domingo, 8 de janeiro de 2012

Postos de gasolina são flagrados furtando combustível no Rio.

 
 RIO - Um sofisticado equipamento instalado em bombas de combustível vem enganando consumidores do Rio, como mostrou neste domingo o Fantástico, da TV Globo. A reportagem, que também passou por São Paulo e Curitiba, encontrou na cidade o pior caso: em um posto, não identificado pelo programa, o furto chegou a 12% do tanque de um carro popular — de um total de 50 litros de gasolina, seis não são fornecidos ao veículo. Um laboratório testou a quantidade e a qualidade do combustível de 11 postos do Rio, e em todos foram detectados problemas.
Para revelar a fraude, o Fantástico usou um tanque especial, transparente, na mala de um carro. Sem conhecimento do frentista, a gasolina usada para abastecer o veículo ia para este tanque, de 20 litros, aferido pelo Inmetro. O reservatório era, então, levado para o laboratório, que então media a quantidade em um outro recipiente, também dentro dos padrões do instituto. O máximo de erro permitido em lei é de cem mililitros para cima ou para baixo. Mas, no posto do Rio onde foi feito o maior flagrante, de 20 litros marcados na bomba, 2.410 não chegaram ao veículo da reportagem.
Em outro posto da cidade, de acordo com a reportagem, 2.310 mililitros de 20 litros foram furtados. Um repórter, já se identificando como da TV Globo, depois retornou aos dois locais e pediu que fosse feita e medição usando o recipiente do laboratório. Como a fraude é armada e desarmada por controle remoto, nas duas situações ela não voltou a ser detectada.
Placa diminui a pressão da bomba de combustível
O Fantástico mostrou que uma placa instalada dentro das bombas diminui a pressão do combustível, dando uma diferença na quantidade fornecida e a registrada pelo marcador do equipamento. A fraude é acionada por controle remoto, semelhante ao usado em sistemas de garagem.

Blitz bancária: funcionamento dos caixas eletrônicos não tem regras definidas e cada banco faz o que quer.

Eles deviam facilitar a vida dos clientes na correria do dia a dia. Mas quem tenta utilizar os caixas eletrônicos nos bancos do Rio precisa renovar a dose de paciência. Terminais em manutenção, longas filas, ausência de funcionários para orientar clientes e até falta de canetas e envelopes para depósito são alguns dos problemas que a reportagem do EXTRA encontrou em quatro dias de blitz em 60 agências de 10 bairros da cidade.
E a má notícia é que, se não houver boa vontade dos bancos, não há com quem reclamar. Segundo o Banco Central (BC), não existe nenhuma norma que regulamente o serviço. Fica a critério de cada instituição fixar o número de caixas que vão funcionar, quais cédulas serão oferecidas e quantos funcionários escalarão para auxiliar no uso das máquinas.
Troca de banco
Cansada de "apanhar" da identificação biométrica, a aposentada Hilda Bueno, de 73 anos, vai trocar de banco:
— Isso da mãozinha é complicado. Uma cliente da fila que me ajudou. Estou saindo do banco em fevereiro. Tem muita gente e apenas um funcionário auxiliando. A fila fica grande.
Fila foi o que fez a comerciária Ana Lúcia Barbosa, de 31 anos, não sacar dinheiro nos terminais do Bradesco da Rua Coronel Agostinho, em Campo Grande, na quinta-feira:
— Desisti porque tem muita gente. São poucos caixas e sempre tem um em manutenção.
Neste dia, a dona de casa Márcia Goulart, de 46 anos, enfrentou calor no Santander do Méier para pagar as contas.
— O ar-condicionado não está funcionando e, ainda por cima, o caixa não imprimiu o comprovante — queixou-se.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que os bancos acompanham os problemas e procuram adotar procedimentos para minorá-los.

Dique se rompe em Cardoso Moreira e 1500 pessoas ficam desalojadas

Rio - O rompimento de um dique na localidade de Outeiro, no município de Cardoso Moreira, na região Norte do estado deixou cerca de 1500 pessoas desalojadas. De acordo com o coordenador regional de Defesa Civil, coronel Joaquim Pires, as famílias estão sendo transferidas para a parte mais alta de Outeiro e ficarão em abrigos.
De acordo com o coordenador, o rompimento do dique foi causado pela cheia do rio Muriaé, que banha a cidade. Mais de 100 homens do Corpo de Bombeiros estão no local para ajudar na retirada das famílias.
Ainda segundo Pires, o rompimento não vai agravar a situação na localidade de Três Vendas, em Campos dos Goytacazes, onde um outro dique se rompeu, alagando as casas e deixando quatro mil pessoas desalojadas.
Pezão: 'Ninguém aguenta mais contar prejuízo por causa de chuva'

Após novas enchentes, o vice-governador Luiz Fernando Pezão vai visitar os municípios do Noroeste Fluminense afetados pelas chuvas. A comitiva vai permanecer dois ou três dias e visitar as principais cidades atingidas pelo temporal, como Itaperuna, Italva e Laje de Muriaé.
"Ninguém aguenta mais contar prejuízo todo ano naquela região. Há cinco anos que estou no Governo, já é a terceira vez que vou visitar aqueles municípios por causa de enchentes. Temos que amenizar o sofrimento daquele povo", disse o vice-governador a O DIA.
Pezão disse que deve apresentar em breve um projeto junto ao Ministério da Integração Nacional para a construção de barragens na região. Ele deve procurar também o governo de Minas Gerais, já que os rios das localidades nascem naquele estado.

