Quatro anos depois, em algum ponto de equilíbrio, o mesmo vento leste do saguão sopra no Palácio do Planalto. Dilma e a doce cearense finalmente se encontraram.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Forúm Social Mundial 2011, começa exaltando revoltas populares no Egito e Tunísia

Mobilizações no Norte da África e Oriente Médio inspiram participantes do FSM 2011 na busca por alternativas e pela superação de governos tiranos; aberto neste domingo (6), no Senegal com forte presença das mulheres africanas, Fórum deverá reunir cerca de 50 mil pessoas de 123 países, e contará nessa segunda-feira com a presença do ex-presidente Lula, que estará na mesa "A África na geopolítica mundial" ao lado do presidente senegalês

DACAR, SENEGAL – A 11ª edição do Fórum Social Mundial foi aberta neste domingo (6) em Dacar, capital do Senegal, com a agenda de debates renovada pelos protestos pró-democracia no Norte da África e no Oriente Médio.

Ao final da tradicional marcha de abertura, entre os arredores da grande mesquita local (95% dos senegaleses são mulçumanos) e a Universidade de Dacar, onde acontece o encontro, ativistas de Tunísia e Egito dividiram o palco com personalidades como o presidente da Bolívia, Evo Morales, e o senegalês de origem tunisiana Taoufik Ben Abdallah, um dos responsáveis por levar o Fórum pela segunda vez à África.

Em discurso emocionado, o advogado tunisiano Trifi Bassem, ativista pelos direitos humanos em seu país, disse que a revolta popular que derrubou o ditador Ben Ali, em janeiro, pode inspirar outros povos que vivem sob regimes autoritários a se mobilizarem. A queda do ditador pôs fim à repressão de 23 anos baseada "em tiros de bala, cacetetes e gás lacrimogênio", disse ele.

Em entrevista à Carta Maior, Bassem, que integra uma delegação de 20 tunisianos presentes em Dacar, afirmou que "subiu ao palco para transmitir um pouco da energia e do sonho que tenho pela libertação do povo do meu país". Para ele, "o formidável e interessante no Fórum é que todo mundo se encontra, troca experiências, idéias e sonhos, os mesmos sonhos que o povo tunisiano sonhou".

No mesmo tom, o representante do Egito disse que seu povo "mostrou que tem coragem para pagar o preço da liberdade". Ele, que há dois dias estava na praça Tahrir, palco dos protestos contra o presidente Hosni Mubarak, no centro do Cairo, explicou que a "revolução" não cessará enquanto tudo não ficar "preto no branco". "O bravo povo egípcio mostrou que tem coragem para pagar o preço da liberdade. Mais de 300 pessoas já morreram nesta luta suja. Não sei o que vai acontecer amanhã, mas o passo da revolução vai continuar", concluiu.

Conflitos, alternativas e Lula no Fórum

Falando em nome da organização do Fórum, Taoufik Ben Abdallah tem afirmado que o encontro refletirá os conflitos no mundo árabe e tratará das alternativas populares e democráticas e dos valores universais.

Entre as atividades em planejamento, um grupo de ativistas ligados à imprensa alternativa promete para esta segunda-feira (7) um link ao vivo entre Dacar e a Praça Tahrir, no Egito. A programação oficial ainda não foi divulgada, mas as 1.205 organizações inscritas no evento já contam em mãos com um cronograma provisório e cuidam elas mesmas de anunciar suas atividades.

O Fórum Social Mundial de 2011 deve receber participantes de 123 países, além da Palestina e Curdistão, entre os dias 6 e 11 de fevereiro. A expectativa do Comitê Organizador é que 50 mil pessoas se reúnam para as atividades. Os temas a serem debatidos envolvem gastos militares, crise alimentar, desenvolvimento, agricultura familiar, saúde, seguridade social, acesso à água e a saneamento.

O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participará do Fórum deste ano ao lado do presidente do Senegal, Abdou Layewade. Ambos estarão na mesa "A África na geopolítica mundial", marcada para acontecer nesta segunda-feira (7), das 12h30 às 15h30 locais (2h a mais de fuso em relação à Brasília). A presidenta Dilma Rousseff não virá ao Senegal e está sendo representada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
Marcha de abertura

As lutas pró-democracia no Norte da África e no Oriente Médio marcaram forte presença na marcha de abertura do Fórum. "Ficamos surpresos com tudo o que aconteceu lá", afirmou Hanane Gareh, representante da Confederação Democrática do Trabalho do Marrocos (CDT), a maior central sindical do país. "Quando um povo se levanta e passa a lutar por seus direitos, não há como não os apoiar. Ninguém imaginava que isso podia acontecer no Egito e na Tunísia", disse ela à Carta Maior, enquanto carregava uma bandeira da CDT.

