terça-feira, 13 de setembro de 2011

A 8ª Expo Estágios da Unigranrio volta a acontecer na quadra poliesportiva da Unigranrio, nos dias 13 a 15 de setembro, das 10 às 19h.

Expo Estágios da Unigranrio começa em 13 de setembro
Expo Estágios da Unigranrio começa em 13 de setembro
Cerca de 30 mil pessoas da Baixada Fluminense terão uma feira composta por 32 empresas e instituições, com cerca de 5 mil oportunidades e palestras de qualificação sob a coordenação de especialistas em RH e outros segmentos produtivos. Para participar das palestras gratuitas e conhecer toda a programação, os participantes devem acessarwww.unigranrio.br/expo2011. Com o aquecimento da economia, o setor de RH na Feira está ávido por profissionais de várias áreas e vai reforçar o contato com jovens universitários, enquanto que os candidatos devem apresentar potencial para as vagas disponíveis. É hora de pit stop nos boxes da Expo Estágios. Entrada franca.
As empresas e instituições estão confiando nos novos talentos da Baixada e na competência da Unigranrio em eventos como a Expo Estágios. Veja as empresas e instituições que estarão em Caxias, a partir de 13 de setembro: Secretaria de Trabalho e Renda RJ, Infoglobo, L’Oréal, Rede D’Or, Essilor International, Inmetro, Sebrae, Lojas Riachuelo, Resitec Indústria Química, Ediouro Publicações, Prefeitura Municipal de Duque de Caxias, Grupo Construir, Fundação Mudes, CIEE, ABRH-RJ, Gelre, Manpower, Folha Dirigida, Pravaler, Provedor de Talentos, Cultura Inglesa, World Study, Niely Cosméticos, Vagas.Com, SLM RH, Cenacope, Rodofly, DSRH–Desafios e Soluções em Recursos Humanos, Algar Tecnologia e RH Unigranrio.
Coordenador da Expo chama a atenção para outros diferenciais da feira – De acordo com o coordenador de eventos da Unigranrio, Leonardo Diniz, “este evento é perfeito para quem busca o primeiro estágio”. Léo avisa que os interessados nas vagas devem ter características essenciais, tais como determinação, iniciativa, habilidade de comunicação, facilidade de trabalhar em equipe, capacidade de discernimento e comprometimento com o trabalho escolhido. Léo ainda tem um aviso importante: “O objetivo da Feira é mais do que fazer cadastro de alunos, é mostrar o perfil das empresas participantes, aqui em Caxias, criando nos candidatos às vagas o interesse de ingressar em alguma delas. Há palestras importantes para os três dias da Expo”, adianta.
Logo Expo 2011
Logo Expo 2011
Palestras/Dia 13 – No auditório principal do campus I haverá temas e palestrantes de renome. Dia 13/9, às 10h, Juliana Bonomo, gerente de Recrutamento e Desenvolvimento da L’Oréal Brasil, falará sobre “Universo L’Oréal e o mercado a beleza, seus desafios e oportunidades”. Juliana tem 15 anos de experiência em Gestão de Pessoas, tendo trabalhado em grandes empresas como Shell, Vale e Rexam.
Às 17h30, Ana Marçal, assessora de Planejamento e Controle da Unigranrio, discorrerá sobre “Onde está o emprego no Estado do Rio de Janeiro?”. Ana tem mais de 25 anos de experiência nas áreas de planejamento de marketing, inteligência competitiva, planejamento estratégico e gestão, nos segmentos de telecom, governo e educação. Ela atuou em organizações como a Oi e Secretaria de Estado de Educação do RJ.
Às 19h, Marlon Brum de Carvalho, editor-executivo do jornal Extra, fechará o ciclo de palestras deste dia com o tema “Jornalismo popular: o importante de forma interessante”. Marlon é responsável pela implantação dos cadernos Baixada e Zona Oeste, além de um dos fundadores do Extra. Atuou como editor-assistente dos jornais de bairros de O Globo, foi editor-assistente do jornal O Dia, onde também era responsável pela edição Baixada, tendo iniciado como repórter do Jornal de Hoje, de Nova Iguaçu. É vencedor de dois Prêmios Esso de Primeira Página, em 2006 e 2007, e do Prêmio internacional Best of News Design, da SND, em 2010, também na categoria Primeira Página.
Palestras/Dia 14 – Às 10h, Dalvison José Souza Costa, sócio da PricewaterhouseCoopers, fará a primeira palestra sobre “Oportunidades de carreira em consultoria & auditoria”. Ele tem mais de 20 anos de experiência em auditoria e consultoria contábil, de processos, controles e sistemas.
Às 17h30m, Sérgio Leusin, pró-reitor de Pós-Graduação da Unigranrio dá palestra sobre “O que é e quanto você pode ganhar fazendo uma pós-graduação?”. Sérgio Leusin é doutor em engenharia pela Coppe/UFRJ, arquiteto e sócio da GDP Gerenciamento e Desenvolvimento de Projetos, empresa dedicada ao desenvolvimento de projetos e gerenciamento de obras com uso de tecnologia BIM.
Às 19h, Luiz Guilherme Testa, gestor de vendas, marketing e mídia da Vagas Tecnologia, fala sobre “A internet trabalhando pela sua carreira”. Luiz é engenheiro de produção, pela USP, com pós-graduação em Marketing e Gestão de Negócios pela ESPM. Atuou na Ericsson Telecomunicações, Energia Young & Rubicam. Atualmente, é responsável pelo site Vagas.Com.Br.
Palestras/Dia 15 – Às 10h, José Carlos de Freitas, diretor de Competências e Premiações da ABRH-RJ, fala sobre “Dicas para colocação no mercado de trabalho”. Ele, que é mestre em administração e desenvolvimento empresarial, tem mais de 35 anos de experiência na função executiva de gestão com pessoas. Atuou em empresas como Telerj, Embratel e Sistema Petrobras. José Carlos é professor universitário há 25 anos e, atualmente, é consultor de empresas no Brasil e no exterior. Há 12 anos, ele é diretor da ABRH-RJ.
Às 17h30m, Rosilene Ribeiro, diretora de Recursos Humanos da Unigranrio, dá palestra sobre “As competências de um profissional de sucesso”. Ela é graduada em psicologia pela UFRJ, pós-graduada em Gestão Empresarial pelo IAG Management/PUC-RJ, com especialização em psicanálise pelo Cepcop/RJ. Atualmente, além de seu cargo na Unigranrio, é professora convidada da FGV/RJ. Rosilene tem mais de 25 anos de profissão, tendo atuado em empresas nacionais e multinacionais, com ênfase em processos de start up, fusão e aquisição.
http://www.caxiasdigital.com.br
Fonte: 

domingo, 11 de setembro de 2011

Os melhores amigos do homem

Animais ajudam na recuperação de pacientes e melhoram o ânimo de crianças e idosos

