| Município | UF | Popul. 2012 | Homicídios | Taxa 2012 | Nacional | ||||
| 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | |||||
| Duque de Caxias | RJ | 867.067 | 606 | 582 | 576 | 519 | 472 | 54,4 | 215º |
| Nova Iguaçu | RJ | 801.746 | 337 | 277 | 411 | 374 | 409 | 51,0 | 264º |
| Japeri | RJ | 97.337 | 24 | 8 | 56 | 40 | 47 | 48,3 | 299º |
| Belford Roxo | RJ | 474.596 | 181 | 67 | 173 | 165 | 169 | 35,6 | 552º |
| Guapimirim | RJ | 53.527 | 7 | 7 | 12 | 13 | 19 | 35,5 | 557º |
| Magé | RJ | 230.568 | 81 | 79 | 71 | 95 | 81 | 35,1 | 568º |
| Queimados | RJ | 140.374 | 54 | 19 | 52 | 45 | 49 | 34,9 | 576º |
| Seropédica | RJ | 80.138 | 19 | 10 | 16 | 17 | 26 | 32,4 | 642º |
| São João de Meriti | RJ | 460.062 | 131 | 115 | 157 | 111 | 122 | 26,5 | 851º |
| Mesquita | RJ | 169.537 | 40 | 23 | 49 | 27 | 43 | 25,4 | 910º |
| Nilópolis | RJ | 157.986 | 73 | 21 | 58 | 52 | 29 | 18,4 | 1304º |
| Município | UF | Jovens 2012 | Homicídios | Taxa 2012 | Nacional | ||||
| 2008 | 2009 | 2010 | 2011 | 2012 | |||||
| Duque de Caxias | RJ | 222.992 | 356 | 343 | 304 | 278 | 230 | 103,1 | 135º |
| Nova Iguaçu | RJ | 204.028 | 185 | 126 | 233 | 185 | 210 | 102,9 | 137º |
| Belford Roxo | RJ | 122.482 | 116 | 34 | 96 | 94 | 86 | 70,2 | 246º |
| Mesquita | RJ | 41.845 | 23 | 11 | 24 | 13 | 28 | 66,9 | 257º |
| São João de Meriti | RJ | 114.815 | 79 | 59 | 90 | 67 | 71 | 61,8 | 276º |
| Queimados | RJ | 36.858 | 29 | 12 | 30 | 15 | 19 | 51,5 | 339º |
| Seropédica | RJ | 21.631 | 7 | 4 | 7 | 4 | 11 | 50,9 | 345º |
| Magé | RJ | 58.945 | 39 | 44 | 38 | 38 | 29 | 49,2 | 356º |
| Guapimirim | RJ | 14.002 | 1 | 2 | 4 | 7 | 6 | 42,9 | 403º |
| Nilópolis | RJ | 37.904 | 49 | 13 | 32 | 31 | 14 | 36,9 | 457º |
sexta-feira, 19 de junho de 2015
MAPA DA VIOLÊNCIA NA BAIXADA FLUMINENSE -
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Presidente da comissão explica como concurso será preparado. 2º grau e R$10.578
Após o Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-Rio) ter instalado a comissão organizadora do concurso para técnico de controle externo, o presidente do grupo responsável pela seleção, procurador José Ricardo Pereira de Castro, explicou como será desenvolvido o trabalho de preparação do concurso. Segundo ele, o próximo passo é agendar a primeira reunião para traçar um plano de ação.
"Ainda irei marcar a reunião com os membros da comissão, para criamos esse plano. No entanto, a primeira medida é verificar qual vai ser a organizadora. Iremos defini-la por dispensa ou licitação, o que também será resolvido. A Secretaria Municipal de Administração (SMA-Rio) é a mais cotada, porque costuma organizar os concursos da área de Controle Externo. No entanto, vamos olhar para o 'horizonte' e observar outras possibilidades também. Somente após definir a banca é que saberemos quando o edital poderá sair, mas a previsão de divulgá-lo após o concurso de procurador e auditor está mantida", assinalou.
A comissão, instalada na última segunda-feira, dia 15, é composta ainda pelos servidores Carlos Augusto Pereira Werneck de Carvalho, Maria Bethania Villela Naef Taddeu e Alexandre Angeli Cosme. O grupo irá se reunir até duas vezes por mês para preparar o concurso. O presidente do tribunal, Thiers Montebello, já havia informado que a SMA-Rio é a mais cotada para assumir a seleção. Além da banca, a comissão precisa confirmar como os candidatos serão selecionados.
Thiers adiantou que haverá duas provas objetivas, cada uma com quatro disciplinas. A intenção é que um exame seja aplicado pela manhã e o outro à tarde. O cronograma do concurso é outra pendência, que será resolvida pela comissão. O TCM-Rio oferecerá 15 vagas de técnico, cargo de nível médio com remuneração de até R$10.578,22. Thiers Montebello revelou, porém, que serão contratados 50 aprovados durante o prazo inicial de validade, de dois anos, prorrogável por igual período.
O edital, também de acordo com o presidente, será publicado após a convocação dos aprovados na seleção de auditor e procurador. O presidente tem o desejo de que isso ocorra em outubro, quando poderá ser divulgado o documento. O tribunal informou ainda que os exames deverão versar sobre Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Financeiro, Controle Externo e Noções de Informática. Resta, portanto, definir uma matéria, que, segundo especialistas, deve ser Auditoria. Isso também será resolvido pela comissão.
Vantagens - O técnico do TCM-Rio tem ganhos iniciais de R$8.130,22, somando vencimento de R$1.152,22, gratificação de R$6.120 e auxílio-alimentação de R$858. Após três meses, a remuneração passa para R$10.578,22, já que são somados os encargos especiais de R$2.448. Os servidores do TCM-Rio têm direito ainda a auxílio-saúde, que reembolsa até R$990; auxílio-creche, para quem tem dependentes de até seis anos, de R$1.020; e auxílio-educação, para quem tem dependentes de até 17 anos, também de R$1.020. O tribunal contrata pelo regime estatutário, com estabilidade. O procurador José Ricardo Pereira de Castro, que comandará a comissão, deixou também uma mensagem aos interessados no concurso. "Prossigam estudando, que só não passa quem desiste. Sou servidor concursado, estou fazendo cinco anos de tribunal e confirmo que o caminho para conseguir a vaga é se dedicando muito."
Rio abre inscrições para professor na segunda, 22
Daqui a menos de uma semana, na próxima segunda-feira, dia 22, a Prefeitura do Rio de Janeiro iniciará o prazo de inscrições para o concurso da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-Rio), com 110 vagas para professor de Educação Infantil, que exige nível médio na modalidade Normal, curso normal superior ou licenciatura em Pedagogia, com habilitação em docência na Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental ou específica para Educação Infantil.
A seleção reserva 20% das vagas para professores negros e índios e 5% para deficientes. Esses docentes receberão remuneração inicial de R$4.080,22 (sendo R$3.515,87 de salário base, R$264 de auxílio-alimentação, R$149,60 de auxílio-transporte e R$150,55 de bônus cultura), para carga der 40 horas semanais. Onze Coordenadorias Regionais de Educação do Rio (CREs), que abrangem diversos bairros, receberão esses novos professores.
