terça-feira, 18 de outubro de 2016

Estudantes protestam contra reforma do Ensino Médio, no centro de São Paulo

 

Estudantes secundaristas fazem na manhã de hoje na capital paulista um protesto contra a Reforma do Ensino Médio. Após concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), o grupo segue animado por tambores, interrompendo o trânsito na Avenida 9 de Julho.
Com faixas e bandeiras, a passeata deve ir até a Secretaria de Educação, na Praça da República, no centro. O trajeto foi definido em assembleia no início do ato. Nesse momento também foi feito um manifesto conjunto dos estudantes condenando o corte de disciplinas no currículo obrigatório, a privatização da gestão de escolas e a Proposta de Emenda Constitucional 241, que estabelece um limite para os gastos públicos.
A reformulação do Ensino Médio entrou em vigor no último dia 22 de setembro a partir de uma Medida Provisória assinada pelo presidente Michel Temer. Além da flexibilização dos currículos, está previsto um aumento gradual da jornada escolar. As mudanças já estavam em discussão no Congresso Nacional no Projeto de Lei 6480/2013 e agora voltam em formato de MP, com o prazo de 120 dias para ser votada.
– Juntas [PEC e MP] elas são uma precarização geral do ensino – diz Lilith Passos, de 16 anos, estudante do 2° ano do Ensino Médio.
Segundo ela, “vão contra tudo o que a gente lutou nas ocupações no ano passado”, acrescentou em referência ao movimento em que os secundaristas paralisaram as atividades em diversas escolas contra a reorganização escolar proposta em 2015 pelo governo de São Paulo. A ideia, abandonada após os protestos, previa o fechamento de estabelecimentos de ensino e a realocação de milhares de alunos.
As mudanças no currículo vão, na opinião da estudante Biana Politto, reduzir o espaço para fazer reflexões na sala de aula.
– Eles querem tirar as matérias que mais fazem a gente ter um pensamento crítico – reclamou a jovem de 18 anos, aluna do Ensino Técnico. Pelo texto elaborado pelo governo, as disciplinas obrigatórias serão discutidas em paralelo dentro da Base Curricular Comum.
Para a estudante, o sistema de abrir opções para escolha dos alunos tem poucas chances de funcionar.
– A gente sabe que as matéria que forem opcionais não vão ter mesmo. História era matéria obrigatória quando eu estudei. Mas praticamente não tive aula de História por falta de professor e outras coisas – comparou.
Agência Brasil

Students protest against the reform of high school, in downtown São Paulo

High school students are this morning in São Paulo a protest against the reform of high school. After concentration span of the Art Museum of São Paulo (MASP), the group follows excited by drums, disrupting traffic on the Avenida 9 de Julio.With banners and flags, the march must go to the Department of Education, at the Republic Square in the center. The path has been set in the assembly at the beginning of the act. At this point it was also made a joint manifesto of the students condemning the cutting subjects in the compulsory curriculum, privatization of school management and the Proposed Constitutional Amendment 241, which sets a limit on public spending.Recasting of high school came into force last September 22 from a Provisional Measure signed by President Michel Temer. In addition to the flexibility of the curriculum, it is expected a gradual increase of the school day. The changes were already under discussion in the National Congress Bill 6480/2013 and now back in MP format, with the period of 120 days to be voted on.- Together [PEC and MP] they are a general precariousness of education - says Lilith Passos, 16, student of the 2nd year of high school.According to her, "go against everything that we fought in occupations last year," he added in reference to the movement in the secondary school paralyzed activities in various schools against school reorganization proposed in 2015 by the São Paulo government. The idea, abandoned after the protests, provided the closing of schools and the relocation of thousands of students.Changes in the curriculum will, in the opinion of the student Biana Politto, reduce the space to reflections in the classroom.- They want to take matters more do we have a critical thinking - complained the 18 years of Technical Education student. The text prepared by the government, the compulsory subjects will be discussed in parallel within the Curricular Base Common.For the student, the system open options for selection of students is unlikely to work.- We know that the matter which are optional will not have it. History was compulsory subject when I studied. But hardly had history class for lack of teachers and other things - compared.
Agency Brazil

Produção do pré-sal bate recorde em setembro

Produção do pré-sal bate recorde em setembro
Em nota ao mercado, a Petrobras informa que sua produção total de petróleo e gás natural, em setembro, foi de 2,88 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,75 milhões boed produzidos no Brasil e 0,13 milhão boed no exterior. Esse resultado representa crescimento de 1,4% na produção total da companhia em relação a agosto.
A produção total de petróleo e gás no Brasil é um novo recorde mensal, superando os 2,72 milhões boed atingidos no mês de agosto de 2016. A produção média de petróleo no país, que atingiu 2,24 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, também constituiu novo recorde.
A produção de petróleo e gás natural operada pela Petrobras (parcela própria e dos parceiros) na camada pré-sal também bateu novo recorde mensal em setembro, ao alcançar 1,46 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed). Esse volume corresponde a um aumento de 7,3% em relação ao mês anterior.
Esse resultado se deve, principalmente, ao crescimento da produção dos campos de Lula e Sapinhoá, ambos na Bacia de Santos.
Em setembro, a produção média de petróleo operada pela Petrobras no pré-sal bateu também novo recorde mensal, de 1,17 milhão de barris de petróleo por dia (bpd). Além disso, a Petrobras e seus parceiros alcançaram novo recorde de produção diária de óleo naquela província, ao produzirem, no dia 7 de setembro, o volume de 1,23 milhão de bpd.
A produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 81,2 milhões m³/dia, 2,2% acima do mês anterior (79,5 milhões m³/dia), o que constitui novo recorde mensal.
A produção média de gás natural no exterior foi de 9,5 milhões m³/d, um volume 2% menor em relação ao mês anterior, devido à parada programada da plataforma dos campos de Lucius/Hadrian South, nos EUA.
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 subsalt production hits record in September
In a statement to the market, Petrobras informs that its total production of oil and natural gas in September was 2.88 million barrels of oil equivalent per day (boed), with 2.75 million boed produced in Brazil and 0, 13 million boed abroad. This result represents an increase of 1.4% in the total production of the company in relation to August.Total production of oil and gas in Brazil is a new monthly record, surpassing the 2.72 million boed achieved in August 2016. The average oil production in the country, which reached 2.24 million barrels per day (bpd ) in September, also constituted a new record.The production of oil and natural gas operated by Petrobras (own and partner share) in the pre-salt also hit a new monthly record layer in September, reaching 1.46 million of barrels of oil equivalent per day (boed). This volume corresponds to an increase of 7.3% over the previous month.This result is mainly due to growth in production of Lula and Sapinhoá fields, both in the Santos Basin.In September, the average oil production operated by Petrobras in the pre-salt also hit a new monthly record of 1.17 million barrels of oil per day (bpd). In addition, Petrobras and its partners reached new record of daily oil production in the province, to produce, on 7 September, the volume of 1.23 million bpd.Production of natural gas in Brazil, excluding the liquefied volume, was 81.2 million m³ / day, 2.2% above the previous month (79.5 million m³ / day), which is a new monthly record.The average natural gas production abroad was 9.5 million m³ / d, 2% lower volume compared to the previous month, due to platform shutdown of Lucius fields / Hadrian South, USA.