Celina Côrtes e Thiago Asmar

Uma experiência pequena, mas com resultados animadores, está empolgando pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo, campus de Pirassununga. O trabalho, coordenado pelo professor Marcelo Ribeiro, consiste em usar animais para ajudar crianças com deficiências mentais a melhorar o desempenho escolar. Há três anos, os cientistas levam pacientes atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae)
da cidade para participar do trabalho com os bichos abrigados no
setor de criação. As crianças cuidam de cabras, coelhos, peixes, etc. Durante as atividades, aprendem conceitos e desenvolvem habilidades
de maneira fácil e divertida. Quando acompanham o ganho ou a perda
de peso de um coelho, por exemplo, entendem as operações básicas
da matemática. E elas preparam relatórios sobre tudo o que fazem,
o que as auxilia a deslanchar no português. Além da evolução no aprendizado, os pequenos ganham um sentimento que muitos nem
sequer haviam experimentado: auto-estima.
Essa mesma sensação enche de alegria o coração do menino Leonardo Neves, 11 anos, cada vez que ele monta o cavalo Pantanal, em meio
ao verde do Haras Pégasus, no Rio de Janeiro. Tetraplégico de
nascença (faltou oxigênio durante o parto), há um ano Leonardo se submete à equoterapia (técnica que usa a equitação para melhorar o estado de saúde). Hoje, é capaz de feitos que, tempos atrás, eram inimagináveis. De cima do cavalo, por exemplo, lança um bambolê e acerta no alvo, um cone de plástico. E ele sonha mais. “Sou otimista. Ainda acredito, um dia, ser jogador de futebol”, diz Leonardo. Os progressos do filho emocionam a mãe, Kátia Aguiar, 34 anos. “Ele está com mais força para apoiar o pescoço e mastigar os alimentos. Não imaginava que ia ser uma recuperação tão rápida”, festeja. Para ajudar no tratamento do menino, ela havia tentado fisioterapia, hidroterapia e natação. Nada foi tão eficaz quanto a equoterapia.
Na verdade, o uso de animais no tratamento de várias doenças tem sido um recurso cada vez mais utilizado. Várias pesquisas demonstraram que os bichos têm um fabuloso poder terapêutico. “Eles são remédios vivos”, afirma a veterinária Hannelore Fuchs, uma das principais especialistas no assunto do País. De acordo com pesquisas do cientista Dennis Turner, professor da Universidade de Duke (Estados Unidos), por exemplo, o contato com os animais ajuda a reduzir a pressão sanguínea, a diminuir os níveis de colesterol e de stress. Uma das hipóteses é a de que cuidar ou brincar com um bicho acalma e traz felicidade, verdadeiros bálsamos para a saúde. “Lidar com eles também contribui para a liberação de endorfina, aumentando a sensação de bem-estar”, diz Hannelore.
A veterinária trabalha em seis instituições. Uma delas é o Hospital
da Criança, ligado ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes, na capital paulista. Ela usa os animais para amenizar o período de internação hospitalar, aliviando o stress dos doentes. Entre os bichos aos quais
ela recorre estão cães, peixes, tartarugas e coelhos. “O importante
é transmitir a mensagem de alento, tanto para a criança quanto
para a família”, completa.

Os efeitos da equoterapia também são impressionantes. Os movimentos do cavalo aprimoram o equilíbrio e a coordenação motora, e também melhoram o tônus muscular dos pacientes. “O movimento do animal é semelhante à marcha humana, criando uma memória neurológica que pode ajudar a pessoa a voltar a andar”, esclarece a fisioterapeuta Katuche Baudsun, do Centro Integrado de Equoterapia e Qualidade de Vida, no Rio. A terapia é indicada para patologias, como depressão, insônia, deficiências neuromotoras e ainda para os que têm dificuldade de aprendizagem ou de relacionamento.
Esses resultados explicam o sucesso da atividade do policial Leonardo Rodrigues, de São Paulo. Seu projeto Cão Terapia existe há 11 anos e é feito com a ajuda da família, inclusive da filha Bárbara, cinco anos. No início, era ele quem procurava creches, asilos e entidades beneficentes para oferecer seus préstimos com oito cães, de raças variadas. Hoje passou a ser requisitado. “Levamos os cães com os obstáculos da escola de adestramento. Só de ver os animais as pessoas se identificam e se sentem mais felizes”, garante Rodrigues. A veterinária Yara Cardoso, professora do instrutor Rodrigues, presenciou uma reação surpreendente em um asilo. Um cão da raça são bernardo foi levado até uma senhora que estava na cama havia mais de um ano. “Pela primeira vez, depois de muito tempo, ela se sentou na cama. Foi para acariciá-lo. A enfermeira não acreditou”, lembra-se.

Como saber se um caixa automático foi clonado [infográfico] Aprenda algumas dicas rápidas de como fugir de caixas eletrônicos equipados com aparelhos de criminosos

Nos últimos anos, uma nova prática de clonagem de cartões começou a ser utilizada. Produzindo molduras falsificadas, quadrilhas invadem agências e adulteram os caixas eletrônicos para roubar dados de cartões e senhas. Eles retiram o sistema original, instalando computadores e leitores de cartão modificados para capturar todas as informações possíveis.
Nem mesmo cartões com chips estão livres das clonagens, por isso a melhor forma de evitar os roubos é pela prevenção. O Tecmundo preparou este artigo para mostrar as formas de verificar se o terminal utilizado passou por modificações criminosas. Fique atento às dicas e garanta a segurança de seus dados.

Fique atento à tonalidade do caixa

As molduras dos caixas eletrônicos são produzidas em larga escala e, por essa razão, possuem a mesma cor. Quando você for a uma agência, repare em todos os caixas que estão dispostos. Em uma situação comum, todos eles devem apresentar as mesmas características físicas. Quando o caixa é clonado, os bandidos utilizam (na maior parte das vezes) molduras falsas, que não respeitam a tonalidade original.
É verdade que esse procedimento de segurança é um ótimo primeiro passo, mas há também casos em que os criminosos utilizam frentes originais, roubadas de outras agências. Por isso, apenas verificar a tonalidade do caixa eletrônico não garante 100% de certeza da procedência do aparelho.

