segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estas são para pensar um pouco










Carta Aberta à População do Estado do Rio de Janeiro.


Que país eles querem construir???
Vamos repassar para o maior nº possível.
REPASSANDO


Nós, professores servidores do Estado do Rio de Janeiro, escrevemos esta carta aberta à população do Rio de Janeiro para mostrar aquilo que realmente envolve a questão a incorporação da gratificação chamada Nova Escola e a diminuição do nosso plano de carreira.
O Governo faz propagandas na televisão dizendo que deu laptops para todo professor, mas na verdade, estes laptops foram adquiridos pelo sistema de comodato, ou seja, estes equipamentos são emprestados pelo governo que, quando bem entender, pode pedir os mesmos de volta. Atualmente, observamos a climatização das salas de aula, onde o Governo aluga os aparelhos e ainda terá um consumo absurdo de energia elétrica, gerando consumo de energia bastante elevado.
( Na maioria das escolas, os aparelhos só serviram para travar janelas, pois não estão funcionando. É só fachada.)


A incorporação do Nova Escola se dará até 2015, em 7 parcelas. O governador já se considera reeleito. Existem casos de professores que receberão,  segundo este projeto, um aumento de R$ 2,47! Isso mesmo, talvez não dê para pagar uma passagem com o valor deste aumento.
Um outro ponto é o grande número de pedidos de exoneração de professores, estima-se que seja aproximadamente 30 por dia! Não existem condições de trabalho e isso nos incomoda.

Contudo, o que mais nos deixa indignados, é a carta compromisso enviada aos nossos lares onde o mesmo governador empenha sua palavra e agora se esquece de tudo aquilo que prometeu. As promessas são:

Promessa 1- Reposição das perdas dos últimos 10 anos.
Resultado- Reajuste de 4% e mais 8% de uma perda de mais de 70%.
Promessa 2- Manutenção do atual plano de carreira e inclusão dos professores de 40h.
Resultado- Não só manteve o professor 40h de fora do plano como  tentou diminuir as diferenças entre níveis de 12% para 7,5%.
Promessa 3- Fim da política da gratificação Nova Escola e incorporação do valor da gratificação ao piso salarial.

Resultado- Esqueceu de avisar que seria em 7 anos e sem reposição da inflação.
Promessa 4- "A secretaria de Estado de Educação do meu governo terá como titular pessoa com histórico na área de educação e vínculos com o magistério."
Resultado- A atual titular da pasta é da área de computação, burocrata sem passagem pelo magistério.

Não somos ouvidos, e ainda vemos a imprensa nos virar as costas e distorcer a situação real. Somos pais e mães de família, que fizeram um curso superior, na esperança de um futuro melhor.
Contamos com a compreensão e a colaboração da população do Estado do Rio de Janeiro.
Vista a camisa da Educação, você pode não ser professor, seu filho e sua família podem não precisar da Educação Pública, mas a nossa sociedade só vai melhorar com Educação Pública de qualidade. Faça a sua parte, essa será uma verdadeira mudança na história da Educação no Estado do Rio de Janeiro, porém precisamos adequar a verdadeira realidade do magistério Estadual.
Mande para os seus contatos a vergonha que acontece no RJ e vamos mostrar a nossa força!!!!!!!
Agradecemos imensamente a atenção
Professores do Estado do Rio de Janeiro

Confira a lista dos 46 deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro

Redação SRZD | Eleições 2010 | 04/10/2010 07h53
O mais votado para o cargo de deputado federal no Rio de Janeiro foi Anthony Garotinho (PR) que conquistou 694.862 votos. Já o último a garantir uma vaga foi o ex-Big Brother Jean Willys (PSOL) que teve 13.018 votos.
A composição da bancada fluminense pode  sofrer alterações, pois o Tribunal Eleitoral ainda deve julgar os recusos dos candidatos que tiveram problemas nos registros de candidatura ou casos de ficha limpa.


Veja a lista completa dos 46 eleitos para deputado federal pelo Rio de Janeiro


Garotinho (PR)  - votos 694.862
Chico Alencar (PSOL)  - votos 240.724
Leonardo Picciani (PMDB - PP/PMDB/PSC)  - votos 165.630
Vitor Paulo (PRB)  - votos 157.580
Eduardo Cunha (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 150.616
Romário (PSB - PMN / PSB)  - votos 146.859
Jandira Feghali (PC do B)  - votos 146.260
Alexandre Cardoso (PSB - PMN / PSB0)  - votos 142.714
Washington Reis (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 138.811
Alessandro Molon (PT)  - votos 129.515
Jair Bolsonaro (PP - PP / PMDB / PSC)  - votos 120.646
Pedro Paulo (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 105.406
Arolde de Oliveira (DEM - PPS / DEM / PSDB)  - votos 99.457
Filipe Pereira (PSC - PP / PMDB / PSC)  - votos 98.280
Hugo Leal (PSC - PP / PMDB / PSC)  - votos 98.164
Dr Aluizio (PV)  - votos 95.412
Rodrigo Maia (DEM - PPS / DEM / PSDB)  - votos 86.162
Luiz Sergio (PT)  - votos 85.660
Julio Lopes (PP - PP / PMDB / PSC)  - votos 85.358
Otavio Leite (PSDB - PPS / DEM / PSDB)  - votos 84.452
Stepan Nercessian (PPS - PPS / DEM / PSDB) - votos 84.006
Andreia Zito (PSDB - PPS / DEM / PSDB)  - votos 82.832
Marcelo Matos (PDT)  - votos 80.862
Simão Sessim (PP - PP / PMDB / PSC)  - votos 77.800
Rodrigo Bethlem (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 74.312
Sirkis (PV)  - votos 73.185
Adrian (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 72.824
Alexandre Santos (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 72.822
Ezequiel (PMDB - PP / PMDB / PSC)  - votos 72.589 
Benedita (PT)  - votos 71.036
Sergio Zveiter (PDT)  - votos 65.826
Miro Teixeira (PDT)  - votos 63.119
Glauber (PSB - PMN / PSB)  - votos 57.549
Francisco Floriano (PR)  - votos 57.018
Edson Santos (PT)  - votos 52.123
Bittar (PT)  - votos 51.933
Walney Rocha (PTB - PTB / PTN / PSDC / PHS / PTC)  - votos 51.203
Dr Adilson Soares (PR)  - votos 51.011
Zoinho (PR)  - votos 44.355
Felipe Bornier (PHS - PTB / PTN / PSDC / PHS / PTC)  - votos 44.236
Neilton Mulim (PR) - votos 41.480
Dr Paulo Cesar (PR)  - votos 33.856
Liliam Sá (PR)  - votos 29.248
Aureo (PRTB - PSL / PRTB / PRP)  - votos 29.009
Paulo Feijo (PR)  - votos 22.619
Jean Wyllys (PSOL)  - votos 13.018