Câmara prevê que MEC vá perder R$ 24 bilhões

PEC tira R$ 61 bi por ano de Saúde e Educação

Cerca de R$ 24 bilhões poderão deixar de ser investidos por ano em educação, a partir da vigência da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de acordo com a Consultoria de Orça-mento e Fiscalização Financeira (Conof) da Câmara dos Deputados. A estimativa, à qual a Agência Brasil teve acesso, está em fase final de elaboração na Casa.
O número considera os orçamentos destinados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) e ao Ministério da Educação (MEC). Atualmente, a União deve investir pelo menos 18% dos impostos em educação. Com a PEC, essa obrigatoriedade cai, e o mínimo que deve ser investido passa a ser, a partir de 2018, o valor do ano anterior corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os R$ 24 bilhões correspondem à diferença entre o mínimo constitucional e as regras impostas pela PEC.
Procurado pela Agência Brasil, o ministro da Educação, Mendonça Filho, disse por meio de nota, que o estudo da Câmara parte de pressupostos equivocados, porque leva em consideração a manu-tenção do quadro econômico atual, “que é muito ruim, mas poderá ficar ainda pior se não houver equilíbrio das contas públicas”.
No início da semana, estudo de dois pesquisadores do Ipea apontou que a PEC 241 pode resultar em perdas de até R$ 743 bilhões para a saúde em 20 anos. O presidente do Ipea, Ernesto Lozardo, divulgou nota contestando o trabalho. Pressionada, a pesquisadora Fabiola Sulpino Vieira pediu exoneração do cargo.
Somadas, as perdas estimadas para educação e saúde superariam os R$ 61 bilhões por ano, dinheiro que seria destinado ao pagamento dos juros da dívida pública.
Estudo de pesquisador da FGV mostra que, se o teto de gastos tivesse sido adotado em 1988, o salário mínimo hoje estaria em R$ 400, menos da metade do valor atual (R$ 880).  Jornal  Monitor Mercatil.
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 PEC takes R $ 61 billion a year in health and educationAround R $ 24 billion may fail to be invested annually in education, from the effective date of the Proposed Amendment to the Constitution (PEC) 241/2016, according to the ORCA-ment Consulting and Financial Supervision (Conof) of the House of Representatives. The estimate, which the Agency Brazil had access to, is in the final stages of preparation in the House.The number considers the budgets for Maintenance and Development of Education (MDE) and the Ministry of Education (MEC). Currently, the Union must invest at least 18% of tax education. With the SGP, this obligation falls, and the least that should be invested becomes, from 2018, the value of the previous year corrected by the National Index of the Consumer Price (IPCA). The R $ 24 billion correspond to the difference between the constitutional minimum and the rules imposed by the PEC.Wanted by the Agency Brazil, the Minister of Education, Mendonça Filho, said through a statement that the study of the Chamber of the mistaken assumptions because it takes into account the manu-tenance of the current economic picture, "which is too bad, but you can get even worse if there is no balance of public accounts. "Earlier in the week, study two IPEA researchers pointed out that the PEC 241 can result in losses of up to R $ 743 billion for health in 20 years. The President of the IPEA, Ernesto Lozardo, issued a statement challenging work. Pressed, Fabiola Sulpino Vieira researcher his resignation from office.Together, the estimated losses for education and health outweigh the R $ 61 billion a year, money that would be allocated to the payment of interest on public debt.FGV researcher study shows that if the ceiling of expenditure had been adopted in 1988, the minimum wage today would be at $ 400, less than half the current value (R $ 880). Monitor newspaper Mercatil.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Matéria 1º ano - 2º Bimestre - 2016 - cesb - Cultura Brasileira: da diversidade à desigualdade

Cultura Brasileira: da diversidade à desigualdade
Mesmo admitindo a existência de diversos estudos e discussões antropológicas sobre o conceito de cultura, podemos considerá-la, grosso modo, da seguinte forma: a cultura diz respeito a um conjunto de hábitos, comportamentos, valores morais, crenças e símbolos, dentre outros aspectos mais gerais, como forma de organização social, política e econômica que caracterizam uma sociedade. Além disso, os processos históricos são em grande parte responsáveis pelas diferenças culturais, embora não sejam os únicos fatores a se considerar. Isso nos permite afirmar que não existem culturas superiores ou inferiores, mas sim diferentes, com processos históricos também diversos, os quais proporcionaram organizações sociais com determinadas peculiaridades. Dessa forma, podemos pensar na seguinte questão: o que caracteriza a cultura brasileira? Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e africanos.

A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi, necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato, também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus colonizadores, os quais a seu modo tentavam impor seus valores, sua religião e seus interesses. Porém, ao retomarmos a ideia de cultura, adotada no início do texto, podemos afirmar que, apesar desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a diversidade da cultura brasileira no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que poderiam compor o que alguns autores chamam de caráter nacional.

A culinária africana misturou-se à indígena e à europeia; os valores do catolicismo europeu fundiram-se às religiões e aos símbolos africanos, configurando o chamado sincretismo religioso; as linguagens e vocabulários afros e indígenas somaram-se ao idioma oficial da coroa portuguesa, ampliando as formas possíveis para denominarmos as coisas do dia a dia; o gosto pela dança, assim como um forte erotismo e apelo sexual juntaram-se ao pudor de um conservadorismo europeu. Assim, do vatapá ao chimarrão, do frevo à moda de viola caipira, da forte religiosidade ao carnaval e ao samba, tudo isso, a seu modo, compõe aquilo que conhecemos como cultura brasileira. Ela seria resultado de um Brasil-cadinho (aqui se fazendo referência àquele recipiente, geralmente de porcelana, utilizado em laboratório para fundir substâncias) no qual as características das três “raças” teriam se fundido e criado algo novo: o brasileiro. Além disso, do ponto de vista moral e comportamental, acredita-se que o brasileiro consiga reunir, ao mesmo tempo, características contraditórias: se por um lado haveria um tipo de homem simples acostumado a lutar por sua sobrevivência contra as hostilidades da vida (como a pobreza), valorizando o mérito das conquistas pessoais pelo trabalho duro, por outro lado este mesmo homem seria conhecido pelo seu “jeitinho brasileiro”, o qual encurta distâncias, aproxima diferenças, reúne o público e o privado.

Ainda hoje há quem possa acreditar que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores diferentes. Contudo, essa visão pode esconder algumas armadilhas. Nas ciências sociais brasileiras não são poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, apontando para a existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da diversidade (em todos os seus aspectos, como em relação à cultura), do convívio harmônico e da tolerância entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até no ambiente de trabalho. Isso não significa que vivamos numa sociedade racista e preconceituosa em sua essência, mas sim que esta carrega ainda muito de um juízo de valor dos tempos do Brasil colonial, de forte preconceito e discriminação. Além disso, se a diversidade cultural não apagou os preconceitos raciais, também não diminuiu outro ainda muito presente, dado pela situação econômica-social do indivíduo.

É preciso considerar que a escravidão trouxe consequências gravíssimas de ordem econômica para a formação da sociedade brasileira, uma vez que os negros (pobres e marginalizados em sua maioria) até hoje não possuem as mesmas oportunidades, criando-se uma enorme distância entre as estratificações sociais. Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, têm os brasileiros um forte preconceito de classe social.

Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo é importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no presente para além das versões oficiais da história. Paulo Silvino Ribeiro –

Trabalho 1º ano  - 2º Bimestre – Entrega 24 de outubro – Avaliação 24 de outibro -   1 -Construir uma pesquisa sobre a culinaria Portuguesa no Brasil; 2 - Construir uma pesquisa sobre a culinaria africana no Brasil; Em grupo ou individual.

Matéria 2º Ano - 2º Bimestre - cesb - 2016 - O trabalho na sociedade moderna capitalista

O trabalho na sociedade moderna capitalista

 Karl Marx e a divisão social do trabalho
 A divisão social do trabalho acontece no processo de desenvolvimentos da sociedade. Para satisfazer nossas necessidades estabelecemos relações de trabalho e a divisão das atividades.
Divisão: trabalho rural (agricultura) e trabalho urbano (comércio e indústria). Quem administra (diretor ou gerente) e quem executa (operário). O trabalho gera divisão de classes. O proprietário das máquinas precisa de um operador e o trabalhador passa a ser um operário das máquinas que recebe o seu salário. Relação dois iguais: relação entre o proprietário da mercadoria mediante a compra e venda da força de trabalho. O trabalhador fica subordinado a máquina e ao seu proprietário. Mais valia: o trabalhador é contratado para 8h / o capitalista precisa de apenas 4 ou 5h para ter lucro / as horas restantes está a disposição do capitalista que não paga este excedente / o operário não recebe pelo que produziu /Acumulação de capital: As horas de trabalho não pagas, acumuladas e reaplicadas no processo produtivo, vão fazer com que o capitalista enriqueça rapidamente, ele se apropria da força do trabalhador.
Se percebendo explorado e miserável, começam as greves e até destruição das máquinas.

Emile Durkheim e a coesão social
A crescente especialização do trabalho na produção industrial moderna trouxe uma forma superior de solidariedade e não de conflito. Solidariedade mecânica: cada um sabe fazer todas as coisas que necessita para viver. Existe um conjunto de crenças, tradições e costumes comuns. Solidariedade orgânica: é fruto da diversidade entre os vários indivíduos e não da identidade nas crenças e ações. União na interdependência das funções sociais e cada um faz a sua parte. Ex. *ônibus: motorista / cobrador / *supermercado: caixa / gerente / empacotador / limpeza / * hospital: médico / enfermeiro / atendente. (cada um desempenha a sua função para a realização de um serviço total que dependem de várias pessoas. A sociedade cria solidariedade e lhe dá coesão.
Se não há solidariedade deve haver falta de regulamentação nas instituições existentes.

Fordismo-Taylorismo: uma nova forma de organização do trabalho
A divisão do trabalho mais detalhada e encadeada. A produção para consumo em massa. Estabeleceu jornada de trabalho de 8h por cinco dólares. O que significava ter lazer, suprir necessidades e poder até comprar um Ford. Inicia-se a produção e consumo em larga escala. Aplicar princípios científicos não organização do trabalho, racionalizando o processo produtivo. Resultado: aumento de produtividade com o uso adequado possível de horas traba-lhadas / divisão a parcelamento das tarefas / mecanização de parte das atividades (linha de montagem) sistema de recompensas e punições conforme o compor-tamento do operário no interior da fábrica.
Desenvolve-se um sistema de planejamento para controlar a execução das tarefas, criando um grupo de especialista em administração da empresa. A hierarquia e impessoalidade foram introduzidas. O operário tinha valor secundário pois o essencial eram as tarefas de planejamento e supervisão, causando uma divisão e trabalho vindo de cima não levando em conta os operários.
Conciliação deste problema com medidas para evitar o conflito e promovendo o equilíbrio e a colaboração no interior da empresa, revalorizando os grupos de referência dos trabalhadores. Há uma consciência coletiva que determinam normas, regras e disciplina e moral e a ordem estabelecida. As empresas devem definir claramente o lugar das atividades de cada um. Este longo processo tem o objetivo de transferir para a gerência todo o processo produtivo. O operário tinha de operar a máquina conforme a ordem de seu administrador. Marx critica dizendo da manipulação do operário pelo especialista e da construção de seguranças para incentivar ao trabalho coletivo para suprir as necessidades do capitalista.

As transformações recentes no mundo do trabalho
Pós fordismo ou acumulação flexível: a busca por mais lucro, foram inventadas novas formas de produtividade no trabalho e no mercado. 1) Flexibilização dos processos de trabalho: automação e eliminação do controle manual. O engenheiro de produção é o mais importante. O trabalhador tem de se adaptar a todos os processo de trabalho para se manter. 2) Flexibilização dos mercados de trabalho: os empregadores usam as mais variadas formas de trabalho; doméstico, familiar, autônoma, temporária, por hora ou prazo, terceirizada, etc. Causando alta rotatividade, baixo nível de especialização e sem direitos trabalhistas.

A sociedade salarial está no fim?
O trabalho fixo está acabando e as pessoas não ficam muito tempo em um único emprego. Trabalho e previdência (França) não significam segurança. Aspectos que parecem estar se generalizando:
• Desestabilização dos estáveis: ou velhas demais / ou sem qualificação / ou jovens para se aposentar.
• Precariedade no trabalho: os empregos têm postos de trabalho estáveis.
• Déficit de lugares: não há postos de trabalho para todos.
• Qualificação do emprego: muita exigência não deixa ter experiência ou quali-ficação ficando vagando a procura de emprego.
As pessoas sem empregos ficam a margem da sociedade e sem referências sentindo-se inúteis.

Trabalho 2º Bimestre: Em grupo ou individual. Entrega dia 24 de outubro- Avaliação 2º Bim. 24 de outubro. Contruir uma empresa ficticia com 10 trabalhadores – metade mulheres – estabeleça funções, horário de trabalho, salarios e beneficios para todos. Aborde os principais problemas de relacionamento entre os funcionarios da empresa e as principais virtudes entre eles.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Campanha Nacional dos Bancários 2016 vai injetar R$ 12 bilhões na economia - National Campaign of 2016 Bank will inject R $ 12 billion in the economy

O acordo para a nova Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários com a Fenaban será assinado amanhã.

O índice de reajuste de 8% nos salários, mais abono de R$3.500, reajuste de 10% no vale refeição e no auxílio creche-babá e de 15% no vale alimentação conquistados pelos mais de 500 mil bancários de todos o Brasil vão representar uma injeção de R$ 12 bilhões na economia do país.

De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2015), o número de bancários no Brasil é de 504.345. Com isso, o reajuste de 8,0% nos salários da categoria bancária mais o abono de R$ 3.500,00 firmado na Campanha Nacional de 2016 representa um acréscimo anual de cerca de R$ 5,771 bilhões na economia.

Em âmbito nacional, só a PLR conquistada pela categoria bancária injetará por volta de R$ 5,470 bilhões na economia nos próximos 12 meses. Já na antecipação do pagamento a ser realizada 10 dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria o impacto na economia será de cerca de R$ 2,127 bilhões.

Além disso, o reajuste de 15% e 10% nos auxílios alimentação e refeição, respectivamente, da categoria bancária terá um impacto adicional de R$ 877,525 milhões em um ano. Somando o reajuste nos salários, abono, vales e a PLR total o impacto da Campanha Nacional dos Bancários 2016 será de cerca de R$ 12,118 bilhões.