Má fixação das peças

Os bandidos estão sempre com pressa, afinal de contas, eles não querem ser pegos pela polícia ou por seguranças que possam barrar os seus ganhos. Devido ao pouco tempo para agir, dificilmente algum bandido conseguirá montar o aparelho com perfeição, tendo ainda que deixar facilitada a retirada posterior.
Somando todos esses fatores, fica fácil entender por que os equipamentos falsos não ficam bem presos à estrutura. Por isso, antes de inserir seu cartão no caixa automático, faça uma rápida verificação tátil. Basta tentar sacudir o aparelho (levemente) para saber se ele está totalmente fixado ou não.

Repare no software do caixa

Uma das principais falhas dos bandidos é na imitação dos softwares de controle dos bancos. Geralmente as cópias ilegais são congeladas, não apresentando a animação que os programas oficiais possuem. Outro ponto que merece atenção é a resposta do touchscreen.
Muitos caixas automáticos oferecem essa tecnologia, mas não são todos os equipamentos que suportam. Se na agência em que você está apenas um deles não possui o suporte, desconfie. Isso porque os bancos costumam abastecer as agências com aparelhos iguais, evitando disparidade entre os caixas.

Os outros caixas estão desligados

Ao chegar a uma agência, verifique se todos os caixas eletrônicos estão ligados. Os fraudadores costumam desligar todos os outros aparelhos para que os clientes do banco sejam obrigados a utilizar o que está clonado. Estando somente um deles disponível, é melhor procurar outro posto de atendimento.
Cuidados necessários
Outra prática que também é conhecida para forçar os clientes a utilizarem determinado terminal: membros da quadrilha ficam nos caixas normais, deixando apenas o clonado disponível. Há muitas quadrilhas que contratam apenas mulheres para o serviço, pois elas geralmente levantam menos suspeitas do que homens.

O dinheiro não foi entregue

Se o sistema acusava a existência de cédulas e na hora do saque o dinheiro não foi entregue, você pode ter sido vítima de um golpe. Saia da agência e ligue para a central de atendimento do seu banco para informar o ocorrido. Caso o problema não tenha sido reconhecido pela instituição, peça para que seu cartão seja bloqueado.

Não use o telefone da agência

Especialistas em segurança afirmam que utilizar o telefone da agência para informar possíveis clonagens não é uma boa ideia. Eles podem ter sido modificados para direcionar as ligações para receptores das quadrilhas, por isso procure utilizar o seu telefone celular a uma distância segura do local da clonagem.
.....
Esperamos que as dicas tenham sido úteis para sua segurança. Com alguns pequenos cuidados, é possível fugir de armadilhas eletrônicas utilizadas por bandidos espalhados por todo o país. Lembre-se sempre: qualquer problema em suas transações deve ser informado à instituição bancária.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/banco/13209-como-saber-se-um-caixa-automatico-foi-clonado-infografico-.htm#ixzz1XejZmOoP

sábado, 10 de setembro de 2011

Brasil vence Rep. Dominicana, encerra trauma e volta para Olimpíada

O basquete masculino brasileiro voltará a disputar uma Olimpíada após três edições de ausência. Mais de uma década de espera e frustrações terminou neste sábado, com uma vitória de 83 a 76 contra a República Dominicana, na primeira semifinal do Pré-Olímpico de Mar del Plata, na Argentina.
Jogo foi disputado e nervoso
Jogo foi disputado e nervoso
Apesar de liderar o marcador na maior parte do jogo e chegar a abrir dez pontos de vantagem no terceiro quarto, a Seleção Brasileira confirmou a vitória em um último quarto dramático, no qual erros de derrotas dolorosas do passado quase se repetiram. Ao estouro do cronômetro, os jogadores explodiram de alegria.
Quando conseguiu vaga para os Jogos de Atlanta, em 1996, na última participação em uma Olimpíada, o Brasil ainda contava com a geração de Oscar, Janjão, Pipoka, Demétrius e Rogério, comandados por Ary Ventura Vidal.
A tradição de ser uma das forças das Américas foi retomada sob o comando do argentino Rubén Magnano, campeão olímpico com a seleção de seu país natal em 2004 e um dos mais conceituados treinadores do basquete atual. Dentro de quadra, o time, mesmo sem contar com jogadores importantes como Anderson Varejão, Nenê Hilario e Leandrinho - que pediram dispensa da competição -, mostrou qualidade e raça para fazer história.
A campanha quase irretocável neste Pré-Olímpico teve apenas uma derrota, justamente contra a República Dominicana, na primeira fase, e será sempre lembrada pela incrível vitória brasileira contra a "geração dourada" argentina, cnquistada na última quarta-feira em solo rival.
Para o jogo deste sábado, que rendeu a vaga olímpica, o Brasil entrou em quadra com Marcelinho Huertas, Marquinhos, Alex Garcia, Splitter Giovanonni. A República Dominicana contava com três jogadores que atuam na NBA: Al Horford, Jack Martínez, Luis Flores e Charlie Villanueva. Completando o time, Baez e Ronald Ramon.
Do início que o Brasil entrou em quadra até o último segundo, todos sabiam de que não seria fácil. Vaiados pela torcida argentina, os jogadores só tiveram sossego quando o nome do técnico, Rubén Magnano, foi anunciado e ovacionado pelo público.
O Brasil comandou o placar durante todo o primeiro quarto, mas não de maneira tranquila. Duas jogadas de Tiago Splitter foram travadas por tocos adversários e cada cesta brasileira era prontamente respondida pelos dominicanos. Ainda assim, o time demonstrava confiança em jogadas como o primeiro arremesso de três pontos, convertido por Giovanonni, e uma enterrada de Rafael Hettsheimer, grande destaque da histórica vitória com a Argentina três dias antes, que saiu do banco já no início.
A primeira parcial terminou com o apertado placar de 18 a 17 para o Brasil. No segundo período, a República Dominicana voltou disposta a explorar o talento de todos os seus NBAs. O Brasil entrou com seus gigantes, Rafael Hettsheimer, Augusto Lima e Caio Torres para segurar o jogo de corpo rival.
Na beirada de quadra, Magnano parecia irritado com a arbitragem, assim como Splitter, que reclamava com o árbitro as faltas marcadas. De fato, o Brasil terminou o primeiro tempo com quase o dobro de faltas dos dominicanos. Com os caribenghos passando a frente, foi a vez da experiência voltar em quadra: Guilherme Giovannoni e Marcelinho Machado.
Já Marcelinho Huertas estava em mais um jogo atípico contra os dominicanos. Uma cesta de três pontos garantiu o placar a favor do Brasil nos últimos instantes do primeiro tempo: 39 a 36.
A tensão era nítida no rosto de todos os atletas, mas os brasileiros erravam menos. No terceiro quarto foi aberta a maior vantagem do jogo até então: oito pontos. O sonho olímpico parecia mais próximo e os arremessos de três brasileiros eram convertidos com eficiência.
Marcelinho Machado, cestinha, comandava o time. O jogo era pegado e Marquinhos deixou a quadra com o braço sangrando. O terceiro quarto terminou 62 a 55 para o Brasil. Faltava apenas um período para a definição da tão aguardada vaga olímpica.
A etapa final começou faltosa. Os dominicanos, que jamais disputaram uma Olimpíada, davam a vida em quadra. O mesmo faziam os brasileiros, que vibravam a cada cesta. Quando o Brasil abriu onze pontos de vantagem, a arbitragem, polêmica, marcou uma andada de Alex e cancelou dois pontos.
Apesar de reclamações, o Brasil não se desesperou e, com cesta de Huertas, abriu dez pontos a 4min do final. Nos últimos anos, o basquete nacional sofreu inacreditáveis reviravoltas em jogos que pareciam ganhos, e um filme passou pela cabeça dos torcedores quando os dominicanos diminuíram a vantagem para cinco pontos.
Para aumentar o drama, Giovanonni foi eliminado do jogo por exceder o limite de faltas a 3min do fim. O Brasil precisava de tranquilidade, mas o semblante dos jogadores era tenso. Marquinhos converteu dois importantes lances livres quando o placar era de 76 a 72.
Os caribenhos arriscavam chutes três que batiam no aro. A 1min40s do fim do jogo, Rafael Hettsheimer também deixou a quadra por excesso de faltas. A 1min do final, a vantagem brasileira era de cinco pontos. No fim, o Brasil segurou a bola, foi inteligente e assegurou a vitória e a classificação.
Fonte: JB on line