Confira lista dos 70 deputados estaduais do Rio de Janeiro

Redação SRZD | Eleições 2010 | 04/10/2010 08h35
Os eleitores do Rio de Janeiro escolheram a nova composição da Assembleia Legistativa, neste domingo. O mais votado foi Wagner Montes que conseguiu 528.628 votos. Já o último lugar ficou com Janira Rocha (PSOL) - votos 6.442.
Veja a lista dos 70 deputados estaduais eleitos no Rio de Janeiro
1- Wagner Montes(PDT) - votos 528.628
2- Marcelo Freixo (PSOL) - votos 177.253
3- Samuel Malafaia (PR) - votos 134.515
4- Paulo Melo (PMDB) - votos 121.684
5-  Clarissa Garotinho (PR) - votos 118.863
6- Alexandre Correa (PRB) - votos 112.676
7 - Pedro Augusto (PMDB) - votos 111.407
8- Rafael Picciani (PMDB) - votos 96.034
9- Domingos Brazão (PMDB) - votos 91.774
10- Cidinha Campos (PDT) - votos 89.553
11- Carlos Minc (PT) - votos 87.210
12- Edson Albertassi (PMDB) - votos 83.254
13- Edino Fonseca (PR) - votos 77.061 
14- Dionisio Lins (PP) - votos 75.707
15- Christino Áureo (PMN - PMN / PSB) - votos 74.336
16- Pedro Fernandes (PMDB) - votos 69.571
17- Lucinha (PSDB - PPS / DEM / PSDB) - votos 67.035
18- Andreia do Charlinho (PDT) - votos 62.599
19- Sabino (PSC) - votos 62.522
20- Graça (PMDB) - votos 61.294
21- Dica (PMDB) - votos 59.220
22- Flavio Bolsonaro (PP) - votos 58.322
23- Rafael do Gordo (PSB - PMN / PSB) - votos 55.831
24- Andre Correa (PPS - PPS / DEM / PSDB) - votos 55.484
25-  Marcio Panisset (PDT) - votos 55.027
26- Marcos Abrahão (PT do B) - votos 52.525
27- Marcos Soares (PDT) - votos 52.099
28- André Lazaroni (PMDB) - votos 49.839
29- Fabio Silva (PR) - votos 47.939
30- Comte (PPS - PPS / DEM / PSDB) - votos 45.541
31-  Marcelo Simão (PSB - PMN / PSB) - votos 45.046
32- Alessandro Calazans (PMN - PMN / PSB) - votos 44.549
33- Miguel Jeovani (PR) - votos 44.135
34- Gustavo Tutuca (PSB - PMN / PSB) - votos 44.015
35- Bernardo Rossi (PMDB) - votos 43.607
36- Rogerio Cabral (PSB - PMN / PSB) - votos 43.215
37- Iranildo Campos (PR) - votos 42.398
38- Chiquinho da Mangueira (PMDB) - votos 39.740
39- Roberto Dinamite (PMDB) - votos 39.730
40- Marcio Pacheco (PSC) - votos 39.537
41- Paulo Ramos (PDT) - votos 39.023
42- Rodrigo Neves (PT) - votos 38.856
43- Coronel Jairo (PSC) - votos 38.791
44- Graça Pereira (DEM - PPS / DEM / PSDB) - votos 38.746
45- Ricardo Abrão (PDT) - votos 37.742
46- Gilberto palmares (PT) - votos 36.519
47- Marcus Vinícius - Neskau (PTB - PTB / PSDC) - votos 35.508
48- Altineu Cortes (PR) - votos 35.176
49- Gerson Bergher (PSDB - PPS / DEM / PSDB) - votos 35.069 
50- Waguinho sempre juntos (PRTB - PSL / PRTB) - votos 34.820
51- Aspasia (PV) - votos 34.733
52- Luiz Paulo (PSDB - PPS / DEM / PSDB) - votos 34.502
53- Claise Maria Zito (PSDB - PPS / DEM / PSDB) - votos 33.664
54- João Peixoto (PSDC - PTB / PSDC) - votos 33.203
55- Felipe Peixoto (PDT) - votos 32.855
56- Samuquinha (PR) - votos 32.563
57- Roberto Henriques (PR) - votos 32.369
58- Salomão (PT) - votos 31.249
59- Zaqueu (PT) - votos 30.583
60- José Luiz Nanci (PPS - PPS / DEM / PSDB) - votos 28.798
61- Inês Pandeló (PT) - votos 28.798
62- Bebeto tetra (PDT) - votos 28.328
63-  Luiz Martins (PDT) - votos 26.002
64- Myrian Rios (PDT) - votos 22.169
65- Geraldo Moreira (PTN - PTN / PHS) - votos 21.987
66- Enfª Rejane (PC do B) - votos 21.033
67- Thiago Pampolha (PRP) - votos 19.329
68 - Xandrinho (PV) - votos 16.151
69- Rosangela Gomes (PRB) - votos 10.586
70-Janira Rocha (PSOL) - votos 6.442

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Curtas: sobre as eleições em Duque de Caxias

* Ultima semana de campanha para deputado estadual em Duque de Caxias, foi de caminhadas e pela busca dos eleitores indecisos. Porém, o grupo politico liderado por Laury Vilar e Mazinho partiram mesmo para tentar a desqualificação do prefeito que até pouco antes da campanha começar era parceiro politico e que após a sua escolha e opção por Claise, acirrou os animos daqueles que desejavam o apoio do prefeito Zito para eleger-se e depois romper para construir a candidatura de oposição em 2012.
* Nesta última quarta-feria o TRE e a policia interditaram o Cine teatro Oscarito de propriedade do Deputado Dica. Uma das denúncias é que o mesmo e seus apoiadores estariam trocando os preciosos votos dos eleitores por sacos de cimento. Não foi possivel confirmar esta denúncia, porém a Asbant, esta lacrada desde quinta-feira, certamente o TRE não tirou da cabeça o fechamento do cinema sem haver motivos relevantes.
* Outro fato que chama atenção nesta eleição e a sugeira que a dupla Reis fez na cidade, se o eleitor for um pouco mais exigente nesta área, não votara nesta dupla e tão pouco no deputado Alexandre Cardoso que a exemplo dos irmãos Reis emporcalharam a cidade de fora a fora;
* Uma observação mais apurada foi o fato da orgia em que vários candidatos se a deputados federais e estaduais promoveram, os eleitores ficaram tontos com tanta armação e troca de nomes nas faixas, Kombis e materiais de apoio, nem mesmo a coligação entre candidatos a federal e estadual do mesmo partido foi respeitado, acredito que uma situação desta deveria provocar no minimo a expulsão destes candidatos pela falta de vergonha na cara e respeito a construção do partido;
* A população pode falar muita coisa da familia Zito e até não concordar com a opção do prefeito para estas eleições, mais algumas coisas devem ser ditas: suas candidatas respeitou seus adversários e fez uma campanha de alto nivel; respeitou os moradores nao colocando placas sem a devida autorização dos mesmos;  o centro da cidade foi poupado pelas candidatas por entender que os eleitores não aguentam tanto barulho na cabeça, assim suas intervenções ficaram bem abaixo nesta localidade do que os seus adversários;
o prefeito não usou a máquina para eleger as suas candidatas, qualquer um viu que as candidaturas seguiram um padrão aceitavél de gastos o que não se pode dizer do prefeito anterior e seus aliados uma vergonha, os gastos destes senhores, emporcalhando a Av: Leonel de Moura Brizola (antiga presidente Kenedy) de fora a fora;
* por último, ha indicios de que um vereador tenha vendido o seu direito de concorrer a deputado federal para um ajudar na reeleição de um deputado que esteve como secretario no governo Sergio Cabral, se confirmado a desmoralização deste senhor frente ao seu eleitorado so deve aumentar visto que o comentário e de que a sua venda tenha sido por cerca de 1 milhão de reais..... que isso fera....

Greve dos bancários cresce no Rio com paralisação de dois grandes prédios

01/10/2010
A greve dos bancários no Rio de Janeiro cresceu ainda mais neste terceiro dia, 1º de outubro, com a paralisação de dois grandes prédios: o do Itaú Cancela, com mais de 2 mil funcionários, e o da Caixa Econômica Federal em São Cristóvão, onde trabalham cerca de 800 pessoas.

Com estas novas paralisações, a adesão que era ontem, dia 30, de 75%, chega, neste terceiro dia de greve, a 78%, ou aproximadamente 16.380 bancários, dos 21 mil da cidade do Rio de Janeiro.

Além destes dois prédios importantes, onde funcionam, entre outros, os serviços de telemarketing (operações bancárias e reclamações feitas por telefone) e processamento de documentos, estão paradas 697 das 930 agências da capital. A previsão é de que, como aconteceu ano passado, a adesão continue aumentando dia a dia.

Greve forte

O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Almir Aguiar, disse que o que levou a greve deste ano a começar mais forte que a de 2009, foi a indignação da categoria bancária com a inadmissível postura dos bancos.

Mesmo com uma situação privilegiada, tendo alcançado 32% de aumento do lucro no primeiro semestre, sendo o setor que mais lucra entre todos no país, negaram aumento real, propondo no último dia 22, apenas 4,29%, correspondente à reposição da inflação. E só apresentaram esta proposta rebaixada, na quinta rodada de negociação, mais de um mês após a entrega da pauta de reivindicações.

Banqueiros não negociam

Almir condenou a postura dos banqueiros que insistem em não negociar, levando os bancários a continuar em greve, apesar de não terem qualquer motivo para não atender às reivindicações da categoria, entre elas, os 11% de reajuste. "A categoria tenta há mais de um mês uma saída negociada, mas esbarra na ganância da Fenaban", lembrou. Frisou que os culpados pela paralisação são os bancos.

"Queremos deixar claro para a sociedade que esta greve é de responsabilidade exclusiva dos banqueiros, que rejeitaram todas as nossas reivindicações", afirmou o presidente do Sindicato.

O que os bancários reivindicam

. 11% de reajuste salarial e valorização os pisos da categoria;
. PLR de três salários mais R$ 4 mil fixos;
. Aumento para um salário mínimo (R$ 510) dos valores do auxílio-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta-alimentação e auxílio-creche/babá;
. previdência complementar em todos os bancos;
. combate às metas abusivas, ao assédio moral e à falta de segurança;
. garantias contra demissões imotivadas;
. Planos de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) em todos os bancos.