Gareh não considera, porém, que os conflitos possam atingir o Marrocos – uma monarquia constitucional. Segundo ela, as liberdades civis e políticas são garantidas no país, em que haveria disputa entre os partidos e abertura para protestos e greves. "Mas isso não significa que não haja muito o que melhorar", ressalta ela. Algo demonstrado, por exemplo, na luta do povo saharaui pela independência do Saara Ocidental frente ao Marrocos, que controla a área desde a década de 1970, após a saída da Espanha.

Mulheres na marcha

Em uma marcha marcada pela grande presença das mulheres africanas, ativistas apresentaram outros temas que serão discutidos no Fórum. A jornalista brasileira Terezinha Vicente, militante da Ciranda da Comunicação Independente e da Marcha Mundial das Mulheres, apontou a violência contra a mulher como uma questão essencial, sobretudo na África.

"Em vários países africanos em conflito, o estupro é uma arma de guerra. Em outros, a prostituição é um saída contra a pobreza", disse Terezinha, que aponta que 70% dos pobres do mundo são mulheres – ou seja, "a pobreza é feminina", pontuou.

O agricultor e criador Ibrahime Balde, da região de Kolda, sul do Senegal, reafirmou sua luta por melhores condições para se produzir em seu país. Dono de dois hectares de terra, ele tem um objetivo claro: "Eu quero o mesmo que os agricultores europeus possuem, o mesmo desenvolvimento", afirmou à Carta Maior. Para disso, escolheu militar em uma organização da sociedade civil de sua localidade, apesar das sugestões para que se envolvesse com a política tradicional. "É o que me dizem, mas eu não gosto dela".

Um outro tema presente na marcha, em faixas e nas camisas dos militantes, foi a educação. Magueye Soue, membro do Grupo para o Estudo e a Educação da População, uma ONG senegalesa, contou que sua entidade possui parceria com as Nações Unidas e mantém, entre outros projetos, pesquisas sobre desnutrição de crianças. "O Fórum será uma oportunidade para conhecer outros projetos parecidos", disse ele.

Já a finlandesa Fanny Bergmann, voluntária na associação Action Enfance Senegal, afirmou que é difícil falar sobre um Fórum que ainda iria começar, mas espera avanço nos debates e iniciativas contra a exploração do trabalho infantil – infelizmente ainda tão comum em Dacar.

Na capital senegalesa, Fanny, que é estudante de Literatura Francesa, dá aulas de inglês e artes École Associative de Ndiagamar, dedicada a crianças carentes nesse subúrbio pobre da cidade, onde vivem 70 mil pessoas.

ATENÇÃO GALERA O BICHO VAI PEGAR - DIGO O MOSQUITO - TODOS DEVEM FICAR ATENTOS - ALERTA MÁXIMO -

AROEIRA - JORNAL O DIA 07-02-2011 - FANTASTICO

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Receita para quem quer se tornar um estudante nota 10

Leitura, disciplina e menos redes sociais: dicas para superar a média

POR MARIA LUISA BARROS
Rio - Todo ano milhares de crianças encaram os temidos ‘vestibulinhos’ para tentar garantir uma vaga nas tradicionais e mais disputadas escolas públicas do Rio de Janeiro. Alunos nota 10 que conseguiram passar pela peneira das seleções mais disputadas dão a receita de estudo para quem sonha conquistar um lugar nos melhores colégios da cidade, como Pedro II, Colégio Militar e Colégios de Aplicação da Uerj e UFRJ.

Morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o estudante Madson dos Santos Galdino, 11, tirou o primeiro lugar no concurso para o 6º ano do Ensino Fundamental, na unidade do Colégio Pedro II no Centro, concorrendo com alunos da rede pública. A segunda colocação ficou com José Lorran de Matos Cruz, 11, que vive em Tomaz Coelho, na Zona Norte. André Luiz Santos Costa, 11 anos, passou na mesma escola mas optou por estudar no Colégio Militar, onde também foi aprovado. “Quando me formar vou sair como cadete, mas quero chegar a coronel”, planeja André, que, como Madson e José, é ex-aluno de escolas municipais.
Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
José Lorran, que mora em Tomaz Coelho, na Zona Norte, ficou em segundo lugar no Pedro II do Centro | Foto: Paulo Alvadia / Agência O Dia
Os três fazem parte de uma turma de 24 crianças selecionadas entre 3.500 alunos da rede pública, pelo Instituto Lecca, uma ONG sem fins lucrativos que se mantém com recursos de instituições financeiras. Do grupo apoiado pela instituição, 19 foram aprovados no concurso de acesso deste ano para o Pedro II. “São crianças brilhantes que só precisavam de uma oportunidade”, diz, orgulhosa, a pedagoga Maria Clara Sodré, com doutorado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

Garimpados em escolas públicas, os jovens superaram as deficiências com muita determinação, disciplina, reforço em leitura e matemática e menos tempo brincando no computador. Estudam, em média, nove horas por dia, têm acesso a livros, visitam museus e centros culturais e recebem acompanhamento de professores dedicados. “São verdadeiros queijos suíços: da melhor qualidade, mas cheios de buracos”, brinca Maria Clara.

Muito estudo e diálogo com professores

O segredo do sucesso é o tempo dedicado aos estudos na escola e em casa. Esta foi a principal lição aprendida pelos primeiros colocados. “Depois de mais de oito horas estudando ficava muito cansado. Mas pensava que esse esforço iria valer a pena”, ensina Madson, que obteve 9,50 em Matemática no Pedro II. Apaixonado por livros de aventuras, José Lorran tirou a nota mais alta em Português, 9,25, no concurso para a mesma unidade. Com os professores, aprendeu a contestar. “Discutia com a professora e às vezes ela admitia que eu estava certo”, diz ele.

Importante também dedicar um tempo na rotina diária para as brincadeiras com os amigos. “Tem que relaxar. Eu gosto de brincar de pique e jogar xadrez”, diz André. “A inteligência se desenvolve brincando”, orienta a pedagoga Maria Clara.

TELEVISÃO É A MAIOR INVENÇÃO DA HUMANIDADE A SERVIÇO DA BESTIALIDADE hUMANA.

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB"
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE..
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Cai o número de famílias endividadas no Brasil

Sexta edição do IEF revela que 50,6% das famílias do país declararam não ter dívidas em janeiro deste ano
Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nesta terça-feira, 1º, no Rio de Janeiro, mostra que as famílias brasileiras estão otimistas em relação ao país, apesar de medidas tomadas pelo governo para impedir o aumento da inflação e frear o ritmo de crescimento econômico. O grau de otimismo das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do país aumentou em janeiro ante o mês anterior. Para o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, trata-se de um dos principais aspectos positivos da 6ª edição do Índice de Expectativas das Famílias (IEF).
Segundo o Ipea, houve redução do número de famílias endividadas, de 8,4% em dezembro para 8,3% em janeiro. Já os que não têm dívidas subiram de 50,4% para 50,6% no mesmo período. “Proporcionalmente, isso quer dizer que 7,4 milhões de pessoas deixaram de ter dívidas nesse período. Ou seja, caiu de 79 milhões para 71,6 milhões o número de endividados. Agora, 73,4 milhões não têm qualquer dívida”, afirmou o presidente Marcio Pochmann. 
A expectativa das famílias sobre a situação econômica do país nos próximos 12 meses é de melhoria para 64% dos entrevistados. A região Centro-Oeste apresenta maior otimismo em relação ao comportamento da economia nacional, com 68,1%. Já em relação aos próximos cinco anos, a percepção é de melhoria da situação para 60,92% das famílias. Novamente, o Centro-Oeste apresenta a melhor expectativa em médio prazo, com 72,2%.
O presidente do Ipea também identificou uma desconexão entre as decisões do governo e a percepção da população. “O governo quer desacelerar a economia, restringir o crédito, embora a população ache que o ano vai ser melhor. Entretanto, a percepção da população em relação à diminuição do crédito pode levar alguns meses para aparecer”, concluiu.