“Temos que parabenizar principalmente a categoria bancária, esta categoria orgulhosa da sua mobilização e da sua unidade. Cada bancário e cada bancária, por todo o Brasil, em todas as cidades, estiveram disciplinadamente, pacificamente e convictos na frente de uma agência ou centro administrativo conversando com os companheiros de trabalho, animando, encorajando, convencendo, dizendo que coragem não é não ter medo. É dominar o medo. Foram dias e dias de paciência e de fé verdadeiras”, destacou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários

O acordo para a nova Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) será assinado, na próxima quinta-feira 13.

Fonte: Contraf-CUT

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CONTEÚDO TURMAS 3º ANO - 2016 - 2º BIMESTRE - CESB


Poder, Política e Estado

Para início de conversa...

Já parou para pensar em quantos momentos do dia você precisa colocar em prática sua habilidade de exercer poder sobre outras pessoas? Em que momentos da sua vida você exerce poder ou se submete ao poder de alguém? Ter poder é ter o direito de decidir, deliberar, agir, fazendo prevalecer sua vontade sobre a de outros e, dependendo do contexto, exercer autoridade, soberania, domínio com o uso da força.Em nossa relação cotidiana, percebemos várias relações de poder: dos pais sobre os filhos, dos professores sobre os alunos, do homem sobre a mulher, da polícia sobre o cidadão comum, do patrão sobre o empregado.Como, na história da humanidade, as relações de poder foram se construindo? A princípio se deram pela força. Os homens, fisicamente mais fortes, impuseram suas vontades. Com o passar dos tempos, as relações de poder foram ganhando novos contornos e percebemos que um indivíduo, ou grupos de indivíduos, podem exercer influência usando ou não a força; podem apenas fazer uso da persuasão.

Objetivos de Aprendizagem

Compreender os conceitos de poder, política e Estado moderno; compreender as diferentes formas de exercício do poder e da dominação, identificando os tipos ideais de dominação legítima; analisar o discurso dominante do Estado neoliberal e o papel da Indústria Cultural.

Conceituando poder

Em seu significado mais geral, a palavra “poder” designa a capacidade ou a possibilidade de agir com o intuito de atingir objetivos ou ampliar alguma vantagem ou benefício de um indivíduo ou grupo. O poder permeia todas as relações humanas na vida em sociedade. Muitos conflitos em sociedade giram em torno de lutas pelo poder, pois, quanto mais poder um indivíduo ou grupo obtém, maiores as possibilidades de atingir seus objetivos e realizar seus desejos à custa dos desejos de outros. Hoje, em nossa sociedade, o Estado é a instância, por excelência, do exercício do poder político, concentrando diversos poderes: as forças armadas e o monopólio do uso da violência; a estrutura jurídica; a cobrança de impostos; a administração burocrática do patrimônio público. A centralização e institucionalização desses poderes caracteriza o Estado moderno.

O que é política?

A palavra “política” vem da palavra grega polis,que quer dizer cidade. Significava, para os gregos, a arte de governar a cidade. Pode ser definida como a luta pelo poder, ou seja, o jogo de forças para a conquista do poder ou para a permanência deste. Em 1265 a palavra “política” já era definida no idioma francês – politique – como “ciência do governo dos Estados”.

Conceituando Estado

O Estado é uma ordem legal, uma associação que proporciona liderança política. A função básica do Estado é manter a ordem social e promover o bem-estar geral. O Estado é a única instituição social que possui o direito do uso legítimo da força física. Só o Estado pode usar de coerção, através de instituições como o Exército e a Polícia, para que a ordem social seja mantida. Para que uma região geográfica seja considerada Estado, é necessário que haja quatro elementos básicos: povo, território, governo e soberania.

Elementos constitutivos do Estado

Povo

Povo é o conjunto de indivíduos ligados a um Estado pelo vínculo político-jurídico da nacionalidade. Estão sob o mesmo conjunto de regras, leis e valores culturais.



Território

Base geográfica do Estado, sobre a qual ele exerce a sua soberania, e que abrange o solo, rios, lagos, mares interiores, águas adjacentes, golfos, baías e portos.

Governo

O conjunto das funções necessárias à manutenção da ordem jurídica e da administração pública.

Soberania

Propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior.

As noções de Estado e poder na Sociologia

Max Weber

Intelectual alemão, considerado um dos fundadores da Sociologia, Max Weber (1864-1920) acredita que, para que um Estado exista, é necessário que um conjunto de pessoas obedeça à autoridade alegada pelos detentores do poder no referido Estado. Por outro lado, para que os dominados obedeçam, é necessário que os detentores do poder possuam uma autoridade reconhecida como legítima. Para Weber, o Estado é responsável pela organização e pelo controle social, porque detém o monopólio do uso da violência legítima, ou seja, só o Estado pode se utilizar da força para manter a ordem social. A dominação é presença marcante em uma sociedade. Neste sentido, que características uma liderança precisa ter para que a maioria a obedeça, ou ao menos, considere-a legítima? Para o autor, a dominação, ou seja, a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato pode fundar-se em diversos motivos de submissão, pode depender de interesses, conveniências, costume, afeto. Max Weber construiu três tipos ideais de dominação legítima, veja a seguir:



1º – Dominação legal: este tipo de dominação tem relação com leis ou estatutos obedecem-se não à pessoa, mas à regra instituída.



2º – Dominação tradicional: em virtude da crença na santidade das ordenações e dos poderes senhoriais. Obedece-se à pessoa em virtude de sua dignidade própria, santificada pela tradição: por fidelidade.



3º – Dominação carismática: em virtude de devoção afetiva à pessoa do senhor e a seus dotes carismáticos, faculdades mágicas, revelações ou heroísmo, poder intelectual ou de oratória. O tipo que manda é o líder. Obedece-se exclusivamente à pessoa do líder por suas qualidades excepcionais e não em virtude de sua posição estatuída ou de sua dignidade tradicional.

Michel Foucault: vigiar e punir

Michel Foucault (1926-1984) deu continuidade a algumas linhas de pensamento de autores clássicos da Sociologia, como Karl Marx e Max Weber. Foucault analisou o surgimento de instituições modernas – como prisões, hospitais e escolas – que desempenham um papel cada vez maior no controle e monitoramento das pessoas.

O autor chama a atenção para a relação entre poder, ideologia e discurso. Para Foucault, o papel do discurso é fundamental para a forma como ele pensava o poder e o controle na sociedade. Foucault acredita que o poder age através dos discursos especializados, elaborados e disseminados por indivíduos que detêm o poder ou a autoridade, no propósito de moldar atitudes nos indivíduos. Salienta que esses discursos, em muitos casos, apenas podem ser contestados por discursos elaborados por especialistas concorrentes. Portanto, os discursos podem ser empregados como um poderoso instrumento para coibir formas alternativas de pensar ou falar. O conhecimento passa a ser uma força poderosa de controle. Interessa ao autor analisar de que modo o poder e o conhecimento estão ligados às tecnologias de vigilância, de cumprimento de leis e de disciplina. Para ele, quem detém o poder se incumbe do ato de vigiar e punir. Com suas peculiaridades, as questões a seguir contêm exemplos de tipos de dominação legítima conceituados por Max Weber. Descreva os tipos de dominação correspondentes a cada questão, bem como suas características, segundo Max Weber. Mahatma Gandhi (1869-1948) foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano. Seu poder de liderança levou a população indiana a reagir ao domínio do colonizador (a Índia foi colônia da Inglaterra até o ano de 1947). Baseou-se na desobediência civil e no princípio da não violência como forma de protestar. Sua forma de ação política inspirou gerações de ativistas democráticos e antirracismo, inspirou, por exemplo, Martin Luther King, nos Estados Unidos, e Nelson Mandela, na África do Sul. A partir do entendimento dos três tipos puros de dominação legítima weberiano, que tipo de dominação seria a exercida por Gandhi sobre seu povo? Justifique sua resposta. “Toda pessoa tem o direito de tomar parte no governo de seu país, diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos” (Declaração Universal dos Direitos Humanos). Esta frase está contida na Declaração Universal dos Direitos Humanos. A que tipo de dominação legítima está relacionado este estatuto? Justifique sua resposta.