Das 10h de 22 de junho até o dia 8 de julho, os candidatos poderão se inscrever, no site da Secretaria Municipal de Administração (SMA-Rio), a organizadora. Depois de se cadastrarem, eles devem pagar uma taxa, no valor de R$70. Para quem não dispõe de condições financeiras, a banca disponibilizará, entre os dias 22 e 25 deste mês, um formulário de isenção da taxa. Após preencher esse documento, no site da SMA-Rio, os concorrentes deverão entregá-lo impresso entre 30 de junho a 3 de julho, em um dos locais indicados no edital (nos bairros do Centro, Tijuca ou Bangu, das 10h às 13h ou das 14h às 16h), junto com os documentos comprobatórios de isenção.
O concurso será composto por provas objetivas, discursivas, de títulos e de experiência profissional, além de curso de formação e exame prático de aula. O cronograma dessas avaliações deverá ser divulgado nos próximos dias. O concurso tem prazo de validade de um ano, podendo dobrar. Em evento recente, a secretária de Educação carioca, Helena Bomeny, falou sobre a seleção.
"A importância do concurso é a de termos bons professores trabalhando na Educação Infantil. As pesquisas mostram que, o aluno que entrou na Educação infantil e teve um trabalho qualificado, irá para uma alfabetização muito mais seguro", ressaltou, destacando que há pressa na convocação dos aprovados, mas que é preciso seguir os trãmites da seleção. "Após a aprovação, tem a perícia. Além disso, ele tem que fazer o curso na escola de formação, pois nós achamos que os docentes tem muita teoria e pouca prática", finalizou.
SERVIÇO
Inscrições e isenção: http://concursos.rio.rj.gov.br/
Entrega dos documentos de isenção: Rua República do Líbano, 54, Fundos, Centro; Rua Desembargador Isidro, 41, Tijuca; Rua Biarritz, 31, Bangu
SERVIÇO
Inscrições e isenção: http://concursos.rio.rj.gov.br/
Entrega dos documentos de isenção: Rua República do Líbano, 54, Fundos, Centro; Rua Desembargador Isidro, 41, Tijuca; Rua Biarritz, 31, Bangu
PREFEITURA DE CAXIAS ABRE INSCRIÇÕES PARA CONCURSO PÚBLICO
A prefeitura de Duque de Caxias inscrições até o dia 7 de julho, para o Concurso Público para os cargos de analista ambiental, analista em edificações, auditor fiscal tributário, analista de obras e fiscal do Procon, em um total de 48 vagas, sendo 16 delas para contratação imediata e o restante para cadastro de reserva. Há vagas para negros, índios e portadores de deficiência. Todos os cargos destinam-se a nível Superior e o salário inicial é de R$3.500. A taxa de inscrição é de R$ 180 e deve ser paga até o dia 8 de julho. A prova será realizada dia 16 de agosto.
O prefeito Alexandre Cardoso destacou a importância do concurso para a cidade, lembrando que há cerca de 30 anos não é realizado concurso para estes cargos. “A última contratação de um fiscal tributário, por exemplo, ocorreu há 29 anos. Caxias não conta com fiscal ambiental”, revela.
A divulgação do resultado está prevista para setembro, e a contratação dos primeiros 16 aprovados, logo em seguida. O prefeito Alexandre Cardoso não descarta a possibilidade da contratação de uma parte do cadastro de reserva, após a posse dos 16 classificados.
O Concurso Público da Prefeitura de Duque de Caxias é destinado a candidatos com graduação em Geografia, Direito, Arquitetura, Engenharia Civil, Química, Contabilidade, Administração, Agronomia, Economia e Urbanismo, entre outros.
SERVIÇO:
Atividade: Concurso Público para a Prefeitura de Duque de Caxias
Prazo final da inscrição: 7 de julho.
Inscrições: Somente pelo site www.ibeg.org.br.
Taxa de inscrição: R$ 180
Cargos: Analista ambiental, analista em edificações, auditor fiscal tributário, analista de obras e fiscal do Procon.
Total de vagas: 48 (16 contratações imediatas e 32 para cadastro de reserva).
Data da prova: 16 de agosto.
Nível de escolaridade: Superior
Graduação: Geografia, Direito, Arquitetura, Engenharia Civil, Química, Contabilidade, Administração, Agronomia, Economia e Urbanismo
BANDITISMO SINDICAL TENTA IMPEDIR ELEIÇÕES DOS SINDICATOS DOS COMERCIÁRIOS DO RJ
Mais de 200 capangas, transportados em dois ônibus que vieram de São Paulo, invadiram e depredaram a sede do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, na Rua André Cavalcanti na Lapa. O atentado ocorreu na madrugada dessa quarta-feira (17) e, segundo os próprios presos, foi feito por pessoas contratadas para tumultuar o processo eleitoral. Como o Brasil inteiro está acompanhando, o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro passa por processo eleitoral que está sendo realizado pela justiça do trabalho após a mesma intervir no Sindicato e pôr fim a décadas de controle da máquina sindical pela família Mata Roma. Esse sequestro da entidade sindical deixou um rombo de cerca de R$ 100 milhões nos cofres do sindicato, já confirmado pela auditoria realizada pela intervenção. Junto com os capangas armados com cassetetes, rojões e outros tipos de armamentos foi encontrado também material da Chapa 3, patrocinada pela UGT e aliada da família Mata Roma.
Segundo a polícia, os detidos confessaram que foram contratados para fazer confusão na eleição que está marcada para acontecer nesta quarta. Com eles foram apreendidos rojões, cassetetes e soco inglês. Os oito andares do prédio do sindicato foram depredados. O Batalhão de Choque da Polícia Militar está ajudando na transferência dos presos. O interventor José Carlos Nunes, nomeado pela Justiça para atuar no sindicato em meio a denúncias de corrupção, uso inapropriado do sindicato e nepotismo, afirmou que a eleição está mantida e o processo transcorre sem maiores problemas até o momento.

Havia sujeira e depredação por todos os lados, numa ação inconsequente que causa mais danos ao patrimônio dos trabalhadores.
Capitania hereditária sindical
A família Mata Roma está à frente do Sindicato dos Comerciários há quase 50 anos. Luizant Mata Roma, nomeado pelo governo militar, foi o presidente durante 40 anos. Quando morreu em 2006, o filho dele – Otton da Costa Mata Roma – assumiu o cargo. Na lista de funcionários se encontram 15 pessoas da família Mata Roma com salários que variavam entre R$ 10 mil e R$ 23 mil. Uma auditoria contratada pela Justiça investigou a contabilidade entre os anos de 2009 e 2014 e descobriu um rombo de R$ 100 milhões. O valor reúne as diferenças encontradas nas contas do sindicato, despesas suspeitas com advogados, dívidas em impostos, juros e multas e outros gastos.
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro repudia as manobras golpistas e truculentas que tentam impedir que o legítimo processo eleitoral devolva o sindicato à categoria, desejo antigo dos comerciários do Rio de Janeiro. O atentado feito à sede do Sindicato dos Comerciários é um ato grave e precisa ser condenado por todos aqueles que lutam pelas liberdades democráticas. Esse fato denuncia que essa prática mafiosa que não tem mais espaço no movimento sindical e precisa ser extirpada do nosso meio. Lamentamos profundamente que existam centrais sindicais que se prestem ao papel de atuar ou apoiar esse tipo de atividade golpista que acaba por manchar a imagem de todo o movimento sindical. A CTB e seus militantes, no entanto, não irá se intimidar e seguimos na luta para resgatar não só o Sindicato dos Comerciários para os trabalhadores, mas lutar para libertar todos aqueles sindicatos ainda atrelados a essas máfias que desprezam a democracia e a participação dos trabalhadores e das trabalhadoras nas decisões das suas entidades representativas.
Abaixo, imagens do material apreendido com os capangas que invadiram a sede do sindicato dos comerciários na tentativa de inviabilizar as eleições.