Três deslizamentos assustaram os moradores do Norte e Noroeste do estado na madrugada e na manhã deste domingo. Em Natividade, um homem ficou soterrado após o desabamento de uma casa na localidade de Cruzeirinho, zona rural do município. A vítima,  um idoso de 63 anos, ficou soterrado até a cabeça,  sofrendo escoriações. Depois de ser atendido no hospital local, recebeu alta e está em um abrigo da prefeitura, localizado em uma creche.
Em Laje de Muriaé, um deslizamento de terra atingiu uma obra de contenção de encostas. Não havia pessoas no local. Em Itaperuna, uma casa no bairro de São Mateus foi atingida pelas terras, mas ningém ficou ferido.
"Estamos fazendo um apelo para que todas as famílias que vivem em comunidades localizadas em área de risco de encosta sem muro de contenção procurem casas de parentes para se abrigar. Se não houver familiares, eles podem fazer contato com a Defesa Civil para procurar um abrigo", disse o coronel Joelson Oliveira, coordenador da Defesa Civil de Itaperuna.
Foto: Leitor @engandreraeli
Avenida Cardoso Moreira, em Itaperuna | Foto: Leitor @engandreraeli
Itaperuna registrou 120mm de chuvas na madrugada deste domingo - três vezes mais do que o esperado. Oito bairros e todo o distrito de Retiro de Muriaé estão embaixo da água. Três mil famílias estão desalojadas em decorrência das tempestades.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) alterou, às 6h deste domingo, para o estágio de alerta máximo a situação do Norte e Noroeste. A região é cortada pelo Rio Muriaé, que voltou a encher com a chuva desta madrugada. De acordo com o Inea, estão em alerta máximo os municípios de Cardoso Moreira, Laje do Muriaé, Itaperuna e Italva, sendo que os três últimos ainda entraram em estado de alerta para deslizamentos.
Segundo o coordenador da Defesa Civil no Noroeste do estado, coronel Douglas Paulich, todos os municípios afetados pelas chuvas no início da semana, com exceção de Santo Antônio de Pádua, voltaram a ser atingidos pelas tempestades. "Tivemos na madrugada o processo da segunda enchente. Os córregos transbordaram e elevaram o nível do Rio Muriaé. É uma enchente que subiu rápido e deve baixar rápido também", afirmou.
Estrada é interditada
O tráfego em uma estrada que liga os municípios de Campos dos Goytacazes e Cardoso Moreira está interrompido após a queda de duas barreiras, neste domingo. A via era a principal ligação entre as cidades após o rompimento de um dique que interditou a rodovia BR-356. "Felizmente não houve nenhum óbito. O trajeto que fica na zona rural é perigoso e fica muito próximo valões", disse Sidney Damasio, assessor de imprensa da prefeitura de Cardoso Moreira.
Foto: Leitor @engandreraeli
Avenida Cardoso Moreira, em Itaperuna, totalmente alagada neste domingo | Foto: Leitor @engandreraeli
Em Italva, foram 70mm de precipitação. As principais ruas do Centro estão alagadas. Segundo a Prefeitura do município, já foram 12 feridos, 650 desalojados e 150 desabrigados. A estimativa é de que 7 mil dos 15 mil habitantes de Italva tenham sido afetados pelas chuvas.
"As pessoas já tinham voltado para susas casas, mas a chuva desta vez foi ainda pior. Os morros estão com grandes riscos de deslizamento a qualquer momento", disse o prefeito de Italva, Joelson Soares, que pode decretar estado de calamidade pública ainda neste domingo.
Em Natividade, até a tarde deste domingo, oito pessoas encontravam-se desalojadas e outras cinco, desabrigadas, de acordo com a Defesa Civil.
Mais chuva nesta segunda-feira
De acordo com a previsão do tempo, nesta segunda-feira, os temporais voltam com força em todo o estado por causa da chegada de uma frente fria. De acordo com o meteorologista Paulo Matsuo, do Climatempo, o tempo só melhora na quinta-feira. Em todo o estado, são 7.707 pessoas desalojadas e 2.510 desabrigadas por causa das enchentes. Duas pessoas morreram, em Miguel Pereira e Laje de Muriaé.
Apesar da inundações, cerca de 2 mil famílias de Três Vendas se recusaram a deixar suas casas. Muitas permanecem em cima das lajes. Equipes da prefeitura estão indo de casa em casa, de barco, levando alimento, água e colchonete e orientando os moradores a saírem para os abrigos. Um posto comunitário foi montado na localidade pela Defesa Civil para atender às vítimas, com médicos e doações de cestas básicas.
De acordo com a prefeitura, a comunidade levará três meses para se recuperar dos prejuízos. O governo do Estado estima uma perda de 1,5 mil toneladas de produtos agrícolas nas lavouras de milho, mandioca e abóbora e 80 mil litros de leite por dia. Não há risco de desabastecimento.