Tipos de Estados modernos

Estado absolutista

Para discutirmos mais a fundo o conceito de política e poder, é importante revermos como se deu historicamente o surgimento do Estado moderno. A primeira forma de Estado moderno foi o Estado absolutista, que surgiu no contexto da expansão marítima europeia em fins do século XIV. A aliança entre a burguesia e os reis resultou na derrocada das milícias que defendiam o poder dos senhores feudais. Portanto, o Estado moderno foi formado a partir da acumulação de capitais privados pela burguesia, que fortaleceu o poder do rei através de maior arrecadação de impostos.

Principais características do Estado moderno

Os Estados modernos se caracterizam por: centralização e burocratização administrativa, eliminando os poderes locais; formação de um exército; arrecadação de impostos reais; unificação do sistema de dos senhores feudais. A respeito do Estado moderno, o pensador político inglês John Locke (1632 – 1704) escreveu a seguinte frase: “Considero poder político o direito de fazer leis para regular e preservar a propriedade.” Vimos até aqui que a formação do Estado moderno se deu através do fortalecimento da aliança entre monarquia e burguesia. Analisando a frase de John Locke, percebemos que o pensador defendia a tese de que o Estado surgiu com a função de garantir o direito à propriedade privada. Reflita sobre a frase de Locke e explique a relação do Estado moderno com a acumulação de capital. Mencione em seu texto que classe tem interesse em que o Estado defenda o direito à propriedade privada.

Estado liberal: a separação entre o público e o privado

No século XVIII, emerge outro modelo de Estado moderno: o Estado liberal. No Estado liberal os valores estavam ligados ao individualismo, à liberdade e à propriedade privada. O Estado liberal surge como reação da burguesia à extrema centralização do poder nas mãos do monarca. Em vez de súditos, os países passaram a ser integrados por cidadãos.É a partir do Estado liberal que surge a separação entre público e privado. Antes, tudo pertencia ao rei, agora o que é público passa a ser de todos e o que é privado é de cada um. Era papel do Estado apenas manter a segurança e a ordem para que os indivíduos pudessem exercer suas atividades livremente e, é claro, defender os bens daqueles que possuem propriedades privadas.

Democracia moderna e a separação entre público e privado

Temos como essência da democracia moderna a separação entre o público e o privado. A definição de democracia pode nos ajudar a entender como se iniciou a separação entre a esfera pública e a esfera privada. Este regime político caracteriza-se, em essência, pela liberdade do ato eleitoral, pela divisão dos poderes e pelo controle da autoridade. Ao contrário do Estado absolutista, onde o reinado era transmitido para os herdeiros do monarca, no Estado liberal o governante passa a ser escolhido em um sistema eleitoral, onde a maioria elege seu líder político, que deve governar respeitando o direito de todos. Portanto, se aquele que governa toma para si o que é de todos, o que é da coletividade, está confundindo o que é público com o que é privado, não realizando a tarefa maior para a qual foi eleito. Neste sentido, para que não haja desrespeito da separação entre essas duas esferas – pública e privada -,

os governantes não podem se apossar de bens que são de uso de todos.

Democracia

A palavra “democracia” tem sua origem na Grécia Antiga (demo = povo; e kracia = governo)

Estado de Bem-estar social

Após as duas Grandes Guerras Mundiais no século XX, os países ocidentais capitalistas tentam reconstruir suas economias em novas bases. Depois da crise da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos, em 1929, o governo norte americano procurou estratégias para sair da grande depressão econômica. A teoria do Estado de bem-estar social (em inglês: Welfare State) foi apresentada por John Maynard Keynes (1883-1946) como forma de sair da crise. Neste modelo político e econômico, o Estado é o principal agente da promoção (protetor e defensor) social e organizador da economia. O Estado assume a responsabilidade por regular a economia, financiar obras públicas, redistribuir renda, prover moradia, educação, saúde, seguro-desemprego etc., visando ao bem-estar da população. As políticas de pleno emprego foram os principais mecanismos de intervenção do Estado de bem-estar social, implicando considerável expansão da estrutura de administração pública e elevação do gasto público. A fixação de taxas de juros bastante reduzidas foi uma das estratégias utilizadas pelo Estado de bem-estar social para incentivar a produção industrial a absorver a força de trabalho no contexto de crise. E, após a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), vários países da Europa já haviam adotado este modelo político e econômico buscando reconstruir suas nações e garantir melhores condições de vida para a população. A teoria do Estado de bem-estar social também ficou conhecida como keynesianismo, uma alusão ao seu mentor John Maynard Keyne.

Estado neoliberal

A partir da década de 1970, com a crise do petróleo, o capitalismo passa por dificuldades e precisa de alternativas para se reestruturar. Aumentava o desemprego nos Estados Unidos e se intensificavam os movimentos operários em vários países da Europa. Neste momento, os teóricos da economia passam a apontar a política de bem-estar social como a causadora do déficit orçamentário e da inflação nestes países, e passam a defender políticas neoliberais. O Estado neoliberal se caracteriza pela privatização dos serviços públicos, alegando que o bem-estar dos cidadãos deveria ficar por conta de cada um. Esta política de Estado mínimo passa a ficar conhecida como neoliberalismo (neo exprime a ideia de novo), uma referência ao clássico modelo de Estado liberal. Portanto, é uma reação teórica e política veemente contra o Estado intervencionista de bem-estar. As políticas neoliberais começaram a ganhar força na Europa em 1979, com a eleição da Primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, e, em 1980, nos Estados Unidos, com a eleição do Presidente Ronald Reagan.

Um balanço do neoliberalismo

Vimos que o neoliberalismo surge no contexto de crise do capitalismo. Realizando um balanço sobre as conquistas e derrotas do modelo neoliberal, como pontos positivos da economia de mercado, podemos apontar o estímulo a maior eficiência dos serviços e a livre concorrência que alavanca o aperfeiçoamento e desenvolvimento do processo produtivo. No entanto, a falta de intervenção do Estado na economia de mercado tem levado os grandes investidores capitalistas a sentirem-se livres para se dedicar quase exclusivamente ao mercado financeiro e especulativo, deixando de lado o investimento propriamente na produção de mercadorias que destroem o meio ambiente vêm causando problemas não só nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Grandes potências capitalistas, como Estados Unidos (crise de 2008) e Espanha (crise de 2011), além da Grécia, demonstram que o modelo neoliberal não apresentou um plano voltado para diminuir as desigualdades, na verdade, as acentuou. Segundo Perry Anderson (1995), a grande conquista do modelo neoliberal foi a de difundir a simples ideia de que não há outra alternativa senão a de adaptar-se às normas do sistema. Percebemos uma ideologia forte e hegemônica (preponderante) que atesta que a teoria neoliberal se firmou como forma de pensamento dominante, mesmo demonstrando na prática pouca eficácia em manter a ordem social. O que isto quer dizer? Vimos que na Sociologia o poder e a dominação podem ser exercidos não só pela força, mas também pelo convencimento, pela persuasão. Lembre-se, Foucault chama atenção para o poder do discurso. Um grupo de indivíduos pode convencer outros de que a melhor maneira de se pensar, e de se agir, é aquela que traz benefícios ao grupo que está no poder. Só há aceitação de um discurso contestador se este discurso partir de outro grupo que concorre ao poder. Caso contrário, os que não têm autoridade não têm voz. Por isso, mesmo que um sistema econômico não esteja trazendo benefícios para todos, ele continua sendo apoiado, porque traz benefícios para um grupo que detém poder. Portanto, os capitalistas reforçam a ideia, o pensamento, a ideologia do consumo, mesmo constatando-se que este estilo de vida traz prejuízos sociais e ambientais, porque o ato de consumir lhes confere alta lucratividade.