CETEBISTAS PARTICIPAM DE ELEIÇÃO DO SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS DO RJ
Os trabalhadores comerciários do Rio de Janeiro estão em processo eleitoral. Após anos da entidade sob o controle da família Mata Roma, os trabalhadores finalmente vão ter a chance de tomar para si de volta o sindicato da categoria.
O Sindicato dos Empregados do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, há três décadas sob o controle da dinastia Mata Roma acabou por se transformar numa entidade completamente afastada da base e acusada de inúmeras irregularidades sofreu intervenção por decisão do juiz Marcelo Moura, da 19ª Vara do Trabalho. O empresário do ramo de aviação Otton Mata Roma, terceiro membro do clã a ocupar a presidência do sindicato e com vencimentos mensais de R$ 52 mil, foi sumariamente afastado do cargo. Otton Mata Roma, segundo a ação que gerou a intervenção não pertencia à categoria e era proprietário de duas empresas de táxi aéreo.
Antes de Otton, que comanda o sindicato há oito anos, o presidente era seu pai, Luisant Mata Roma, já falecido, que passou a controlar o sindicato graças às suas ligações com a ditadura militar. Ele permaneceu no cargo por 36 anos. Atualmente, a mãe, a mulher, duas irmãs e a tia do presidente trabalham no sindicato, com salários mensais que vão de R$ 8 mil a R$ 32 mil. Enquanto isso, no último acordo coletivo assinado para a categoria o sindicato autoriza que o empregador pague aos comerciários somente R$ 675 mensais, valor menor do que o salário mínimo nacional.
Com o novo processo eleitoral, os trabalhadores comerciários vão ter a chance de trazer a entidade sindical de volta para a luta da categoria. Representante da Chapa 1 – A Hora da Mudança, o candidato à presidente da entidade e militante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Marcio Ayer, acredita que chegou a hora da mudança para os comerciários do Rio de Janeiro
– Estamos diante da possibilidade de devolvermos o sindicato para os comerciários, resgatando seu papel de agente principal na luta por melhores condições de trabalho, salário digno e por mais direitos. É hora de dar o troco em todos esses anos que a nossa categoria foi vendida aos patrões e contamos com o apoio da categoria para construir uma nova realidade para os comerciários do Rio de Janeiro.
Relator da PEC da maioridade penal diz que mudou texto para atender partidos
Depois de quase uma hora e meia de reunião e de tentativas de obstrução por parte dos parlamentares contrários à PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, foi iniciada a discussão do relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF) na comissão especial que analisa o texto.
O primeiro a falar foi o próprio relator, que justificou as alterações que fez na primeira versão do seu parecer, apresentado na semana passada. Ele anunciou hoje que seu novo texto prevê a redução apenas nos casos de crimes hediondos (como estupro e latrocínio), lesão corporal grave e roubo qualificado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias). As penas previstas serão cumpridas pelos adolescentes em ambiente separado dos adultos.
Bessa disse ter aproveitado em grande parte o voto em separado apresentado pelo deputado Jutahy Junior (PSDB-BA). O relator fez questão de ressalvar que sua posição pessoal é bem mais contundente do que a registrada na complementação de voto, mas decidiu acatar a sugestão de Jutahy Junior “para atender às diversas posições partidárias e ao clamor da sociedade pela repressão aos crimes de maior gravidade cometidos por adolescentes”.
O deputado afirmou ainda que está convicto que um cidadão de 16 anos é capaz de entender o que é certo e errado, lícito ou ilícito. E ressaltou que essa convicção vem de 30 anos de enfrentamento a “bandidos e delinquentes menores nas ruas” (o deputado já foi delegado).
Dilma veta mudança no fator previdenciário
Em nota, governo diz editará medida provisória com uma regra de transição.
A Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto informou na noite desta quarta-feira que, para "garantir a sustentabilidade da Previdência", a presidente Dilma Rousseff decidiu vetar a proposta do Congresso que alterou a aplicação do fator previdenciário. Dilma vai apresentar uma medida provisória com uma regra de transição. As razões do veto serão publicadas no Diário Oficial.
Na prática, a fórmula 85/95 permite que os trabalhadores se aposentem mais cedo do que pelo cálculo do fator previdenciário. O fator reduz o valor do benefício para quem se aposenta antes da idade mínima de 60 anos, para as mulheres, e 65, no caso dos homens: quanto mais cedo a aposentadoria, menor o benefício.
O governo argumenta que a fórmula aprovada pelo Congresso compromete a sustentabilidade da Previdência, principalmente no longo prazo. As centrais sindicais já anunciaram que, caso Dilma vete a medida, irão ao Congresso Nacional pedir a derrubada do veto.
Ontem (16) à noite, manifestantes fizeram uma vigília em frente ao Palácio do Planalto em defesa da alternativa ao fator previdenciário. As seis maiores centrais foram recebidas no Palácio do Planalto esta semana e manifestaram posição conjunta contra o veto.
Plenário aprova criação de prazo para políticos mudarem de partido
Debate
Favorável à mudança, o deputado Silvio Costa (PSC-PE) destacou que, atualmente, a mudança de partido sem perda de mandato já é permitida para senadores, governadores e prefeitos. “Eles podem mudar de partido, mas deputados não”, disse.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Multa pesada para cartão de crédito não solicitado
Súmula do STJ abre caminho para correntista bancário ser indenizado em caso de desrespeito
Luisa Brasil
Rio - Decisão do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) vai ajudar a coibir o envio de cartões de crédito não
solicitados a correntistas de bancos, prática comum no país. O tribunal
publicou a Súmula 532, entendendo que o envio de cartão ao cliente, sem
que ele tenha pedido o serviço, é abusivo e pode ser punido com
indenização e multa. Para os ministros, há ilegalidade também quando o
cliente solicita um cartão de débito e o banco manda o “cartão
múltiplo”, que possui a a função de crédito acoplada.
Auxiliar
administrativa, Juliane já recebeu cartões não solicitados, mas nunca
acionou a Justiça por considerar ser um procedimento cansativo
Foto: João Laet / Agência O Dia
O Código de Defesa do Consumidor e o
Banco Central já vedam esta prática, mas o dispositivo do STJ fortalece
na Justiça a reclamação dos clientes contra as instituições financeiras.
INDENIZAÇÃO DE R$ 158 MIL
As súmulas são decisões que orientam a tomada de decisão de juízes de todas as instâncias, em casos em que há um entendimento repetido nos julgamentos. A redação do STJ diz que “constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de multa administrativa”.
O caso que gerou a publicação deste entendimento foi um processo de uma consumidora que recebeu um “cartão múltiplo” do Santander, com as funções de crédito e débito, tendo pedido apenas o débito. O banco alegou que a função do crédito estava desativada e recorreu contra a decisão de segunda instância, que fixou multa de R$ 158 mil, mas o STJ manteve a condenação.
Segundo Ione Amorim, economista do Instituo Brasileiro de Defesa do Consumidor, a decisão do tribunal foi acertada, pois os consumidores podem ter problemas mesmo com cartões desativados, ficando sujeitos à cobrança de tarifas indevidas e à clonagem de cartões.
“Os bancos procuram alternativas para continuar mandando os cartões. Eles falam que o cartão está bloqueado, mas lógico que há um problema. Ele pode ser interceptado, clonado, e o cliente só vai perceber isso quando seu nome já está negativado”, afirma. Ela diz ainda que a prática se relaciona com o aumento do endividamento das famílias, principalmente das mais humildes, que não são habituadas a lidar com este tipo de produto.