Nota Pública da Embaixada da República Árabe da Síria em Brasília/DF


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Desde que começaram os acontecimentos na Síria, as forças de segurança e os membros do exército têm enfrentado os grupos terroristas armados, que tem protagonizado uma matança contra os cidadãos sírios, usando armas de forma individual e plantando minas terrestres nas estradas e locais densamente habitados. Têm interditado ruas, cometido seqüestros, estupros e bombardeios contra os prédios públicos e privados, com o uso de metralhadoras do tipo RPG e atirando aleatoriamente.

Apesar de todos estes atos, os mentores deste complô tentam enganar a opinião pública e distorcer os fatos, utilizando-se dos mais diferentes meios, incitam as matanças e o terrorismo e ignoram estes grupos terroristas.

Há alguns dias o mundo ouviu as declarações de algumas autoridades libanesas, confirmando a existência de grupos pertencentes à organização Al Qaeda que entraram na Síria através da cidade fronteiriça de Arsal.

Na última Sexta-Feira, 23/12/2011, estes grupos terroristas executaram dois atos suicidas, através da explosão de dois carros-bomba, que continham mais de 200 quilos de explosivos, em frente ao Departamento de Segurança do Estado e de uma delegacia local que vitimaram dezenas de pessoas entre militares e civis, além da imensa destruição dos prédios vizinhos e de um grande número de carros que passavam pelo local.

Estes dois atos terroristas configuram uma nova espiral e confirmam o envolvimento da organização Al Qaeda nos acontecimentos na Síria.

Atenciosamente,
Embaixador da República Árabe da Síria no Brasil
Mohammed Khaddour
Brasília, em 29/12/2011
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Leia e divulgue : http://www.somostodospalestinos.blogspot.com/

Hoje na História: 1917 - Lenin defende saída da Rússia na I Guerra‏

Um dia após a Revolução de Outubro, líder bolchevique pede armistício com as potências centrais
Em 8 de novembro de 1917, um dia após uma insurreição armada, liderada pelos bolcheviques ter derrubado o governo provisório da Rússia e assumido o poder, Vladimir Lenin defende diante do Congresso dos Sovietes de Toda a Rússia um imediato armistício com as Potências Centrais (Alemanha e Áustria-Hungria), durante a Primeira Guerra Mundial.

Lenin, em exílio na Europa Ocidental quando a Guerra eclodiu em 1914, tratou de assegurar sua passagem através da Alemanha em direção a Petrogrado (atual São Petersburgo) em abril de 1917, após a primeira onda da revolução russa ter derrubado em fevereiro o regime do czar Nicolau II. Nos meses que se seguiram, os bolcheviques aumentaram sua influência, ajudados na sua causa pela crítica situação de economia e uma espraiada frustração com a continuidade do esforço de guerra que ceifava todo dia milhares de soldados.

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Leon Trotsky, líder da delegação russa, centro, é cumprimentado por oficiais alemães em Brest-Litovsk

No final de junho, um espetacular fracasso de uma ofensiva ordenada pelo ministro da Guerra do governo provisório, Alexander Kerensky, levou o exército ao colapso, com milhões de soldados desertando do fronte, voltando em para casa e se unindo à causa socialista.

Ao longo dos meses seguintes, o fervor revolucionário na Rússia só cresceu, enquanto Alexander Kerensky, agora nomeado primeiro-ministro, lutava para manter a ordem em face da crescente oposição. Enquanto isso, Lenin se escondia na Finlândia após o abortado levante operário de julho. Retornou à Rússia no final de setembro, a tempo de levar o Comitê Central bolchevique a organizar uma insurreição armada e tomar o poder central.

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Lenin trabalhando no Kremlin, em 1918

O comitê aprovou o plano no final de outubro (calendário gregoriano). Na noite de 6 para 7 de novembro, um grupo armado de operários, soldados e marinheiros irrompeu no Palácio de Inverno, quartel-general e sede do governo provisório. Na manhã seguinte, após uma vitória virtualmente sem sangue, Lenin anunciou que o governo havia caído. Kerensky conseguiu escapar para o exílio, enquanto vários outros ministros foram presos mais tarde naquele mesmo dia.

Em 8 de novembro, Lenin fez sua primeira aparição diante do Congresso dos Sovietes, no qual os bolcheviques detinham uma maioria de 60%. “Vamos agora proceder à construção da ordem socialista”, proclamou. A primeira diretriz governamental para o novo Estado socialista era pôr fim à participação da Rússia no que Lenin e seus camaradas consideravam uma Guerra imperialista, imposta pelas classes dominantes.

Naquele dia, o Congresso aprovou um manifesto, conclamando “todos os povos em guerra e seus governos a abrir imediatamente negociações para uma paz justa e democrática.” Um cessar-fogo formal entre a Rússia e as potências centrais foi declarado em 2 de dezembro.

A saída da Rússia da Guerra, que foi formalizada no Tratado de Brest-Litovsk no mês de março seguinte. Os termos do tratado eram humilhantes. A Rússia abriria mão do controle sobre a Finlândia, países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia) parte da Polônia, Bielorrússia e Ucrânia, assim como dos distritos turcos de Ardaham e Kars, e do distrito georgiano de Batumi, antes sob seu domínio.