Ideologia

É o conjunto articulado de ideias, valores, opiniões, crenças etc.

O papel da indústria cultural na disseminação da ideologia do consumo

O termo “indústria cultural” foi cunhado por Max Horkheimer (1895 – 1973) e Theodor Adorno (1903 – 1969) nos anos de 1940. Ambos faziam parte da chamada Escola de Frankfurt – renomada instituição acadêmica alemã de teoria social. Estes intelectuais, de tradição marxista, buscaram enfatizar como a prática social transforma a cultura em mercadoria. Para os autores, a Indústria Cultural traz consigo todos os elementos característicos do mundo industrial moderno e nele exerce um papel específico: o de ser portadora da ideologia dominante. Lembra quando mencionamos que o ato de consumir confere alta lucratividade aos capitalistas? No mundo industrial moderno tudo é negócio e, como tal, seus fins comerciais também se realizam por meio sistemático e programado da exploração de bens considerados culturais. A cultura transformada em mercadoria é divulgada pelos meios de comunicação que as vendem como produtos. Tudo é tão banalizado que o consumidor não precisa se dar ao trabalho de pensar, é só escolher! As propagandas aparecem para o consumidor como uma espécie de “conselho de quem entende”. São estimuladas necessidades nos indivíduos, porém não são necessidades básicas (moradia, alimentação, lazer, educação), mas necessidades de consumo de produtos não essenciais. Veja o quadrinho a seguir, em que o personagem Calvin acusa ironicamente a TV de reduzir o pensamento crítico, sufocar a imaginação, fornecer soluções rápidas e manipular os desejos humanos para fins comerciais.

Resumo

Nesta unidade, destacamos que no dia a dia vivenciamos diversas relações de poder. Percebemos que o estudo do poder tem grande importância para a Sociologia e vimos que Max Weber, um dos fundadores da Sociologia, se interessa em analisar as consequências do poder nas relações humanas. Weber constrói tipos ideais de dominação: o primeiro tipo ideal é a dominação legal, o segundo a dominação tradicional e o terceiro a dominação carismática. A intenção é compreender o que leva os indivíduos a se submeterem às ordens de outrem, pois, para manter a sociedade sob controle, é preciso que haja um tipo de dominação reconhecida legitimamente pela maioria.Para Weber, o Estado é a instância que, por excelência, possui o monopólio do uso da força. O Estado concentra diversos poderes: as forças armadas e o monopólio do uso da violência; a estrutura jurídica; a cobrança de impostos; a administração burocrática do patrimônio público. Michel Foucault dá continuidade na Sociologia aos estudos sobre poder e chama atenção para a relação entre poder, ideologia e discurso.Para entender as origens do poder no Estado, fizemos uma revisão do surgimento do Estado moderno. Falamos da primeira forma de Estado moderno, que foi o Estado absolutista. Nesta forma de Estado, o governo é liderado pelo rei. Estudamos também a forma de Estado liberal que surgiu em reação ao poder excessivo e centralizador do rei. Neste momento a burguesia reivindica liberdade de ação e reclama das constantes intervenções estatais. Após a derrocada do liberalismo, surge o modelo do Estado de bem-estar social, onde o Estado intervém na economia sendo o principal agente da promoção (protetor e defensor) social e organizador da economia. Nos anos de 1970, o capitalismo passa por nova crise e busca estratégias de reestruturar suas bases. Assim, retoma os moldes do liberalismo clássico, fazendo ressurgir um novo liberalismo, denominado neoliberalismo Finalizamos a unidade empreendendo um balanço do neoliberalismo, apontando as conquistas e derrotas do modelo econômico neoliberal e o papel da indústria cultural na disseminação do gosto pelo consumo de objetos supérfluo.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Brasil no interregno de Gramsci

A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo
e o novo não pode nascer; neste interregno,
uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem

Antonio Gramsci
Três ciclos históricos esgotam-se ao mesmo tempo. O vazio produz, além do golpe, retrocesso e intolerância. Mas é em meio a ele que poderá surgir outra política
Por Célio Turino* | Imagem: Os Gêmeos | Publicado originalmente em Outras Palavras
Acabou, mas ainda não sabemos; acabou, mas ainda não terminamos. Esta é a realidade do Brasil atual. Aqui não me refiro ao governo golpista nem ao que foi deposto, muito menos aos personagens de ordinário perfil. Refiro-me ao nosso tempo, à nossa gente, à encruzilhada em que nos metemos.
Brasil, tão desigual e cada vez mais vulgar. A política, que deveria apresentar um caminho, um rumo na organização do Estado e mediação da Sociedade, colocada em mãos tão mesquinhas, agrava ainda mais o quadro de descaminhos, com a economia se afundando no atoleiro da financeirização, do rentismo e da ganância. E a sociedade se perde, na falta de horizontes, nos ódios e no despreparo. E da Cultura simplesmente se esquece, se despreza.
Há dúvidas de que vivemos um fim de ciclos? Ciclo longo, Ciclo médio e Ciclo curto, todos nos estertores. E como reflexo e vetor deste fim de Ciclos, a crise de desgoverno, quando a votação da autorização para abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma revela um espetáculo grotesco de incultura, retrocessos e vulgaridades. É neste momento que se abre um vácuo de poder, na forma de Interregno Político, em que o atual governo golpista não consegue se consolidar, nem o anterior se reestabelecer. Nas características do presente Interregno brasileiro ainda há disputa entre Poderes da República, a crise no Congresso, o desfazimento dos Partidos outrora hegemônicos, a crise econômica e a ausência de alternativas mais claras.
O Ciclo Longo, que vem desde as Capitanias Hereditárias, resultou e foi resultado de um pais absolutamente predador e desigual, forjado a ferro e fogo, na destruição das matas, tangendo gente, explorando, explorando, extraindo, sugando até não mais ter o que sugar. Tudo pelo imediato, pelo aqui e agora, e olhando sempre para fora, da colônia para a metrópole, esteja em Lisboa ou Miami, sempre uma submetrópole a se mirar.
O Ciclo médio buscou diminuir estas distorções, desde a chamada revolução de Trinta, com o governo Vargas. Houve a busca da industrialização, a consolidação dos direitos do trabalho, a educação pública, a saúde pública e demais serviços públicos (mais serviços que direitos). Mais recentemente, com o fim da Ditadura Militar, em 1985, a busca pela incorporação de mais direitos sociais (Sistema único de Saúde – SUS -, voto aos analfabetos, piso de um salário mínimo para a aposentadoria), a Constituição Cidadã, a busca pela estabilidade da moeda e, a partir do governo Lula, a busca da redução das desigualdades, instalando a “Década Inclusiva” (aumento real do Salário Mínimo e Bolsa Família). Este foi o Ciclo Curto, que ora se interrompe.
Ciclo Longo, Médio e Curto se combinam e se enfrentam. De tal modo que a história do século XX, e das duas primeiras décadas do XXI, revela uma tensão permanente, com avanços e recuos. E com muita intolerância, violência e democracia de baixa intensidade, distorcida sobremaneira pelo poder econômico, político e midiático das classes dominantes. A intolerância, a falta de democracia real e a violência não se revelam apenas no palco da “política”, mas nas relações cotidianas, nas periferias esquecidas, nas aldeias remotas, nos campos sem fim. Basta lembrar que, ao ano, 60 mil brasileiros são assassinados, além da violência no campo, massacre de indígenas e genocídio de jovens pobres nas periferias das grandes cidades, principalmente negros e pardos. Tudo contra gente e contra nossa casa comum. Tudo e todos explorados cada vez mais, até o limite do esgotamento, como se fez em Mariana, matando gente e o rio Doce.
Não há como pensar uma saída para a atual crise política, econômica, social, cultural e ética por que vive o Brasil sem levar em conta esta combinação e enfrentamento de ciclos históricos. De um lado, posturas e imposturas arraigadas; de outro, tentativas de superação, que a cada tentativa são engolidas, cooptadas, ou destruídas, a depender da correlação de forças. No meio disto, o novo que vai brotando por baixo das aparências.
No momento atual ocorre a tentativa de destruição, moral, política e física, se for necessário, do campo que buscava (com erros e acertos) diminuir as distorções geradas pelo Ciclo Longo. De certa forma é a repetição reativa de outros momentos já registrados no Ciclo Médio, iniciado em 1930 (1954, 1964 e 1994, desta vez combinando aparente democracia com avanço neoliberal). A diferença de agora é que o Brasil é mais complexo.
O fato é que ambas as forças em conflito não revelam capacidade de superação do atual quadro e não conseguem estabilizar uma hegemonia política, econômica, social e cultural. Esta incapacidade é resultado tanto da apodrecimento das forças da reação, formados no longo Ciclo de quinhentos anos de iniquidade, como da desmoralização das forças reformistas que foram emergindo a partir da “Revolução de Trinta” e que ganharam força moral no processo de redemocratização, mas que, igualmente, se perderam na incapacidade em superar este padrão histórico. Para sair deste quadro há que romper com os três Ciclos Históricos, instaurando um novo processo de longa duração que, para além de um projeto de poder partidário tem que ser um projeto de país, de povo, de humanidade.
O longo ciclo de desigualdade e exploração, instalado há 500 anos, nada tem a oferecer além de decadência e esgotamento social e das forças produtivas, sejam de ordem física, humana ou natural, agravando a decadência ética e moral que vai tomando conta da sociedade. As forças até recentemente hegemônicas, que, por diferentes meios, buscavam a redução das desigualdades e a retomada de um processo de crescimento, igualmente se revelam exauridas, até porque seu modelo de redução de desigualdade não rompia (nem pretendia romper) com os perversos processos de concentração. Se, em momentos de respiro na acumulação do Capital, com o aumento de preços em commodities e produtos para exportação, foi possível estabelecer alguma fórmula do “ganha-ganha”, em momentos de retração, como a partir da crise internacional de 2008, até mesmo os poucos avanços alcançados foram colocados em retração. Houve também o equívoco na visão de desenvolvimento, que apenas repetiu o modelo predatório, concentrador e dependente de modelos desenvolvimentistas do passado. Bem como a confusão teórica ao compreender o processo de inclusão social como um simples acesso aos bens de consumo individuais, sem o correspondente acesso aos bens coletivos (saneamento básico, educação e saúde públicas de qualidade, desprezo por uma política cultural de caráter emancipador, entre outros).
Quando o país se depara com a atual miséria política, em realidade está se deparando com a própria putrefação de ciclos históricos já esgotados. Há que abrir outro caminho.
Este caminho já existe, apenas não é suficientemente enxergado. O Brasil da desigualdade, da exploração e violência também é o Brasil do Motirô, os Mutirões dos povos indígenas, exercitando trabalho colaborativo e distribuição comum do esforço coletivo. A Cultura do Mutirão também é praticada nas comunidades rurais, nas periferias das grandes cidades, e é igualmente entrelaçada com festa e alegria, seja nas festas de São João ou regadas a samba, churrasco e cerveja ao fim de mutirões para construção de casas populares. Igualmente se replica nas novas formas de trabalho compartilhado e invenções da juventude urbana.
Se, de um lado há egoísmo e individualismos exacerbados, de outro, o círculo, as brincadeiras de roda, a ciranda, as rodas de samba, o jongo e a capoeira brotam em nossa alma brasileira. A origem está na milenar ética africana do Ubuntu, o “eu sou porque nós somos” e “nós somos porque você é”, menos “eu” e mais “nós”. O novo ciclo histórico emergirá com o ecossocialismo do encontro entre ecologia e ideias generosas da igualdade, justiça e fraternidade, realizadas com liberdade, em que a emancipação humana é o fim. Emancipação essa que só será possível, inclusive, quando rompermos com a própria noção de antropocentrismo, conforme nossos irmãos guarani nos ensinam com o Teko Porã, o Bem Viver, em que estar no planeta, convivendo harmonicamente com os demais seres, é muito mais importante que ter.
Unindo tradição com invenção, os brasileiros conseguirão superar os ciclos de sua longa história de iniquidades e injustiças; do contrário, seguiremos nos atolando em um pântano, ou nos perdendo em um labirinto sem fim. Em meio a toda esta crise de desesperança também nos deparamos com a projeção de nossa imagem, em um espelho distorcido pela ganância e a ignorância — é fato. Mas ainda assim, um espelho da sociedade brasileira e todas suas contradições. Mas também brilham imagens de esperança.
São iniciativas novas na política da vida, a biopolítica, com experimentações coletivas, das ocupações de escolas públicas por secundaristas às hortas urbanas, as ocupações artísticas de espaços comuns, o cicloativismo e a defesa de parques e praças, configurando novas atitudes urbanas. E novas formas de trabalho com a economia solidária, a agroecologia, as ocupações de fábrica, os Bancos do Povo e suas moedas e Empresas Sociais. O protagonismo indígena, quilombola, os jovens de periferia com seus saraus de poesia, o hip hop, os assentamentos da reforma agrária. Os movimentos sociais que se reinventam e se descolam do governismo (seja ele qual for). O feminismo, o ambientalismo e o municipalismo. As Assembleias Populares e os Círculos de Colaboração. Essas novas formas de agir político podem resultar em novas formas de participação social, controle do Estado e Juntas de Bom Governo.
Tudo isso se expressa em uma nova forma de política: o Cidadanismo. E deve ser organizada em novas formas-partido, conceituadas como Partidos-Movimento, ou Partidos-Fluxo, com formas mais flexíveis de organização e deliberação, rompendo com estruturas hierárquicas e verticais. Além de sustentarem a necessidade de novas formas de política, ests Partidos-Movimentos precisam compreender a necessidade de confluências que deem conta da unidade na diversidade — sobretudo em um país com as características do Brasil. Compreender a necessidade de confluências implica em profundas mudanças de atitude no fazer político:
I – se assumir como Partido de Retaguarda e não de Vanguarda; retaguarda no sentido de dar suporte e apoio aos movimentos deste novo tempo histórico, sem que isso signifique qualquer tentativa de cooptação ou controle sobre os movimentos.
II – disposição para conter e estar contido em processos mais amplos de transformação social; o que implica na construção simultânea de personalidade política própria, como Partido-Movimento, com funcionamento institucional ou não, e de uma Frente de caráter permanente e programático, que deve prever em sua gênese o transbordamento dos próprios partidos que a integram, incorporando afetos e potências das forças vivas da sociedade.
III – ter coragem para perder o controle; só quando Partidos (ou Partido-Movimento) perderem o controle da Política é que haverá, de fato, um efetivo empoderamento social, com o fortalecimento de processos de autonomia e protagonismo popular e quando isto ocorrer, o próprio papel dos novos Partidos será muito mais de análise, reflexão, inspiração e instigação que propriamente de execução e controle dos aparatos de Poder.
O resultado destas mudanças profundas deve ser o fortalecimento de zonas autônomas, campos de ação política permeados pelo empoderamento e o protagonismo popular. Essas zonas autônomas de ação política devem ocorrer no campo de movimentos, temáticas e, principalmente, na ocupação de território. Há que tomar consciência, escolher um novo caminho e trilhá-lo com coragem e esperança, independente dos poderes constituídos, para além, até mesmo, dos conceitos e formas que até pouco tempo pareciam as únicas alternativas possíveis. Um exemplo são as ocupações das escolas públicas por estudantes secundaristas e as ocupações do Ministério da Cultura, por artistas e ativistas sociais. Esta escolha ganha ainda mais força quando o poder constituído é ilegítimo, usurpado, de modo que a revolta e a recusa passam a ser reconhecidas como legítimas. Portanto, ocupai. Ocupai as fábricas, as terras, as escolas, as artes. Ocupai o Poder. Mas um poder que emane da potência e das relações de afeto entre as pessoas comuns. Um poder que emane de baixo para cima, de dentro para fora e que pode se realizar em uma nova cultura política, a começar pelos municípios, em políticas locais, radicalizando a democracia e, sobretudo, colocando o Sistema à serviço das pessoas, mais que das pessoas, à serviço da vida, até que não mais a vida seja colocada à serviço do Sistema.
A principal característica dos tempos de Interregno é a ausência de estabilidade e falta de clareza sobre o que está por vir. Também é neste período que se acentua o sentimento de que “os de cima” já não conseguem governar com antes e os “de baixo” já não querem seguir sendo governados como dantes. Em uma situação como esta, abrem-se novos caminhos, mas que não necessariamente levam ao rompimento com os Ciclos anteriores, podendo até reforçarem a permanência do Ciclo longo, com sentido altamente regressivo e repressivo. Mas há também a possibilidade de que, a partir de fendas e fissuras no Sistema, sejam encontradas (e alargadas) frestas que permitam uma ruptura mais efetiva com os ciclos anteriores. É neste momento que se encontra o Interregno brasileiro e o que está por vir só depende de nós. Que o Interregno brasileiro faça germinar um novo Brasil, que vai brotar como nunca se viu!
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*Célio Turino é historiador e coordenador de Relações Internacionais da RAiZ -Movimento Ciddanista. Foi secretário de Cidadania Cultura do Ministério da Cultura e idealizador do programas Pontos de Cultura e Cultura Viva.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