Fonte: Seeb Rio

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Por Leonardo Boff , Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta. Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. O artigo é de Leonardo Boff.
Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

Rumo a 2ª Divisão do brasileiro - Zico pede demissão do Flamengo após polêmica com Conselho Fiscal

Uma notícia surpreendente envolvendo o Flamengo surgiu na madrugada de quinta (30) para sexta-feira (1). Por meio de seu site oficial, Zico anunciou que deixou o cargo de coordenador de futebol do clube. A longa carta escrita pelo ex-jogador, em tom de desabafo, foi publicada por volta de 1 hora da manhã.
Segundo ele, sua presença na Gávea tem causado o descontentamento de muitas pessoas e, em função disso, sua família tem sofrido injustamente as consequências. O descontentamento de Zico tem a ver com insinuações recentes de Leonardo Ribeiro, presidente do Conselho Fiscal do clube carioca.
  O dirigente levantou suspeitas sobre o acordo entre Flamengo e CFZ, clube de Zico. Embora a presidente Patrícia Amorim tenha desfeito o acordo quando o ídolo flamenguista assumiu a coordenação de futebol do clube, Ribeiro questionou a dispensa de jogadores das divisões de base rubro-negras.
"Espero que todos entendam que não posso carregar comigo a desconfiança de um dos setores mais importantes do clube, o Conselho Fiscal. E não há condições de debater com essas pessoas que estão a serviço de sabe-se lá quem ou o que, dispostas a jogar sujo e minar o próprio clube", disse.
O agora ex-coordenador do Flamengo foi além. "Minha vida sempre foi aberta a quem quisesse pesquisar e, se não consegui levar o CFZ do Rio à Primeira Divisão do Rio, muita gente sabe que foi também por não me curvar aos desmandos de quem comandava o futebol carioca", acrescentou.
A saída de Zico aumenta a crise que o Flamengo vive na temporada, apenas um ano depois de conquistar o Campeonato Brasileiro. Na atual edição da competição, a equipe comandada por Silas - que corre risco de demissão - ocupa a 15ª colocação, três pontos acima da zona de rebaixamento.
Confira a carta na íntegra:
No dia em que aceitei o convite para ser diretor-executivo de futebol do Flamengo fiz questão de me manifestar através do meu site oficial, que sempre foi minha voz, meu canal de comunicação com as pessoas que me acompanham. E não poderia ser diferente agora que venho comunicar minha saída do clube.
Considero nesse momento que não é possível fazer no Flamengo aquilo que eu gostaria. Percebo que a minha presença não tem sido favorável e, desde a minha chegada, vem causando o descontentamento de muitas pessoas. Não há condições para eu continuar.
Estou sendo atacado injustamente, principalmente através de meus filhos, que em nenhum momento se envolveram em nada que estivesse em desacordo com os conceitos éticos e morais que aprendi com meu pai. Minha vida sempre foi calcada no trabalho, no respeito e no embate franco diante dos desafios. Não posso permitir que esse duelo covarde continue a acontecer usando a minha família, que vem se desgastando nas últimas semanas.