“Muitas famílias de baixa renda se sentem prestigiadas quando recebem o cartão, pois isso era uma realidade rara antes da estabilização econômica. Essas pessoas ganham limites incompatíveis com a renda e este é um fator de estímulo do superendividamento”, afirma.
Cliente deve procurar instituição e registrar queixa
Segundo Ione Amorim, do Idec, o cliente que recebeu um cartão não solicitado deve procurar primeiro a instituição que enviou o produto e pedir seu cancelamento. Ela também orienta que a pessoa registre queixa no Procon e no Banco Central, pois estas instituições possuem força para cobrar medidas mais efetivas dos bancos, como multas administrativas.
“Os recursos são destinados a um fundo dos direitos difusos, que trabalham nas causas que contribuam para a vida do consumidor”, explica, afirmando que o valor da multa aplicado ao Santander, de R$ 158 mil, é pouco diante do poderio econômico da empresa.
Segundo o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), um sistema que reúne informações dos Procons estaduais, os cartões de crédito ficaram em quarto lugar no ranking de reclamações de 2014, com 153.286 queixas no país, ou 6,5% do total. O Banco Central teve 838 registros por “cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados” no segundo semestre de 2014.
A Justiça pode ser acionada no caso de prejuízos decorrentes do envio. “No caso de a pessoa ter sido vítima de clonagem, se houver cobrança de anuidade ou alguma tarifa por seguro do cartão, ou se a instituição não reconhecer a abusividade, essas questões podem ser colocadas na Justiça”, orienta.
A auxiliar administrativa Juliane Gonçalves, 24 anos, afirma que já recebeu cartões não solicitados várias vezes, mas nunca pensou em acionar a Justiça, pois considera um procedimento cansativo e moroso. “Recebo cartão de crédito com frequência. Como não pretendo usar, apenas quebro. A melhor saída é ignorar”.
Aposentado na ativa pode sacar FGTS mensalmente
Para ter esse direito, é preciso que o empregado continue na empresa pela qual deu entrada no benefício do INSS e tenha carteira de trabalho assinada
Stephanie Tondo
Rio - São muitos os casos de
aposentados que continuam trabalhando para complementar a renda. Mas o
que poucos sabem é que essas pessoas podem resgatar mensalmente o Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seja para usá-lo ou, de
preferência, investir em uma aplicação que renda mais.
Basta ir até a Caixa para pedir a transferência para conta pessoal do dinheiro depositado todo mês no fundo
Foto: ABr
Para ter esse direito, é preciso que o
empregado continue na empresa pela qual deu entrada no benefício do
INSS e tenha registro na carteira de trabalho. Presidente do Instituto
Fundo Devido ao Trabalhador, Mário Avelino explica que o resgate do
depósito é uma opção exclusivamente do trabalhador. “A empresa deposita
normalmente. Se o funcionário quiser retirar o dinheiro do fundo, basta
ir até a Caixa Econômica Federal e informar que deseja ter esse depósito
mensal transferido para a conta dele”, afirma.
O empregador deposita no FGTS por mês um
percentual fixo de 8% sobre o salário do empregado. Isso significa que
um aposentado na ativa com remuneração de R$ 1 mil no trabalho poderia
sacar do fundo R$ 80 por mês. Mas vale a pena lembrar que a data de
vencimento do depósito é no dia 7 de cada mês, e que a transferência
para a conta solicitada pelo trabalhador leva pelo menos 15 dias.
Para Mário Avelino, o mais recomendável é que o aposentado que continua trabalhando transfira o dinheiro do FGTS para uma poupança ou qualquer outra aplicação que renda mais. “Se a pessoa pode sacar, aconselho que saque. Dinheiro no fundo de garantia é prejuízo certo”, avalia o especialista.
Rendimento do fundo está defasado
Enquanto o FGTS rende juros de 3% ao ano (mais a Taxa Referencial), a poupança rende 6,17% (mais a TR) nesse mesmo período. É mais que o dobro de diferença, isso porque a caderneta ainda perde para a inflação, que encerrou os últimos 12 meses em 8,24%, segundo a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de maio.
O trabalhador que retirar o dinheiro do fundo e aplicar no Tesouro Direto, por exemplo, pode ter rendimento equivalente à taxa Selic, ou seja, 13,75% ao ano. Esse percentual é mais de quatro vezes maior que os juros dados pelo Fundo de Garantia.
Segundo Mário Avelino, do Instituto Fundo Devido ao Trabalhador, o modelo de atualização monetária do FGTS não repõe a inflação. “Desde 1999 o governo pratica esse confisco. Só este ano, deixou de creditar R$ 34 bilhões”, explica.
AGU evita prejuízo de R$ 1 milhão com erros do INSS
Uma unidade da Advocacia-Geral da União (AGU) economizou quase R$ 1 milhão aos cofres públicos em apenas três meses ao demonstrar equívocos em cálculos de cobranças judiciais. Quase a totalidade do valor — que a Procuradoria Seccional Federal (PSF) em Ji-Paraná (RO) evitou ser pago indevidamente entre março e maio de 2015 — está relacionada ao repasse de benefícios previdenciários pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a a procuradora federal responsável pela unidade, Giovanna Zanet, os erros mais recorrentes nos cálculos são: equívocos na data inicial e final do benefício, incidência incorreta de juros de mora, inclusão de parcelas já pagas administrativamente e de 13º nos benefícios da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). O benefício de prestação continuada, pago a idosos com mais de 65 anos e deficientes desde que a renda familiar seja menor que um quarto do salário mínimo, não prevê o pagamento desta parcela.
Calcule a aposentadoria pelo fator 85/95
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2015/05/noticias/dinheiro/3897077-calcule-a-aposentadoria-pelo-fator-85-95.html
Nova fórmula aprovada pela Câmara pode permitir que 15 mil segurados se aposentem mais cedo por ano. Cálculo também aumenta benefício em até 40%
A criação da fórmula 85/95 como alternativa ao fator
previdenciário vai permitir que, por ano, aproximadamente 15 mil
segurados do Espírito Santo antecipem a aposentadoria sem riscos de
serem afetados por perdas significantes na renda. É que a norma,
aprovada na última quarta-feira pela Câmara, na prática dá ao
trabalhador o direito de receber o benefício integral ainda que ele não
tenha completado a idade mínima exigida pelo Instituto Nacional de
Seguro Social (INSS) nessas operações.
A estimativa de
favorecidos é com base no número de aposentadorias por idade concedidas
no ano passado pela Previdência. Dos 20 mil benefícios realizados pelo
Regime Geral, apenas 30% foram por tempo de contribuição. O restante foi
liberado àqueles com idade acima de 60 anos (mulheres) e de 65 anos
(homens).
As normas, que integram uma emenda apresentada à Medida
Provisória 664 do ajuste fiscal, ainda precisam passar pelo Senado. Se
aprovadas e sancionadas pela presidente Dilma Rousseff, as mudanças
entram em vigor a partir do ano que vem.
Apesar de trazer
impactos para os cofres públicos, a fórmula 85/95 é vantajosa ao
trabalhador por aumentar o valor do benefício de forma expressiva. As
mulheres, as mais prejudicadas hoje pelo fator previdenciário, podem
conseguir vencimentos até 40% maior do que pelo modelo atual. Já as
verbas salariais dos homens, de acordo com especialistas, podem ter
aumento de cerca de 20%.
A medida, no entanto, não põe fim ao
fator previdenciário. Caso o trabalhador decida se aposentar antes de
atingir a marca, o INSS poderá aplicar o redutor.