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Primeiras duas páginas do documento original do Tratado de Brest Litovsk, em cinco línguas diferentes

Estes territórios continham um terço da população da Rússia, metade de sua indústria e nove décimos de suas minas de carvão. A maior parte desses territórios se tornaria, na prática, parte do Império Alemão, sob a tutela de reis eduques. Entretanto, a derrota da Alemanha na guerra, marcada pelo armistício com os países aliados em 11 de novembro de 1918 em Compiègne, permitiu que Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Polônia se tornassem Estados independentes. Os monarcas indicados tiveram de renunciar aos seus tronos. Já Bielorrússia e Ucrânia envolveram-se na Guerra Civil Russa e terminaram por se tornar integrantes soviéticas sob a égide da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Veja outros fatos marcantes da data
1519 - Conquistador espanhol Hernán Cortez chega em Tenochtitlán e é recebido com festa pelos aztecas
1939 - Hitler escapa de uma tentativa de assassinato organizada pelo carpinteiro Johann Georg Elser.
1960 - John F. Kennedy derrota Richard Nixon em uma das mais disputadas eleições presidenciais da história dos EUA

Por outro lado, o tratado fez tremer os alicerces do esforço de guerra aliado, visto que a Alemanha e a Áustria-Hungria poderiam doravante voltar seus esforços todos para o ocidente. Mais importante ainda, a ascensão ao poder de Lenin e os bolcheviques prenunciava uma nova visão política e estratégica da ordem mundial que iria enfrentar durante décadas as potências ocidentais, em especial os Estados Unidos, e o liberalismo na Europa e em todos os quadrantes do planeta.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

História Ambiental

Café História entrevista a historiadora Lise Sedrez, professora do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH-UFRJ)

Não são apenas os biólogos que se interessam por índices pluviométricos ou por troncos de árvores caídas. Historiadores também. São os historiadores da chamada "história ambiental", que desde os anos 1960, aproximadamente, vem se afirmando como um campo de estudos bastante produtivo e interdisciplinar da historiografia. Para saber mais a respeito, conversamos com a historiadora Lise Sedrez, atual professora do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Formada em História pela PUC-RJ, e tendo cursado mestrado e doutorado nos Estados Unidos, Sedrez é uma das maiores referências no Brasil quando o assunto é história ambiental. Confira abaixo como foi esse agradável bate-papo, o primeiro de 2012.

CAFÉ HISTÓRIA: Professora, antes de tudo, muito obrigado por atender o convite de entrevista do Café História. É um prazer tê-la conosco na rede. Começamos esse bate-papo com uma curiosidade ao mesmo tempo acadêmica e pessoal. Quando a chamada história ambiental se consolidou no horizonte dos historiadores e o que atraiu a sua atenção nesta história?

LISE SEDREZ: Oi Bruno. Eu que agradeço o convite. Bom, História ambiental, com este nome, é um produto dos anos 1970, quando se formou a American Society of Environmental History nos EUA. O nome mesmo vem do trabalho de um historiador chamado Roderick Nash, nos 60. É uma transformação na academia que acontece interligada às transformações na sociedades norte-americana, com o crescimento dos “novos movimentos sociais” - o ambientalismo e novo feminismo, por exemplo. Não é por acaso que no mesmo período (anos 1960 e 1970) se desenvolvem os chamados subaltern studies, os novos estudos de gênero (incluindo a queer history), e mesmo os estudos chicanos. Mas, para bem além do que acontecia nos EUA, historiadores há muito se ocupam das relações entre sociedade e natureza. Um dos trabalhos mais interessantes de Engels, por exemplo, discute a poluição na Inglaterra no bojo da Revolução Industrial. Gilberto Freyre escreve o maravilhoso Nordeste, que ele define como uma “história ecológica” - e isto em 1937. Obviamente, não é o mesmo tipo de história, com as mesmas questões metodológicas, quarenta anos depois, mas de resto, nada na historiografia permaneceu o mesmo nestes quarenta anos, nem em campos tradicionais como as narrativas nacionais. Por outro lado, a história do clima depois do ano 1000, de LaRoy Ladurie, mostra que estas novas questões acontecem em ambos os lados do Atlântico. E ninguém que tenha lido o Mediterrâneo de Braudel pode ignorar suas reflexões sobre o “tempo da terra” e as transformações do ambiente.

Já o meu envolvimento com história ambiental tem um quê de paixão e um quê da acaso. Eu me formei em história na PUC nos anos 1990, e estava no Rio de Janeiro em 1992, no Fórum Global, na Rio-92. Era algo contagiante, apaixonante, e eu me envolvi muito com organizações não governamentais, ambientalistas, como o Greenpeace. Alguns anos depois, quando decidi fazer um mestrado, procurei algo nesta área, e aí fui parar em New Jersey, onde o New Jersey Institute of Technology oferecia um Mestrado em Estudos de Políticas Ambientais. Meu orientador lá era John Opie, um historiador fabuloso, e um dos fundadores da American Society of Environmental History. Aí, era um pouco destino. Eu tinha que voltar para a História, mas com este viés. Quando fui para o doutorado, isto já estava muito claro para mim, e procurei programas que tivesse este tipo de abordagem, como a Stanford University, com o prof. John Wirth.