SIS 2010: Mulheres mais escolarizadas são mães mais tarde e têm menos filhos

Embora abaixo do nível de reposição da população, que seria de dois filhos em média por mulher, a taxa de fecundidade média das brasileiras (1,94 filho por mulher em 2009) apresenta importantes desigualdades sobretudo em função da escolaridade. No país como um todo, as mulheres com até 7 anos de estudo tinham, em média, 3,19 filhos, quase o dobro do número de filhos (1,68) daquelas com 8 anos ou mais de estudo (ao menos o ensino fundamental completo). Além de terem menos filhos, a mulheres com mais instrução eram mães um pouco mais tarde (com 27,8 anos, frente a 25,2 anos para as com até 7 anos de estudo) e evitavam mais a gravidez na adolescência: entre as mulheres com menos de 7 anos de estudo, o grupo etário de 15 a 19 anos concentrava 20,3% das mães, enquanto entre as mulheres com 8 anos ou mais de estudo, a mesma faixa etária respondia por 13,3% da fecundidade.
Esse é um dos destaques da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2010, que busca fazer uma análise das condições de vida no país, tendo como principal fonte de informações a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, entre outras, e aborda, neste ano, dez temas.
Ainda sobre mulheres, a SIS mostra que, mesmo mais escolarizadas que os homens, o rendimento médio delas continua inferior ao deles (as mulheres ocupadas ganham em média 70,7% do que recebem os homens), situação que se agrava quando ambos têm 12 anos ou mais de estudo (nesse caso, o rendimento delas é 58% do deles). As mulheres trabalham em média menos horas semanais (36,5) que os homens (43,9), mas, em compensação, mesmo ocupadas fora de casa, ainda são as principais responsáveis pelos afazeres domésticos, dedicando em média 22 horas por semana a essas atividades contra 9,5 horas dos homens ocupados.
Em relação à educação, a SIS mostra evolução entre 1999 e 2009, com aumento, por exemplo, do percentual de pessoas que frequentam instituições de ensino em todas as faixas etárias e todos os níveis de escolaridade – embora o rendimento familiar per capita ainda seja um fator de desigualdade no acesso à escola, sobretudo nos níveis de ensino não obrigatórios (infantil, médio e superior). Apesar da maior democratização no acesso ao sistema escolar, a adequação idade/nível educacional ainda é um desafio, principalmente na faixa de 15 a 17 anos de idade, em que só 50,9% dos estudantes estão no grau adequado (ensino médio).
Quando se comparam os indicadores educacionais para brancos, pretos e pardos, também se percebe uma redução das desigualdades entre os grupos, mas, no que diz respeito à média de anos de estudo e à presença de jovens no ensino superior, em 2009 os pretos e pardos ainda não haviam atingido os indicadores que os brancos já apresentavam em 1999. Além disso, no ano passado, as taxas de analfabetismo para as pessoas de cor ou raça preta (13,3%) e parda (13,4%) eram mais que o dobro da taxa dos brancos (5,9%).
A maior longevidade da população leva a um aumento da participação dos idosos (mais de 60 anos de idade) na população, de 9,1% em 1999 para 11,3% em 2009. Embora a grande maioria desses idosos (64,1%) seja a pessoa de referência no domicílio em que vivem e 77,4% deles afirmem ter doenças, 32,5% não tinham nem cadastro no Programa de Saúde da Família nem plano de saúde particular.
Leia a seguir mais detalhes sobre as principais informações da Síntese de Indicadores Sociais 2010.
País tem 94,8 homens para cada 100 mulheres
Em 2009, havia 94,8 homens no país para cada 100 mulheres. É a chamada razão de sexo, que vem declinando devido à mortalidade masculina mais alta. Entre as regiões metropolitanas, a menor razão de sexo estava em Recife (85 homens para cada cem mulheres) e a maior, em Curitiba (94,6).
A participação das crianças e adolescentes de até 19 anos de idade na população caiu de 40,1% em 1999 para 32,8% em 2009. Já a população com 70 anos ou mais de idade aumentou sua proporção de 3,9% (6,4 milhões de pessoas) em 1999 para 5,1% em 2009 (9,7 milhões).
A proporção de pessoas em idade potencialmente inativa (de 0 a 14 anos e de 65 anos ou mais) em relação a 100 pessoas disponíveis para atividades econômicas (entre 15 e 64 anos) era, em 2009, de 47,2%. As menores razões estavam em Santa Catarina (39,9%) e no Distrito Federal (40,0%), e a maior, no Acre (61,5%).
Em 2009, a esperança média de vida ao nascer no Brasil era de 73,1 anos. Entre 1999 e 2009, esse indicador cresceu 3,1 anos, com as mulheres em situação mais favorável que os homens (de 73,9 para 77 anos, para elas, e de 66,3 para 69,4 anos, para eles). Em 2009, a diferença entre a maior esperança de vida do sexo feminino, 79,6 anos (Distrito Federal), e a menor do sexo masculino, 63,7 anos (Alagoas), era de quase 16 anos a favor das mulheres.
A taxa de mortalidade infantil (número de óbitos por cada mil nascidos vivos – ‰) no Brasil declinou de 31,7‰ para 22,5‰, entre 1999 e 2009. O Rio Grande do Sul tinha a menor taxa de mortalidade infantil em 2009 (12,7‰) e Alagoas (46,40‰), a mais elevada.
Fecundidade varia com escolaridade, cor ou raça e região de residência das mulheres
Em 2009, a taxa de fecundidade total (número médio de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil) foi de 1,94. Esse valor resulta de um declínio da fecundidade na sociedade brasileira, nas últimas décadas. Rio de Janeiro (1,63) e Minas Gerais (1,67) tinham em 2009 as menores taxas; Acre (2,96) e Amapá (2,87), as maiores. Este declínio da fecundidade vem ocorrendo nas últimas décadas em todas as regiões e em todos os grupos sociais, independentemente da renda, cor e nível.
A escolaridade é um dos condicionantes do comportamento da fecundidade feminina. Para o país como um todo, as mulheres com até 7 anos de estudo tinham, em média, 3,19 filhos, enquanto o número de filhos das mulheres com 8 anos ou mais de estudo era 1,68. Comparando os valores regionais extremos, a distância que separa a fecundidade das mulheres menos instruídas da região Norte (3,61) daquelas que possuem mais escolaridade no Sudeste (1,60) era de 2,01 filhos.
Entre as mulheres com menos de 7 anos de estudo, o grupo de 20 a 24 anos de idade concentrava, em 2009, 37% da fecundidade total, e o de 15 a 19 anos, 20,3%. Já entre as mulheres com 8 anos ou mais de estudo, os grupos etários de 20 a 24 anos (25,0%) e de 25 a 29 anos (24,8%) concentravam, juntos, quase metade da fecundidade, e o grupo entre 15 e 19 anos concentrava 13,3%. Entre as mulheres com menor grau de instrução o padrão de fecundidade tende a ser mais jovem. Como resultado, a idade média com que as mulheres têm filhos também se diferenciava pela instrução: entre aquelas com menos de 7 anos de estudo, a média era de 25,2 anos. Entre as que tinham 8 anos ou mais de escolaridade, a idade média era 27,8, uma diferença de 2,6 anos.
Metade dos jovens de 15 a 17 anos está no nível educacional adequado à sua idade
Em 2009, houve um crescimento expressivo da frequencia ao pré-escolar das crianças de 0 de 5 anos de idade, visto que o percentual das que frequentavam escolas ou creche atingiu 38,1%, enquanto em 1999 era de 23,3%. Mesmo nas áreas rurais, onde a oferta de estabelecimentos para essa faixa etária é mais reduzida, o crescimento foi significativo, de 15,2% para 28,4% nesses dez anos. Na faixa de 6 a 14 anos, desde meados da década de 90, praticamente todas as crianças frequentavam escola (94,2% em 1999 e 97,6% em 2009).
A situação é menos favorável para adolescentes de 15 a 17 anos: em 2009, a taxa de frequência à escola alcançou 85,2%, mas a taxa de escolarização líquida (percentual de pessoas que frequentavam a escola no nível adequado à sua idade, ou seja o ensino médio) era de 50,9% (era de 32,7% em 1999). E ainda havia grande disparidade territorial: Norte e Nordeste tinham, respectivamente, 39,1% e 39,2% de jovens de 15 a 17 anos no nível médio, não chegando a atingir os 42,1% que o Sudeste já tinha em 1999 (em 2009 eram 60,5%).
As desigualdades no rendimento familiar per capita exercem grande influência na adequação idade/nível de ensino frequentado: entre os 20% mais pobres da população, 32,0% dos adolescentes de 15 a 17 estavam no ensino médio, enquanto que, nos 20% mais ricos, essa situação se aplicava a 77,9%.
Em 2009, a média de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais era 7,5 anos, inferior aos 8 anos necessários para a conclusão do o ensino fundamental obrigatório. No Sudeste, a média atingiu 8,2 anos; e, no Nordeste, 6,7. Para as pessoas de 25 anos ou mais de idade, a média era de 7,1 de anos de estudo. Entre os 20% mais ricos, a média alcançou 10,4 anos de estudo acima do nível obrigatório, mas abaixo dos 11 anos equivalentes ao nível médio completo.
Número de jovens de 18 a 24 anos no ensino superior passou de 22,1% a 48,1% em 10 anos
A população jovem de 18 a 24 anos de idade com 11 anos de estudo (ensino médio completo) representava 37,9% do total nessa faixa etária, em 2009. As desigualdades regionais também eram marcantes: no Sudeste, a proporção era de 44,0%; e no Nordeste, 31,8%. Ainda entre os jovens de 18 a 24 anos de idade, 15,1% tinham 11 anos ou mais de estudo, e, entre estes, 10,7% continuavam estudando.
A distribuição dos estudantes de 18 a 24 anos entre os níveis educacionais revela avanços: em 1999, 24,8% deles ainda estavam no ensino fundamental, contra 22,1% no ensino superior; em 2009, esses percentuais foram para 8,3% e 48,1%, respectivamente.
Analfabetismo ainda se concentra entre idosos, pessoas com menores rendimentos e residentes no NE
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade baixou de 13,3% em 1999 para 9,7% em 2009. Em números absolutos, o contingente era de 14,1 milhões de pessoas analfabetas. Destas, 42,6% tinham mais de 60 anos, 52,2% residiam no Nordeste e 16,4% viviam com ½ salário mínimo de renda familiar per capita.
Os maiores decréscimos no analfabetismo por grupos etários entre 1999 a 2009 ocorreram na faixa dos 15 a 24 anos. Nesse grupo, as mulheres eram mais alfabetizadas, mas os homens apresentaram queda um pouco mais acentuada, passando de 13,5% para 6,3%, contra 6,9% para 3,0% para as mulheres.
Rendimento familiar é determinante no acesso ao sistema educacional
As desigualdades estão diminuindo no que diz respeito ao acesso ao sistema educacional, mas o nível do rendimento familiar ainda é uma fonte de desigualdade importante, sobretudo nos ciclos de ensino não obrigatórios. Entre 1999 e 2009, a educação infantil (0 a 5 anos de idade), foi o nível de ensino que mais cresceu em termos de frequência (de 32,5% para 40,2%), mas, nessa faixa etária, apenas 30,9% das mais pobres frequentavam creche ou pré-escola, com esse percentual aumentando para 55,2% entre os 20% mais ricos. Na faixa dos 6 a 14 anos, que corresponde ao ensino fundamental, o acesso à escola (97,8% em média) era praticamente igual em todos os níveis de rendimento. Na faixa de 15 a 17 anos (82,6% em média), a diferença entre os mais pobres (81,0%) e os 20% mais ricos (93,9%) chegava a quase 13 pontos percentuais. Para o grupo de 18 a 24 anos (31,3% em média), essa diferença era de 26 pontos percentuais e, mesmo entre os 20% mais ricos, metade dos jovens (49,6%) frequentava estabelecimento de ensino.
Entre as pessoas de 18 a 24 anos de idade, 14,7% declararam somente estudar, 15,6% conciliavam trabalho e estudo, 46,7% somente trabalhavam, 17,8% informaram realizar afazeres domésticos e 5,2% não realizavam nenhuma atividade. No grupo de 16 a 24 anos, 22,2% recebiam até ½ salário mínimo no mercado de trabalho. No Nordeste, esse percentual dobrava (43,5%). Além disso, 26,5% das pessoas nessa faixa etária trabalhavam mais de 45 horas semanais.
Entre os jovens de 15 a 24 anos, quase 647 mil, o que correspondia a 1,9%, eram analfabetos, e a maioria deles estava no Nordeste (62%),vindo em seguida o Sudeste (19%).
62,6% dos domicílios urbanos têm abastecimento de água, rede de esgoto e coleta de lixo
Em 2009, 19% dos domicílios urbanos brasileiros abrigavam famílias cujo rendimento era de até ½ salário mínimo per capita. No Norte (30,7%) e no Nordeste (36,3%), os percentuais estavam muito acima da média nacional; na outra ponta estava o Sul (10,9% nessa situação), seguido do Sudeste (12,2%) e do Centro-Oeste (16,4%). A população de menor rendimento residia majoritariamente em casas (96,6%). De uma forma geral, em 2009, 87,5% dos domicílios brasileiros eram casas e 12,1% apartamentos.
Em 2009, 62,6% dos domicílios brasileiros urbanos eram atendidos, ao mesmo tempo, por rede de abastecimento de água, rede coletora de esgoto e coleta de lixo direta – em 1999, eram 57,2%. Entre aqueles com rendimento médio de até ½ salário mínimo per capita, o percentual não chegava à metade (41,3%) e subia para 77,5% entre os domicílios com mais de dois salários mínimos de rendimento domiciliar per capita.
No Norte, 13,7% dos domicílios urbanos tinham acesso aos três serviços simultâneos de saneamento e, nos domicílios mais pobres, esse percentual não chegava a 10%. No Nordeste, o percentual médio ficava em 37% (27,9% para a faixa de rendimento de até ½ salário mínimo per capita). No Sudeste estavam as melhores condições, com uma média de 85,1% dos domicílios nessas condições.