Pressão
Uma
nova forma de cálculo da aposentadoria é uma reivindicação antiga dos
trabalhadores. Hoje, devido ao fator previdenciário, há casos de
segurados que, ao requererem o benefício por tempo de contribuição, veem
a renda cair pela metade.
Pela fórmula escolhida pelo Congresso,
a soma do período de trabalho mais a idade para as mulheres que
quiserem se aposentar com benefício integral terá que atingir 85. Para
os homens, o resultado desse cálculo terá que dar no mínimo 95.
Um
homem, por exemplo, de 53 anos de idade e com 35 anos de contribuição,
ao se aposentar pela regra atual recebe apenas 65% do benefício. Para
receber 100%, ele precisaria trabalhar mais 12 anos. Com o fator 85/95,
essa mesma pessoa, para ganhar integralmente a aposentadoria, precisa
trabalhar apenas mais 3,5 anos.
Entenda as mudanças
Fator previdenciário
O cálculo visa à punição
daqueles que se aposentam com idade inferior a 60 anos (mulheres) e 65
anos (homens) ou que tenham idade, mas contribuíram menos de 35 anos
(homens) e 30 anos (mulheres).
Quando foi criado?
Foi
criado em 1999 para conter os gastos da Previdência. Um estudo da
Câmara dos Deputados estima que, desde 2000 até o final de 2011, o fator
tenha gerado economia de R$ 55 bilhões.
Como funciona?
É
uma fórmula complexa que se baseia na idade do trabalhador, tempo de
contribuição à Previdência Social, expectativa de sobrevida do segurado.
Fator 85/95
É
a possibilidade de o trabalhador se aposentar antes de completar a
idade exigida para benefício integral desde que a soma da idade e do
tempo de contribuição atinja 85 para mulheres e 95 para homens. Para
professoras, de acordo com a emenda, a soma deve ser 80 e para
professores, 90.
É o fim do fator previdenciário?
Não.
Se o trabalhador decidir se aposentar antes, a emenda estabelece que a
aposentadoria continua sendo reduzida por meio do fator previdenciário.
Vantagens e desvantagens
Fórmula 85/95 abala esforço do governo pelo equilíbrio fiscal
Enfraquecida diante do Congresso, a presidente Dilma Rousseff terá
dificuldades para concretizar o ajuste fiscal tão necessário para
segurar as contas do governo. A aprovação de uma regra alternativa ao
fator previdenciário em meio aos debates sobre cortes de direitos
trabalhistas e previdenciários vai trazer repercussões negativas
imediatas aos cofres do Tesouro, no entanto, em dez anos elevará em R$
40 bilhões as despesas com benefícios previdenciários.
O
especialista em Previdência e pesquisador do IPEA, Paulo Tafner afirma
que a ideia de implementar o fator 85/95 não foi algo que surgiu do
acaso. “As reduções nos gastos com pensões por morte serão compensadas
com um aumento nos custos com a aposentadoria. Não podemos dizer que o
Congresso deu uma rasteira na presidente. Ela deu uma ‘pernada’ nela
mesma ao não ter acertado essa questão de uma maneira mais
transparente”.
Foto: Divulgação
Arilda Teixeira considera mudança desastrosa
Tafner critica o discurso dúbio sobre o ajuste. “Mesmo que
perdesse a popularidade, seria ideal o governo mostrar com clareza a
real situação da Previdência. Temos um cenário preocupante, de uma
população que está envelhecendo e de um aumento na expectativa de vida
sem que haja aumento na arrecadação”.
O pesquisador defende o fim
do fator previdenciário, a fixação de uma idade mínima e a equiparação
das aposentadorias de homens e mulheres. “No serviço público, o
trabalhador deve atingir 60 anos de idade e 35 anos de contribuição para
se aposentar. É pouco ainda. O ideal é ampliar essa exigência aos
segurados do INSS e ao funcionalismo de forma progressiva até chegar aos
65 anos”, afirma.
Para a professora da Fucape Arilda Teixeira,
essa pré-disposição para colocar um fim no fator previdenciário terá
impactos de curto e longo prazo.
“Quando alterou as regras do
seguro-desemprego e aprimorou a redação das pensões, o governo queria
evitar os abusos. A intenção era convergir para um equilíbrio e tornar o
orçamento mais exequível. A aprovação de uma nova regra para
aposentadoria dificulta o esforço atual de um ajuste fiscal, mas é no
longo prazo que temos que nos preocupar mais. É uma atitude
irresponsável tirar o fator previdenciário. Falta um debate sincero e
honesto do Congresso com a sociedade para explicar porque as regras para
aposentadoria são mais rígidas”, afirma.
Arilda ainda explica
que problema da Previdência é uma consequência de anos de má gestão.
“Além da alta informalidade e do baixo crescimento do país, os recursos
previdenciários tiveram uma administração vexatória. Se não fosse por
isso, os fundos arrecadados até agora seriam suficientes para pagar os
aposentados sem onerar a União”.
Despesas atrasadas prejudicam ajuste
De janeiro a abril, o governo reduziu em 3,1% as suas despesas. A
economia, porém, foi feita basicamente ceifando investimentos. As
despesas correntes - que são aquelas que sustentam a máquina pública -
continuaram a crescer. Tiveram alta de 4%. Quando se olha o que mais
pressionou os gastos, um detalhe chama a atenção: a equipe econômica foi
obrigada a gastar mais - quando tinha de poupar - para poder sanar
contas herdadas da gestão anterior.
Levantamento realizado pelo
economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, mostra que
na lista das cinco despesas que mais cresceram, de janeiro a abril,
todas foram sobrecarregadas com acertos de pendências.
A conta
adicional desse conjunto de despesas foi de R$ 12,7 bilhões. As chamadas
“indenizações e restituições” cresceram impressionantes 221%, gerando
um adicional de R$ 2,5 bilhões. Entre elas estavam transferências
atrasadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As
despesas de exercícios anteriores” mais que dobraram - alta de 105,7%.
Entre os R$ 3,1 bilhões adicionais, o destaque eram pendências com
fornecedores na área da saúde. Além disso, R$ 1,4 bilhão (alta de 59%)
incluíam pendências com bolsas de estudos, entra elas as do programa
Ciência Sem Fronteiras, que mantém universitários brasileiros no
exterior. Cerca de R$ 3,7 bilhões (alta de 65%) cobriram compensações à
Previdência. Nessa conta estão as despesas com a desoneração da folha de
pagamento, que a Fazenda tenta extinguir.
Os números do ajuste
R$ 122 bilhões. A equipe da presidente Dilma
Rousseff realizou um projeto de ajuste fiscal que beira os R$ 122
bilhões entre corte de gastos e aumento de impostos para conter o
endividamento e trazer equilíbrio ao orçamento da União.
R$ 75 bilhões.
No plano de ajustes, o governo limitou o orçamento dos ministérios. Os
gastos com investimentos, restos a pagar, custeio e obras do PAC não
podem ultrapassar R$ 75 bilhões no período de janeiro a abril.
R$ 58 bilhões.
É quanto o governo deve economizar com os ajustes estimados. A redução
de gastos pode afetar obras como PAC e o Minha Casa Minha Vida. Já há
relatos de atrasos dos repasses às construtoras.
R$ 18 bilhões.
Em dezembro de 2014, o governo alterou o acesso a diversos benefícios
sociais. Entre as regras mudadas estão o seguro-desemprego e a concessão
das pensões. Pela MP aprovada pela Câmara, os cônjuges só poderão
requerer pensão por morte do companheiro se o tempo de união estável ou
casamento for de mais de dois anos e o segurado tiver contribuído para o
INSS por, no mínimo, um ano e meio. Antes, não era exigido tempo mínimo
de contribuição para que os dependentes tivessem direito ao benefício,
mas era necessário que, na data da morte, o segurado estivesse
contribuindo para a Previdência Social.