MEC divulgará na segunda as médias do Enem 2010

O Ministério da Educação (MEC) divulgará nesta segunda-feira as notas médias das escolas que tiveram alunos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2010. Neste sábado, já foi liberada uma avaliação geral sobre a prova, em que o governo exalta uma evolução de 10 pontos na média obtida pelos alunos nas provas.
Segundo o MEC, nos últimos dois anos o Enem viu o número de estudantes concluintes das escolas regulares públicas e particulares subir de 824 mil em 2009 para 1 milhão em 2010. Enquanto isso, a média obtida por esses estudantes nas quatro provas objetivas passou de 501 para 511 pontos. A meta do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame, é atingir a média de 600 pontos em 15 anos. Contudo, se forem mantidos os padrões de crescimento, a entidade prevê que seja possível antecipar essa meta em cinco anos.
Nesta segunda, serão divulgadas as médias obtidas pelos participantes do Enem em 2010, por estabelecimento de ensino. Os resultados são calculados a partir do desempenho dos alunos concluintes, e será possível verificar as médias de todas as escolas do Brasil, por modalidade de ensino, com resultados apresentados para o ensino médio regular, para a educação de jovens e adultos e para as duas etapas em conjunto. Também estarão disponíveis as médias separadas das quatro áreas objetivas avaliadas no exame, a da redação e a geral - prova objetiva mais redação.
Dados do Inep mostram que o número de escolas do ensino médio regular aumentou de 25.484 (2009) para 26.099 (2010). Terão as médias divulgadas os estabelecimentos de ensino com mais de dez alunos participantes. Conforme dados do Inep, 33% das escolas tiveram participação de 25% a menos de 50% dos estudantes; 27,4%, de 2% a 25%; 20,9%, de 50% a menos de 75%; 17,8%, mais de 75% dos alunos. Apenas 1% ficou abaixo de 2% de participação e não terão a média divulgada.
Fonte: JB on line

Socialistas debatem os rumos da economia brasileira e mundial

Partido Socialista Brasileiro - PSB
Seminário Nacional - 06/09/2011
Crise Econômica Internacional e a Economia do Brasil. Esse foi o eixo das palestras ministradas pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Porchman e o professor emérito da UFF, economista e cientista político, Theotonio dos Santos na tarde desta segunda-feira (5), em seminário no Rio de Janeiro. O evento foi promovido pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e a Fundação João Mangabeira (FJM).

Para o economista Márcio Porchman, o Brasil tentará enfrentar a crise reforçando o seu mercado interno. “Estamos mais preparados, mas é claro que seremos afetados, não há dúvida, especialmente, por ser uma crise de natureza mais fiscal”, observou.

Porchman afirmou que os países ricos tenderão a apostar mais no mercado externo que no interno, para uma possível recuperação, com isso, o Brasil entrará em uma fase de aprofundamento da competição internacional. “O Brasil tem que se antecipar e buscar na redução da taxa de juros um reposicionamento da moeda e do câmbio, para não sermos tão afetados por uma concorrência desigual por estarmos em uma posição inadequada dos juros e do câmbio”, explicou.

Já o professor, Theotônio dos Santos, defendeu as diversas formas de atuação do Estado na economia e ressaltou a importância do equilíbrio das contas públicas e do controle do déficit fiscal. “A queda da taxa de juros incentivará o investimento no setor produtivo”, argumentou.

“Não se pode ter uma taxa de juros maior do que a taxa de crescimento, pois, se assim for, o que você faz na prática é transferir o investimento da produção para o mercado financeiro”, destacou o cientista político.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Parceiro do RJ desbrava cultura e história de Duque de Caxias

Em um sítio arqueológico, foram encontrados fósseis humanos de 4 mil anos.

Museu Vivo funciona em uma antiga fazenda colonial.