No Brasil, em 2009, 21,1% dos domicílios tinham simultaneamente energia elétrica, telefone fixo, Internet, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar (em 2004, eram 12,0%). Na região Norte, 7,5% se enquadravam nesse critério, enquanto no Sudeste a proporção era de 27,8%; no Sul, de 27,1%; no Centro-Oeste, de 17,6%; e no Nordeste, de 8,1%. Entre as unidades da federação, o Distrito Federal tinha 40,3% dos domicílios nessa situação, seguido, com uma diferença de quase dez pontos percentuais, por São Paulo (31,9%). No outro extremo estavam Maranhão (3,7%), Piauí (5,7%) e Tocantins (5,8%).
10% dos alunos da educação básica não têm água filtrada para beber na escola
Em 2009, quase 60% das crianças de até 14 anos (46,3 milhões) residiam em domicílios em que pelo menos um serviço de saneamento (água, esgoto ou lixo) não era adequado. Cerca 5 milhões de crianças (10,9% do total de 0 a 14 anos) moravam em domicílios onde essas três formas de saneamento eram inadequadas simultaneamente, percentual que chegava a 19,2% entre as crianças nordestinas.
Dados do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) mostram que entre os alunos da educação básica, 40% estudavam em escolas sem esgotamento sanitário por rede pública; 14% dos alunos estudavam em escolas sem abastecimento de água por rede pública; 9% dos alunos estudavam em escolas sem coleta de lixo; e 10% dos alunos (5,2 milhões) não tinham acesso a água filtrada para beber no local de estudo.
Desigualdades de rendimento familiar mostram redução
O número médio de pessoas na família caiu de 3,4 em 1999 para 3,1 em 2009, sendo 4,2 entre as famílias com rendimento mensal per capita de até ½ salário mínimo. Observa-se, nesses dez anos, um aumento relativo na proporção de casais sem filhos (de 13,3% para 17,1%) e uma redução de casais com filhos (de 55% para 47,3%). As mulheres sem cônjuge e com filhos representavam 17,4% em 2009, sem alteração significativa na década.
A razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos e a dos 20% mais pobres mostra tendência de redução nas desigualdades. Em 2001, os 20% mais ricos recebiam em média 24,3 vezes mais que os 20% mais pobres, e essa relação caiu para 17,8 em 2009. Entre 1999 e 2009, houve aumento da participação no rendimento familiar das chamadas “outras fontes” de rendimento (que inclui os programas de transferência de renda e rendimentos de juros, aluguéis, dividendos entre outros), para as famílias com rendimento familiar per capita de até 1/4 de salário mínimo. Para estas, os rendimentos de “outras fontes” representavam 28,0% do total do rendimento familiar em 2009, contra 4,4% em 1999. Para o total de famílias, as “outras fontes” representavam 5,0% do rendimento familiar em 2009, 76,2% correspondiam a rendimento do trabalho e 18,8% a rendimentos de aposentadoria e pensão.
Taxas de analfabetismo de pretos e pardos são mais que o dobro da de brancos
De 1999 a 2009, houve um crescimento da proporção das pessoas que se declaravam pretas (de 5,4% para 6,9%) ou pardas (de 40% para 44,2%), que agora em conjunto representam 51,1% da população. A situação de desigualdade por cor ou raça, porém, persiste.
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 13,3% para a população de cor preta, de 13,4% para os pardos contra 5,9% dos brancos. Outro indicador importante é o analfabetismo funcional (pessoas de 15 anos ou mais de idade com menos de quatro anos completos de estudo), que diminuiu de 29,4% em 1999 para 20,3% em 2009. Essa taxa, que para os brancos era de 15%, continua alta para pretos (25,4%) e pardos (25,7%).
A população branca de 15 anos ou mais tinha, em média, 8,4 anos de estudo em 2009, enquanto entre pretos e pardos, a média era 6,7 anos. Os patamares são superiores aos de 1999 para todos os grupos, mas o nível atingido tanto pelos pretos quanto pelos pardos ainda é inferior ao patamar de brancos em 1999 (7 anos de estudos).
Em 2009, 62,6% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos cursavam o nível superior (adequado à idade), contra 28,2% de pretos e 31,8% de pardos. Em 1999 eram 33,4% entre os brancos contra 7,5% entre os pretos e 8% entre os pardos. Em relação à população de 25 anos ou mais com ensino superior concluído, houve crescimento na proporção de pretos (2,3% em 1999 para 4,7% em 2009) e pardos de (2,3% para 5,3%). No mesmo período, o percentual de brancos com diploma passou de 9,8% para 15%.
Rendimento-hora de pretos e pardos é menor do que dos brancos
O rendimento de pretos ou pardos continuam inferiores aos de brancos, embora a diferença tenha diminuído nos últimos dez anos. O rendimento-hora de pretos e de pardos representava respectivamente 47% e 49,6% do rendimento-hora dos brancos em 1999, passando a 57,4% para cada um dos dois grupos em 2009. Os percentuais de rendimentos-hora de pretos e pardos em relação ao dos brancos, em 2009, eram, respectivamente, de 78,7% e 72,1% para a faixa até 4 anos de estudo, de 78,4% e 73% para 5 a 8 anos, de 72,6% e 75,8% para 9 a 11 anos, e de 69,8% e 73,8% para 12 anos ou mais.
Comparando-se o Índice de Gini para o rendimento mensal familiar per capita, verifica-se diminuição na desigualdade em proporção similar para brancos (de 0,572 para 0,537), pretos (de 0,502 para 0,471) e pardos (de 0,531 para 0,497). O índice vai de zero a um: quanto maior, mais desigual.
A desigualdade entre brancos, pretos e pardos se exprime também quando se observa o número de pessoas por posição na ocupação. Entre as pessoas ocupadas de 10 anos ou mais de idade, em 2009, eram empregadores 6,1% dos brancos contra 1,7% dos pretos e 2,8% dos pardos. Ao mesmo tempo, pretos e pardos eram, em maior proporção, empregados sem carteira (17,4% e 18,9%, respectivamente, contra 13,8% de brancos) e a maior parte dos empregados domésticos com carteira assinada (3,9% e 2,3% contra 1,9%) e sem carteira (8,3% e 6,8% contra 4,1%).
Trabalho informal prevalece entre mulheres jovens e idosas
O percentual de mulheres no mercado de trabalho formal (que têm carteira assinada, incluindo domésticas, militares e funcionárias públicas estatutárias, são empregadoras ou trabalhadoras por conta própria que contribuíam para a previdência social) subiu de 41,5%, em 1999, para 48,8% no ano passado. Entre os homens, houve um incremento de 45,9% para 53,2%. No mesmo período, a participação feminina na categoria empregado com carteira assinada passou de 24,2% para 30,3%. A participação das trabalhadoras não remuneradas, que trabalham na produção para o próprio consumo ou que exercem atividades na construção para o próprio uso, por sua vez, caiu de 18,7% para 11,6%.
Entre as jovens de 16 a 24 anos, 69,2% das ocupadas estavam em trabalhos informais. A taxa era mais elevada entre as mulheres de 60 anos ou mais: 82,2%. As diferenças eram ainda mais expressivas na comparação regional: no Sudeste, 57,2% das mulheres jovens estavam inseridas em trabalhos informais no Nordeste chegava a 90,5%.
No que tange à cor ou raça, a inserção das mulheres também se dava de forma diferenciada. Entre as de cor branca, cerca de 44,0% estavam na informalidade; percentual que era de 54,1% entre as pretas e de 60,0% entre as pardas. A maior diferença na taxa de formalidade entre as mulheres, segundo sua cor ou raça, ocorreu na região Norte, onde 55,9% das brancas estavam no mercado informal contra 67,1% das pretas e 68,3% das pardas. A menor diferença era a do Sul, cujos percentuais eram de 44,2% para brancas, 43,4% para pretas e 50,5% para pardas.
Entre os mais escolarizados, mulheres ganham 58% do que recebem os homens
Mesmo com maior escolaridade, as mulheres têm rendimento médio inferior ao dos homens. Em 2009, o total de mulheres ocupadas recebia cerca de 70,7% do rendimento médio dos homens ocupados. No mercado formal essa razão chegava a 74,6%, enquanto no mercado informal o diferencial era maior, e as mulheres recebiam 63,2% do rendimento médio dos homens.
A diferença era ainda maior entre os mais escolarizados: as mulheres com 12 anos ou mais de estudo recebiam, em média, 58% do rendimento dos homens com esse mesmo nível de instrução. Nas outras faixas de escolaridade, a razão era um pouco mais alta (61%). Entre 1999 e 2009, as disparidades pouco se reduziram.
O trabalho doméstico é um nicho ocupacional feminino por excelência, no qual 93% dos trabalhadores são mulheres. Em 2009, 55% delas tinham entre 25 e 44 anos, e a porcentagem de pardas era de 49,6%. Um percentual expressivo de trabalhadoras domésticas (72,8%) não possuía carteira de trabalho assinada; a média de anos de estudo era de 6,1, e o rendimento médio ficava na ordem de R$395,20.
Enquanto, em 2009, as mulheres trabalhavam em média 36,5 horas (em todos os trabalhos) semanais, para os homens a carga era de 43,9 horas. Nos trabalhos informais, a média caía a 30,7 horas para as mulheres e a 40,8 horas para os homens. Já nas ocupações formais, tanto para as mulheres (40,7 horas) quanto para os homens (44,8), a média de horas trabalhadas era maior que as 40 horas semanais.
Quando se analisa a média de horas trabalhadas por grupos de escolaridade tanto os homens quanto as mulheres com 9 a 11 anos de estudos trabalham mais do que os seus pares nos demais grupos. As mulheres com escolaridade mais baixa trabalham menos do que aquelas com mais de 12 anos de estudo, enquanto o inverso ocorre para os homens: aqueles com maior escolaridade trabalhavam menos do que os outros.
Apesar do aumento da taxa de atividade das mulheres, essas permanecem como as principais responsáveis pelas atividades domésticas e cuidados com os filhos e demais familiares. No Brasil, a média de horas gastas pelas mulheres a partir dos 16 anos de idade em afazeres domésticos é mais do que o dobro da média de horas dos homens. Em 2009, enquanto as mulheres de 16 anos ou mais de idade ocupadas gastavam em média 22,0 horas em afazeres domésticos, os homens nessas mesmas condições gastavam, em média, 9,5 horas.
A questão dos afazeres domésticos vista pela escolaridade mostra que as mulheres ocupadas com 12 anos ou mais de estudo passavam menos tempo se dedicando aos afazeres domésticos (17,0 horas semanais), quando comparadas às mulheres com até 8 anos de estudo (25,3 horas semanais).
Em 2009, 41 mil mulheres relataram ter sido vítimas de violência
A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) registrou, em 2009, por sua Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), quase 41 mil relatos de violência contra a mulher, o que representou 10,2% dos atendimentos, que incluem pedidos de informação, prestação de serviços, reclamações, sugestões e elogios. Do total de relatos de violência, cerca de 22 mil (53,9%) referiam-se à violência física e mais de 13 mil (33,2%) relatavam violência psicológica, enquanto 576 (1,4%) eram casos de violência sexual.
Vale destacar que, no Brasil, dos 5.565 municípios existentes, apenas 274 contam com atendimento judicial especializado na questão de violência doméstica e familiar contra a mulher. O maior número deles está no estado de São Paulo, com 41 municípios que contam com este serviço, seguido de Minas Gerais, com 26. Distrito Federal e Amapá não oferecem esse tipo de vara especializada. O número de município com delegacia de polícia especializada no atendimento à mulher é um pouco mais alto, 397 em todo o país, sendo 120 no estado de São Paulo e 49 em Minas Gerais. Roraima tem este tipo de unidade de segurança em apenas um município.
22,6% das pessoas com 60 anos ou mais declaram não ter doenças e 45,5% consideram seu estado de saúde bom ou muito bom
Em 2009, havia cerca de 21 milhões de idosos no país e, entre 1999 e 2009, o percentual das pessoas com 60 anos ou mais de idade no conjunto da população passou de 9,1% para 11,3%. Nessa faixa etária, as mulheres eram maioria (55,8%), bem como os brancos (55,4%). Entre os idosos, 64,1% eram a pessoa de referência no domicílio, pouco menos de 12% tinham renda domiciliar per capita de até ½ salário mínimo, 30,7% tinham menos de um ano de instrução e 66% já estavam aposentados.
De acordo com o Suplemento de Saúde da PNAD 2008, apenas 22,6% dos idosos declararam não ter doenças. Entre aqueles com 75 anos ou mais, este percentual caiu para 19,7%. Quase metade (48,9%) dos idosos sofria de mais de uma doença crônica, e, no subgrupo a partir de 75 anos, o percentual atingia 54%. A hipertensão foi a enfermidade que mais se destacou, com proporções em torno de 50%. Dores na coluna e artrite ou reumatismo atingiram respectivamente 35,1% e 24,2% das pessoas de 60 anos ou mais.
Enquanto 77,4% dos idosos declararam sofrer de doenças crônicas, 45,5% afirmaram que seu estado de saúde era “muito bom” ou “bom”. Apenas 12,6% disseram ter a saúde “ruim” ou “muito ruim”, e, entre estes últimos, destacaram-se aqueles com 75 anos ou mais, os pretos ou pardos e os que viviam com renda familiar de até ½ salário mínimo per capita.
O percentual de idosos que não conseguiam ou tinham grande dificuldade em caminhar 100 metros passou de 12,2% (2003) para 13,6% (2008). Esse aumento pode ser explicado pela elevação da esperança de vida (entre aqueles com 75 anos ou mais, o percentual dos que declararam dificuldade ou incapacidade era de 27,2%). Como as mulheres são maioria neste grupo, 15,9% das mulheres declararam ter dificuldade de caminhar 100 metros, contra 10,9% dos homens.
Ainda segundo o suplemento da PNAD 2008, 32,5% dos idosos não tinham seu domicílio cadastrado no Programa Saúde da Família nem tinham plano de saúde particular. Essa situação de desproteção era um pouco menor a partir da faixa de rendimento domiciliar per capita de 2 salários mínimos ou mais, quando o percentual era de 19,7%. No Rio de Janeiro, que tem a proporção de idosos mais elevada do país, quase metade (49,1%) dos idosos vivia sob tais condições.
Comunicação Social
17 de setembro de 2010