O IEF é uma pesquisa realizada em 3.810 domicílios, em mais de 200 municípios, abrangendo todas as unidades da federação. Utilizou-se o método de amostragem probabilística de modo a garantir uma margem de erro de 5%, com um nível de significância de 95% para o Brasil e para as cinco grandes regiões.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Terminal da Praça XV está sendo fechado


Terminal da Misericórdia, na Praça XV, é fechado com tapumes pela Prefeitura. Motoristas e usuários foram surpreendidos com a medida / Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Ana Carolina Torres
O Terminal Misericódia, na Praça XV, está sendo fechado, na manhã desta quinta-feira. Pelo local, circulam cerca de 50 mil passageiros por dia. Os ônibus estão operando de maneira circular. Por conta do fechamento, o trânsito está bastante tumultuado na saída do Mergulhão. Motoristas devem evitar o local. A assessoria de imprensa da Rioônibus, que administra o espaço, ainda não confirmou o motivo do fechamento do espaço.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Professores obesos acusam governo de SP de discriminação


Concurso selecionou 56 mil docentes, mas só 9.000 foram aprovados por junta médica

Gordinhos, rechoncudos, acima do peso. Nada os impediria de dar aulas. Mas vários professores reclamaram, nesta quarta-feira (2), de terem sido eliminados do processo seletivo para professores realizado pelo governo do Estado de São Paulo por serem obesos.
A denúncia de discriminação ocorre às vésperas do ano letivo. A professora Lídia Canuto, que já da aulas como professora temporária em escolas públicas, comentou a avaliação do médico ao barrá-la no concurso, que impediu seu sonho de obter vaga de efetiva entre os docentes.
- O médico falou: "obesidade vale reprovação e provavelmente você vai estar reprovada".
Outra vetada no processo seletivo, Ana havia sido aprovada com outros 56 mil professores - apenas 9.000 foram selecionados pela junta médica que avaliou os docentes. Ela diz que nunca faltou por motivo grave de saúde e que é saudável.
- Sou uma professora assídua, nunca tirei licença por mais de uma semana. Nunca [faltei] por um motivo grave de saúde, sou uma pessoa saudável e não vejo o porque houve dessa postura da junta médica que fez a avaliação.
Outros professores reclamaram de terem sido eliminados por estarem acima do peso. A Apeoesp (sindicato dos professores da rede estadual de São Paulo) colocou seu setor jurídico à disposição dos docentes que se sentiram discriminados, e soltou uma nota de repúdio, afirmando que muitos dos eliminados já davam aulas temporariamente na rede.
A Secretaria de Educação afirma que o concurso de seleção dos professores é realizado por outra pasta do governo. O secretário Herman Voorwald diz ter tomado conhecimento do ocorrido pelos jornais.
O governador Geraldo Alckmin negou que tenha havido discriminação pelo critério de obesidade.
- Não é uma questão de aparência. O Estatuto do Funcionário Público exige exame de saúde. A pessoa pode entrar recurso. Se houver erro ou injustiça, será imediatamente corrigido.
Veja o vídeo completo abaixo:

Seleção do Prouni já está disponível

São 117.644 beneficiados. Listão pode ser consultado na Internet

Rio - O Ministério da Educação (MEC) liberou, ontem, a consulta pela Internet dosestudantes selecionados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) para receber bolsas-auxílio no primeiro semestre deste ano. Nesta primeira chamada, foram aprovados 117.644 candidatos — 79.823 para bolsas integrais e 37.821 para parciais em faculdades particulares.
>>> Veja o resultado aqui

No Estado do Rio, foram beneficiados 5.941 estudantes de um total de 60.843 inscritos. Os pré-selecionados terão até sexta-feira para comparecer à instituição de ensino na qual foram aprovados e confirmar as informações declaradas ao fazer a inscrição, além de providenciar a matrícula. Após esse prazo, se ainda houver bolsas disponíveis, o MEC fará segunda convocação de candidatos, no dia 11 de fevereiro.

O programa teve recorde de inscritos: 1.048.631 candidatos para as 123.170 bolsas de estudo em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior em todo o país. O número de candidatos é o maior já registrado na história do programa, criado em 2004, e supera os 822 mil do processo de 2010.

Fies inscreve a partir de segunda

Universitários interessados em obter crédito do Governo Federal para estudar em faculdades particulares poderão, a partir da próxima segunda-feira, se inscrever no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). Alunos deverão ter feito o Enem e estar matriculados em cursos de graduação que tenham obtido avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.