CAFÉ HISTÓRIA:É notável como os governos, as organizações, e as pessoas de uma forma geral estão muito mais interessadas hoje nas questões ambientais do que estavam há 60 ou 70 anos. O que foi determinante para que ocorresse essa “mudança de consciência”? O crescimento da história ambiental é um sinal destes novos tempos?

LISE SEDREZ: Bruno, como falei antes, logicamente há uma relação entre o desenvolvimento da história ambiental como disciplina e este nova percepção da natureza como vulnerável. Na minha pesquisa sobre a baía de Guanabara, isto fica muito óbvio: o sonho dos engenheiros do início do século XX era uma transformação da baía para o embelezamento da cidade, e a baía era quase uma tela sobre a qual se exercitava a excelência da engenharia nacional; no fim do mesmo século, a dor de cabeça é como “salvar” a baía da poluição, do sufocamento por estas mesmas engenharia e indústria nacional tanto celebrados. Há muitos fatores que contribuíram para esta “mudança de consciência”, como disseste. Há momentos chaves no século XX que mudam a percepção das relações entre sociedades e natureza, mas, principalmente, da capacidade das sociedades humanas de transformar drasticamente a natureza. Se quisermos, é possível pensar mesmo num Elisée Reclus, John Muir ou mesmo Aldo Leopold, e sua maravilhosa definição de “ética da terra” e “comunidade biótica”.

CAFÉ HISTÓRIA: A Sociedade Latino-Americana e Caribenha de História Ambiental foi fundada em 2006, reunindo pesquisadores de todo o continente. Qual foi a participação dos historiadores brasileiros nesta sociedade? Podemos dizer que o Brasil é uma potencial regional no que se refere a história ambiental?

LISE SEDREZ: Brasileiros certamente estiveram presentes desde a fundação da sociedade. Alguns nomes que vem imediatamente à cabeça: José Augusto Pádua, Regina Horta, Eunice Nodari e eu mesma. O Brasil é uma referência no que se refere à história ambiental latino-americana, tendo inclusive hospedado o IV Simpósio da SOLCHA, em Belo Horizonte, em 2008. http://www.fafich.ufmg.br/solcha/. Mas não é só isto. A gente tem estabelecido redes de estudos de história ambiental em todo o Brasil, e os contatos com os EUA, que ainda são o maior centro de pesquisas na área, tem se multiplicado. De fato, a UFRJ vai organizar em dezembro de 2012 um simpósio EUA-Brasil sobre os principais temas de história ambiental nestes dois países.
CAFÉ HISTÓRIA: Índices pluviométricos, troncos de árvores caídas, relatórios de poluição física ou atmosférica. Tudo isso pode ser considerado fonte para o historiador ambiental. Mas como é o acesso a esse tipo de fonte? Que tipos de arquivos são visitados por quem estuda a interação do homem com o ambiente, no passado? É um trabalho de pesquisa que se diferencia muito de uma pesquisa, chamemos aqui, de tipo mais tradicional?

LISE SEDREZ: A resposta aqui é sim e não. Certamente a gente entra nos arquivos tradicionais, mas os lê de uma forma diferente. Por exemplo, Emmanuel La Roy Ladurie, na sua história do clima depois do ano 1000, desenvolve um estudo muito interessante do clima medieval, a partir de fontes que já tinham sido analisados por dezenas de historiadores: as longas séries sobre a qualidade do vinho na França e na Alemanha, algumas chegando até antes do século XI. A qualidade do vinho, sua doçura, o quanto é encorpado, tudo isto nos fala também das chuvas, das secas, dos períodos de fome e de fartura. Isto é história ambiental, e o livro foi publicado pela primeira vez em 1971. Além disto, lógico, a gente tem que sair um pouco da zona de conforto. História ambiental é por definição interdisciplinar, e a gente acaba tendo que mergulhar em relatórios científicos, química, física, biologia. Para fazer meu estudo sobre a Baía de Guanabara ao longo do século XX, por exemplo, tive que ler vários textos de engenheiros sanitários, tentando entender conceitos como demanda bioquímica de oxigênio, nichos ecológicos e outros termos próprios. Mas eu não daria a isto uma importância (ou uma dificuldade) exagerada. Todas as áreas da história tem vocabulários próprios e demandas próprias. História econômica, por exemplo, exige conhecimentos de regressões, e mais estatística do que eu jamais vou querer aprender. Como fazer estudos de gênero sem um bom entendimento de discussões de identidade e sociologia de gênero? Ou vamos pensar em história legal - todo aquela linguagem de “legalês” e as contradições entre o direito romano e suas interpretações posteriores. Estas pontes que a história constrói com outras disciplinas são parte mesmo do que a gente entendo por história, seja história ambiental ou outros ramos com maior tradição na historiografia.

CAFÉ HISTÓRIA: Professora, a senhora diz que a história ambiental é, por definição, interdisciplinar. Ela resulta do trabalho tanto de historiadores como de geógrafos, demógrafos, biólogos, engenheiros florestais, climatólogos e antropólogos, dentre outros tantos estudiosos das relações entre natureza e sociedade. Mas como essas parcerias são construídas na prática? Quais são os canais de comunicação e interação que conectam esses pesquisadores? E mais: qual o desafio de abordagem metodológica para o historiador numa área construída a tantas mãos?