Dados preliminares do Censo 2010 já revelam mudanças na pirâmide etária brasileira

Com 80% da população brasileira já recenseada, os dados preliminares do Censo 2010 indicam que a pirâmide etária brasileira se alterou na última década. Em 2000, as crianças de até 4 anos de idade representavam 9,64% da população brasileira, hoje são 7,17%. As de 5 a 9 eram 9,74%, percentual que caiu para 7,79%. A população com até 24 anos somava 49,68% dos brasileiros há 10 anos, hoje constituem 41,95%.
Por outro lado, se ao concluir o Censo 2000 foram encontrados cerca de 24,5 mil brasileiros com mais de 100 anos, agora, com o trabalho ainda em andamento, os registros já contabilizam mais de 17 mil. “A queda da taxa de fecundidade e da mortalidade infantil, aliadas à maior expectativa de vida da população, explicam essa mudança do padrão demográfico”, afirmou o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, durante a divulgação do terceiro balanço da coleta de dados do Censo 2010.
Censo já contou 154 milhões de brasileiros
O Censo 2010 já havia contado 80% da população brasileira, cerca de 154,2 milhões de pessoas, até às 12h dessa segunda-feira, 27 de setembro. Além disso, os recenseadores já haviam visitado 57,8 milhões de domicílios. A coleta continua até 31 de outubro e, nos locais onde já foi encerrada, foi iniciada a etapa final de verificação dos dados. Nessa etapa, o IBGE solicita o apoio dos moradores que podem ainda receber a visita dos supervisores, profissionais que vão a campo após o recenseamento para supervisionar o trabalho realizado.
Ao menos 600 mil domicílios receberão visita de supervisores
Com o andamento da coleta de dados deu-se início ao trabalho de supervisão às informações recebidas pelo IBGE. Nessa etapa, em que pelo menos 600 mil domicílios serão revisitados, os supervisores vão a campo para conferir a qualidade do trabalho dos recenseadores. O IBGE pede à população que receba os supervisores com a mesma boa vontade concedida aos recenseadores.
Entrevistas prosseguem até 31 de outubro
Desde 1º de agosto, cerca de 191 mil recenseadores estão fazendo a coleta de informações para este que é o 12º Censo Demográfico do Brasil e o primeiro totalmente informatizado. Até 31 de outubro, eles visitarão todos os domicílios, nos 5.565 municípios brasileiros, para que o IBGE possa revelar um novo retrato do país, através de um conjunto de informações demográficas, socioeconômicas e habitacionais.
Os recenseadores podem ser identificados por meio de seu uniforme (colete e boné do Censo 2010, veja imagens abaixo), pelo documento de identidade (com nome e foto), que estará visível no bolso do colete e pelo aparelho de coleta de dados (PDA). A identidade de todos eles pode ser conferida através de ligação gratuita para o telefone 0800-7218181, entre 8h e 22h, e pelo site do Censo 2010, acessível no portal do IBGE, através do link www.censo2010.ibge.gov.br/recenseadores.php
Cada recenseador pode organizar seu horário de trabalho a fim de conseguir entrevistar ao menos um morador que possa prestar as informações sobre todos os moradores de todos os domicílios que lhe foram designados. Caso ele não consiga encontrar alguém durante o horário comercial, pode fazer visitas no horário noturno ou durante finais de semana e até feriados.
População, a maior beneficiada pelo Censo
O Censo é a principal fonte de dados sobre a situação de vida da população nos municípios e localidades. É através dele que são coletadas informações para a definição de políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal. Os resultados do Censo também ajudam a iniciativa privada a tomar decisões sobre investimentos. Além disso, a partir deles, é possível acompanhar o crescimento, a distribuição geográfica e a evolução de outras características da população ao longo do tempo.
Daí vem a importância de a população responder ao Censo: é através dele que a sociedade poderá calcular quantas escolas, hospitais e outros equipamentos públicos são necessários em cada localidade, bem como que obras de infra-estrutura são necessárias. Também com os dados do Censo, a iniciativa privada poderá planejar seus investimentos, como a seleção de locais para a instalação de fábricas, shopping centers, escolas, creches, cinemas, restaurantes etc.
Comunicação Social
27 de setembro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Presidente do Equador vê tentativa de golpe em protestos no país