Do G1 RJ
Segundo uma pesquisa realizada com 426 alunos de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, 98% deles disseram que tinham vontade de conhecer mais sobre o patrimônio histórico e cultural da cidade. A dupla de Parceiros do RJ Felype Bastos e Flávia Freitas foram conhecer o Museu Vivo, no bairro São Bento, para conhecer um pouco mais da história de Duque de Caxias.
A cidade nasceu no atual bairro de São Bento, onde ficava a Fazenda Iguaçu, a mais antiga da região. É onde também fica o Museu Vivo, também conhecido como Museu de Percurso.
“O museu tem sambaquis e muito patrimônio colonial nacional. Verificando as edificações, é possível ver os vestígios que os homens deixaram através dos tempos”, explica Marluce Santos de Souza, coordenadora do museu. “No museu está a edificação mais antiga da colonização portuguesa na Baixada Fluminense: o casarão da Fazenda Iguaçu. Talvez seja a única edificação de fazenda do período colonial de pé na Baixada Fluminense”, acrescenta ela, destacando também a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens de Cor.
De acordo com Marluce, outra edificação relevante é a tulha principal da Fazenda São Bento, que é uma antiga área de armazenamento de carvão. “Depois, foi um lugar onde eram recebidos os doentes com malária”, conta ela. “Outra edificação histórica é o local que já foi o armazém do núcleo colonial. Depois, foi transformada em escola para os filhos dos colonos e, atualmente, é a sede do museu”, complementa.
Fósseis humanos de 4 mil anos
O acúmulo de conchas, que serviam de alimento para a população que viveu na região, formaram verdadeiras encostas, chamadas sambaquis, que é o nome tupi dados às conchas. Dois dos duquecaxienses mais antigos encontrados nos sambaquis de São Bento têm, aproximadamente, 4 mil anos de idade. Os esqueletos foram encontrados há cerca de dez anos. Estão em uma área de ocupação desordenada e o cuidado com a preservação é bem precário. “Uma vez eu achei a cabeça de um ser humano, mas joguei fora, pois não sabia o que era”, conta Ednilton dos Santos, vigia dos sambaquis.
A descobridora dos sambaquis é a arqueóloga Marcele Mandarino, do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), que fica em Belford Roxo, também na Baixada Fluminense. “Passando pela rua, aquele acúmulo de conchas me chamou a atenção. Na semana seguinte, eu levei uma professora àquele local, e ela verificou que realmente se tratava de um sambaqui”, recorda Marcele. “A importância do sambaqui é o fato de ele ajudar a construir a própria identidade da comunidade local”, conclui.
Projeto Parceiro do RJ
Dezesseis jovens foram selecionados para formar o Projeto Parceiro do RJ. O grupo foi dividido em oito duplas, que vão representar e mostrar o cotidiano de oito regiões do Rio e Grande Rio. Em comum, seus integrantes querem registrar não só as mazelas, mas as coisas boas dos bairros onde moram.
Mais de 2.200 pessoas se inscreveram no projeto. Destes, os escolhidos vão revelar o cotidiano de Copacabana, Tijuca, Campo Grande, Complexo do Alemão, Cidade de Deus, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011


CAMPANHA SALARIAL 2011

Caravanas esquentam campanha salarial

   


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pronunciamento do senador Lindbergh Farias

Quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pronunciamento do senador Lindbergh Farias sobre violência policial e a comissão da verdade, em homenagem à memória da juíza Patricia Acioli

(Brasília, 16 de agosto, 2011)