R$ 10 bilhões.
O governo também apertou o cerco ao trabalho informal criando novos
programas e mecanismos de fiscalização. O governo também prevê
digitalizar multas aplicadas a trabalhadores e empresas, para facilitar a
cobrança. Com as ações de fiscalização, a ideia é também aumentar a
arrecadação em R$ 10 bilhões. O dinheiro será direcionado ao Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço e para o Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Parte também poderá ser direcionada aos cofres da Previdência.
R$ 12 bilhões.
É um impacto estimado com as ações de aumento das alíquotas de
PIS/Cofins e volta da Cide Combustíveis. Serão R$ 0,22 para o preço da
gasolina e R$ 0,15 sobre o diesel. A Petrobras repassou a alta do
combustível aos consumidores desde fevereiro.
R$ 7,4 bilhões.
É quanto o governo pretende arrecadar com o aumento da alíquota de IOF,
incidente sobre o crédito da pessoa física. As alíquotas aplicadas
foram reajustas de 1,5% ao ano para 3%.
R$ 5,3 bilhões.
Governo começou a rever a política de desoneração da folha de
pagamento, aumentando os impostos e reduzindo os benefícios a empresas,
que antes pagavam entre 1% e 2% sobre a receita bruta.
R$ 5 bilhões.
A volta da alíquota cheia do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI) para veículos foi uma das ações para controlar o desajuste fiscal.
A alíquota dos modelos 1.0, que era de 3%, subiu para 7%. Para aqueles
com motor entre 1.0 e 2.0, a alta foi de 9% para 11%. Nessa faixa e para
carros com motores de maior capacidade volumétrica e com motores a
gasolina, o imposto subiu de 10% para 13%.
R$ 381 milhões.
É o impacto da equiparação tributária do atacadista do setor de
cosméticos ao setor industrial. A medida começa a valer agora em junho
de 2015.
A estimativa de favorecidos é com base no número de aposentadorias por idade concedidas no ano passado pela Previdência. Dos 20 mil benefícios realizados pelo Regime Geral, apenas 30% foram por tempo de contribuição. O restante foi liberado àqueles com idade acima de 60 anos (mulheres) e de 65 anos (homens).
As normas, que integram uma emenda apresentada à Medida Provisória 664 do ajuste fiscal, ainda precisam passar pelo Senado. Se aprovadas e sancionadas pela presidente Dilma Rousseff, as mudanças entram em vigor a partir do ano que vem.
Apesar de trazer impactos para os cofres públicos, a fórmula 85/95 é vantajosa ao trabalhador por aumentar o valor do benefício de forma expressiva. As mulheres, as mais prejudicadas hoje pelo fator previdenciário, podem conseguir vencimentos até 40% maior do que pelo modelo atual. Já as verbas salariais dos homens, de acordo com especialistas, podem ter aumento de cerca de 20%.
A medida, no entanto, não põe fim ao fator previdenciário. Caso o trabalhador decida se aposentar antes de atingir a marca, o INSS poderá aplicar o redutor.
Pressão
Uma nova forma de cálculo da aposentadoria é uma reivindicação antiga dos trabalhadores. Hoje, devido ao fator previdenciário, há casos de segurados que, ao requererem o benefício por tempo de contribuição, veem a renda cair pela metade.
Pela fórmula escolhida pelo Congresso, a soma do período de trabalho mais a idade para as mulheres que quiserem se aposentar com benefício integral terá que atingir 85. Para os homens, o resultado desse cálculo terá que dar no mínimo 95.
Um homem, por exemplo, de 53 anos de idade e com 35 anos de contribuição, ao se aposentar pela regra atual recebe apenas 65% do benefício. Para receber 100%, ele precisaria trabalhar mais 12 anos. Com o fator 85/95, essa mesma pessoa, para ganhar integralmente a aposentadoria, precisa trabalhar apenas mais 3,5 anos.
O cálculo visa à punição daqueles que se aposentam com idade inferior a 60 anos (mulheres) e 65 anos (homens) ou que tenham idade, mas contribuíram menos de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres).
Quando foi criado?
Foi criado em 1999 para conter os gastos da Previdência. Um estudo da Câmara dos Deputados estima que, desde 2000 até o final de 2011, o fator tenha gerado economia de R$ 55 bilhões.
Como funciona?
É uma fórmula complexa que se baseia na idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência Social, expectativa de sobrevida do segurado.
Fator 85/95
É a possibilidade de o trabalhador se aposentar antes de completar a idade exigida para benefício integral desde que a soma da idade e do tempo de contribuição atinja 85 para mulheres e 95 para homens. Para professoras, de acordo com a emenda, a soma deve ser 80 e para professores, 90.
É o fim do fator previdenciário?
Não. Se o trabalhador decidir se aposentar antes, a emenda estabelece que a aposentadoria continua sendo reduzida por meio do fator previdenciário.
O especialista em Previdência e pesquisador do IPEA, Paulo Tafner afirma que a ideia de implementar o fator 85/95 não foi algo que surgiu do acaso. “As reduções nos gastos com pensões por morte serão compensadas com um aumento nos custos com a aposentadoria. Não podemos dizer que o Congresso deu uma rasteira na presidente. Ela deu uma ‘pernada’ nela mesma ao não ter acertado essa questão de uma maneira mais transparente”.
Foto: Divulgação
Tafner critica o discurso dúbio sobre o ajuste. “Mesmo que
perdesse a popularidade, seria ideal o governo mostrar com clareza a
real situação da Previdência. Temos um cenário preocupante, de uma
população que está envelhecendo e de um aumento na expectativa de vida
sem que haja aumento na arrecadação”.
Arilda Teixeira considera mudança desastrosa
O pesquisador defende o fim do fator previdenciário, a fixação de uma idade mínima e a equiparação das aposentadorias de homens e mulheres. “No serviço público, o trabalhador deve atingir 60 anos de idade e 35 anos de contribuição para se aposentar. É pouco ainda. O ideal é ampliar essa exigência aos segurados do INSS e ao funcionalismo de forma progressiva até chegar aos 65 anos”, afirma.
Para a professora da Fucape Arilda Teixeira, essa pré-disposição para colocar um fim no fator previdenciário terá impactos de curto e longo prazo.
“Quando alterou as regras do seguro-desemprego e aprimorou a redação das pensões, o governo queria evitar os abusos. A intenção era convergir para um equilíbrio e tornar o orçamento mais exequível. A aprovação de uma nova regra para aposentadoria dificulta o esforço atual de um ajuste fiscal, mas é no longo prazo que temos que nos preocupar mais. É uma atitude irresponsável tirar o fator previdenciário. Falta um debate sincero e honesto do Congresso com a sociedade para explicar porque as regras para aposentadoria são mais rígidas”, afirma.
Arilda ainda explica que problema da Previdência é uma consequência de anos de má gestão. “Além da alta informalidade e do baixo crescimento do país, os recursos previdenciários tiveram uma administração vexatória. Se não fosse por isso, os fundos arrecadados até agora seriam suficientes para pagar os aposentados sem onerar a União”.
Levantamento realizado pelo economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas, mostra que na lista das cinco despesas que mais cresceram, de janeiro a abril, todas foram sobrecarregadas com acertos de pendências.