Presidente do Equador vê tentativa de golpe em protestos no país
"Rafael Correa "
Rafael Correa teria sido ferido durante protesto de policiais
O presidente do Equador, Rafael Correa, indicou nesta quinta-feira que vê os protestos ocorridos no país, durante os quais ele acabou sendo hospitalizado, como uma tentativa de golpe de Estado.
Em uma declaração publicada no site da presidência, Correa comentou as manifestações e disse que "faz algum tempo" que grupos de policiais "vem buscando um golpe de Estado porque não conseguem ganhar nas urnas, e há companheiros nossos que não entendem o que é ter uma missão política".
Centenas policiais foram às ruas do país, tomaram o maior quartel da capital equatoriana, Quito, e fecharam o aeroporto internacional da cidade, levando o governo a declarar estado de exceção.
Eles protestam contra um decreto aprovado pelo Congresso Nacional que, segundo representantes da categoria, elimina benefícios sociais e afeta os salários dos policiais.
Pedradas
O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, afirmou que Correa está em um hospital militar em Quito que foi cercado por manifestantes.
Durante o protesto no quartel, as forças de segurança usaram bombas de gás lacrimogêneo para conter os manifestantes. Ao chegar no local, Correa foi recebido pelos policiais rebelados com ofensas e pedradas.
"Não daremos um passo atrás, se querem tomar os quartéis, se querem deixar os cidadãos indefesos e se querem trair sua missão de policiais, façam isso", afirmou Correa, diante de centenas de policiais.
"Senhores, se querem matar o presidente, aqui estou, matem-me se quiserem, matem se têm poder, matem se têm coragem, em vez de se esconderem entre a multidão", gritou o presidente, visivelmente irritado com a situação.
Uma bomba de gás lacrimogêneo explodiu a poucos metros do presidente, que foi rapidamente retirado do local por seus guarda-costas e levado para o hospital.
"Os policiais rebelados estão tentando entrar no meu quarto, pelo teto. Se algo acontecer comigo, a culpa é deles", disse depois Correa em uma entrevista de rádio.
"Gostaria de dizer apenas que meu amor pelos equatorianos é infinito e seja onde estiver eu sempre amarei minha família. Sabia dos riscos e valia a pena, então não se preocupem", afirmou Correa.
Vizinhos
Pouco antes, o chanceler havia convocado os manifestantes a acompanhá-lo ao hospital "para resgatar o presidente", dizendo que havia "gente tentando entrar pelo teto para tirá-lo dali".
Os manifestantes seguiram então para o hospital onde Correa está e, no caminho, acabaram entrando em choque com policiais rebelados.
A imprensa local afirma que os protestos tiveram adesão dos militares e policiais na cidade de Guayaquil (sudoeste do país), reduto da oposição a Rafael Correa e em outras cidades. Em Quito, as principais vias de acesso à cidade foram fechadas.
A crise no país deixou os vizinhos em alerta. Os governos do Peru e da Colômbia fecharam a fronteira com o Equador e a companhia aérea chilena LanChile cancelou todos voos para cidades equatorianas.
Em entrevista ao canal de TV Telesur, o presidente venezuelano Hugo Chávez, disse ter conversado por telefone com Correa, um dos maiores aliados na região.
Chávez disse que Correa havia sido "sequestrado". "Neste momento, o presidente corre risco de vida. Ele não vai ceder, está disposto a morrer", afirmou.
Divisões
Há sinais de divisão entre os militares. O Chefe do Comando das Forças Armadas do Equador, Ernesto González, pediu o fim do levante e disse estar subordinado ao presidente. "Vivemos em um Estado de direito e estamos subordinados a mais alta autoridade, que é o presidente da República. Vamos acatar tudo o que o governo decidir."
Diante da crise, Correa poderá dissolver o Congresso, nas próximas horas, utilizando um mecanismo legal chamado "morte cruzada" que permite o fechamento do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas para Presidente e para o Parlamento.
O vice-chanceler equatoriano, Quinto Luccas, disse ter alertado os governos da região - em especial Brasil, Venezuela e Argentina - sobre a crise política no país, pedindo ações em defesa da ordem constitucional.
"Não estamos pedindo a defesa do governo e sim da democracia equatoriana", afirmou Luccas.
Essa é a primeira grande crise institucional que Rafael Correa enfrenta desde que assumiu o poder, em 2007, e deu início à chamada "Revolução Cidadã" no país.
Condecorações
Os policiais recebiam condecorações a cada cinco anos, o que significava um aumento salarial, além de bônus anuais. O decreto elimina esses benefícios.
Entretanto, Miguel Carvajal, ministro de Segurança, disse que o decreto não afeta os salários dos policiais, ao explicar que os bônus antes recebidos a cada cinco anos passaram a ser nivelados e incorporados ao pagamento dos oficiais.
A seu ver, a crise está sendo gerada por uma campanha de "desinformação" que busca "utilizar" os policiais para obter fins políticos.
"Isso é uma campanha de desinformação. Há que se perguntar quem são os que têm interesse em desinformar", disse Carvajal. "Policiais, não se deixem manipular", acrescentou.
De Porto Príncipe, onde realiza visita oficial, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, telefonou para o chanceler equatoriano para expressar "total apoio e solidariedade do Brasil ao presidente Rafael Correa e às instituições democráticas equatorianas".

Debate na 'Globo' tem acaloradas discussões entre Cabral e Peregrino

Redação SRZD | Eleições 2010 | 28/09/2010 22h31
Os três principais candidatos ao governo no Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR) participam na noite desta terça-feira do último debate antes do momento decisivo no próximo domingo, o dia de votações. Os três debateram na "TV Globo", no Projac, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O SRZD esteve no local e acompanhou todos os detalhes do que os candidatos estão prometendo para o futuro do estado.

- Cabral para Peregrino: 'Está fazendo um papel ridículo'
- Quem se saiu melhor no debate? Opine
No primeiro bloco, Peregrino questionou o atual governador sobre transporte públicoe e o relacionamento de sua esposa com as concessionárias. E o embate foi se acalorando cada vez mais entre os dois, especialmente quando Peregrino questionou Cabral sobre uma casa, que segundo ele vale R$ 4 milhões, e que o governador declarou no valor de R$ 200 mil. Gabeira também chegou a ter um momento mais quente com Cabral, mas as discussões que chamaram a atenção foram mesmo entre os candidatos do PMDB e do PR.
PRIMEIRO BLOCO - Transporte e segurança marcam primeiras discussões
Peregrino começou perguntado para Cabral sobre o tema Olimpíadas. Ele questionou sobre o transporte público durante, se será eficiente durante o evento. "Como o senhor fará para solucionar esse problema atual?".
-Vídeo: Primeiro bloco do último debate candidatos governo do Rio de Janeiro
O atual governador creditou ao sistema falho devido "abandono de décadas". "Estamos investindo depois de décadas de abandono. No próximo ano, a frota da Supervia estará renovada em até 40%. Desde 1980 que não se comprava trens para os metrôs. Foram muitos anos de abandono. Estamos começando um trabalho de investimento", respondeu.
Na réplica, Peregrino rebateu que o problema é de fiscalização. "O seu governo não está fiscalizando. Sua própria esposa é advogada dessas concessionárias". Cabral justificou dizendo que quando conheceu sua esposa, ela já era advogada. "Quando conheci minha mulher ela já tinha um escritório de sucesso. Depois que eu sair do governo, ela continuará advogando. O Garotinho foi governador, e a Rosinha sua secretária. Eu tenho uma mulher que tem uma profissão própria" disse.
UPPs logo entra em pauta
Em seguida, Gabeira questionou Peregrino sobre a segurança no estado. E o candidato do PR disse que as UPPs são "meia política de segurança", e que os arrastões estão tomando conta.
Na réplica, Gabeira disse que as unidades são boas, mas não a única solução.
SEGUNDO BLOCO - Novamente segurança e em seguida saúde são debatidos
No início do segundo bloco, Cabral questionou Gabeira sobre segunraça pública, e quais seriam seus projetos para a área. O candidato do PV voltou a dizer que segurança não é só UPP.
-Vídeo: Segundo bloco do último debate candidatos governo do Rio de Janeiro
"No caso das milícias, esse avanço tem se expressado em número de pessoas presas. Mas as milícias estão se estruturando de uma forma que sempre têm substitutos, ou vem o tráfico e domina. Temos que tratar esse tema com mais profundidade. Podemos acabar com a milícia e reduzir o tráfico de drogas, com um plano para todo o estado", disse Gabeira.

Já o atual governador questionou o que o candidato verde fez pela segunraça enquanto deputado. E ele respondeu: "Você tem uma visão muito limitada de segurança. Os assaltos aumentaram, os furtos subiram 87% na baixada. Não temos soldados nas ruas", complementou Gabeira.
TERCEIRO BLOCO - Cabral e Peregrino discutem
O debate esquentou quando Peregrino questinou o governador sobre uma casa em Mangaratiba. "Como o senhor declarou uma casa que vale R$ 4 milhões como se valesse R$ 200 mil?".
-Vídeo: Terceiro bloco último debate candidatos governo Rio de Janeiro
Cabral respondeu usando como exemplo Rosinha e Garotinha, que apoiam o candidato do PR. "Você é o candidato cuja mulher foi cassada de uma prefeitura. Nunca tive nenhum problema com a justiça. Essa casa eu tenho há 12 anos. A população está aqui para debater ideias do estado. Você está fazendo um papel ridículo", disparou.

Na resposta, Peregrino disse que o assunto interessa sim à população: "O senhor novamente não respondeu minha pergunta. O cidadão quer votar num candidato com as mãos limpas. Uma mansão em Mangaratiba. Isso não é pessoal. A mansão vale R$ 4 milhões, não R$ 200 mil, como você registrou".

O governador justificou que nunca teve problemas com a Justila "É lamentável. Eu sigo rigorosamente a lei. Estamos aqui para discutir os interesses da população. Eu nunca tive problemas como seus padrinhos. Nos próximos 4 anos vamos avançar na vida do povo", argumentou.
Milícias - Novo embate entre Peregrino e Cabral
Peregrino questionou Cabral sobre as milícias. "Você cantou ao lado de milicianos. Se eu não me engano Gerominho e Natalino, que estão presos, algo como 'estamos juntos'. O que me diz?".