Sr. Presidente,
Senhoras e senhores senadores,

            Confesso que estou desolado com o assassinato brutal e covarde da juíza Patrícia Acioli. Vinte e um tiros a atingiram em frente à sua casa. Seus dois filhos, entrando na adolescência, ouviram as rajadas e jamais esquecerão.
E nós? Ouvimos? Ouvimos os 21 ecos do ponto final imposto a uma história de vida exemplar?
E nós? Esqueceremos? Esqueceremos o sacrifício de uma jovem extraordinária, mártir da Justiça brasileira? Será essa morte mais uma entre tantas registradas nas estatísticas oficiais?
Como não podemos reparar o irreparável, o que nos resta fazer? O que ainda está a nosso alcance? Creio que seja meu dever, nosso dever, ouvir esses 21 tiros, escutar o que eles nos dizem para jamais esquecer, para render homenagem à memória da juíza Patrícia Acioli, para preservar sua memória e honrar sua luta, levando-a adiante. Cabe aos que compartilhamos os ideais de Patrícia, aos que nos comovemos e nos solidarizamos com sua família, cabe aos que estamos comprometidos com as causas mais elementares da justiça transformar a derrota em vitória, o retrocesso em avanço, a tragédia em marco histórico, em ponto de mutação que irradia a energia para um recomeço.
Com esse espírito, tentei escutar sob cada um dos 21 estampidos a voz de Patrícia, a voz da mulher de fibra que não emudecerá, e as lições que talvez sejam o seu legado, porque podem ser deduzidas de sua linha de conduta.
(1) Para construir um país é preciso olhar para a frente e acreditar, confiar, não perder a esperança. Essa tese me foi suscitada pela juventude de Patrícia, uma heroína precoce. Tudo em sua biografia remete ao futuro: ela era movida pela confiança, que se alimentava antes na esperança do que no diagnóstico realista do presente. A juíza Patrícia demonstrou até o fim plena confiança na possibilidade de construção de uma ordem social justa, que lhe permitisse transitar sozinha, dirigindo seu próprio automóvel, em segurança. Ela vivia esse futuro desejado para antecipá-lo, tornando-o real em suas ações e, assim, ajudando a construi-lo como uma profecia virtuosa que seu auto-cumpre.
(2) Olhar para a frente, confiando, não pode ser apenas um ato de vontade sem lastro no passado, sem base de sustentação que atribua consistência aos compromissos com o futuro, aos passos em direção ao futuro. Isso vale para os indivíduos e as sociedades. A psicologia e a psicanálise demonstraram que não é saudável negar o passado mesmo que as intenções sejam evitar o sofrimento e construir um futuro positivo. Para que o trauma seja superado, é preciso fazer o luto. Caso contrário, a realidade negada e o sofrimento recalcado retornam sob formas patológicas e desestruturantes. Para construir o futuro, é necessário olhar o passado nos olhos, ainda que o preço a pagar seja doloroso. A juíza Patrícia Acioli, mesmo sendo reconhecida pela compaixão, sabia ser rigorosa na cobrança de responsabilidades. Ou seja, ela nos ensinou a olhar para trás. Nunca se negou a examinar o passado e fazer o balanço das feridas.
(3) Encarando o passado, a juíza Patrícia Acioli sempre julgou com equilíbrio, sem impulsos vingativos, mas nunca renunciou ao rigor quando julgava e distribuía sentenças, apontando responsabilidades. Ela nos mostrou que rigor e compaixão podem conviver, assim como a admissão da verdade com a vontade de restaurar laços e cooperar.
(4) As teses anteriores funcionam como premissas para uma primeira conclusão, de consequências importantes para a política brasileira: sem o momento de verdade, não pode haver reconciliação efetiva, produtiva, saudável. Como também nos ensinaram o ex-presidente Nelson Mandela e o reverendo Desmond Tutu: verdade e reconciliação são as pedras de toque de uma transição democrática completa e consistente. Faltando uma delas, o edifício desmorona.
(5) Patrícia Acioli era de uma geração que chegou à vida adulta e ingressou no mundo profissional quando a Constituição de 1988 estava sendo elaborada e promulgada. Enquanto operadora do Direito, defensora pública e depois juíza criminal, ela era filha da Constituição. Beneficou-se das conquistas democráticas, às quais sempre foi fiel em sua prática institucional. Sua vida como juíza não pode ser contemplada senão nos marcos dessa moldura. O Estado democrático de direito não representou, portanto, uma circunstância ou uma escolha eventual, passível de substituição e adaptações. Nada disso. O Estado democrático de direito foi a segunda natureza de sua história profissional, a essência de seu compromisso com a carreira jurídica, o fundamento e o horizonte normativo e valorativo de seu engajamento. Mais uma lição: a democracia não é uma acomodação oportunista provisória ou um movimento tático, mas um engajamento estratégico, permanente, existencial e profissional, ético e político.
(6) A insatisfação contínua de Patrícia com a realidade com que se defrontava refletia sua visão prática e seu relacionamento com o Estado democrático de direito. A democracia não é uma panacéia, nem uma realidade estática, mas um processo sempre aberto e que demarca os limites em que os conflitos devem ser vividos, para que conduzam a superações sucessivas das deficiências porventura identificadas na realização dos valores constitucionais, e não ao sacrifício das conquistas e de suas condições de possibilidade.
(7) Deduzimos outro ensinamento implícito da juíza Patrícia Acioli, ao contrastarmos sua valorização das leis e da institucionalidade jurídica –amplamente expressa em seu desempenho-- com sua vigorosa insatisfação, manifestada na luta incansável e corajosa contra a brutalidade policial, contra a violência do Estado, e também traduzida em sua dedicação às causas dos mais pobres, daqueles que são mais vulneráveis a injustiças: a desigualdade no acesso à Justiça é uma das mais infames manifestações da desigualdade, em nossa sociedade. Combatê-la é dever de todo democrata.
(8) Outra lição implicada em sua sistemática recusa a resignar-se com as injustiças presentes nas práticas dos agentes estatais: a transição democrática brasileira não provocou um descolamento entre o Estado e a sociedade, por fazer o primeiro mudar em um ritmo que a sociedade não acompanhou. Ao contrário, o processo deu-se de um modo tal que estratos internos ao Estado não acompanharam o ritmo e a direção que marcaram as mudanças de outros estratos seus e da sociedade.
(9) Devemos ouvir a voz emudecida da juíza Patrícia e extrair a lição subjacente a seu esforço generoso e destemido de reprimir e condenar a brutalidade policial, as execuções extra-judiciais, rasgando as máscaras dos “autos de resistência”, e devemos atentar para a mensagem que ela nos envia por meio de seu combate a máfias e milícias, nas quais agentes públicos se envolvem em atividades corruptas, lesivas ao interesse público e violentas. Ela parece nos dizer: há algo de podre no reino da democracia brasileira; há algo de abjeto e inominável nos porões do Estado brasileiro; há cadáveres no armário e crimes ocultos, e uma corrente venenosa debaixo das construções maravilhosas de que nos orgulhamos –e com razão o fazemos, porque elas são de fato maravilhosas. O que, entretanto, não as impede de abrigar o avesso da ordem que elas edificaram e que, honradamente, simbolizam. Não se trata de armação ardilosa, voluntária, golpista. Não se trata de um jogo consciente e perverso. As duas coisas são inteiramente verdadeiras e essa contradição é o dilema que nos desafia: a transição política nos proporcionou o Estado Democrático de Direito mas, por algum motivo que resta investigar, nos legou também, subrepticiamente, seu antídoto, sua negação, uma dinâmica contagiosa que se alastra ante nossos olhos, mas sem que a identifiquemos, sem que a compreendamos, sem que reconheçamos sua gravidade, sem que tomemos atitudes compatíveis com o risco que ela representa para a saúde da democracia.
(10) A juíza Patrícia Acioli, por intermédio de sua obstinação civilizatória, levantou o véu e nos revelou o que resistimos a admitir: o antídoto, o veneno, a negação, o avesso do Estado Democrático de Direito é a violência perpetrada por estratos do próprio aparelho de Estado contra a cidadania, contra a Constituição.
(11) Nenhum país moderno, das dimensões e da complexidade do Brasil, está imune à violência policial, muito menos à infestação por máfias e outras formas de crime organizado. Por que, então, estabelecer conexões entre episódios criminosos e as condições em que se realizou a transição democrática brasileira? Primeiro: fenômenos semelhantes podem ter causas distintas sem cujo conhecimento as terapias não funcionam. Ou seja, terapias análogas nem sempre obtêm o mesmo resultado, mesmo que os alvos sejam similares. Segundo: não basta que os fenômenos sejam semelhantes; é preciso examinar a escala em que ocorrem, porque a quantidade altera a qualidade e pode refletir condições bastante diferentes. A vida e a morte de Patrícia nos ensinam: anos de trabalho dedicados a casos que continuaram se acumulando, sem nenhuma atitude definitiva do Estado e da sociedade. Houve 8.708 autos de resistência entre 2003 e 2010, inclusive, no Estado do Rio de Janeiro. Portanto, 8.708 pessoas foram mortas pelas polícias. Não se sabe quantas foram sumariamente executadas, mas os pesquisadores suspeitam que a maioria. Por fim, 21 tiros no tórax e na face da juíza: a assinatura corriqueira de milícias e grupos de extermínio vangloriando-se da impunidade. Um estrato do Estado contra outro. A legalidade constitucional encarnada na toga, vestida por uma mulher notável, entra em confronto com a arrogância armada da brutalidade desmedida. Os números do Rio e do Brasil situam a problemática da violência policial em patamar absolutamente excepcional. E a singularidade do caso brasileiro remete a uma pluralidade de causas, entre elas a forma pela qual transitamos, no Brasil, da ditadura para a democracia --destaco este ponto porque ele costuma ser negligenciado.