A conta adicional desse conjunto de despesas foi de R$ 12,7 bilhões. As chamadas “indenizações e restituições” cresceram impressionantes 221%, gerando um adicional de R$ 2,5 bilhões. Entre elas estavam transferências atrasadas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As despesas de exercícios anteriores” mais que dobraram - alta de 105,7%. Entre os R$ 3,1 bilhões adicionais, o destaque eram pendências com fornecedores na área da saúde. Além disso, R$ 1,4 bilhão (alta de 59%) incluíam pendências com bolsas de estudos, entra elas as do programa Ciência Sem Fronteiras, que mantém universitários brasileiros no exterior. Cerca de R$ 3,7 bilhões (alta de 65%) cobriram compensações à Previdência. Nessa conta estão as despesas com a desoneração da folha de pagamento, que a Fazenda tenta extinguir.
R$ 122 bilhões. A equipe da presidente Dilma Rousseff realizou um projeto de ajuste fiscal que beira os R$ 122 bilhões entre corte de gastos e aumento de impostos para conter o endividamento e trazer equilíbrio ao orçamento da União.
R$ 75 bilhões. No plano de ajustes, o governo limitou o orçamento dos ministérios. Os gastos com investimentos, restos a pagar, custeio e obras do PAC não podem ultrapassar R$ 75 bilhões no período de janeiro a abril.
R$ 58 bilhões. É quanto o governo deve economizar com os ajustes estimados. A redução de gastos pode afetar obras como PAC e o Minha Casa Minha Vida. Já há relatos de atrasos dos repasses às construtoras.
R$ 18 bilhões. Em dezembro de 2014, o governo alterou o acesso a diversos benefícios sociais. Entre as regras mudadas estão o seguro-desemprego e a concessão das pensões. Pela MP aprovada pela Câmara, os cônjuges só poderão requerer pensão por morte do companheiro se o tempo de união estável ou casamento for de mais de dois anos e o segurado tiver contribuído para o INSS por, no mínimo, um ano e meio. Antes, não era exigido tempo mínimo de contribuição para que os dependentes tivessem direito ao benefício, mas era necessário que, na data da morte, o segurado estivesse contribuindo para a Previdência Social.
R$ 10 bilhões. O governo também apertou o cerco ao trabalho informal criando novos programas e mecanismos de fiscalização. O governo também prevê digitalizar multas aplicadas a trabalhadores e empresas, para facilitar a cobrança. Com as ações de fiscalização, a ideia é também aumentar a arrecadação em R$ 10 bilhões. O dinheiro será direcionado ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e para o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Parte também poderá ser direcionada aos cofres da Previdência.
R$ 12 bilhões. É um impacto estimado com as ações de aumento das alíquotas de PIS/Cofins e volta da Cide Combustíveis. Serão R$ 0,22 para o preço da gasolina e R$ 0,15 sobre o diesel. A Petrobras repassou a alta do combustível aos consumidores desde fevereiro.
R$ 7,4 bilhões. É quanto o governo pretende arrecadar com o aumento da alíquota de IOF, incidente sobre o crédito da pessoa física. As alíquotas aplicadas foram reajustas de 1,5% ao ano para 3%.
R$ 5,3 bilhões. Governo começou a rever a política de desoneração da folha de pagamento, aumentando os impostos e reduzindo os benefícios a empresas, que antes pagavam entre 1% e 2% sobre a receita bruta.
R$ 5 bilhões. A volta da alíquota cheia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos foi uma das ações para controlar o desajuste fiscal. A alíquota dos modelos 1.0, que era de 3%, subiu para 7%. Para aqueles com motor entre 1.0 e 2.0, a alta foi de 9% para 11%. Nessa faixa e para carros com motores de maior capacidade volumétrica e com motores a gasolina, o imposto subiu de 10% para 13%.
R$ 381 milhões. É o impacto da equiparação tributária do atacadista do setor de cosméticos ao setor industrial. A medida começa a valer agora em junho de 2015.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
CUIDADO AO ESCOLHER UM PROFISSIONAL
Amigos, ensinar não é tarefa fácil e exige o mínimo de qualificação e de condições necessárias para exercer esta função tão, nobre. Então ao escolher aqueles que serão os responsáveis pela formação dos seus filhos, procure saber a sua formação, como é o seu método de trabalho, local onde as aulas ocorrerão. Tudo é importante para este maior investimento que você vai dar a um filho" formação e educação. Fica a dica!!!
Saiba como se organizar para o Enem 2015
Uma das melhores maneiras de garantir uma boa pontuação no Exame
Nacional do Ensino Médio (ENEM) em 2015 é se organizar desde já. Quanto
antes o estudante criar um esquema de estudos, mais tranquilo e
preparado estará nos dias das provas.
O coordenador de vestibular do colégio QI, Renato Pellizzari, ressalta que existem muitas pesquisas e especialistas que divulgam esquemas de estudos para auxiliar os estudantes. Porém, o candidato deve tomar cuidado para não bloquear suas possibilidades e potencial de acordo com qualquer material que encontre pela frente.
— O mais importante é o estudante buscar o equilíbrio em sua rotina. Nada impede de que cada candidato crie seu próprio método. Eu sempre digo que mais de três horas seguidas de estudos não é algo produtivo. Aconselho sempre fazer intervalos e voltar a estudar depois disso.
Para aquele estudante com dificuldade de se concentrar e se manter dentro de sua meta, Renato Pellizzari comenta que a pessoa deve saber que o hábito de estudo é progressivo.
— Não adianta querer estudar tudo de uma vez ou deixar tudo para última hora. A melhor maneira de se preparar é aumentando o interesse e as horas de estudo, progressivamente.
O estudante do Sistema de Elite de Ensino, Hugo Concolato, de 17 anos, vai fazer seu terceiro Enem em 2015. Nas duas outras tentativas foi como treineiro. Seu sonho é entrar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Apesar da instituição não aceitar o Enem como processo seletivo, o estudante vai prestar o exame para garantir uma boa pontuação caso não passe nas provas do ITA. A opção nesse caso é ingressar no curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pelo Enem. Sobre sua preparação, Hugo comenta que chega a estudar sete horas por dia, que tem como objetivo não acumular matéria, mas alerta:
— Estudar todo o dia é importante, mas é necessário também ter seu momento de lazer. Nos finais de semana eu desacelero um pouco, aproveito para relaxar.
Uma dica do jovem para o candidatos que vão fazer o Enem pela primeira vez em 2015 é ter persistência e disciplina.
— Às vezes é normal ficar sem estímulos, querer desistir, mas o importante é vencer esse momento, manter o ritmo de estudo e ter a família apoiando. Para quem estudou o ano todo para o Enem, o psicológico conta muito mais do que o conhecimento acumulado — argumenta.
Primeira vez
Já o coordenador de vestibular da escola Garriga de Menezes, Marcelo Borges, afirma que os candidatos devem se preocupar em ler revistas, jornais e participar de atividades culturais que podem agregar mais conhecimento geral. Para os estudantes que vão enfrentar o Enem pela primeira vez, aconselha a pesquisar sobre as provas antes de tudo.
— Essa ideia de que o Enem não tem 'conteúdo' é falsa. A primeira coisa que esse candidato deve fazer é entrar no site do INEP e procurar saber sobre assuntos que caem nas provas e envolvem o exame — destaca.
Outra dica para o estudante ganhar tempo é organizar os estudos para esclarecer as dúvidas o mais rápido possível, é saber onde está tendo mais dificuldade e fazer um bom cronograma para semana.