LISE SEDREZ: Estas parcerias são construías como tantas outras na comunidade acadêmica: contatos, pareceres, estudos. Os trabalhos não tem necessariamente que ser construídos com várias mãos, mas a área sim. Warren Dean uma vez disse que, quando escrevia seu monumental The Struggle for Rubber, uma história da exploração de borracha na Amazônia, e mesmo mais tarde seu magistral A Ferro e Fogo, uma história de 500 anos da Mata Atlântica, ele passou anos importunando seus amigos e colegas biólogos e cientistas, pedindo referências, recuperando fontes, solicitando esclarecimentos. As instituições profissionais de história ambiental, como a ASEH, a ESEH e a SOLCHA, também encorajam muito a participação de não historiadores em suas pesquisas, o que admito que às vezes é complicado. Temos às vezes biólogos extremamente entusiasmados porque acharam uma série histórica, como a da exploração de pérolas no mar da Baja California (Mar de Cortez), por exemplo. Este é um caso específico em que a colaboração de biólogos e historiadores foi muito proveitosa. Micheline Cariño, que é a atual presidente da SOLCHA, estava em contato com estes biólogos, e foi um trabalho enorme reformular a pesquisa para mais do que “fatos históricos curiosos”, em direção a um diálogo com a historiografia sobre a ocupação econômica, social e étnica daquele espaço, sobre como os ciclos ecológicos das pérolas num ambiente vulnerável como a Baja California aguçava as disputas por poder, se inseria em instituições tradicionais no México como a peonage, etc. Acho que a resposta aqui é que não há uma resposta padrão. Esta comunidade de historiadores ambientais e outros cientistas com interesse na história buscam estabelecer estes contatos na medida que seus objetos de pesquisa o exigem, e os desafios são enfrentados na media que aparecem.

CAFÉ HISTÓRIA: O aquecimento global é atualmente um dos temas mais quentes (com o perdão do trocadilho) e populares no plano da discussão ambiental. Além de ocupar um espaço importante na imprensa nacional e internacional, o tema é pauta sempre presente nos encontros de líderes mundiais, tornou-se objeto de um número cada vez maior artigos científicos e razão de protesto das mais importantes organizações mundiais. Prova dessa popularidade é o sucesso do documentário do político norte-americano Al Gore, “Uma Verdade Inconveniente” (2006), premiado como Oscar de melhor documentário. O filme, aliás, expos um verdadeiro racha: de um lado estão cientistas que acreditam que o aquecimento global decorre da interferência humana; de outro, estão os mais céticos, chamados pejorativamente de “negacionistas”, que defendem que o aquecimento global é algo inerente ao nosso planeta. Como os historiadores veem se posicionando nesta arena de disputas? E a senhora, como enxerga esta questão?

LISE SEDREZ: Bom, do ponto de vista científico, esta divisão em dois lados é uma falsa questão. É como colocar de um lado “evolucionistas” e do outro “criacionistas”. Na pesquisa científica, não são “lados equivalentes”- embora para o historiador do fim do século XX, início do século XXI, estas sejam disputas fascinantes. Há muitos historiadores que desenvolvem pesquisas climáticas - citei Ladurie, desde 1971, mas há muitos outros, como Nancy Langston e Tom Griffiths. Mas um dos livros mais interessantes que li sobre esta questão é o Merchants of Doubt, de Erik Conway e Naomi Oreskes. Eles trabalham de fato com história da ciência, mas Erik já há vários anos lida com esta fronteira entre história da ciência e história ambiental. No livro, publicado ano passado, fácil de ler, dá para baixar no Kindle, eles mostram como estas “falsas polêmicas” científicas tem uma história e estabelecem uma sólida conexão entre os cientistas que hoje dizem que “não há certeza sobre a origem antropogênica da mudança climática” e os que diziam que “não há certeza sobre um elo causal entre fumo e câncer.” E quando digo sólida conexão quero dizer sólida mesmo, com os mesmos cientistas, os mesmos institutos, se posicionando consistentemente contra uma esmagadora maioria de estudos, a fim de obstruir a tomada de políticas públicas, sejam elas de campanhas contra fumo ou assinaturas de tratados internacionais para controle de emissões de gases que causam efeito estufa. Meu ponto (e o deles) é mostrar que esta falsa polêmica tem menos a ver com uma história do clima e mais a ver com as relações de poder que se estabelecem entre a comunidade científica e a esfera pública. O que não a torna menos fascinante, ao contrário.

CAFÉ HISTÓRIA: Professora, a senhora faz parte hoje do quadro docente do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Que atividades no campo da história ambiental estão sendo desenvolvidas nesta universidade? Que pesquisas destacaria? Há muitos alunos de graduação ou de pós-graduação trabalhando na área?