(12) Há outro aspecto importante que distingue a situação de nosso país, face à violência policial verificada em outros países, e face à incidência do crime organizado (isto é, daquele crime do qual participam agentes públicos, pois é esta a definição técnica de crime organizado) em outras partes do mundo. De novo, quem nos esclarece sobre esta questão é a performance pública da juíza Patrícia. A insistência com que ela, em suas sentenças e em suas atitudes, conclamava as autoridades a assumirem suas responsabilidades diante do descalabro, diante do descontrole das polícias, foi eloquente: o que diferencia o caso nacional é a indiferença do poder público à traição de que é vítima, quando seus agentes cometem crimes contra a cidadania, em particular quando aqueles aos quais incumbe defender a vida, os direitos e a segurança pública fazem o contrário, invertendo seu dever e seu mandato contitucional.
(13) Consideremos um exemplo recente para que não pareça que estou divagando. Sigo a inspiração da juíza, cuja prática foi a contra-prova da tendência predominante. Sua postura, pela excepcionalidade, confirma a regra. Em Nova Iguaçu, no dia 20 de junho deste ano, uma criança foi morta por policiais. Seu nome era Juan Moraes e seus pais tiveram de ingressar no programa de proteção às testemunhas, porque denunciaram os assassinos de seu filho. Por justiça e pela verdade, arriscaram a vida e sacrificaram a vida que levavam. No dia 6 de julho, autoridades da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro declararam à mídia que, a partir daquele momento, as mortes de civis em supostos confrontos com policiais passariam a ser investigadas, inclusive com participação da perícia. Todos os cidadãos sensatos ficaram perplexos. A polícia informava que passaria a cumprir seu dever. Em outras palavras: a polícia confessava que não cumpria seu dever. Mencionei o caso trágico de Juan, mas não estamos falando de um episódio. Repito o número escandaloso: foram 8.708 mortes em oito anos, somente no estado do Rio de Janeiro. A tese demonstrada é a seguinte: a indiferença não é uma inclinação eventual de uma ou outra autoridade. Pelo contrário, a indiferença constitui um padrão e corresponde, portanto, a uma política institucional. Ainda que ela se reproduza por força da inércia de culturas corporativas, a continuidade não seria possível se não houvesse ampla omissão e cumplicidade de distintos estratos.
(14) Patrícia Acioli nos conduz a duas grandes interrogações: qual a raiz histórica dessa assombrosa realidade, em que vemos estratos do Estado inteiramente descolados do discurso oficial, da norma legal, do compromisso constitucionalmente atribuído às instituições responsáveis? A persistência de Patrícia, que resistia, chocando-se contra a insistência das instituições policiais em preservar padrões comportamentais, cognitivos e valorativos herdados do passado autoritário, gera um atrito, cuja incandescência acende a luz da razão e suscita uma tese: essa herança cultural passou incólume pelas mudanças provocadas pela transição democrática. Certamente, a cultura profissional de que falamos (com seus componentes cognitivos, simbólicos, identitários, emocionais, valorativos, comportamentais) não nasceu na ditadura, mas deve a ela sua qualificação, no sentido negativo da palavra. O regime oriundo do golpe de 1964 absorveu acriticamente, e modernizou, o pior de nossas tradições autoritárias, racistas e violentas, que jamais haviam sido, na esfera policial, confrontadas diretamente, mesmo na democracia de 1945. Como chama a atenção a professora Sandra Helena de Sousa: a transição democrática que culminou com a promulgação da Carta de 1988 tampouco passou a limpo esse anacronismo, o que acabou por reificá-lo e convertê-lo em perverso atavismo institucional.
(15) A segunda interrogação deixa as raízes de lado e nos devolve aos dias de hoje: por que essa realidade assombrosa, mesmo tendo atravessado praticamente incólume o período das reformas institucionais, nos anos 1980, persiste, atualmente, em um Brasil tão profundamente diferente? A história profissional da juíza Patrícia Acioli, mais uma vez pelo efeito do contraste, ilumina a resposta: aspectos importantes da antiga cultura policial e alguns procedimentos arcaicos perduram porque são parcialmente compatíveis com determinadas expectativas e com certos valores de alguns setores da sociedade e razoavelmente funcionais. Observe-se que a funcionalidade não é completa, pois restam contradições, sobram resíduos, produzem-se externalidades, problemas e desfuncionalidades. Ou seja, geram-se efeitos negativos para todos, inclusive para os segmentos sociais referidos e para o exercício do poder do Estado.
(16) A tese que acabo de expor recoloca uma questão que já havia sido tratada, permitindo uma correção que enriquece e precisa a afirmação anterior: não só estratos internos ao Estado se descolaram e não acompanharam o ritmo e a direção que marcaram as mudanças de outros estratos seus e da sociedade. O mesmo é válido para certos estratos sociais, no plano da cultura política e dos valores cívicos.
(17) As duas respostas (a raiz histórica e a funcionalidade parcial) se complementam e, superpostas, conduzem a mais uma tese: a transição política brasileira, ao excluir qualquer procedimento que valorizasse a restauração da verdade, relativamente aos crimes do Estado, fundou o pacto de reconstrução unilateralmente na reconciliação, submetendo a memória dos fatos dolorosos ao regime da negação. A pura e simples negação equivale ao recalque e enseja a continuidade destrutiva da experiência traumática, o que vale para vítimas e algozes. O regime da negação afetou a cultura cívica, produziu efeitos sobre a cultura política e se estendeu para o conjunto do aparato repressivo da ditadura, alcançando, portanto, a problemática das polícias e das respectivas culturas institucionais.
(18) Não desconstituir moralmente os crimes do passado em um ritual de passagem, política e simbolicamente poderoso, implicou também não questionar com radicalidade moral os procedimentos policiais padrão. Tudo se agrava quando se tem presente que tais procedimentos, consagrados e modernizados pela ditadura de 1964, a antecederam –ou seja, estão profundamente arraigados.
(19) Desse conjunto de reflexões, suscitados pela trajetória exemplar da juíza Patrícia Acioli, surgem duas recomendações. A primeira: a comissão da verdade que será –eu espero-- constituída em breve deverá desempenhar não só um papel decisivo no que diz respeito ao restabelecimento da história real do Brasil, como também um papel estratégico para nosso futuro. A comissão da verdade poderá assumir o compromisso de inundar o Estado, em todos os seus estratos, em todas as suas instituições, com o espírito e a conviccão de que “nunca mais” nosso país vai tolerar o intolerável, resignar-se a conviver com o inaceitável. Nunca mais! Nunca mais, a barbárie. Foi esse o brado que ecoou na voz de Patrícia, em cada um de seus atos: “nunca mais”. Torturas, execuções extra-judiciais, grupos de extermínio, crimes perpetrados por agentes do Estado sob a cobertura da pusilanimidade: “nunca mais”. Esse “nunca mais” convertido em valor deve se transformar em modelo de orientação de comportamentos. E deve infiltrar-se nos estratos sociais que resistem aos valores democráticos, legalistas e humanistas.
(20) A segunda recomendação se refere aos mecanismos de controle da atividade policial. Parte substancial da insegurança pública é provocada por agentes do Estado. Sendo assim, sem prejuízo da necessidade de prevenirmos e reduzirmos a enorme violência praticada pela sociedade, impõe-se uma ação urgente e concertada das mais diferentes agências do Estado nacional, em suas diversas instâncias, para submeter a violência de seus agentes ao controle constitucional e democrático.
(21) Se os policiais brasileiros são desvalorizados, profissionalmente, se recebem salários indignos e formação inadequada, se trabalham em condições precárias e arriscadas, se atuam em estruturas organizacionais que inibem em vez de potencializar suas capacidades, temos de lhes oferecer alternativas e perspectivas de mudança. Pessoalmente, estou investindo nesse caminho. Entretanto, nada justifica que adiemos o confronto com essa questão dolorosa: o ovo da serepente tem de ser extirpado em benefício da sociedade brasileira, do Estado democrático de direito, da segurança pública, do respeito aos direitos e às liberdades, e em benefício dos próprios policiais, que merecem lugar de destaque na construção de um futuro mais justo e pacífico em nosso país. Pensando assim, pretendo apresentar em breve um projeto de Lei que revigore, aprimore e amplie os mecanismos de controle da atividade policial, apoiando o Ministério Público, o Judiciário, a Defensoria Pública e a sociedade civil, em seu esforço para reduzir os crimes perpetrados pelo próprio Estado. É preciso olhar menos para os desvios de conduta individuais e mais para os padrões institucionalizados e as responsabilidades superiores, nas instituições e nos governos. Assim como o calvário de Maria da Penha estimulou a luta das mulheres contra a violência, espero que o sacrifício de Patrícia Acioli nos inspire e nos mobilize. É o mínimo que lhe devemos para honrar sua memória.