Na resposta, Cabral prometeu que até 2014 todas as comunidades estarão livres do crime organizado. "Nós estamos enfrentando tanto o tráfico quanto as milícias. Posso garantir à população que até 2014 nenhuma comunidade terá tráfico ou milícia. O Mariano Beltrame tem todo meu apoio para enfrentar os marginais", complementou.
Copa do Mundo
Logo depois Fernando Peregrino perguntou a Gabeira quais seriam suas propostas para o evento que terá a final no Rio.
"Temos uma grande oprtunidade com essa Copa. Mas temos que transformar tudo o que for feito em legado. Não é possível trabalhar para não acontecer nada. É preciso trabalhar para se inserir no mundo como fez a cidade de barcelona", disse Gabeira.
QUARTO BLOCO - Saúde marca embate entre Cabral e Gabeira
Assim como aconteceu em debates anteriores, o atual governador foi questionado sobre fraudes na saúde. Quem o perguntou sobre o assunto foi Fernando Gabeira, seu principal adversário.
-Vídeo: Quarto bloco último debate candidatos governo Rio de Janeiro
"Nossos governo abriu sindicância antes mesmo de noticiar sobre o assunto. Nós temos um governo limpo, transparente, e essa é nossa marca", comentou Cabral.
Em seguida, o candidato do PV disse que iria discordar. "Não saiu em lugar nenhum esse inquérito. Não só o governador não se manifestou, como não houve evolução nisso. Qual jornal publicou isso? Onde está o inquérito?", questionou.
Peregrino também ataca Cabral no tema saúde
O atual governador abordou o tema das parcerias com o governo e as prefeituras, dizendo que elas são benéficas para a população e que isso o porporcionou uma gestão eficiente.
Peregrino não se conformou. "Como o senhor fala em gestão eficiente quando um garoto morre no hospital por causa de falta de balão de oxigênio?. O senhor participou do governo Garotinho, apoiou projetos dele. Como pode chegar aqui e falar mal o tempo todo deles?", complementou
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Peregrino: "Essa eleição está marcada, desde o início, um para marcar e outro para perder. Esqueceram de combinar com você, eleitor, que tem que decidir. Construiram uma máquia publicitária a peso de ouro. E esse ouro do governo, do poder público, para plantar uma ideia mágica de que o Rio está bem. Mas eu sei o que você está sofrendo. Nunca na história do estado chegamos a um patamar deste da educação. Ele não fez e perdeu a vez. Quem ganha é o cidadão. Vamos demonstar esse castelo de areia. A vida é dura para o cidadão. Me dê um voto de confiança".
Gabeira: "Essa foi uma campanha dura. Eu trabalhei muito. A população merece muito mais. Merece estações com banheiros, climatização. Nós merecemos. Campanha, assim como jogo de futebol, tem que terminar. E eleição termina quando vocês depositam os votos na gente. Vou lutar até o último instante. Eu gosto. Quero levar a você as minhas porpostas. Continuarei com o povo mais pobre do Rio de Janeiro".
Cabral: "Quero agradecer a população do Rio de Janeiro pela confiança. Nós viramos uma página. Quero agradecer ao presidente Lula pelo seu amor ao Rio e ao povo brasileiro. Nosso compromisso é continuar melhorando. Vamos avançar com políticas públicas na educação e saúde. Nós já avançamos muito, mas ainda temos desafios pela frente. Vamos dar ao Rio e seu povo o que ele merece".

Dilma volta a comentar boatos que tentam 'demonizar' sua candidatura

Redação SRZD | Eleições 2010 | 30/09/2010 20h54
Foto: ReproduçãoEm entrevista concedida em um hotel em Copacabana nesta quinta-feira, Dilma afirmou que há uma tentativa de "demonizar" sua candidatura e que é "alvo de boatos sistemáticos". Depois da entrevista, a candidata tirou o dia para se preparar para o debate promovido na noite desta quinta pela "Rede Globo", que ela afirmou que será "maravilhoso".

Em relação aos boatos que envolvem seu nome, Dilma disse que acha "lamentável". "Não faço isso. Muita gente faz isso sem prova e sai por ai acusando as pessoas. Eu lamento enormemente que isso ocorra. Acho que no fim a verdade prevalece, e tem certo tipo de afirmações que se faz que beira a tentativa mais grosseira de aterrorizar as pessoas e de demonizar minha candidatura. Não acredito que a população brasileira tenha qualquer dúvida da minha candidatura", disse ela.

A petista disse que, caso José Serra tenha entrado em contato com Gilmar Mendes para pedir que pedisse vista do processo sobre a exigência de dois documentos no dia das eleições, essa seria "uma das provas mais escandalosas de aparelhamento", mas disse que não tem provas, portanto não pode opinar.

Saiba quantos deputados federais o Brasil elege por Estados da Federação e o Distrito Federal

Cada um dos 27 Estados do Brasil (incluindo o Distrito Federal) é representado no Congresso Nacional por um mínimo de oito deputados. O número de eleitos por cada Estado varia de acordo com a população. É por isso que São Paulo tem 70 deputados, contra oito do Amapá, por exemplo. Confira quantos deputados federais são eleitos por cada Estado:
São Paulo – 70
Minas Gerais – 53
Rio de Janeiro – 46
Bahia – 39
Rio Grande do Sul – 31
Paraná – 30
Pernambuco – 25
Ceará – 22
Maranhão – 18
Goiás – 17
Pará – 17
Santa Catarina – 16
Paraíba – 12
Espírito Santo – 10
Piauí – 10
Alagoas – 9
Acre – 8
Amapá – 8
Amazonas – 8
Distrito Federal – 8
Mato Grosso – 8
Mato Grosso do Sul – 8
Rio Grande do Norte – 8
Rondônia – 8
Roraima – 8
Sergipe – 8
Tocantins – 8

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Campanha publicitária do Citibank - será?

"Crie filhos em vez de herdeiros."                                   
"Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar
um sorvete."                                                         
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela." 
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você
ama."                                                               
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?" 
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."     
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam
pausas..."                                                           
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe /
filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã...
etc.) do mundo!"                                                     
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."                                                                   
E para terminar, mensagem afixada na parede de uma farmácia:
"Não eduque seu filho para ser rico; eduque-o para ser feliz. Assim, ele
saberá o valor das coisas, e não o seu preço."

Educação tira pontos da qualidade de vida do Rio

Estado apresenta queda no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal e sai do grupo de alto padrão. Mas região passou a ter quatro cidades entre as 100 melhores do País

POR MICHEL ALECRIM
Rio - Indicador elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan) apontou queda na qualidade de vida da população fluminense. No Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, a pontuação com base no ano de 2007 foi de 0,7985, abaixo de 0,8035 do ano anterior. Apesar de o resultado tirar o estado do grupo de alto padrão, há o que se comemorar na pesquisa. O Rio passou a ter quatro municípios entre os 100 melhores em vez de apenas dois. Além disso, Macaé entrou no grupo das únicas 12 cidades a atingirem índice acima de 0,9.


O que mais contribuiu para a queda na pontuação do estado foi o quesito educação, que recuou 1,8%. Pesou a redução no percentual de professores com Ensino Superior. No aspecto emprego e renda, houve praticamente estabilidade e o Rio passou a ocupar a primeira posição no País, devido à queda de São Paulo. Já na saúde, foi registrada pequena melhora (0,5%), mas os fluminenses continuaram na 9ª posição.
NA LISTA DOS 100 MELHORES
O retrato feito pelo índice mostra avanços em dois polos: Macaé, no Norte, e Porto Real e Volta Redonda, no Sul. Estes dois últimos municípios entraram para a lista dos 100 melhores do País, ocupando 64ª e 100ª posições, respectivamente. Além dos três, Niterói (90º lugar) faz parte dos top100.

Enquanto o Interior apresenta avanços na qualidade de vida, a Região Metropolitana concentra maior pobreza. Japeri, na Baixada, foi considerado o pior na avaliação e Paracambi, a cidade que teve a maior queda (-8,6%).
Para a coordenadora da pesquisa, Luciana de Sá, o indicador, que está no seu terceiro ano, já virou uma referência para prefeituras, estados e investidores. “Empresas procuram saber qual é o índice antes de realizar investimentos”, afirma a economista.

O ajudante de ambulante Anderson do Nascimento Espíndola, 30 anos, de Japeri, torce para que a realidade mude. “É difícil arrumar emprego. Sempre pedem estudo e eu só tenho a quarta série”, conta. Flavio José Vaz, 22, de Paracambi, também se vira como pode: “Eu tinha um bar, mas tive que fechar por causa da crise. Vendo batata para complementar a renda”, diz.
Interior tem bons exemplos de qualidade

O mapa do índice da Firjan revela maior avanço no Interior. A pequena Italva (14.676 habitantes), no topo da educação nos três anos da pesquisa melhorou ainda mais sua pontuação. Segundo a secretária municipal da pasta, Elizabeth de Almeida, 95% dos professores da rede têm curso superior, graças a programa que facilita o transporte de quem resolve estudar em outro município.

Macaé, que atrai imigrantes por causa da oferta de empregos na área de petróleo, precisa incrementar sua estrutura para atender a essa população. A prefeita em exercício, Marilena Garcia, reconhece que a ajuda da União, inclusive para a segurança, ajuda a reduzir o impacto. Outro bom exemplo do Interior é Piraí, a melhor em saúde. A secretária da pasta, Conceição de Souza, no cargo desde 2001, destaca a política de prevenção e a atenção às grávidas.
Municípios da Baixada concentram pobreza

Na pior posição do ranking estadual ficou Japeri, município da Baixada, localizado no fim de um dos ramais da SuperVia. A distância do principal polo de empregos do estado é justamente um dos motivos para o atraso da cidade, que alcançou má pontuação não só na questão econômica, mas também em educação e saúde. A atual gestão, que assumiu em 2008, diz que está investindo para mudar o quadro.

Paracambi, que ficou na 86ª posição no ranking, foi a cidade que mais caiu em 2007. Emprego e renda foram o que mais contribuíram para a queda.

A avaliação da atenção básica em saúde, que levou em conta aspectos como a mortalidade infantil e o atendimento pré-natal, não deixou a Baixada em boa colocação. São da região os piores colocados: Japeri (90º), Belford Roxo (91º) e Queimados (92º).

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