LISE SEDREZ: A possibilidade de trabalhar com história ambiental foi um dos pontos que mais me atraiu para a UFRJ. O prof. José Augusto Pádua, professor da casa há vários anos, estabeleceu um núcleo de estudos ambientais que estamos ampliando. O núcleo consiste de professores, alunos de graduação e pós-graduação, de várias universidades do Rio de Janeiro, que se reúnem todas as quintas feiras, das 14H às 16H, para leituras, debates, discussões. Em 2012, este espaço terá o prof. Angus Wright, emérito da California State University em Sacramento, ministrando um minicurso sobre história agrária e ecologia, uma discussão sobre internacionalismo, pesticidas, copyrights, modelos agrícolas, interessantíssimo. Estamos sempre atentos para formas de diversificar este espaço, promover atividades, estimular mais pesquisas. É isto está dando frutos. Este ano mesmo tivemos vários candidatos nas seleções de mestrado e doutorado que queriam trabalhar com história ambiental. Há desde pesquisas mais tradicionais na historiografia brasileira (como pesquisas sobre viajantes e naturalistas do século XIX) até tentativas mais ousadas, como pesquisas sobre as chuvas no Rio de Janeiro e Buenos Aires, um estudo de história ambiental urbana.

CAFÉ HISTÓRIA:A senhora estudou e trabalhou durante vários anos nos Estados Unidos. Pode contar um pouco mais sobre este período? A história ambiental feita lá difere muito da história ambiental feita aqui no Brasil?


LISE SEDREZ: Como mencionei antes, fiz meu mestrado e doutorado em história ambiental, primeiro na New Jersey Institute of Technology e depois na Stanford University. Depois disto, dei aula no College of William and Mary, em Williamsburg, Virginia, um dos mais antigos estabelecimentos de ensino superior nos EUA, e finalmente na California State University em Long Beach, onde fiquei até ano passado. Foi um grande período de aprendizado, de descobertas, e de muitas viagens. Basta dizer que atravessei os EUA de carro umas três vezes, levando de 15 a 24 dias cada vez (tem louco que faz isto em cinco dias). Eu me apaixonei pelo país, pelas paisagens duras ou emocionantes, inóspitas ou acolhedoras, pelas pessoas, e mesmo pelas loucuras da vida americana. O que não significa não ser crítica - como o são tantos que moram lá, latinos como eu ou não. A história ambiental tanto nos EUA como na América Latina tem mudado muito nos últimos anos, até pelo contato e amadurecimento da disciplina. Vinte anos atrás, a história ambiental norte americana costumava ser mais provinciana, no sentido de muito voltada para o “próprio umbigo”, para uma certa narrativa excepcionalista que caracteriza os EUA. E isto mudou. Há mais busca do contraste, da comparação, da similaridade, do outro. Há uma procura para entender como experiências nos EUA podem ser diversas ou similares às experiências na África, na Ásia, na Europa, na América do Sul. E isto é visível, por exemplo, nos títulos e temas dos trabalhos apresentados nos encontros da ASEH. No Brasil, por outro lado, o que a gente chama de história ambiental “nasce” a partir de vários caminhos: geografia histórica, política, história econômica. Isto desde, por exemplo, Euclides da Cunha em Os Sertões, ou Gilberto Freyre em Nordeste. O desafio é diferente. É buscar a partir destes caminhos estabelecer um quadro teórico, ou melhor, um espectro de quadros teóricos, e uma agenda metodológica que ofereça à história ambiental um lugar claro e visível na historiografia brasileira. Nisto acho que a experiência da história ambiental norte-americana pode ajudar.

CAFÉ HISTÓRIA: Professora, a senhora diz que há um esforço de incorporar o debate de história ambiental nas cadeiras obrigatórias nas faculdades de história, evitando a formação de “guetos disciplinares”. Na sua opinião, este esforço já tem resultados positivos? Como isso pode ser feito? Será que essa discussão tem fôlego para chegar ao currículo das escolas?

LISE SEDREZ: Esta última pergunta é difícil, mas eu já tenho alunos de graduação fazendo seus trabalhos de fim de curso neste tópico. Alguns dos meus alunos, por exemplo, analisaram livros didáticos de segundo grau e tentaram entender se e como a história ambiental entrava nas escolas. O resultado foi com altos e baixos. Alguns livros parecem estar incorporando questões da história ambiental, mas, na maior parte das vezes, é só naquele quadrinho explicativo - nisto, não estamos tão diferentes de outras subdisciplinas, como história de gênero. Depois de uma narrativa bem tradicional, os autores, como se só então lhes tivesse ocorrido, acrescentam um quadrinho dizendo “A propósito, também houve desmatamento neste período” ou “A propósito, também havia mulheres por ali”. Mas alguma coisa já chega lá. Muitas escolas também estão introduzindo educação ambiental no currículo regular, e isto pode incluir alguma discussão de história ambiental. Mas raramente os professores de história se envolvem nesta matéria. Fica mais a cargo dos professores de ciência.

Pessoalmente, acho que o único jeito de história ambiental se desenvolver, e não só no Brasil, é realmente evitando a guetização. Por exemplo, quando ensino história das Américas, a inserção da América Latina no contexto internacional do fim do século XIX passa necessariamente pelo que chamamos de “segunda conquista da América”, uma mudança radical de paisagens e de uso da terra que é um tema clássico da história ambiental. da mesma forma, a conquista do Oeste na história norte americana precisa entender a ocupação das terras indígenas, a destruição do búfalo, a construção das grandes ferrovias e seus custos ambientais - e isto é importante não só para o historiador ambiental, mas para qualquer profissional interessado em história dos EUA no século XIX. Dá trabalho? Dá. Mas também dá frutos, e permite ao estudante, ao futuro historiador abordar as complexidades e as promessas do estudo de história.