domingo, 21 de agosto de 2011

Conjuve lamenta a perda irreparável da companheira Eliane Oliveira

Os integrantes do  Conselho Nacional de Juventude lamentam profundamente a perda da  conselheira Eliane Oliveira, na última quinta-feira (18),em acidente de moto, no Sul da Bahia. Com apenas 32 anos, Eliane começou sua militância no Partido dos Trabalhadores, onde ainda muito jovem iniciou sua luta em defesa da juventude, das mulheres e, em especial, das trabalhadoras rurais.
A sua partida precoce deixa uma grande tristeza em todos nós, que tivemos o privilégio de conhecê-la e acompanhar de perto o seu trabalho.  E a melhor forma de homenagear a nossa companheira é dar continuidade ao seu compromisso de construir um Brasil mais justo e solidário para todos os brasileiros e brasileiras, superando, principalmente, as diferenças que ainda existem para aqueles e aquelas que vivem no campo.
Nesse sentido, precisamos continuar trabalhando, com determinação, para que os jovens rurais tenham acesso a políticas que promovam sua emancipação, transformando-os em protagonistas das transformações do Brasil.
Eliane, que era agricultora familiar no município de Tancredo Neves, era conselheira nacional de Juventude e cursava Administração. Foi presidente da Associação de Pequenos Agricultores da Comunidade do Riachão do Meio, presidente da Cooperativa dos Pequenos Produtores e coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais naquele município.
Enviamos nosso pesar e a nossa solidariedade à família e aos amigos.
Gabriel Medina
Presidente do Conselho Nacional de Juventude

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

JUVENTUDE DE DUQUE DE CAXIAS FAZ HISTÓRIA

Por: Marcelo Ribeiro
O dia 3 de setembro de 2011 será sem dúvida alguma, um momento histórico para os jovens de nossa cidade. Neste dia acontecerá a primeira Conferência Municipal de Juventude de Duque de Caxias. Desde o mês de março a Superintendência da Juventude tem organizado ações que visam dialogar com as mais variadas juventudes de nossa cidade. Construir sem ter um caminho anterior e muito mais difícil, mas, contudo, também é mais prazeroso, pois desenvolve uma cultura própria de estrutura sem os vícios que um órgão deste poderia conter na sua trajetória anterior. Assim, quando os primeiros delegados (as), começarem a entrar nas dependências da Unigranrio para participar da Conferência, estes também estarão entrando para a história de nosso município, como construtores desta nova etapa de crescimento e avanço em Políticas Públicas para a Juventude, cabe a todos nós, que sempre buscamos e sonhamos com este momento, saber reconhecer a iniciativa do Prefeito Zito e dos jovens que estão à frente deste processo. Garantir uma Conferência produtiva, pautada pelo respeito às divergências e a pluralidade de idéias é condição fundamental para escrevermos uma história jovem republicana em nossa cidade. Parabéns a todos aqueles, que estão tornando este sonho possível, e também aqueles que bestializados em seus pensamentos pequenos, não sabe que estavam dando o carvão necessário para que este projeto torna-se uma realidade. Duque de Caxias esta entrando em uma nova fase, e os nossos jovens são parte importante nesta trajetória.

Falta de Segurança nas Transações Bancárias. A quem recorrer?

Divulgado ontem dia 19 de agosto, uma nota da Febraban (Federação de Bancos brasileiros), admitindo que muito dinheiro sai das contas dos correntitas no Brasil através de fraudes detectadas por ladrões virtuais. Em primeiro lugar será verdade que apesar de alta, a quantia de quase 1 bilhão de reais é de fato a quantia correta subtraída neste crimes; Segundo porque não existe uma advertência nos comerciais de televisão e em todos os outros canais de propanganda mostrando os perigos sobre o uso destas tecnologias; Terceiro a populaçao ao usar estes mecanismos eletrônicos devem saber, que estão contribúindo para desempregar vários bancários e bancarias país a fora, e portanto deixando de ter em contra partida um atendimento mais humanizado, visto que o lucro dos bancos poderiam manter vários postos de trabalho nas agências. Enfim, seria necessário uma campanha para mostrar o que os bancos escondem e a midia busguesa que recebe muito dinheiro nas propagandas destes bancos nada fazem para conter este que um problema democratico ou seja afeta a todos. Mas, como esculto dizer a muito tempo, no Brasil só quem perde é quem não tem quase nada para perder, as grandes quantias e as grandes fortunas são muito bem resguardadas destes problemas, enquanto os menos afortunados são chamados a pagar por esta conta. Um vergonha.  

Economia - Bancos perdem mais de R$ 680 milhões com fraudes eletrônicas

SÃO PAULO - Os bancos perderam R$ 685 milhões com fraudes praticadas por meio eletrônico, no primeiro semestre. Isso corresponde a um aumento de 36% em relação aos seis primeiros meses de 2010. Os dados são da Federação Brasileira dos Bancos. Segundo a Febraban, esse aumento se deve ao uso crescente dos meios eletrônicos como forma de pagamento, à falta de uma legislação que iniba o avanço desse tipo de crime e ao descuido de muitos usuários quanto aos procedimentos de segurança. Fonte: JB on line.