REVISÃO DE HISTÓRIA - AVALIAÇÃO DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO - 2015



CESB - COLÉGIO ESTADUAL SÃO BENTO – PROFESSOR MARCELO RIBEIRO
REVISÃO DE AVALIAÇÃO DE HISTÓRIA DO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO.
As lutas de Independência na América
1 – Como foi a Guerra dos sete anos na América – pg.127.
2 – Qual era a intenção das leis proibitivas? – pg.127.
3 – Descreva as principais leis proibitivas na segunda metade do século XVIII? Pg.127
4 – Existia unidade nas treze colônias da América? – pg. 128
5 – Porque o Haiti se destacou entre os países que conseguiram a Independência na América? Pg. 129.
6 – Quais são os principais lideres sociais no processo de independência da América Espanhola? Pg.130.
7 – Que motivo (s) são considerados importantes na ruptura com a metrópole? Pg. 131.
8 – Na América do Sul alguns homens ficaram na história como aqueles que lutaram bravamente para libertar o seu povo ou região. Aponte os principais nomes e suas características de acordo com o texto? Pg.132.
9 – Como a experiência Cubana marcou o processo separação entre os povos americanos? Quais as suas particularidades?
10 – Quem eram os Caudilhos, de onde vieram, e o que defendiam?
O processo de independência da América portuguesa
1 – Quais foram às dificuldades encontradas por Portugal na primeira metade do século XVIII? Pg.139.
2 – Quais foram às ações de Portugal na segunda metade do século XVIII para sair da crise em que se encontrava? Pg.139.
3 – Quais foram as ações do Marques de Pombal para construir de fato um domínio da colonização portuguesa no Brasil no inicio do declínio das atividades de mineração? Pg. 139.
4 – As ações propostas pelo Marques de Pombal trouxeram resultados favoráveis para a coroa portuguesa? Pg.140.
5 – O que foi a medida conhecida como Alvará de 1785? Pg. 140.
6 – O que levou a Conjuração Mineira? Pg.140.
7 - O que foi a Conjuração Mineira, quem eram seus integrantes e o que eles desejavam? Pg.140 e 141.
8 – Entre todas as ações que desejam tomar os principais responsáveis pela Conjuração Mineira, existe uma que diz respeito aos trabalhadores na região. Explique. pg.141.
9 – Explique o que foi a Devassa da Inconfidência Mineira? Pg.141.
10 – Quais foram as inspirações da Conjuração Baiana ou Conjuração dos Alfaiates? Pg.142.
11 – Quais são as diferenças marcantes entre as Conjurações Mineiras e Baianas? Pg.142.
12 – Porque o movimento de Conjuração Baiana não deu certo? Quais foram as consequências para os envolvidos ligados ao povo? Pg. 143.
13 – Que fato marcou a antecipação da vinda da família real para o Brasil? Pg.144.
14 – Quais foram as principais mudanças políticas e econômicas realizadas na chegada ao Brasil? Pg. 145.
15 – Que mudanças a corte portuguesa promoveu no Rio de Janeiro? Pg.145.
16 – Apesar das novidades trazidas pelo corte portuguesa como era as condições da cidade e seus aspectos urbanos? Pg. 145.
17 – Quais são os motivos da Insurreição Pernambucana em 1817 seu principal nome, e o que fez o movimento se romper internamente entre os seus lideres? Pg. 147.
18 – Com a expulsão de Napoleão quais medidas foram tomadas pelo lideres portugueses?pg.148.
19 – Quais eram os partidos políticos existentes no Brasil em 1820? Quem eram seus lideres e quais as suas ideias? Pg.149.
20 – Como se deu a Independência do Brasil? Quais interesses estavam em jogo? Houve participação de todos os representantes da população na independência?