CAFÉ HISTÓRIA: Professora Lise, muito obrigado pela entrevista. Tenho certeza que os leitores do Café História possuem grande interesse no que foi dito aqui. Para finalizar, a senhora poderia indicar algumas referencias bibliográficas ou artigos de história ambiental para aqueles que querem se aprofundar no campo?

LISE SEDREZ: O prazer foi todo meu, Bruno.
Bom, esta pergunta me dá uma oportunidade de vender meu peixe. Nos últimos dez anos, tenho mantido uma bibliografia online de história ambiental da América Latina, que pode ser vista em http://www.csulb.edu/laeh De fato, com o apoio da FAPERJ, estou em processo de transferí-la para a UFRJ, adaptando-a ao público latino-americano (por enquanto ela está basicamente em inglês). Ali há mais de mil referências de história ambiental latino-americana, num banco de dados que pode ser pesquisado por autor, tema, palavra chave, título...

Mas para dar uma resposta mais direta, os três textos em português que eu indicaria, para uma introdução à história ambiental, são:

DUARTE, Regina Horta. Por um pensamento ambiental histórico: o caso do Brasil. Luso-Brazilian Review, v.41, n.2, p.144-62, 2005.


PADUA, José Augusto. As bases teóricas da história ambiental. Estud. av., São Paulo, v. 24, n. 68, 2010.


WORSTER, Donald. Para fazer história ambiental. Estudos Históricos, v.4, n.8, p.198-215, 1991.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Baixada Fluminense também está em alerta após chuva, diz Inea


Duas cidades estão em alerta e outras quatro em estado de atenção. 
Inea diz ainda que rios que cortam a Baixada podem transbordar.

Além de Friburgo, na Região Serrana do Rio, dois municípios da Baixada Fluminense também estão em estado de alerta por causa da chuva. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), os rios que cortam os municípios de São João de Meriti e Duque de Caxias correm o risco de transbordar.
Ainda segundo o Inea, outros municípios como Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo e Nova Iguaçu, todos na Baixada Fluminense, estão em estágio de atenção. A situação é a mesma em Macaé, no Norte Fluminense, de acordo com o Inea.
Desalojados em Friburgo
Por causa da chuva, cerca de 300 pessoas precisaram deixar suas casas em áreas de risco em Friburgo. Segundo o coronel João Paulo Mori, 150 pessoas foram encaminhadas para pontos de apoio espalhados pela cidade e outras 150 foram para casas de parentes ou amigos em locais seguros do município.
O mau tempo no município causou a queda de muros de casas e deslizamentos de barreiras em estradas de acesso a  Friburgo, que está em alerta máximo. Em 24h choveu cerca de 100 mm.
“Existem quase 100 pontos de apoio espalhados pela cidade. Temos sirenes em 20 comunidades de Friburgo e já acionamos o alerta em 14 comunidades. Essas pessoas foram deslocadas para os pontos de apoio e outras foram para casas de parentes”, comentou o coronel.
De acordo com a Defesa Civil do município, foram registrados 21 chamados nas últimas 24 horas. No entanto, nenhum com gravidade. A previsão é que continue a chover nas próximas horas.
Por causa da chuva, alguns rios transbordaram no domingo (1º). Equipes da Defesa Civil do município percorrem, na manhã desta segunda, as ruas do município para analisar os estragos e alertar moradores em áreas de riscos. O secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, chegou à cidade serrana acompanhar o trabalho da Defesa Civil do município no atendimento de ocorrências.
Há quase um ano, uma enxurrada em 11 de janeiro de 2011 causou a morte de mais de 900 mortos na serra do Rio.
Estradas
As estradas de acesso a Nova Friburgo também foram prejudicadas pela chuva. Segundo a concessionária Rota 116, que administra a rodovia RJ-116 (Itaboraí-Nova Friburgo-Macuco),uma árvore caiu na altura do km 44, em Cachoeiras de Macacu, na Região das Baixadas Litorâneas. Uma equipe da concessionária está no local e o tráfego segue apenas em uma faixa.
Já na RJ-130, entre Teresópolis e Nova Friburgo, o trânsito está em meia pista na altura do bairro Duas Pedras por causa da lama na via.
Aviso meteorológico especial
Segundo o aviso meteorológico especial divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), devido à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul, persistem as condições favoráveis a chuva moderada a forte, trovoadas isoladas e acumulados significativos de chuva em todo o estado do Rio.

Os maiores valores de chuva estão previstos, ainda de acordo com o boletim meteorológico, para as áreas de divisa com o estado de Minas Gerais, Região Serrana, Noroeste Fluminense e Médio Paraíba. Além disso, há possibilidade de rajadas de ventos de até 80 km/h na faixa litorânea do estado
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domingo, 1 de janeiro de 2012

1.000 Postagens - Obrigado a todos os leitores 2012 será ainda melhor!

E com muita alegria que venho comemorar com vocês a 1.000 postagem em meu blog, e com muita dificuldade e muito carinho que seleciono aquelas noticias e textos que acrdito ser de grande valia para os amigos leitores no Brasil e no mundo - Obrigado pela visita e sejam bem vindo sempre ao Blog. Sinta-se à vontade e se possível faça sugestão de materias que gostaria de ver por aqui. Abraço forte.