— O candidato deve buscar os temas pontuais que está com mais dificuldade de resolver. Tem que estudar e dominar esses conteúdos. Uma vez por mês, pelo menos, deve simular provas passadas para ter uma ideia de como funciona e onde pode ter mais dificuldade. Nos finais de semana, é importante estudar aquilo que mais gosta — recomenda Marcelo Borges.
O coordenador de vestibular do colégio QI, Renato Pellizzari, ressalta que existem muitas pesquisas e especialistas que divulgam esquemas de estudos para auxiliar os estudantes. Porém, o candidato deve tomar cuidado para não bloquear suas possibilidades e potencial de acordo com qualquer material que encontre pela frente.
— O mais importante é o estudante buscar o equilíbrio em sua rotina. Nada impede de que cada candidato crie seu próprio método. Eu sempre digo que mais de três horas seguidas de estudos não é algo produtivo. Aconselho sempre fazer intervalos e voltar a estudar depois disso.
Para aquele estudante com dificuldade de se concentrar e se manter dentro de sua meta, Renato Pellizzari comenta que a pessoa deve saber que o hábito de estudo é progressivo.
— Não adianta querer estudar tudo de uma vez ou deixar tudo para última hora. A melhor maneira de se preparar é aumentando o interesse e as horas de estudo, progressivamente.
O estudante do Sistema de Elite de Ensino, Hugo Concolato, de 17 anos, vai fazer seu terceiro Enem em 2015. Nas duas outras tentativas foi como treineiro. Seu sonho é entrar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Apesar da instituição não aceitar o Enem como processo seletivo, o estudante vai prestar o exame para garantir uma boa pontuação caso não passe nas provas do ITA. A opção nesse caso é ingressar no curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pelo Enem. Sobre sua preparação, Hugo comenta que chega a estudar sete horas por dia, que tem como objetivo não acumular matéria, mas alerta:
— Estudar todo o dia é importante, mas é necessário também ter seu momento de lazer. Nos finais de semana eu desacelero um pouco, aproveito para relaxar.
Uma dica do jovem para o candidatos que vão fazer o Enem pela primeira vez em 2015 é ter persistência e disciplina.
— Às vezes é normal ficar sem estímulos, querer desistir, mas o importante é vencer esse momento, manter o ritmo de estudo e ter a família apoiando. Para quem estudou o ano todo para o Enem, o psicológico conta muito mais do que o conhecimento acumulado — argumenta.
Primeira vez
Já o coordenador de vestibular da escola Garriga de Menezes, Marcelo Borges, afirma que os candidatos devem se preocupar em ler revistas, jornais e participar de atividades culturais que podem agregar mais conhecimento geral. Para os estudantes que vão enfrentar o Enem pela primeira vez, aconselha a pesquisar sobre as provas antes de tudo.
— Essa ideia de que o Enem não tem 'conteúdo' é falsa. A primeira coisa que esse candidato deve fazer é entrar no site do INEP e procurar saber sobre assuntos que caem nas provas e envolvem o exame — destaca.
Outra dica para o estudante ganhar tempo é organizar os estudos para esclarecer as dúvidas o mais rápido possível, é saber onde está tendo mais dificuldade e fazer um bom cronograma para semana.
— O candidato deve buscar os temas pontuais que está com mais dificuldade de resolver. Tem que estudar e dominar esses conteúdos. Uma vez por mês, pelo menos, deve simular provas passadas para ter uma ideia de como funciona e onde pode ter mais dificuldade. Nos finais de semana, é importante estudar aquilo que mais gosta — recomenda Marcelo Borges.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
UM NOVO JEITO DE FAZER POLÍTICA - SE CHOREI O SE SORRI O IMPORTANTE É QUE EMOÇÕES EU VIVI.
![]() |
| Sr. Dedê, morro do Kisuco, Belford Roxo. |
Durante este período de campanha política, tenho visto de tudo um pouco, caminhando por estradas, ruas e avenidas, becos e vielas. É um mosaico humano e geográfico onde encontramos, pessoas descrentes com a "politicagem" desacreditadas pelas promessas vazias e o descaso dos governantes que só às procuram em épocas de campanha eleitoral. São "empresários eleitorais", que ocupam os "latifúndios do poder" pelo poder e fazem de tudo para permanecer com a batuta na mão, conduzindo um exército de pessoas (vistas por eles como números) que já não trazem mais o brilho no olhar, nesses momentos de mudança proporcionado pelo sufrágio universal. Levar e receber apoio aos mais carentes esta cada vez mais difícil, pois, muitos se acostumaram com o recebimento de alguma coisa imediata e material como: dinheiro, material de construção, dentaduras, ligaduras, bolas de futebol, caixas de cerveja, churrasco, até outras de necessidades prementes como água, moradia, terrenos e emprego, ações necessárias em suas vidas, mas, que não fazem parte do processo eleitoral. Diante deste quadro, qualquer candidatura na Baixada Fluminense que não dialogue com as condições acima, são quase uma sombra eleitoral, não tem ressonância e demanda tempo para se construir um apoio incondicional com pessoas identificadas pelas politicas coletivas de qualidade de vida e da segurança familiar. Mesmo assim, vale destacar que, ainda existe possibilidades para virar este jogo, enquanto tiver pessoas nos mais pobres rincões, que não se dobram aos políticos afortunados e que reconhecem que o verdadeiro politico é aquele que trabalha em prol do coletivo e não das suas próprias necessidades e interesses particulares ou de grupos de interesses. Por isso, tenho a maior alegria de ter vivido até aqui momentos completamente antagônicos: de apoio, de desconfiança, de desprezo, de ajuda, são situações características da sociedade humana e provocada pelo meio e conjuntura da qual esta submetida. Sou candidato para disputar os votos daqueles que desejam uma nova politica, baseada nas propostas verdadeiras, contra a pirotecnia, e a milícia eleitoral na qual submeteram nossa gente, criam dificuldades para vender facilidades. E tentam mostrar força com grande números de placas, carros de som, contratação de pessoas, e cooptação de lideranças locais de toda ordem: lideres religiosos, lideranças de moradores, síndicos de prédios, técnicos de futebol amadores, comerciantes, industriais, traficantes, milicianos, e tudo que trouxer voto. É uma disputa desigual para com aqueles que dispõem de poucos recursos (próprios) e que por todas as razões expostas não conseguem fazer uma disputa equilibrada diante do povo. Mas, quero dizer a todos que estão lendo estas palavras que, aqui não vai nenhuma vitimização de fracasso ou de tristeza de minha parte e sim, uma alegria de ter conseguido levar para muitas regiões da Baixada Fluminense, a possibilidade de tirar do anonimato grandes lideranças comunitárias, pessoas do bem, acorrentados pela tristeza e pela sensação do fato consumado de que podem sim, disputar uma vaga na legislação da sua cidade, do seu estado e do seu país. Ou mesmo se qualificar para ser um candidato as eleições majoritárias. Minha candidatura representa o grito abafado dos oprimidos, daqueles que não tem recursos para se manifestarem politicamente, que não reúnem coragem para representar sua gente, que são vitimas da ditadura do poder econômico em todas as esferas de poder, da subcultura, da falta de mobilidade social e urbana. Penso que a exemplo da minha atitude, mais pessoas possam ter no futuro próximo a coragem de também disputar os corações e mentes daqueles que hoje só acreditam e votam a favor das suas necessidades pessoais e imediatas atendidas, que perderam a confiança em uma politica coletiva e de qualidade de vida para sua região, estruturada como politica de governo e não como curral eleitoral. Se chorei ou se sorri, o importante e que emoções eu vivi. Abraço a todos.
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